Uma Realidade Mágica!

21 Convivência na cidade


Notas iniciais
Emma e Treze se saíram bem em sua chegada graças à Henry. Agora elas tem que fazer o povo de StoryBrooke se acostumarem com aquela relação nova e, principalmente, manter a guarda fechada com Regina.

Treze’s POV:

Foi a primeira vez que vi uma cidade inteira se juntando para receber três pessoas. O Granny’s estava lotado. Uma a uma as pessoas vinham cumprimentá-la e se apresentarem para mim.

A loira ficou aflita ao ver aquela morena que vimos na estrada entrando e logo eu percebi o motivo. Regina era seu nome. A mulher causou um estardalhaço e conseguiu, por um momento, virar todas as pessoas ali contra Emma, até seus próprios pais. Mas apenas por um momento. Quem diria que um menino daquele tamanho fosse ser o motivo para nossa aceitação.

Eu não estava à vontade, assim que a mulher se retirou com o menino, as pessoas ainda estavam muito caladas, bem diferente do momento da nossa chegada. Pouco a pouco o gelo que havia se instalado esfarelou-se e as palavras de Mary Margareth atingiram fundo o coração de quem as ouviu.

Uma moça de cabelos castanhos e ondulados aproximou-se de mim, em um dos meus poucos momentos a sós.

— Olá. Eu sou a Belle. – Ela ofereceu um sorriso fofo em minha direção, o qual eu correspondi.

— Remy. Mas pode me chamar de Treze, se quiser.

Eu sorri e estendi a mão para ela. Após alguns segundos encarando a marca avermelhada em meu braço, ela apertou minha mão na sua num cumprimento.

— Treze?

Eu notei a confusão no rosto da garota. Eu estava prestes a explicar, mas Emma chegava junto a nós com Ruby, Mary e mais algumas outras garotas, intrometendo-se na conversa.

— Ela vai explicar isso na nossa noite das garotas. Está dentro, Belle?

— É claro. Que bom que voltou a tempo Ruby, não seria a mesma coisa sem você.

A moça riu e cutucou com o cotovelo a morena ao seu lado. Foi Mary quem completou.

— Não seria a noite das garotas sem a Ruby.

Algum tempo depois as pessoas voltavam aos seus afazeres e eu pude perceber a tranquilidade da cidade.

Cameron’s POV:

Regina tentou estragar minha felicidade, algo do qual ela era perita, mas graças ao meu pequeno herói ela não conseguiu.

Aos poucos as pessoas se renderam ao carisma da minha amada e já voltaram a agir normalmente. Era questão de tempo para eles todos se acostumarem sem nenhuma reação inicial de surpresa ou estranhamento.

Ruby instalou Remy em um dos quartos da pensão. Vovó a olhava com estranheza, a princípio, mas ao notar como a moça era viciada em seus bolinhos e como gostou tanto de sua comida a ponto de pedir que ela pudesse lhe acompanhar na cozinha, a velha senhora foi traída pelo próprio orgulho e adotou Treze quase como uma neta. Tanto Ruby, quanto vovó, acharam uma excelênte ideia quando eu disse a elas que Remy poderia ajudar no Granny's para que as pessoas se acostumassem com ela. Foi perfeito.

Nós tínhamos alguns dias pela frente antes da noite das garotas. Sete, para ser mais exata. O tempo necessário para a lua cheia sumir de uma vez do céu límpido de StoryBrooke. E também para que as pessoas pudessem se acostumar com Remy e eu.

Sempre que andávamos pelas ruas da cidade, eu fazia questão de ficar de mãos dadas com Remy e vez ou outra encostava meu corpo no dela, ou lhe roubava um beijo inesperado. Ela me olhava séria, mas outro selinho roubado logo fazia com que seu lindo sorriso aparecesse.

Muitas pessoas que passavam por nós demonstravam ainda estranhar o contato, mas agiam sempre com a maior educação. Tenho certeza que Archie ganhou muitos pacientes com a nova situação. O único que fora natural conosco desde o princípio, para meu profundo espanto, foi Gold. Ele estava sempre diante de sua loja, nos olhando com um olhar curioso e seu sorriso sombrio no rosto quanto passávamos, sempre acenava para nós e toda vez fazia questão de chamar a atenção de Treze, pronunciando seu apelido.

