Uma Prova de Amor
5 Capítulo 3 - Caridade
Notas iniciais
Capítulo quase fresquinho.. Leiam e comentem, nos falamos lá embaixo o/
beijinhos
Capítulo 03 – Caridade
Bella
Era mais uma manhã, mais uma manhã que eu acordava e sabia que meu mundo não iria desabar. Apesar de estar nublado, como sempre estava em Londres e em quase toda a Inglaterra, eu sabia que meu dia seria bom e proveitoso, porque hoje, como há três dias, eu tinha um emprego, tinha um chefe bondoso que não tentaria se aproveitar de mim e tinha para onde voltar no final do expediente.
Levantei-me às sete horas, como de costume. Alice ainda dormia em seu quarto, então procurei não fazer muito barulho quando ia tomar meu banho ou me arrumar. Após a chuveirada quente, coloquei uma calça de cor branca, uma regata e uma camisa de manga três quartos por cima. Joguei um casaco bege e coloquei as sapatilhas brancas. Eu estava pronta depois de pentear o cabelo e passar uma maquiagem leve.
Deixei o café da manhã pronto sobre o balcão, pois eu e Alice não tínhamos mesa, não cabia na cozinha e ela teria que ser pequena demais para caber no espaço entre a sala e a nossa pequena cozinha.
As sete e vinte o ônibus já estava parando no ponto. As dez para as oito eu já estava no hospital.
- Bom dia, Dr. Cullen. – Cumprimentei meu chefe loiro e alto quando entrei em seu escritório.
- Bom dia, Bella. Estava vendo aqui, de acordo com suas anotações... Precisamos ir dar uma olhada na Mandie.
- Houve alguma piora? Porque ontem ela estava bem e...
- Não. Justamente. Talvez possamos mudar o tratamento dela. – Ele sorriu. – Você me acompanhará na cirurgia do Sr. Smith. Iremos tirar o último nódulo.
- Oh, tudo bem então. – Murmurei, indo para a mesa que havia no canto do escritório.
Sentei e comecei a digitar uns relatórios, pensando também, que logo eu deveria começar a escrever o relatório sobre o meu estágio, senão iria bombar nesse último requisito para o terceiro ano. Se eu terminasse os estágios este ano, no quarto ano já poderia pensar em trabalhar e guardar o que fosse preciso para a especialização.
Depois que terminei boa parte dos relatórios, acompanhei o Dr. Cullen pela ala infantil. O último quarto a ser visitado era o de Mandie, uma menina de doze anos que logo teria sua vida de volta. Ela estava bem. O câncer tinha regredido e o tratamento com os quimioterápicos seria diminuído, de acordo com o Dr. Cullen.
Eu sabia que a profissão que eu havia escolhido não seria fácil. Lidar com pessoas nunca era tão fácil, pelo contrário. E lidar com pessoas que, algumas vezes, não iriam sair daquele hospital, era mais difícil ainda. O pior era trabalhar com crianças e adolescentes.
A tentativa de curar uma doença silenciosa não era fácil. Talvez, fosse a tarefa mais difícil que foi imposta ao ser humano. Algumas vezes eu tentava não me apegar a alguns casos, mas não tinha como. Cada criança que sorria para você, mesmo estando naquela cama e sendo abordada por remédios mais fortes que o próprio corpo pode agüentar, era comovente. Todas elas eram como Emma, crianças felizes, mesmo sabendo que não iriam, jamais, sair daquele quarto de hospital.
E era por isso que eu tinha que estar lá, cuidando de cada uma delas. Porque a imagem de Emma vinha-me a cabeça a cada criança que eu visitava. Porque eu sabia que cada uma daquelas crianças tinha um pai e uma mãe que estavam fazendo de tudo para mantê-las vivas, mesmo quando a doença não iria deixar.
No meu horário de almoço, subi para o refeitório e encontrei Ângela sentada em uma mesa. Comprei minha comida e fui para perto dela.
- Oii. – Ela disse, ajeitando os óculos gatinho.
- Oi. Tudo bem?
- Ótima. E ai, se acostumando com a nova rotina?
- É, não é tão difícil. – Eu respondi.
- No final da certo. – Ela riu. – Precisamos combinar alguma coisa fora do hospital. O que acha?
- Ah, adoraria. Se não se importar, vou levar uma amiga. Alice. Ela mora comigo. – Respondi, lembrando-me que Alice estava precisando sair para extravasar.
- Que tal irmos a um barzinho? – Ela perguntou.
