Notas iniciais
Aqui vai um teaser só para dar o gostinho.

Espero que gostem.
beijinhos,
@ninaxaubet

Teaser

Oxford, Inglaterra – 2006

- Ela se foi. – A mulher disse, colocando os óculos escuros. Não havia quaisquer indicio de sol, assim ela ainda os colocava. – Isso é sua culpa. Sua, somente sua. Por sua causa, ela se foi.

A menina de cabelos castanhos soltou mais lágrimas, porém, em silêncio. Ela era jovem, tinha seus quinze anos de idade; e estava sendo culpada por algo que não havia feito. Só ela sabia o que tinha acontecido, na verdade, só ela entendia e compreendia o que havia acontecido, pois seus pais, cegos pela tristeza, eram incapazes de entender qualquer coisa.

- Volte para aquele advogado de araque. Eu devia processá-lo por isso.

- Você nunca mais se dirija a mim como mãe. Minha filha morreu, minha única filha morreu.

(...)

- Espero que o Senhor possa me perdoar, Deus. Eu só fiz o que ela queria e o que ela precisava para ser feliz. Me perdoa. – Ela pediu aos céus, de olhos fechados, esperando que uma luz surgisse em seu caminho. Mas cansada do jeito que estava, e com frio também, ela não queria sair dali. Aquela igrejinha era aconchegante. Pensando nisso, ela aconchegou-se em um dos bancos e adormeceu.

Londres, 2011.

“Carlisle Cullen, Dr. Especialista. Mestre. Oncologista”

- Boa tarde, Dr. Cullen. – Ela cumprimentou-o.

- Entre, por favor. – Ele sorriu gentilmente.

- Medicina. Vai se especializar em que área? Já sabe? – Ele perguntou.

- Bem, talvez em oncologia ou cardiologia. Estou mais para oncologia.– Ela respondeu, um pouco nervosa.

– Tem alguma experiência na área?

- Não.

Houve uma série de “nãos” como resposta.

- Entendo... – Ele murmurou.

- Me desculpe, eu... Eu deveria ter me preparado mais para não fazer o senhor perder seu tempo.

(...)

O som parecia ecoar, bater nos pulmões de cada um e voltar para o espaço. O ritmo era contagiante e todos ali já entravam no ritmo da dança. Alguns tinham as mãos erguidas, outros balançavam os quadris. Emmett e Edward já partiam para o ataque.

Edward Cullen, olhos esverdeados, cabelos cor de cobre, famoso entre as garotas. Não estudava – ele trancara a faculdade no ano anterior, depois de bombar no último semestre — ou sequer trabalhava. Vivia em todos os tipos de baladas em Londres e estava sempre fora de casa. Era reservado – quase que ao extremo. Não tinha uma boa relação com os pais há vários anos.

Naquela noite, embora ele parecesse feliz e estar aproveitando, em seu âmago havia tristeza. Era uma tristeza tão profunda que, dificilmente seria curada por uma simples terapia ou por qualquer outro profissional.

(...)

- Bom dia, Edward.

- Já se conhecem?

- Sim.