Ou ele realmente gostava daquele número, ou fazia isso para ser notado. O que mais me assustava era que ele estivesse tramando algo por trás da cordialidade. Com o passar dos dias elas foram se acostumando e isso deixou de acontecer. Tudo voltou a ter a naturalidade de sempre.

Minha única preocupação era Regina. Ela não aceitava o andamento das coisas e tentava de todo modo afastar meu filho de mim. Henry, por outro lado, era mais esperto e bondoso e sempre dava um jeito de nos encontrar. Ele adorou o apelido de Treze, principalmente quando a moça lhe explicou o motivo pelo qual o ganhara.

— Uau!! Você é perfeita para minha mãe. Ela é a salvadora e você é salvadora da salvadora. – Ele riu com a colocação, arrancando risos nossos também. – Você é guerreira, Treze. Legal isso. Sabe, eu fico imaginando como é esse seu chefe.

— Ele seria perfeito para Regina. – Bufei.

— Não. Coitada, Emma. Eu tenho certeza que ela merece alguém melhor do que ele.

Tanto eu quanto Henry demos de ombros, mas o menino demonstrava saber mais do que compartilhava conosco. Regina era realmente alguém que eu não engolia, assim como ela a mim, mas não tinha como desejar mal a ela, apesar de tudo o que fez aos meus pais e seu reino, ela havia me ajudado. E muito. Principalmente com as pessoas mais importantes da minha vida e eu era grata a ela.

Henry’s POV:

Minha mãe andava bem estressada ultimamente. Com essa história de pessoas de fora de StoryBrooke estarem vindo para cá, ela andou surtando.

Quando Emma apareceu aqui com a Treze, ela meio que explodiu. Ela teve uma certa pressão da minha avó Cora quando os forasteiros chegaram aqui, com uma delas em especial. Minha mãe nunca mais havia sido a mesma.

Ela está tentando melhorar, ela me prometeu isso, e agora que vovó Cora não está mais presente, ela tem conseguido se controlar. Até o dia em que minha mãe voltou à cidade e trouxe a Remy com ela.

Treze é bem legal, ela é meio maluquinha, entra nas minhas brincadeiras, adoro isso. Sempre que consigo escapar vou encontrá-las. Mas não é sempre que as coisas dão certo.

— O que você está fazendo?

Regina chegou gritando, estava irritada por ter me flagrado com Emma e Treze no meu castelo de brinquedo perto da floresta. Me puxou pelo braço, mas Emma interveio e ela me soltou, fazendo com que eu corresse para junto de Remy, que também já estava se levantando, pronta para o caso de aquela discussão acabar virando uma briga de verdade.

— Você não tem deixado meu filho me ver, Regina. Acha isso certo?

Ela espiou Remy por trás dos ombros da minha mãe e cerrou os dentes. Eu me abracei com ela, o que pareceu ter sido pior.

— Henry também é meu filho. E vim aqui para buscá-lo. Ele tem afazeres e você com essa sua... – Ela se controlou, mas eu vi o quanto foi difícil. – companhia, o estão desviando e distraindo dos seus deveres.

Eu me levantei, dei um beijo de despedida no rosto da Treze, que fez o olhar de Regina faiscar, depois um forte abraço e um beijo em Emma. Segui para o carro. Regina ainda as ficou encarando.

— Mãe! – Não teve como não rir quando Regina virou a cabeça e Emma levantou os olhos para mim, ambas perguntando “O que?” ao mesmo tempo. Isso as fez entrar em conflito outra vez. – Anda mãe, vem pro carro. – Agora Regina sabia que era com ela, o modo como sorriu antes de deixar o lugar me fez ficar irritado.

— Poxa mãe, poderia ter pegado mais leve.

Regina dirigia, mas virou o rosto rapidamente para me olhar e notei ela bufando.

— Estou tentando. Mas você me desafia, não quero que isso aconteça.

— Se me deixar conviver com elas, eu paro de te desobedecer. Você também devia se aproximar, por que não se deixa ter amigas?

Ela parou um longo instante para refletir e não disse nada.

— Por favor, mãe. Tente isso, por mim e por você. Vai ver que é legal tê-las por perto.

Notas finais
O que acharam de mais esse capitulo? Espero que tenham gostado! E até a próxima!! ;)