Uma Realidade Mágica!

35 Os H's da questão


Notas iniciais
Gente, perdoem a autora que nem revisou o texto antes de postar, esses últimos dias eu não estive bem de saúde e ainda não estou 100%, mas vim postar para dar segmento na história. Espero que gostem do capítulo e, fãs do Hook, que não queiram me bater com o rumo que a história está tomando. Boa leitura.

Hook’s POV:

Quem diria que a Salvadora de StoryBrooke ganharia minha afeição da forma como ganhou? O fato é que, desde que a conheci, na Floresta Encantada, ela ganhou meu coração. Não, talvez isso fosse um pouco meloso demais. Entretanto, Emma com certeza era um desafio que eu queria desbravar.

Passamos pouco tempo juntos, após o fim do casamento dela. Mas não deu certo, a fragilidade de Emma Swan era temporária e passageira. Só me arrependo de não ter tomado aquele corpo para mim. Garanto que se o tivesse feito, a loira seria minha até hoje.

Ela voltou para sei lá onde, me deixando completamente sozinho naquela terra entediante. Tinha a rainha para me divertir, Regina era uma mulher e tanto, mas nunca consegui me aproximar dela da forma como sempre quis. Desde o Reino Encantado que eu queria possuir aquela morena.

Porém, sumir daquele atraso de vida foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Um homem como eu merece curtir o máximo possível da vida. Só que os cachos loiros e o cheiro daquela mulher me assombravam. Ela era como um desafio perdido, uma batalha que perdi. Como eu desejava aquele corpo!

Voltei à StoryBrooke, era um sábado de manhã. Não sei quanto tempo passei longe dali, mas aquela cidade parecia fazer festas por qualquer besteira. Aquele não era um dia diferente. Tinha muita gente juntando enfeites e alguns anões carregavam as escadas que usariam para pendurá-los. Decidi me manter oculto e apenas observar, chegar em tempos de festa era um saco, pois as festas que os moradores dali davam eram sempre uma droga.

E foi em meio à esse tumulto que eu a avistei. Emma andava em direção ao Granny’s, as mãos dadas com uma mulher de cabelos castanhos que nunca havia visto antes por ali. Elas conversavam e seus corpos se encostavam vez ou outra. Mas o que era aquilo? A castanha passou o braço sobre os ombros da loira e a mesma a segurou pela cintura. Ao chegarem em frente à lanchonete, elas pararam e deram um beijo de despedida. Na boca. Eu estava mesmo vendo aquela cena? Cara, isso foi quente. Não tivesse me causado tanta irritação, teria sido uma cena memorável. A mulher que estava com ela era uma gata, não podia dizer o contrário, só que quando Emma e eu tivemos o nosso lance, ela parecia fria como gelo, nunca me deixava tocá-la em público. Agora se beijava com outra mulher no meio da cidade?

Decidi seguir a xerife, por um tempo consegui acompanhar seus passos. Só quando ela pegava o carro é que eu me recriminava por não estar presente. A noite foi chegando e continuei me escondendo entre os arbustos e árvores, em qualquer lugar que pudesse me ocultar. Isso significava algumas caçambas de lixo vez ou outra. Eu queria estudar Emma primeiro. Como um bom pirata, sei bem que a melhor hora para atacar é quando o oponente está mais frágil.

Porém o que eu via ali não parecia nada frágil. A loira passou outra vez pelo Granny’s, encontrando a castanha que estava de saída. Elas se deram outro beijo e caminharam até a pensão. Quando pararam em frente à entrada, a loira parecia querer se despedir, mas a castanha não soltou sua mão, puxando-a um pouco. Aquilo estava muito bom de ser, uma cena de sedução que estava me deixando curioso.

Emma deu um sorriso sacana e ambas entraram porta adentro da pensão. Merda, eu queria observar mais. Para minha sorte, o quarto ao qual a luz se acendeu revelou o rosto da mulher à janela. Excelente! Bem em frente aquela janela havia uma árvore com tamanho e resistência necessários para satisfazer minha curiosidade.

Subi e agradeci por apenas os vidros terem sido fechados. Com a luneta, assisti de camarote as duas mulheres em uma cena que me deixou cheio de tesão. Como eram gostosas! Mas eu não conseguia desgrudar os olhos do corpo da loira. Sua performance na cama era exatamente como eu imaginava. Até melhor!

