Uma Prova de Amor
18 Capítulo 16 - Audiência
Notas iniciais
Boa leitura.
Beijinhos.
Capítulo 16 – Audiência.
Bella
Nas últimas semanas, todo o meu trabalho tem se resumido em cuidar de Jane. Eu havia imposto isso a mim e Carlisle havia feito o mesmo. Em quase três meses no hospital, Jane melhorara consideravelmente e já estava mais forte para poder ir há uma audiência no tribunal, pelo menos nas primeiras. Todo o processo de radioterapia havia sido executado com sucesso, ela já estava na fase final dos quimioterapos e logo poderia tomar apenas medicamentos controlados.
Ainda não havia previsão de alta, embora no mês passado nós tivéssemos dado a ela em torno de mais três meses dentro do hospital. Eu esperava – e desejava – arduamente que isso se tornasse realidade.
E há mais de dois meses, Edward Cullen vinha tentando coletar inúmeras provas para que a culpa pelo estado de Jane fosse colocada sobre seu avô materno, Lorenzo. Eu nunca duvidara de Edward, mesmo quando sua personalidade dizia o contrário, eu conseguia ver cada vez mais facilmente que ele não era uma pessoa ruim; assim como eu, ele tinha um espaço em branco dentro do peito, um buraco, que precisava ser preenchido.
Terça — feira, 2 de abril. 09h00min. – Audiência
Eu levantei às sete horas da manhã, junto com Alice. Em meia hora nós já estávamos arrumadas e um carro do hospital já estava a nossa espera. O motorista nos levou direto para a entrada principal, onde eu deveria subir e descer com Jane, como sua médica responsável.
O caso Jane, como foi chamado por nós mesmo, tinha ganhado certa fama e a entrada do hospital tivera de ser cercada por barreiras de segurança, para impedir que os fotógrafos e repórteres impedissem a nossa saída. Como a família Volturi era de grande importância na Itália, havia vários jornalistas de emissoras italianas e alguns locais, para registrar o evento.
- Que bella! – Aro sorriu ao ver a neta arrumada num vestido de cor salmão que ia até acima dos seus joelhos. Seu cabelo ralo estava penteado, preso com uma pequena fivela. Havia brilho labial e um pouco de blush em suas bochechas.
- Preparada? – perguntei, já vestindo meu jaleco, o crachá e com o cabelo meio preso.
-Sim. – ela sorriu.
Jane saiu do hospital numa cadeira de rodas. Carlisle e Aro estavam ao meu lado. Alice estava com Alec e Heidi, enquanto Edward dirigia nosso veículo. No fórum onde seria o julgamento, estavam Emmett, Rosalie e Jasper, assim como alguns dos jovens do orfanato.
Houve dois intervalos de trinta minutos. A audiência foi dividida em três partes.
A primeira, onde a parte dos acusados seria ouvida. A segunda, onde a defesa seria ouvida; e a terceira, e última, parte, onde os médicos e a réu seria ouvida.
Durante a primeira parte, a juíza ouvia atentamente, junto com o corpo de dez júris, ao senhor Lorenzo, o antigo tutor de Jane e todos os envolvidos da parte dos causados. Lorenzo, o avô materno de Jane insistia em declarar que ela nunca fora obediente e que sempre merecera todo o tratamento. Ele tentava de todas as formas jogar uma parte da culpa em Aro, que estava sempre trabalhando, ou na mãe de Jane, Didyme, entretanto nada do que ele dissesse iria diminuir a culpa.
- Você está bem? – perguntei a ela.
- Sim, B. Estou. Me sinto um pouco fraca, só isso.
- Se precisar podemos adiar o resto da audiência. – Edward dissera.
- Não. Vamos ficar. Quero que isso acabe logo.
- Ela está certa. – Aro sibilou. – Farei todos eles pagarem. Isso termina hoje.
A segunda parte da audiência fora para ouvir o que a família de Jane tinha a dizer. Edward e o advogado de Lorenzo fizeram várias perguntas, entre elas, sobre sua relação com sua filha, Didyme. Aro não escondera que não tivera uma boa relação com ela depois que ela casara com Marcus, porém, negou o fato de que abandonara seus netos em prol do emprego.
- Eu sou um grande empresário. Tenho muitos braços direitos e esquerdos e posso contar com todos eles, minha empresa não é só familiar. Sempre dei o que todos eles precisavam, nunca abandonei ninguém e muito menos negligenciei condições. Embora minha filha tenha me decepcionado, ela trouxe ao mundo duas pessoas que são preciosas para mim.
- E porque o senhor não procurou por sua neta antes? – O advogado de Lorenzo perguntara.
- Veja bem. Quando minha filha fugiu pela segunda vez, ela não levou somente suas malas e sua filha. Ela levou consigo vários cartões que ela dispunha, totalizando uma quantia de mais de trezentos e vinte mil dólares. Isso consta nos autos, enviei toda a papelada para o Sr. Cullen quando ele me pediu. – Aro dizia. – Com essa quantia, imaginei que ela poderia viver muito bem, entretanto, quando eu soube que minha neta estava no hospital e com suspeitas de leucemia, vim direto para cá.
