Uma Prova de Amor
10 Capítulo 08 - Problemas
Notas iniciais
Boa leitura.
Capítulo 08 – Problemas
Bella
- Oh, ele não devia ter feito isso, Bella... Ele é um crápula! – Alice exclamou.
- Oi. Quem é crápula? – Christine perguntou ao ver as duas meninas na porta do campus.
- O filho do médico. – Alice deu de ombros.
- Hum, dizem que ele é mesmo um crápula. Pegou várias numa balada, mas algumas dizem que ele é tão frio quanto gelo. – Christine comentou.
- Não me... Ele não me parece frio. Ele parece triste. – Bella murmurou.
- Mas que ele te destratou, sim, destratou. – Alice teimou. – Olha, e aí vêm os amigos do crápula. – a baixinha encarou Emmett e Jasper, que passavam bem próximo às três meninas.
Mais adiante, estava Edward, que mantinha um olhar baixo e sem expressão. Fiquei pensando no que Carlisle poderia ter falado para ele, mas ao mesmo tempo, eu praguejava. Mas não por ele ter sido mal educado, como fora comigo; mas sim por seu pai, que não era obrigado a ouvir o que ouviu de alguém com aquela idade.
Junto com Christine e Alice, fui para dentro do prédio. Não podia evitar pensar em Edward.
(...)
Quando as aulas acabaram, eu estava saindo juntamente com Alice e Christine do prédio principal, quando uma garota loura nos abordou. Ao lado dela estavam os dois amigos de Edward – idiota e insensível – Cullen.
- Você é a Bella, não é? – Ela perguntou.
- Sim, sou eu, por quê?
- Oi, Bella, sou Emmett McCarty e essa é Rosalie, minha namorada. Este é Jasper Hale. – O cara grandão, com aparência de urso disse-me. – Edward se esqueceu de lhe entregar estas papeladas aqui.
- Hum, imagino o porquê dele não ter vindo pessoalmente. – Eu ri.
- Ele realmente está bravo com você, ou algo do tipo. – O cara loiro, Jasper, eu acho, falou.
- Não importa. Eu tenho meus motivos e não fiz nada para ele. – Defendi-me.
- Não acusem a Bellinha. – Alice encarou-os, pousando os olhos sobre Jasper.
- Não estamos te acusando. Sabemos como Edward é. – Emmett disse-nos. – Ursinha, preciso ir. Vou resolver uns assuntos para o meu pai antes.
- Tudo bem. Meninas, vamos almoçar? – Rosalie nos perguntou.
Nós assentimos e nos despedimos dos dois garotos. Alice não conseguia tirar os olhos de Jasper e ele não tirava os seus dela. Rosalie era a típica garota que poderia ser líder de torcida, vestida de rosa, usando saltos altos, roupas de marca, com cabelos loiros e reluzentes, mas ao contrário do que eu ouvira falar de Rosalie King, ela era uma quase-gótica, que vestia roupas pretas, bonitas, saltos, mas não era como eu imaginava. Não mesmo.
- Então... – Alice deslizou o dedo pelo canudo, aparentemente, se contendo de alguma curiosidade. – Você é a namorada do Emmett?
- Oh, isso é um rolo. Algumas pessoas me criticam porque pensam que eu sou interesseira e que Emmett é um bruta-monte. – Rosalie bebericou o suco enquanto empurrava a comida no prato.
- Bem, a julgar pelo tamanho dele... Sim, parece um bruta-monte. – Alice riu. – Mas me diga. Quem é o outro?
E ela chegou ao ponto.
- Jasper Hale. 23 anos, o mais responsável dos três. Está fazendo o curso de química, para depois tornar-se perito criminal. Olhos verdes, cabelo louro ou castanho claro. – A loura roqueira resumiu. – E se você está interessada: S-o-l-t-e-i-r-o.
- Oh, mas eu não-
- Eu posso te conhecer a poucas horas, mas isso já era óbvio.
- Allie, vocês ficaram se encarando... – Eu ri, depois de mastigar. – E seus olhos brilhavam. Conheço-te.
- Está vendo... – Rosalie riu.
- Allie, porque não fica aqui com a Rosalie, já que vocês duas têm mais tempo de almoço que eu? – Peguei minha carteira e deixei algumas notas sobre a mesa. – Preciso ir, Rosalie, o hospital me espera. E graças a Deus é sexta-feira! – Suspirei.
