Uma Realidade Mágica!
27 Encontrando afinidades
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo, adorei escrevê-lo e achei algo bem interessante destacar esse ponto em comum, até pq, como elas, eu compartilho desse gosto. xD
É isso, gente, boa leitura!!
Regina’s POV:
No dia seguinte à minha saída do hospital, eu passei no Granny’s, disposta a reencontrar e falar com a jovem de cabelos castanhos e olhos azuis. Agora, além de dever a ela algo simples como um mero convite, eu lhe devia agora minha vida, assim como à Emma, embora não gostasse de admitir. Assim que entrei, alguns olhares se voltaram em minha direção, por um breve momento, depois continuaram com a atenção em seus devidos pratos ou conversas. Remy não estava atrás do balcão ao lado de Ruby e nem mesmo servindo mesa alguma, como reparei com uma rápida olhadela pelo local. Respirei fundo e me aproximei do balcão onde se encontrava a morena de mechas vermelhas.— Onde está aquela moça?— Ainda não consegue chamá-la pelo nome? – A moça falava mal me olhando, concentrada em fazer o fechamento da conta de alguma mesa.— Ora, sua loba insolente. Lhe fiz uma pergunta simples. – Bati com a mão no balcão, chamando sua atenção e de algumas outras pessoas próximas.— Meu nome é Ruby, ou Red, como quiser. O nome dela é Remy, já que não cai bem você chamá-la pelo apelido de Treze. – Ela me encarou dessa vez e ergueu uma de suas sobrancelhas bem desenhadas.— E por que não?— Seria, talvez, pela sua falta de intimidade com ela?— Era só o que me faltava, todo mundo agora resolveu me desafiar. – Meus punhos se cerraram e bufei as palavras com indignação. Antes que Ruby pudesse me dizer algo mais, Emma apareceu em meu campo de visão, sentando-se no balcão ao meu lado.— Talvez não fosse assim se tratasse seus súditos como pessoas, Majestade, não como bonecos. Tem mais consideração pelas maçãs. – Ela riu, debochada. Me recusei a responder aquilo da forma como ela merecia e minha mão coçou para lhe dar outro tapa na cara, mas me controlei. O silêncio imposto por mim durou pouco, logo Emma abriu a boca outra vez.— O que quer com Remy?— Quero agradecer, só isso. Acho que também devo agradecê-la, xerife.— Você é inacreditável! – Ela disse, porém não foi um elogio, ela tinha um tom indignado na voz.— Posso saber o motivo?— Salvamos sua vida! E você não consegue falar nossos nomes em voz alta! – Ela balançou a cabeça, como se não acreditasse naquilo. – É esse o seu problema Regina, você não dá nome aos bois. E eu sei o motivo. – Ela disse e eu me preparei com meu olhar mais irônico.— E por que diz isso, senhorita... – Ela me interrompeu.— Chega! Sabe o motivo? É porque quando damos nomes a algo, nos apegamos a esse algo. Você tem medo disso. Não quer, em momento algum, se apegar. É bem mais fácil esquecermos alguém de quem não sabemos sequer o nome. Dói menos, não é? Esse é seu jeito de retribuir? Respirei fundo. Aquelas palavras ditas pela loira foram um soco no estomago, bem mais fortes do que qualquer tipo de agressão física que eu a tenha feito, ou ela a mim. Imediatamente, minha mente me transportou pelas memórias de quando era jovem, naquele reino encantado em que vivia com meus pais. Mais especificamente, a lembrança foi de minha mãe. Recordei-me que Cora nunca chamara alguém pelo nome, era sempre: “O garoto do estábulo”, “Um plebeu”, “Uma princesa”, “Um idiota”. Qualquer que fosse o adjetivo era sempre indefinido. A mim mesma, sua filha, só chamava pelo nome quando a bronca era certa. Em outros casos eu era uma moleca, uma desobediente. Durante seus momentos de egocentrismo, era “Uma rainha”. Nunca haviam comparações, nunca haviam citações. E nunca, nunca mesmo, haviam nomes. Acordei dos meus devaneios com a voz insistente da xerife médica em meu ouvido.— Regina? Regina!! Está se sentindo bem?— Estou... – Notei que minha voz estava embargada quando tentei falar e fui obrigada a limpar a garganta para continuar. – Estou bem. Só...estava pensando. – Meus olhos ardiam, eu notei que haviam lágrimas neles. Rapidamente me retirei daquele lugar. Era demais ter que tolerar tamanho abuso e ainda me ver chorando diante delas. Assim que me afastei algumas quadras do Granny’s, respirei fundo e me teletransportei para um lugar que sempre fora meu refúgio, um lugar calmo onde eu poderia ser eu mesma. Não a Regina Mills prefeita, muito menos a Evil Queen. Apenas a Regina que era humana e adorava cavalgar. Treze’s POV: Eu tinha o dia de folga do Granny’s. Na verdade, não exatamente. Eu havia passado os últimos três dias no hospital cuidando do caso de Regina, com a ajuda de Emma e Whale, que ficou extremamente impressionado com nossa capacidade e rapidez de pensamento. Muitas coisas que falávamos na sala, enquanto escrevíamos em uma lousa, ele nem mesmo tinha ouvido falar. Como o mal que se abateu sobre Regina. Se não estivéssemos ali, provavelmente ela teria morrido. Duvido que alguma magia a teria ajudado em seu caso, como duvido ainda mais que Gold a ajudasse com alguma poção, por livre e espontânea vontade. Talvez ficasse até feliz com isso. Estremeci com o pensamento, aquele homem me era uma incógnita completa.