- Tudo bem. Será uma ótima idéia. Boates e restaurantes caros estão fora de cogitação. – Murmurei.
- Oh, sem dúvida. Você também é estudante, certo?
- Yep. Renda limitada.
- Oh, graças a deus eu não sou a única. Estou no último ano de medicina. Estudo aqui em Londres. E você?
- Eu acabei de transferir meu campus. Na verdade, nos dois primeiros anos estava em Oxford, mas pedi que me transferissem por causa do lugar. Precisava de um lugar mais próximo. Sou bolsista. – Eu disse baixo.
- Ah, não ligo para isso. O que importa é quem você é e não o quanto você paga. – Ela sorriu.
- Angie, preciso ir. – Sibilei me dando conta de que faltavam cinco minutos para o fim do meu almoço.
- Tudo bem. Anote o número do meu celular. – Ela falou.
- Ok. Obrigada. Até mais.
Enquanto as aulas da faculdade não começavam, meu turno no hospital era de oito a nove horas, ganhando hora extra, é claro. Então, quando eram em torno de quatro horas da tarde, eu precisava sair para poder ir assinar os papeis da minha transferência na nova universidade. Eu havia combinado com Alice para nos encontramos na frente do campus as quatro e meia, ela também tinha que ir pagar sua rematrícula. Alice estava no terceiro ano da faculdade de moda. O campus dela ficava ao lado do meu, junto com os outros cursos e arte e design.
Peguei o primeiro ônibus que passava em frente ao hospital e desci no centro. Andei cerca de duas quadras e então avistei a baixinha sentada em um dos bancos na grande entrada da London College.
- Oii, Bellinha. E aí?
- Oi, Allie. Não posso demorar. Preciso acompanhar a cirurgia do Sr. Smith e começa as cinco e meia.
- Oh, então vamos. Eu estou tão empolgada por você estudar aqui este ano! – Ela exclamou, enquanto rumávamos para a secretaria central.
Não tinham muitos alunos naquele dia, alguns só iam para poder acertar matrículas e papeis pendentes. Outros se reencontravam ali, afinal faltava somente duas semanas para o início das aulas.
Entrei na fila que dava voltas e voltas no corredor formado por fitas pretas que dividiam os lugares. Alice ficou a minha frente e depois que entrei uma mulher e um cara entraram também. Troquei algumas palavras com Alice enquanto pegava os documentos necessários para acertar os últimos detalhes da transferência e, peguei o dinheiro para o pagamento da taxa de documentação, quando a mulher que estava atrás de mim me chamou:
- Com licença. – Ela disse.
- Oi. – Eu virei-me.
- Esta fila é para todos os cursos? – O garoto atrás dela olhou-me de relance.
- Sim. Eles pedem o nome na hora da rematrícula. – Informei.
- Obrigada. – Ela sorriu. – Que curso vai fazer?
- Estou no terceiro ano de medicina. – Respondi, me orgulhando daquilo, pois não eram todos que chegavam ao terceiro ano.
- Oh, a secretária do meu marido faz medicina. Ele diz que ela é bem aplicada. – A mulher falou. – Acho que ela estuda aqui também.
- Seu marido é médico? – Perguntei. – Porque meu chefe é. Ele trabalha no hospital do centro.
- Sim, ele é oncologista. – A mulher respondeu.
Foi então que a ficha caiu. Aquela só podia ser a maior das coincidências da minha vida, pois eu estava falando justamente com a esposa do Dr. Cullen, o meu chefe. E aquele atrás da senhora que se chamava Esme, devia ser Edward, o filho.
- Oh deus! A senhora é Esme Cullen? – Arregalei os olhos.
- Sim. Sou eu. – Ela respondeu suavemente. – Hum... Você é a nova secretária do Carlisle, não é? Isa...
- Isabella Swan. – Apertei a mão dela. – Muito prazer em conhecê-la, senhora.
- O prazer é meu. Carlisle falou muito bem de você. Ele lhe dispensou hoje?
- Ah, foi só para vir aqui. Eu não queria deixar para o último dia, porque a fila fica imensa depois... – Eu sorri.
- Oh, Bella, este é Edward, meu filho. – Ela nos apresentou.
- Muito prazer, Edward. – Estiquei a mão para cumprimentá-lo.
- Prazer. – Ele disse ligeiramente seco, logo após apertar a minha mão.
- Esta é minha amiga Alice Brandon. Nós moramos juntas. – Falei. – Allie, esta é a esposa do Dr. Cullen, a senhora Esme. E este é o filho deles, Edward.