- Imagina, Bella. Vou combinar algo com Alice, depois ela te avisa. Assim podemos conversar mais. – Ela agitou-se.
- Tudo bem. Até mais.
Dei-lhe aquele beijinho básico de cumprimento e deixei o restaurante. Saí apressada, tentando chegar a um ponto de ônibus o quanto antes, segurando bolsa, carteira, cartão de transporte urbano e tentando me manter em pé em meio às outras pessoas.
(...)
Edward
- Eu não sei por que você a odeia tanto. – Jasper deu de ombros. – Isso foi idiotice.
- Não foi. Ela merece. Isabella caridosa Swan. – Resmunguei. – Droga, estou atrasado de novo.
- Vamos logo, me deixe lá que eu pego um táxi para casa. – Ele respondeu. – E não seja tão imbecil. Logo, logo Isabella vai acabar por juntar-se a nós, se quer mesmo saber...
Encarei-o. Por que raios Isabella, a nerd, que mal almoçava fora – ou não, porque com o salário que meu pai pagava, ela tinha dinheiro suficiente para sobreviver -, enfim... Por que raios ela se juntaria ao nosso mísero grupo de amigos?
- Rosalie. – Jasper disse.
- Por quê?
- Eu é que te pergunto por quê? – Ele ergueu uma sobrancelha, depois me entregou as chaves do carro. – Rosalie é uma garota e não é tão egoísta quanto nós somos. Não sei como ela atura o Emmett, mas isso não vem ao caso. O fato é que ela se entende bem com outras pessoas. E além do mais...
- Ah, por favor! – Resmunguei mais alto.
Era só o que me faltava. Mais um romance. Um asqueroso e açucarado romance.
Eu sabia que reclamar não iria adiantar nada e, tampouco, fazer com que as idéias estúpidas de Jasper não se tornassem realidade. Eu estava sendo hipócrita, sabia muito bem, aliás, não apenas hipócrita; estava sendo insensível, cruel, idiota e hipócrita... Só Jasper e Emmett para me agüentarem. Mas eu sabia como aconteceu.
Jasper Hale, loiro, rico, quer ser perito, chegar a tenente na academia de polícia – a lá Horacio Caine¹ -, tinha 23 anos e era mais sensato que eu, com 25. E eu conseguia imaginar perfeitamente o que tinha acontecido; ele pousara os olhos sobre a esguia Alice Brandon e então não conseguia mais esquecê-la... Como se os fios que te prendem a terra não existissem, como se ela fosse o próprio sol.
Droga.
- Paixão a primeira vista?
- Eu não sei. Eu sei que ela é alguém totalmente inesperada. Só sei que sei. – Ele deu de ombros, imitando uma das falas de Emmett.
- Tudo bem. Eu posso aturar Isabella. – Engoli seco. Eu estava com medo do quê, exatamente?
- Ela é só uma secretária, Ed. – Ele encarou-me. – Não é como se você fosse casar com ela.
- Tenho medo do que você diz.
- Eu só sou intuitivo. Agora preste atenção porque senão iremos bater e eu não quero morrer agora. – Ele resmungou.
Parei meu volvo C30 no estacionamento ao lado da empresa, um enorme prédio ao estilo WTC², com janelas de vidro espelhado, estrutura gigantesca com caras engravatados e mulheres usando terninhos. Jasper desceu e chamou um taxi, enquanto eu acenei e entrei no elevador privado. A vantagem de se trabalhar ao lado do dono da empresa era não precisar topar com qualquer outro funcionário ou uma daquelas novatas que ficam dando em cima do cara gostoso de terno que passa pelo corredor segurando sua maleta. É claro que eu falava de mim mesmo.
- Edward, linha 2, para você. – Jéssica Stanley, a baixinha, com busto grande, que vivia se oferecendo descaradamente para mim, disse-me no momento em que passei por sua mesa na antessala. Ela era secretária. Pude vê-la ajeitar o decote.
- Obrigado.
Joguei a maleta num canto da mesa, tirei o fone do gancho e apertei o botão correspondente à linha dois.
- Edward Cullen. – Atendi, surpreso por ser meu pai quem me ligava. – Sim, entreguei. É, ela tinha ido almoçar com Rosalie e aquela amiga dela. Bem, não sei da vida alheia, mas tudo o que eu encontrei sobre os Volturi estão naquelas folhas.
Eu parei de falar, para escutá-lo, pacientemente. Quando ele terminou, eu sabia que estava bem encrencado.
- Droga. Estou indo.