Parei diante da baia de um dos cavalos após ler a placa de identificação que tinha na porta. Era o cavalo de Henry. Sorri, achando ele um bocado fofinho. Tinha aproveitado aquele dia de folga para ir visitar uma paixão antiga: cavalos. Tinha estado ali apenas uma vez, com Emma, no meu primeiro tour pela cidade. Continuei andando, lendo a identificação de cada um. Após o de Henry vieram os cavalos de David, Mary, Emma, Belle. Parei para imaginar a doce Belle cavalgando pela cidade. Acabei abrindo um sorriso, provavelmente o gosto pela cavalgada havia vindo de um reino onde os carros ainda não existiam. A baia de Emma, no entando, estava vazia, a loira não era muito fã do animal. Talvez eu arrumasse um cavalo para mim e pedisse a baia de Emma emprestada, não custava tentar. A outra única baia que pertencia a um morador e estava vazia era a que, mais ao final, indicava ser de Regina. Me aproximei, vendo uma leve fumaça roxa se dissipando no ambiente. Conforme ficava mais próxima, podia ouvir leves ruídos de choro que vinham ali de dentro. Meu susto foi enorme ao ver a prefeita ali, sentada sobre um monte de feno prensado, escondida e chorando.— Mas o que...?! – Regina se assustou com a minha presença e imediatamente começou a secar riscas de lágrimas que tinha pelo rosto. – Será possível que não tenho um segundo à sós de paz e sossego?— Desculpe, Regina. Não tive a intenção de incomodar. Eu estava por aqui, apenas olhando os cavalos e... – Ela me interrompeu.— Tudo bem, eu estava mesmo procurando-a.— Está passando mal?— Não, estou bem. Só, queria agradecê-la por ter salvado minha vida. – Ela falava sem levantar os olhos em direção a mim.— Eu só fiz o meu trabalho. E prometi ao Henry que não deixaria a mãe dele morrer. Deveria agradecer à Ruby.— Ruby?— Sim. Foi ela quem a levou para o hospital e não saiu da sala de espera enquanto não garantimos que você estava fora de perigo.— Eu não imaginava. – A prefeita ficou surpresa. – Acho que fui muito injusta com ela. Me aproximei e sentei no feno ao seu lado, sem pedir licença. Olhei em volta da luxuosa baia. Era a única ali com tanto espaço, caberiam uns três cavalos lá dentro, sem dúvida alguma. Havia bastante feno, madeira entalhada nas colunas.— Então, gosta de cavalos, certo?— Sim. Cavalgava muito na minha juventude.— Ainda é jovem, Majestade. – Sorri, falando de forma sincera. – É um desperdício este lugar estar vazio. Regina fungou outra vez e notei que poderia ser por algo que eu tinha dito. Então ela me contou que desde Daniel, e da perda do seu corcel favorito, nunca mais tinha tido o mesmo gosto pelas cavalgadas.— Isso vai mudar. Sabe, eu estava mesmo querendo uma companhia. – Abri um sorriso convidativo a ela.— Companhia? – Ela estava confusa.— Sim, isso mesmo. A única outra baia vazia aqui é a de Emma, caso nunca tenha reparado. Vou pedir a baia a ela, quero comprar um cavalo. Se quiser voltar a cavalgar, senhora prefeita, pode comprar um para você também. Garanto que aqui, nessa baia, não vai ter animal que fique triste. – Acabei rindo, o que arrancou um sorriso torto da morena. – Topa?— Pode ser.— Ótimo. Amanhã terá uma feira de animais na cidade vizinha. Amanhã, senhora prefeita, nós iremos cavalgar. – Sorri empolgada para a morena.
Notas finais
E aí, o que acharam do capitulo? Comentários sempre bem-vindos. ^-^
Quero agradecer todo mundo que tem vindo ler e que acompanha a fic, mesmo as atrasadinhas. kkkk Obrigada mesmo a todos vocês.
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