- Sem mais perguntas.
- Sr. Cullen, alguma pergunta? – A juíza perguntou à Edward.
- Sr. Aro, mesmo sendo um importante executivo e dono de uma das maiores empresas da Europa, o Sr. procurou vir imediatamente para cá. Por quê?
A pergunta de Edward, embora parecesse um tanto retórica e fizesse com que os jurados se remexessem em suas cadeiras, prendeu toda a atenção das pessoas naquela audiência.
Eu sentia que minha causa estava ganha. Entretanto, e se Jane não sobrevivesse?
- Didyme fazia questão de evitar todas as formas de contato e ser evasiva. Eu não tinha mais como alegar que Jane poderia estar sob minha custódia, a partir do momento em que ela se casou com aquele advogado. Mas quando ela faleceu, Marcus tornou a procurar sua filha e só encontrou um rastro que ela havia deixado na Espanha, nada mais. Entretanto, quando meu filho faleceu, eu entrei numa depressão tão profunda que passei a deixar tudo de lado. Foi o seu telefonema, Srta. Swan, que me trouxe de volta.
- Sem mais perguntas. – Edward dissera, indo em direção ao seu lugar.
A meritíssima deu o aval para que o intervalo fosse feito.
Quando voltamos para a sala de audiências, somente a equipe médica iria depor. Os primeiros foram os paramédicos que a atenderam de imediato na ambulância. Eles disseram que fizeram apenas o procedimento padrão e a encaminharam para a emergência. Logo em seguida, foi a vez de dois enfermeiros, que a atenderam; e agora, como a situação era mais delicada, nenhum advogado fazia perguntas, apenas a meritíssima. Ela perguntara qual foram os procedimentos logo que a réu foi encaminhada para a emergência, ou seja, o pronto atendimento.
Os dois enfermeiros falaram sobre os exames de rotina, até que mencionaram os resultados. Então, foi a minha vez de depor.
- Isabella Swan, estagiária?
- Sim, Sra. E secretária do Dr. Carlisle Cullen.
- Como foi que tudo começou?
Então eu falei sobre a chegada de Jane; sobre o estado deplorável a qual eu a encontrei. Mencionei os exames, os resultados e tudo o mais a qual eu me lembrava. Eu estava com a boca seca quando terminei. Levantei-me e dei lugar ao meu chefe.
Carlisle falou basicamente o mesmo, entretanto, as perguntas foram sobre meu trabalho no hospital e não sobre Jane. Eu até entendia, afinal, poderiam confiar a vida de uma paciente a uma mera estagiária e secretária?
O ultimo depoimento foi de Jane.
- Eu era a gata borralheira. No início achei que fosse por causa dos dias em que eu saí e não disse aonde ia, ou então por causa de algumas notas baixas. Mas depois, quando as coisas pioraram, foi que eu percebi que não era só por causa daquilo, devia haver muito mais. Tudo começou quando eu estava com quinze anos; minhas mordomias foram tiradas e minha vida foi do vinho para a água. Eu comecei a limpar, lavar... Só não cozinhava porque nunca havia gente em casa, eu fazia apenas o necessário para mim, nada mais.
“Quando eu fiz dezesseis anos, minha mãe morreu, logo após o meu pai. Foi o fim, o fim de uma época boa. Nills dizia que ia cuidar de mim, mas me dava apenas umas cem libras por semana ou então menos. Eu o avisava que precisava de mais para comprar coisas para a casa, mas ele não estava nem aí. Fui pedir ao meu avô, mas ele também não queria saber de mim, apenas dizia “logo você vai retribuir o que me deve.”. Retribuir o quê?, eu pensava.
“Até então, eu nunca tinha pensado em fugir, mas foi depois desses dias tenebrosos que eu tomei a decisão. Voltei para a antiga casa deles, onde minha avó ainda tinha morado. E foi logo em seguida que eu descobri sobre o meu sobrenome Volturi. Ninguém nunca me dissera nada, mas então eu soube quando vi a notícia e a foto estampada num jornal antigo:
“ ‘Herdeira do grande executivo Aro Volturi, está desaparecida.’, eu vi a foto, achei que ela se parecesse comigo... Mas quando achei que poderia dar um jeito de ir até lá e tentar saber se eu era aquela garota, meu avô me achou e me levou de volta. Nada mudou, continuei sozinha, até o dia em que acordei no hospital.”
- Muito obrigada pelo depoimento, Jane. Vá descansar. – A Juíza dissera a ela.
Eu estava parada próxima a ela e a ajudei a voltar a cadeira de rodas, então, saí da sala e ficamos no corredor. Cerca de uma hora depois, Carlisle saiu e nos disse que a sessão acabara. Os jurados iriam protelar sobre algumas questões, considerar outras e nos dar um veredicto amanhã.
Notas finais
Me desculpem pela demora. Agora etsou trabalhando e conciliando os estudos, e tem estágio, TCC e sabem como é. Eu realmente não tinha tempo de passar aqui, e muito menos condições físicas.
bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Assim que possível eu volto para postar o próximo.
Beijinhos,
comentem.
@ninaxaubet
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