Bella
Quando cheguei ao escritório de Carlisle naquela tarde, deparei-me com muitos problemas; parecia que o dia não havia sido bom naquele hospital e eu tinha que dar um jeito de melhorá-lo.
Carlisle ficara ocupado com os problemas de desvio de verba que é destinada a parte da fundação e ajuda que o hospital possui, parece que alguém estava desviando há vários meses quase trinta por cento!, e o desfalque estava provocando prejuízos. E, como se não houvesse mais nada para se fazer, ele ficara responsável de contatar a família Volturi, até hoje, eu não havia tido resposta alguma dele... Pelo menos até agora.
- O número está certo e caiu numa empresa, de lá, me passaram o número pessoal do responsável. Falei com Aro Volturi, sobre a menina Jane. – Ele dizia, temi por Jane naquele instante, temi por ela não ter mais ninguém. – E Aro Volturi é o seu avô, por parte de mãe. Jane fora separada da família Volturi quando era pequena, portanto, é provável que ela se lembre pouco de seu avô, irmão e prováveis primos.
- Vou falar com ela e passar nos outros quartos. – disse-lhe.
- E tem um problema. – Ele disse por fim. – O antigo tutor dela e seu avô paterno apareceram, alegando que a responsabilidade da criação dela, é deles e não da família italiana.
- Deus! – Suspirei. – E agora?
- Pedi a Edward que viesse. Vou fazer com que ele cuide do caso, para defesa de Aro. Vou pedir que você preste mais alguns serviços, Bella. – Carlisle entregou-me uma prancheta com alguns endereços e números de telefone. – Você ficará responsável por recepcionar e guiar a família Volturi em Londres, depois de amanhã, durante a tarde, quando eles chegarem. Um motorista vai estar com você.
- Tudo bem. Mais alguma coisa? Gostaria de... Sair enquanto Edward não chega, se não se importa. – Desculpei-me, peguei os materiais e saí do escritório. Eu ainda não estava em plena sã consciência para não discutir com Edward e, ainda mais, dentro de um hospital, como da última vez.
Naquele dia não houve maiores problemas, a não ser o fato de Mandy passar mal e quase vomitar o próprio estômago, sua mãe entrar em pânico e uma pequena confusão com medicamentos que quase foram levados para pacientes errados. Depois de Mandy, foi a vez de Alan, o Sr. Smith, e por último, Jane Volturi.
Quando cheguei ao seu quarto, ela estava deitada, quase dormindo, se não fosse pelo barulho da porta. Seus cabelos louros estavam ficando ralos e suas olheiras ligeiramente mais roxas. A pele dela ficava ressecada constantemente, o que exigia sempre algumas massagens e sessões para hidratá-la. Depois que ela despertou, informei-a sobre tudo o que Carlisle havia dito.
- Eu me lembro do meu avô. – Ela falou. – Na época ele tinha cabelos negros e sempre usava terno, mas era gentil comigo. Não me lembro de ter um irmão.
- Chama-se Alec. Não sei se ele virá, mas eu mesma irei trazê-los até aqui. – Disse.
- Bella, eu estou pior, não é? – Os olhos azuis dela ficaram avermelhados e cheios de lágrimas.
E dizem que não podemos nos apegar...
- Sim, Jane. Está. Mas não é uma progressão do câncer, é somente os efeitos dos remédios. São muito fortes. – Tentei confortá-la. – Eu não posso dizer quando isso vai passar, mas porque não descansa?! Durma bastante durante hoje e amanhã, tente comer e se cuide, que eu cuidarei de você, assim você estará em condições melhores de ver seu avô.
- Obrigada. – Ela sorriu e eu sabia que estava na profissão certa.
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Horacio Caine¹ — Tenente da equipe de policia científica do seriado CSI Miami.
WTC² — World Trade Center, edifício atingido pelos aviões em 11 de setembro.
Notas finais
Passei apenas para deixar este capítulo de presentinho para vocês, em agrecimento aos comentários. Obrigada a: claudia00, DiCullen, Rosyn_Cullen, Mia, Nathi_Brandon e Isabella Avelino. E, claro, á Nathi por ter recomendado a fic :3
Fico comente com comentários..
E outro avisinho... Eu não sei quando vou postar de novo, uma vez que minhas aulas vão começar esta semana... Então, por enquanto, fiquem com este capítulo e me sigam no twitter, eu aviso qdo tem atualizações sobre as fics por lá.
Beijinhos
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