Durante todo o ato delas eu me mantive hipnotizado, apenas observando. Mas quando elas finalmente dormiram, abraçadas, sorrindo, foi que a fúria me subiu à cabeça. Então Emma Swan tinha me repelido tanto para se entregar completamente para uma vadia qualquer? Pensar no fato de que aquela mulher tinha conseguido fazer com ela algo que eu fiquei apenas na vontade, me enchia de uma raiva sem tamanho. Emma Swan tinha que ser minha. Quando fosse, não iria querer ser de mais ninguém.

O dia amanheceu e eu as vi sair. Elas separaram-se e Emma encontrou-se com a Snow White, talvez fossem para casa. Me restou seguir a mulher de cabelos castanhos. Não acreditei quando ela parou em frente à casa da prefeita. Aquele pirralho, como era mesmo o nome dele? Aquele pirralho filho da Emma apareceu correndo e abraçou a mulher com força. Regina apareceu logo atrás e elas se cumprimentaram com beijos no rosto. Mas que porra estava acontecendo? Quando eu namorava Emma, ela nunca me deixou chegar perto daquele pivete e Regina muito menos. O que essa moça tinha que conseguiu roubar tudo que eu mais desejava?

Os três entraram no carro animados. Mas que diabos? Ela estava mesmo dirigindo o carro da rainha? Fui tomado por um ódio mortal. Aquela mulher ousou navegar pelas águas turbulentas que eu sempre quis conquistar. Voltei ao quarto dela na pensão, entrando pela mesma janela a qual eu as tinha assistido na noite anterior. Comecei a procurar dentre as coisas dela algo que me mostrasse quem era. A melhor forma de derrotar um inimigo é saber suas fraquezas.

Achei um crachá de funcionária. Doutora Remy Hadley. Médica então? Trabalhando no Granny’s? Tinha algum podre ali e eu descobriria. Vasculhei mais, encontrei uma ficha de tratamento. Então, ela era uma médica doente? Interessante. Dei uma última olhada no lugar, não tinha mais nada que eu me interessasse. Iria partir para meu outro alvo: a prefeitura.

Quando a noite caiu, observei um a um dos moradores irem ao salão da cidade. A festa era o aniversário do garoto. Pelo jeito, estavam todos revivendo seus contos de fadas, ou a grande maioria. Aquela era a hora perfeita para agir.

Corri como um louco pelas ruas vazias da cidade em direção à prefeitura. O lugar parecia abandonado, não havia uma viva alma fora daquele salão que não fosse eu. Assim que cheguei, arrombei o lugar. Talvez Regina a estivesse controlando. Não entendo muito de magia, mas sei o suficiente que, se eu tivesse o coração daquela garota, poderia ter uma vida bem interessante ao lado dela e de Emma.

Vasculhei todo o escritório, embora estivesse tentando manter tudo em seu devido lugar. Não queria que soubessem assim tão rápido que o lugar tinha sido invadido, eu precisava de algum tempo de vantagem. A única coisa que encontrei foi papéis com a ficha médica de Regina. Então a rainha tinha estado adoentada? Droga, por que sempre perco o melhor da ação? Logo abaixo, a assinatura do diagnóstico era de Allison E. Cameron e Remy Hadley. Perfeito. Aquilo poderia vir a me servir. Nunca se sabe.

Saí e fiquei escondido entre as árvores e plantas do jardim. Acabei dormindo por ali, estava um caco. No dia seguinte, acordei assim que o sol nasceu. Queria ver a cara de Regina quando soubesse da invasão e então poder partir para o meu terceiro alvo. Não demorou muito e pude ouvir a freada brusca de um carro. Logo apareceram em meu campo de visão a imagem de Regina, Emma e Red.

Eu vi quando a loba ficou farejando o ar e quase passou mal. Porcaria, a loba tinha que estar com elas? Por que aquela virgenzinha tinha que ter um dom tão pé no saco? Para minha sorte, eu estava realmente fedido. Fedendo muito mesmo. Afinal, um dia todo correndo de um lado para o outro, me escondendo entre os livros e matos da cidade, sem banho, teria que ter alguma consequência. Elas entraram e pude correr, antes que flagrassem, para o próximo alvo: a delegacia.

Chegando lá, não fui tão cuidado como em outros ambientes. Eu deixei o lugar de pernas pro ar. Revirei cada móvel, pasta e arquivo que tinha ali. Acabei por achar algumas coisas interessantes. Emma mantinha ali o seu pedido de dispensa do hospital, assim como uma declaração que tinha algo a ver com a namorada. Peguei os papéis e enfiei nos bolsos. Vi uma jaqueta pendurada atrás da porta, provavelmente era do almofadinha do Nolan. Aquilo me deu uma ideia.

