Uma Pitada De Amor E Sexo

2 Capítulo 2 - Provocações


Notas iniciais
Esse é o fim de mais uma fic. Espero que gostem e até mais, leitores (:

Ela, com toda sua destreza em fazer com que eu ou qualquer outro, aposto, me sentisse a vontade, segurou minha mão e levou-a até seu seio direito. Olhou em meus olhos:

_Fique a vontade.

Foi o que fiz. Apertei-o com gosto e ela voltou a me beijar, passeando sua mão direita pelo meu pescoço e a esquerda a subir e descer pela minha coxa. Aquilo era bom. Podia dizer que era como sentir meus próprios seios serem apertados, podia compreender o que ela sentia e isso me excitava de forma a fazer com que a atividade fosse tão prazerosa quanto a passividade, naquele caso. Senti que estava ficando quente e quando isto ocorria, meu corpo simplesmente respondia com um leve espasmo. Ao sentir o pulo leve que dei, Isabela interrompeu o beijo e sorriu para mim.

_Ei, fica calma, se concentra aqui comigo.

Interessante era ver como eu, acostumada a conduzir meus encontros, as conversas, tudo, estava simplesmente deixando com que aquela mulher me acalmasse e dissesse o que eu precisava fazer. Era diferente, porém, de quando eu estava nas mãos de meu ex-namorado. O toque feminino, a leveza, a delicadeza dos movimentos era uma sensação totalmente alheia a qualquer realidade que já havia experimentado.

Isabela se levantou após me pedir calma e sorrir e estendeu a mão para que eu a acompanhasse. Perguntou-me onde ficava o banheiro e me levou até ele. Ainda sem entender muito, entrei e fui colocada na parede empurrada pelas suas mãos em minha cintura. Ela juntou seu corpo ao meu, abrindo um pouco minhas pernas e encaixando ali sua coxa. Meu corpo todo sentiu aquele toque invasor e o movimento ritmado que começara a fazer, para frente e para trás pressionando meu sexo. Não se contentando, passou a passear sua língua pelo meu pescoço, devagar, atrevida e muito boa no que fazia.

Soltei um gemido by Text-Enhance\">baixo e ela sorriu novamente. Um sorriso manjado. Abracei-a na altura de seu pescoço. Aquela morena de by Text-Enhance\">pele clara era simplesmente uma perfeição. Como era mais alta do que eu, meu rosto se encaixava em seu ombro enquanto ela acendia cada parte do meu corpo sem esquecer de nenhuma.

Quando menos esperava, sentindo sua coxa ritmada me tirar suspiros a estimular meu sexo, ela separou nossos corpos e começou a retirar o robe roxo que usava.

_Posso agora? — brincou -.

_Claro que pode.

Devagar, acompanhei o movimento de seus dedos que amaciavam sua by Text-Enhance\">pele propositalmente à medida que o robe caia corpo a by Text-Enhance\">baixo. Totalmente nua a minha frente, ela simplesmente ficou parada e respirou fundo.

_Faz isso pra mim, agora. Você tem de acordar cada parte do meu corpo, todas elas, Fernanda.

Seu pedido, soando como uma ordem, causou uma inquietação em mim. Pensei por um instante no que fazer e puxei-a pelo braço fazendo com que entrasse no boxe do banheiro. Isabela se encostou na parede e eu fui retirando todas as peças da minha roupa para acompanhá-la no banho que tomaríamos. Liguei o chuveiro e abri a mangueirinha, deixando que a água passasse somente por ali. Direcionei o fluxo d’agua até ela e, abaixada, comecei pelos seus pés. Molhei um de cada vez e, enquanto isso, meus olhos se fixavam nos seus, vistos de baixo pra cima, e ela parecia me comer com o olhar.

Passei a subir um pouco o braço, molhei suas pernas, uma de cada vez, sua barriga, seus braços e o pescoço. Isabela fechou os olhos e molhei seu rosto e seus by Text-Enhance\">cabelos. Sem rodeios, ela fez com que eu soltasse a mangueirinha e me puxou para um beijo molhado. Prendeu-me em seus braços numa pegada gostosa e passou suas mãos pelo meu traseiro, apertando-o para junto de si.

Interrompi o beijo sem ar.

_O que foi? — perguntou-me -.

_Nada não...é que...