- Muito prazer em conhecê-los. – Alice apertou a mão dos dois e logo em seguida foi para um guichê.
- Preciso ir. Já liberou outro. Até mais, senhora Esme. Edward.
- Tchau querida. – Ela acenou.
Enquanto assinava alguns papéis, jamais imaginei ver a tão bem sucedida esposa de Carlisle Cullen em uma fila na secretaria geral de uma faculdade, mesmo que do porte da London College. Edward não parecia o tipo que precisava da mãe para ir junto à faculdade fazer matrícula. Ele também não aparentava ser a pessoa mais carinhosa do mundo, como eu tentei ser um dia. Observei Esme saindo e algo me passou pela cabeça... A família Cullen era só aparência. Eu não queria pensar dessa forma, justamente por achar que Carlisle, como pai de família em si, não parecia ser o pai desnaturado; e nem Esme parecia ser a mulher bem sucedida que só ligava para roupas e dinheiro.
Mas talvez eu estivesse enganada.
- Bells?
- Oi, desculpa, Allie. – Murmurei, saindo do meu transe.
- Então aquele é o filho dos Cullen? – Ela ergueu uma sobrancelha.
- Ah, sim. É o que parece. – Dei de ombros.
- Ele é bonito. – Ela sibilou. – Em que você está pensando?
- Neles. Carlisle e Esme não parecem ser uma família de aparências, Alice. E Esme não é o tipo de mulher que vem acompanhar o filho em seu primeiro dia de aula. – Disse a ela.
- Eles devem estar com problemas. Você mesma disse que Carlisle chegou atrasado por causa do filho outro dia. Tenho certeza que não foi por doença...
- Tem razão. – Murmurei. – Talvez ele seja o adolescente rebelde.
Alice tinha tirado o resto do dia de folga, enquanto eu ainda teria que voltar ao hospital. Eram cinco e quinze quando cheguei. Daria tempo apenas de trocar de roupa, fazer as devidas higienizações e então encontrar meu chefe liderando a cirurgia do Sr. Smith.
Foram cerca de duas horas vendo uma mancha avermelhada a minha frente e vários enfermeiros com esguichos de água, bisturis, agulhas e pontos, até que Carlisle fez a incisão que retiraria o último nódulo localizado próximo ao pulmão, numa área delicada entre este e o coração. Foi um sucesso, é claro. Quando a área do peito já havia sido costurada, o Sr. Smith pôde ser removido para o quarto e dormir sob efeito de medicamentos, até que não desse mais para sentir dor.
Fui liberada do meu expediente às oitos horas.
Edward
“Salário. Emprego.”
“Não destrua sua vida, Edward. Josh não gostaria que fosse assim.”
“Você vai ter que mudar.”
Embora eu pensasse que a conversa com meu pai seria bem pior do que a que tive com minha mãe, aconteceu o oposto. Carlisle dissera apenas que eu deveria mudar e me dera as mesmas condições que minha mãe, ele impôs os mesmos limites, só que desta vez não houve alteração alguma em seu tom de voz. Isso, para mim, era bem pior do que as vozes alteradas. Porém, pior do que isso era ouvi-lo falar que entendia meu sofrimento e não iria me recriminar.
Eu me senti mal.
Desde a morte do meu irmão mais velho, eu mudei. Tornei-me a pessoa mais desprezível e ignorante que pude ser e com o passar dos anos me acostumei a ser assim. Eu não tinha uma relação com alguém há muito tempo, perdi minha namorada logo depois que entrei de luto, até então, nunca houve mais alguém em minha vida. As únicas pessoas acessíveis, de certa forma, a mim, eram meus dois – únicos – amigos, Emmett e Jasper. Além deles, nem meus pais me entediam mais.
Minha mãe, depois da nossa conversa, decidira que abdicaria metade do seu tempo na empresa para dar atenção para mim. Eu ficava com pena, mas mesmo assim não deixava de pensar que ela ainda queria que eu tivesse salvação.
Logo que anoiteceu eu disse que sairia para dar um volta e que desta vez voltaria sóbrio. Entrei no volvo e dirigi até um barzinho que ficava próximo a uma avenida do centro. Deixei o vento frio da noite entrar pela janela, a fim de me distrair.
Emmett e Jasper já estavam por lá. Emmett ria alto e bebia alguma dose de um drink qualquer. Jasper, como sendo o centrado, bebia somente uma cerveja. Juntei-me a eles, que logo perguntaram como foi a minha conversa com meus pais.
- Trabalhar?
- Algumas pessoas têm que ganhar a vida de alguma forma, Emm.