Entrei na cela. Logo abaixo do travesseiro havia uma roupa de preso, toda cinza, que nunca vi ninguém usar. Era perfeita. Tirei toda minha roupa e avistei uma câmera fotográfica no chão. Sorri sacana e peguei a máquina, segurei firme o membro que estava ereto só de pensar em Emma e bati a foto. Essa ficaria de lembrança para ela, para ver o que perdeu. Vesti a roupa cinza e enfiei as minhas embaixo do colchão. Por último, a jaqueta do Nolan despistaria o maldito faro daquela loba. Com tudo pronto, eu parti.

— Me aguarde, Emma Swan. Assim que eu me livrar dessa garota, voltarei para ter você.

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House's POV

Hospital Escola Princeton-Plainsboro, duas semanas depois.

Aquele era mais um dia chato na clínica, atendendo idiotas com sintomas que até um macaco poderia diagnosticar. Estava quase na hora da minha novela preferida, eu tinha que dar um jeito de me livrar daquele lugar e despistar a Cuddy.

Peguei uma das fichas e me dirigi ao consultório um. Assim que abri a porta, a visão do homem sentado sobre a maca me pegou de surpresa. O sujeito tinha um gancho preso ao punho, no lugar de uma das mãos, e uma cara de Jack Sparrow da sarjeta. Aquele sujeito me deixou curioso.

— Então, qual o seu problema... – Abri a ficha para ler o nome do homem diante de mim. – Killian Jones? – Eu o encarei. – É sério? O nome Peter Pan já tinha sido usado? – Falem em tom de deboche.

— Pode me chamar de Hook. – Ele disse, ficando em pé e fazendo uma pose, parecia estar servindo de modelo para algum pintor exotérico. – E Peter Pan não era um cara tão legal quanto vocês pensam. – Ele voltou a se sentar.

— Desculpe, mas a psiquiatria é no terceiro andar. – Falei de forma cínica, ia anotar na ficha que era só mais um maluco ou alucinado e sair da sala, quando ele chamou minha atenção.

— Não estou louco. Estou aqui pra gente conversar. – Ele deu um sorriso sarcástico.

— Conversas também são no terceiro andar.

— Não esse tipo de conversa. Era você, não era? O chefe da Emma?Ah, claro, aqui vocês a conheciam como Cameron. Foi o cara que deu o fora nela, não foi? – Parei assim que ouvi aquele nome. Ele sorria de um jeito triunfante.

— Claro, ela costumava mesmo espalhar seu amor por mim aos quatro ventos. Infelizmente eu não pude correspondê-la nesse sentimento tão nobre. – Me afastei da porta e joguei sua ficha sobre o móvel enquanto falava de forma bem irônica, ficando em pé diante dele.

— Na verdade, ela não falava. Acredito que ela não tenha falado de mim também. – Ele tornou a abrir o sorriso, será que Cameron poderia mesmo ter namorado aquele idiota?

— Foi esperta em não dizer. – O encarei e ele soltou uma gargalhada. Aquele homem estava me intrigando. – Ela namorou mesmo com você?

— Eu tenho um gancho, você uma bengala. Garanto que o meu é mais útil. – Ele apontou minha bengala com o gancho e gargalhou outra vez. – Você também é um covarde? Conheço um que ferrou a própria perna para não ir à guerra. – Ele exibiu um sorriso sombriu, respondi sua pergunta com outra.

— Seu gancho, como o conseguiu? – Apontei o objeto com a bengala e ele o ergueu, orgulhoso e com um brilho furioso no olhar.

— Um crocodilo a cortou. – Ele encarou minha perna manca e senti que tinha a ver com o tal covarde que ele conhecia. Logo ele ergueu a cabeça de novo e exibiu outro sorriso perverso. – Mas o que está me incomodando nesse momento é uma lagarta. – Ele fez uma pausa. – Remy Hadley.

— Continue. – Fazia muito tempo que não ouvia o nome de Treze, desde o coma, quando foi embora com Cameron. – O que sabe dela?

— Está com a minha Emma. Na cidade que me matei para chegar atrás dela.

