Uma Rainha Para Robb Stark
12 Reencontro

Finalmente faltava pouco para a batalha final, onde poderia derrubar os Lannister, vingar seu pai e trazer Sansa de volta para casa.
Enquanto Robb decidia com Stannis e Renly as últimas estratégias, Maryssa tramava.
—Princesa Margaery, posso lhe falar por alguns minutinhos?
—Claro, Vossa Graça. Entre em minha tenda.
Margaery apontou para uma cadeira.
—Margaery, minha pequena rosa, você quer ser uma rainha?
—Eu quero ser "A" rainha.
—E se eu te disser que você pode?
Ela reconheceu o brilho de ganância nos olhos da jovem.
—O que tenho que fazer.
Maryssa pôs na mesa um pequeno frasco.
—Dê um jeito de fazer Stannis ingerir nem que seja um pouco disso. Vai deixar ele mais lento. Só um pouco. Só o suficiente.
—Entendo.
Margaery pegou o frasco e sorriu.
—E o que você quer em troca?
—O Norte e as Terras Fluviais. Não quero nada menos do que o que já é meu. Não se esqueça disso quando seu bumbum encostar na cadeira de ferro.
Maryssa disse a última frase em tom de alerta. Só estava apostando em Renly e nos Tyrell por que Stannis se recusaria a reconhecer a corôa de Robb.
Se Margaery e seu marido engolidor de espadas quebrassem o acordo, ela já tinha nos seus planos matar os dois, pôr a culpa na família Lannister e coroar Shireen Baratheon. Maryssa era prevenida e já tinha até separado o veneno que usaria em ambos caso traíssem a ela e Robb.
—Te vejo amanhã, rainha Margaery.
—Será um prazer, rainha Maryssa.
(...)
Os portões se abriram.
Robb, Stannis e Renly entraram.
Oberyn Martell sorriu para eles e estendeu a mão, que Robb apertou.
—Você se lembra do acordo, não lembra lobinho?
—Tywin Lannister, Gregor Clegane e Amory Lorch serão entregues vivos a você, e Dorne fará o que quiser com eles.
Oberyn lambeu os lábios na expectativa.
—Eu mal posso esperar para pôr minhas mãos nesses três!
Stannis e Renly não disseram nada, mas em seus íntimos agradeciam por não terem nada a ver com esses homens. Os dorneses não terão a menor piedade quando os tiverem em seu poder.
—Homens, a vingança é nossa!
Um grito de guerra foi ouvido, principalmente pelos nortenhos.
Com as armas em punho, começaram a batalha.
O exército da cidade tentou resistir, mas eram muitos do lado rebelde para que pudessem deter a invasão.
Sangue, mortes e dor se espalhavam pelas ruas.
Gritos, som de armas se chocando e choro se misturaram de uma maneira ensurdecedora.
E então, finalmente chegaram a Fortaleza Vermelha.
—Stannis, pega o aríete! STANNIS! CADÊ O STANNIS?
—Eu não o encontro em lugar nenhum.
—O aríete! Peguem o aríete! -gritou Robb.
—Vamos!
Pouco a pouco, a porta cedia.
A tensão era grande, enquanto ouviam o barulho da forte batida que o aríete fazia.
Bateram mais uma vez, e mais uma vez.
Até que finalmente conseguiram, a porta se arrebentou, e puderam entrar.
Correndo, gritando e revirando os móveis, eles estavam eufóricos pela vitória tão próxima.
Arrombando a porta onde estavam as mulheres, Robb decidiu tranquilizar a elas.
—Nenhuma de vocês serão atacadas. Só quero minha irmã Sansa.
—Eu lamento, Joffrey a levou.
Robb socou a parede, frustrado.
—Ele não deve ter ido longe. -disse Renly pondo a mão em seu ombro.
—Eu vou encontrar Sansa! Você, tente pegar Clegane e Lorch!
Ele correu pelo castelo, orando aos deuses antigos que não fosse tarde demais.
Ele perdeu a conta de quantos matou pelo caminho.
Gritou o nome de sua irmã.
Até que, atendendo as suas preces, ouviu a voz de Sansa.
—Estou aqui.
Robb não esperava ver a irmã suja de sangue e com a cabeça de Joffrey Baratheon nas mãos.
—Eu realmente fiz isso! Eu peguei a cabeça dele, eu peguei Robb!
Sansa ria e chorava.
Robb abraçou a irmã, aliviado.
—Você está segura agora.
(...)
Robb olhava orgulhoso para Tywin, o Grande Leão Lannister.
—Parece que afinal, eu venci.
—Você teve mais sorte do que presumi que tivesse.
Maryssa e Catelyn apareceram no instante atrás de Robb.
—Ou ele tinha as pessoas certas ao lado.
Tywin olhou para Maryssa. Se lembrou da mensagem mandada por Walder confirmando o acordo. Depois a de Maryssa mostrando que sabia de tudo e a notícia da morte dos conspiradores do Casamento Vermelho.
Ele juntou as peças.
—Entendo. -ele disse para ela -Entendo tudo agora.
Maryssa sorriu.
—Que bom que percebeu.
—Você vai amar a sua estadia em Dorne, isso eu não duvido.
Tywin reconheceu a derrota. O que mais podia fazer?
Renly entrou na cela, jogando Cersei no chão ao lado do pai.
—Maldita!
—Renly?
—Essa desgraçada envenenou o filho@
O horror foi como uma bofetada em suas faces.
—Ela matou o Tommen?
—Eu não podia deixar que fizessem meu bebezinho sofrer! Vocês iriam dar a ele uma morte horrenda! Mas eu não deixei! Ele morreu dormindo em paz!
Catelyn a olhou com nojo. Maryssa pôs a mão no ventre.
—Eu nunca permitiria a morte de um menino inocente! Cersei Lannister, você é um monstro!
Saindo da cela, receberam outras "más" notícias.
—Eu lamento. Stannis Baratheon e Roose Bolton estão mortos.
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