- Ah, cale a boca, Jazz. Só porque você tem um emprego. – Emmett resmungou. – E vai trabalhar aonde?
- Tenho a opção de trabalhar com meu pai, minha mãe ou na companhia de advocacia do Sr. Charles, amigos de Carlisle. – Comentei. – Talvez minha melhor opção seja lá, já que é o que eu pretendo seguir...
- Você está fazendo bem em não discutir, Ed. – Jasper apoiou-me.
- É, talvez eu esteja. De qualquer forma, nada vai mudar. – Murmurei por fim, tentando acabar com aquele assunto.
Fiquei por mais umas duas horas no barzinho, encarreguei-me de levar Jasper para casa e logo em seguida Emmett, que já estava alegre por causa das bebidas. Eu me sentia estranho em não estar sob efeito do álcool, como de costume, não era como se eu fosse um alcoólatra ou algo do tipo. Porém, talvez eu mesmo já estivesse cansado de fugir e estivesse pronto para seguir com a minha vida. De qualquer maneira, eu sentia que havia levado tempo demais para conseguir continuar vivendo sem meu irmão; eu levara tempo demais para aceitar a morte dele e, ainda, não sei se havia aceitado.
(...)
Lena veio bater à porta do quarto às oito horas, alegando que meu pai mandara me acordar. Eu sabia que ele faria isso.
Levantei-me, mesmo que a contra gosto, desacostumado com uma vida de rotina e, principalmente, desacostumado com uma vida de responsabilidade. Tomei um banho e vesti uma calça social e camisa. Peguei os sapatos no fundo do closet e arrumei levemente os cabelos. Não era agora que eu ia passar de playboy para almofadinha. Não mesmo.
Na sala de jantar havia um lugar posto a mesa. Minha mãe havia saído cedo e meu pai tinha que dar ordens para aquela secretariazinha que ele havia contratado. Sentei-me e tomei apenas uma xícara fumegante de chocolate quente e comi algumas torradas. Peguei um casaco para jogar sobre o paletó e saí de casa.
- Bom dia Edward! Quanto tempo não o vejo, como está? – Charles Abfort perguntou.
- Bem, senhor. Levando, na verdade. – Respondi com certa indiferença. – Espero que meu pai tenha lhe falado sobre a vaga...
- Oh, ele me falou, há uns três dias, na verdade. – Ele sorriu. – Vou contratá-lo como estagiário, é só o que posso fazer, no momento.
- Tudo bem. – Dei de ombros.
Charles me designou várias tarefas que seriam entregues a estagiários do primeiro ano de uma escola de lei e ordem qualquer. Eu não era um qualquer, eu era aluno – rematriculado – do terceiro ano da universidade de Londres. Revisei cada um dos casos, separando depoimentos de testemunhas, réus e vítimas. Eram vários casos, o que me custou boa parte da manhã. Quando terminei, ele avaliou cada linha marcada por mim, incluindo a testemunha que eles não haviam considerado no caso de estupro e morte. O homem abriu um sorriso exibindo todos os dentes brancos ao perceber a minha façanha.
“Muito bem, muito bem”, ele dissera levando-me a uma sala vazia. “Vejo que não está aqui para brincadeiras. Você realmente sabe o que faz. Cuide desse caso. Precisamos achar uma brecha na lei que nos permita vencê-lo.”
Eu em senti orgulhoso, quem não se sentiria. Peguei o caso e estudei-o, durante o tempo que pude. Revisei alguns artigos e leis, e não encontrei nada que pudesse ajudar na solução. Mas me senti responsável por terminar aquilo, por isso eu resolvi que voltaria após o almoço e faria algumas horas a mais em meu expediente.
Quando saí para a rua o céu estava limpo e um sol morno pincelava a copa das árvores, mesmo sendo inverno e com um vento razoavelmente frio cortando-me as bochechas. As pessoas andavam com as cabeças abaixadas e as mãos enfiadas nas luvas e nos bolsos de seus casacos. Voltei ao volvo e segui pela avenida principal, virando em duas outras ruas e alamedas, até chegar ao hospital.
- Andar de oncologia, por favor? – Pedi a recepcionista.
- 20º. – Ela respondeu.
Subi e procurei pela ala qualquer médico que pudesse se parecer com meu pai, até que encontrei se escritório.
- Pai?
- Edward, filho. – Ele disse sorrindo. – Entre. O que houve?
- Nada. Não vim lhe trazer problemas, apenas... pensei em vir lhe dar um oi e chamá-lo para o almoço. – Falei.