Puxei a cadeira e me sentei diante dele. O homem começou a contar histórias sobre um reino de contos de fadas, uma rainha bruxa e uma maldição. Disse que todos foram trazidos para cá pelo feitiço. Contou que Emma, ou melhor, que a Cameron (Por que eu nunca me acostumava com aquele “Emma”?) era a princesa filha da Snow White e do Prince Charmig, que era a salvadora daquela cidade.

Eu oscilava meu humor entre achar interessante a forma como ele alucinava, principalmente por seu um homem tão incomum sonhando com histórias infantis, e achar extremamente tediosa a história que ele contava. Mas me mantive ali, aquilo estava me fazendo perder tempo e a Cuddy não poderia discordar se eu dissesse que estava com um paciente.

Mais de meia hora depois, eis que surge a diretora do hospital. Ela abriu a porta do consultório, me encarando com um jeito bravo e impaciente.

— House, faz mais de meia hora que está nesse consultório com o mesmo paciente. Se for grave, interne. Se não for, dispense e pegue outra ficha. – Só então ela notou o homem sentado sobre a maca e sua reação foi de surpresa. – Ela pegou a ficha sobre o móvel ao lado da porta. – Desculpe senhor... – Ela abriu a ficha para consultar o nome e pude ver seus olhos arregalarem de surpresa e estranhamento. Mas conseguiu disfarçar bem o fato de achar o cara um maluco. – Killian Jones. Mas estamos com a clínica lotada.

— Ah, você chegou no melhor da história. – Olhei para ela com a carinha cínica de criança pidona que tanto a irritava.

— Sem problemas. – Ele pulou da maca para o chão e eu vi o espanto de Cuddy quando se deu conta do gancho pontudo que o homem tinha no lugar da mão. Ele se aproximou e a segurou pela cintura com a mão, encarando-a. Uma coragem invejável. – Eu não pretendia me demorar, senhorita. – Cuddy se contorceu e ele a soltou, virando seu olhar para mim. – Enquanto você não acreditar, nunca vai achar StoryBrooke.

O cara conseguiu roubar um selinho da Cuddy antes de sair correndo porta afora pela clínica. Com aquele ato ele subiu alguns pontos no meu conceito. Assim que ele saiu, comecei a fazer o mesmo, passei por Cuddy e fui andando em direção ao elevador. Ela me seguiu.

— Quem era aquele maluco? – Ela me olhava, intrigada.

— Vai me dizer que não reconheceu o Capitão Gancho? Poxa, ele veio de tão longe... – Ela me interrompeu.

— Corta essa, House, quem é ele? E que história é aquela de StoryBrooke? – Ela me encarou assim que paramos diante do elevador e apertei o botão.

— Quem você acha? Mais um idiota dos que tenho que aturar. Deveria colocar os psiquiatras desse hospital para clinicar, 90% dos que aparecem por lá são malucos.

O elevador chegou e entrei. Enquanto subia, fiquei pensando nas coisas que aquele cara tinha dito. Nada fazia o menor sentido. Porém ele realmente conhecia Cameron e Treze. O que ele estava querendo dizer com toda aquela história de retardado?

Entrei na sala, minha equipe estava ali. Foreman, Chase e Taub foram os idiotas que me restaram. Se ao menos fossem idiotas dos quais eu pudesse apreciar alguma beleza. Caramba, a bissexual e a Madre Tereza faziam falta ali.

— Tive notícias interessantes hoje sobre sua ex-mulher que sumiu com a sua ex-namorada. – Disse aprontando para Chase e Foreman, respectivamente.

— Ela não sumiu, voltou para casa dos pais, como fez quando nos separamos. – Chase concluiu.

— O que está sabendo sobre elas?

— Sei que a princesa Emma está vivendo muito bem ao lado de sua querida sapatão e de seus pais, Branca de Neve e Príncipe Encantado.

— House, dá pra parar com essas suas metáforas? Que notícias teve? – Eu estava distante, olhando para o nada enquanto Foreman falava.

— Chase, onde moram os pais da Cameron? – Naquele momento uma ideia começava a se passar pela minha cabeça.

— Moram no estado do Maine, é tudo o que eu sei.

A resposta daquele idiota loiro me deu a informação que eu precisava. Saí da sala a passos apressados, deixando-os como três babacas. Eu ainda ouvia os protestos do Foreman, interessado em saber do que se tratava tudo aquilo.

Notas finais
O que acharam? Comentários com possíveis erros, reclamações ou elogios serão sempre bem-vindos. Obrigada gente! Bjão...