- Oh, sem dúvida uma boa idéia. Mas tenho uma reunião com a diretoria agora e receio que meus horários não vão bater com os seus.
- Com licença. – Alguém disse à porta do escritório. – Dr. Cullen?
- Entre, Bella. – Ele falou a secretária.
- Desculpe a intromissão. Mas o Dr. Roger da cardiologia pediu que descesse até o escritório dele.
- Oh sim, obrigada. Roger precisa que eu avalie um de seus casos, está parecendo que é um linfoma. – Ele disse com certo pesar. – Edward, porque não vai almoçar com Bella? Ela já está saindo para almoço.
Eu encarei-o e depois observei Bella, que me olhava, também, com certa indiferença. Ela não esboçou nenhuma reação, até que eu desse minha resposta.
- Bom dia, Edward. – Ela disse sorrindo.
- Já se conhecem? – Meu pai perguntou.
- Ele e sua esposa estavam na secretaria geral da faculdade ontem a tarde. Esqueci-me de lhe contar. Esme é adorável. – Ela esboçou um sorriso singelo e sincero.
- Oh, Esme certamente o é. E gostará da companhia de meu filho se ele conseguir ser um cavalheiro ao menos uma vez na vida. – Meu pai alfinetou-me.
- Tudo bem, vamos almoçar.
- Bella, uma hora e meia. – Ele disse a ela.
- Ah, obrigada, Dr. – Ela sorriu, tirou o jaleco e deixou-o em sua poltrona.
Assim que saímos do escritório de meu pai, ela perguntou:
- Aonde quer ir almoçar?
- Está de carro? – Perguntei-lhe em resposta.
- Não. A pé.
- Eu estou, vamos. – Bella seguiu-me pelo estacionamento e entrou no carro.
Confesso que não fui cavalheiresco como eu deveria ter sido, afinal, eu deveria ter, pelo menos, aberto a porta do carro; foi por esse mesmo motivo que eu pensei que Isabella estivesse agindo estranhamente.
- O que houve, Isabella? – Perguntei-lhe, já esperando uma resposta negativa.
- Oh, hã... – Ela hesitou. – Será que poderíamos almoçar em um lugar não muito...
Não precisei esperar que ela terminasse de falar. Isabella não queria ir almoçar num lugar que fosse muito caro. Eu devia ter imaginado, ela era uma mera secretária. Eu esbocei um sorriso no canto dos lábios.
- Tudo bem. Eu pago.
- Hã... Não precisa, é só... Oh Deus...
- Eu posso parecer a pior das pessoas, mas não se preocupe... Não vou negar um almoço, eu sou uma pessoa caridosa. – Disse-lhe enquanto saia do carro. Porém, aquela deve ter sido a coisa errada a ser dita naquele momento, pois a expressão dela tornou-se séria e ela ficou carrancuda.
- Caridosa? Você é uma pessoa caridosa? – Ela sibilou. – Ótimo. Então pratique a caridade para aqueles que realmente precisam. Não ir almoçar num restaurante caro, não quer dizer que eu não tenha dinheiro, Edward Cullen. Quer dizer apenas, que eu não devo ter tanto para gastar com banalidades. Acho que prefiro almoçar sozinha. Obrigada pela carona.
Isabella deu-me as costas e seguiu a alameda pela calçada. Eu fiquei ali, estático, observando ela ir em direção a um fast-food. Quando ela entrou no local, eu dei meia volta e entrei num pequeno restaurante italiano, pouco me importando se o que tinha dito iria ou não deixá-la irritada.
Notas finais
Bem, a apartir daqui vocês já começam ter uma noção de como é o Ed, porque ele é assim, e como vai ser a relação dele com a bella durante alguns capítulos.
E só para avisar, como vou viajar nessas férias, os posts serão semanais... Acreditem, quando se vai para um lugar que fica onde Judas perdeu as botas, internet é algo raro ¬_¬"
Well, para quem ainda não viu, postei o EPÍLOGO de Opera Paris. Passem por lá e comentem.
Qualquer dúvida: follow me @ninaxaubet
No twitter eu digo quando vou postar ou alguma atualização referente á fanfics. E, se quiserem, sigam meu blog, agora repaginado TOTAL e, em breve, onde vou postar algumas novidades para fanfic e entretenimento dos leitores ^^
- www.storytimestoryteller.blogspot.com
beijinhos, N.
ps: Me desculpem se eu não responder a todos os reviews.. Ás vezes são muitos.. :P Mas a Jeh tbm responde, então, não se preocupem, vocês sempre têm os comentários lidos..
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