Apenas beijei sua boca mais uma vez. Que beijo bom ela tinha! Era íntimo. Perguntei-me se era sempre assim, se ela beijava seus clientes com paixão, se sequer os beijava na boca. Mas não quis interromper o momento com perguntas bobas.

Isabela fechou a mangueirinha e deixou que a água saísse pelo chuveiro mesmo. Ficamos ali, nos beijando por muito tempo e meu corpo já ficava fraco de tanto esperar por suas mãos em meu sexo, sua boca, seus dedos dentro de mim ou qualquer coisa que fosse nela que me tocasse de uma forma mas íntima.

_Vamos pra cama?

_Claro – limitei-me a dizer -.

Poucas palavras, porém muitos olhares. Ela não deixava de fixar seus olhos nos meus por um segundo que fosse, o que me deixava sem jeito, mas ao mesmo tempo excitada. Não pegamos toalhas, nem nos secamos, fomos direto para a cama e ela se deitou sobre mim sem rodeios. Nossos corpos deslizavam, sua barriga encostada na minha me provocava arrepios e espasmos ocasionais. Um toque tão...simples e tão bom.

_Que tal uma ideia? — disse Isabela – Vira de costas.

Sorri para ela, pestanejei, mas apenas obedeci à sua “ideia”. Ela se sentou encaixada em mim, uma perna de cada lado do meu corpo e começou a massagear minhas costas com a ponta dos dedos. Sessão massagem, àquela altura do campeonato? Começou, então, a passar também a palma da mão e apertar, mas ainda devagar. Se curvou até encostar sua boca em minha orelha.

_No sexo tântrico – sussurrou – o mais importante é aprender ante mos como sentir prazer sem um toque mais íntimo ser necessário.

Obviamente ela estava brincando comigo. Era covardia sussurrar coisas em meu ouvido, eu simplesmente perdia o controle de mim mesma quando alguém ousava fazer aquilo.

_E como não temos todo o tempo do mundo para aprender a técnica, vou tentar te mostrar um pouco do que é bom.

Isabela começou a mordiscar minha orelha enquanto passava as duas mãos pela lateral do meu corpo. Mantive meus olhos fechados e segurei o gemido alto que queria soltar, não querendo me passar por garotinha vulnerável diante de seu toque. Confesso, era quase impossível me calar, ela utilizava de todos as artimanhas que tinha para me deixar louca, desde movimentar seu quadril sobre mim, como quem ia e vinha num movimento muito sexy, até passar a língua de leve no meu pescoço.

Enquanto devagar ela me torturava, minhas mãos apertavam suas coxas e arranhavam sua pele. Como Isabela não reclamou, continuei o fazendo para tentar aliviar a tensão a que ela estava me submetendo. Enfiei o rosto no travesseiro sem conseguir mais me segurar e gemi.

_Vagabunda.

Aquilo saíra da minha boca como uma súplica desesperada por um contato mais íntimo. Eu queria aquela mulher entre minhas pernas, provando meu gosto, presa entre minhas coxas e sem ar. Eu queria sua língua subindo e descendo pelo meu clitóris, seus dedos entranhados dentro de mim e seus cabelos bagunçados entre minhas mãos. Eu queria sua mão em meus peitos, sua boca, queria todo o seu corpo... mas ela insistia em me ensinar técnicas para me enlouquecer de tesão.

_Caladinha, moça – disse-me entredentes -.

Virei meu corpo e fiquei de frente para ela, já não aguentava mais. Puxei-a para um beijo e puxei-a pelos cabelos, mordendo seu lábio inferior com força. Isabela grunhiu com certa raiva em sua voz, e apenas continuei a agarrá-la. Soltei-a do meu abraço.

_Você é muito apressadinha, Fernanda – com um tom repreensivo -.

_É que essas suas técnicas me deixam meio... vulnerável.

_Deixa pra lá então.

Ela reclinou o corpo sobre mim novamente e continuou a me beijar. Minhas duas pernas estavam presas na altura do seu quadril e nossos corpos já haviam secado de tão quentes. Enquanto me beijava, Isabela começou a procurar pelo meu sexo com o seu; procurar pelo toque deles. À medida que ela ajeitava seu quadril em busca daquilo meu corpo foi reagindo de maneira abrupta, de maneira nem um pouco sutil. Mais e mais espasmos. Ela já sorria e sabia que aquilo era um sinal de prazer exagerado.

Ajudei-a, ajeitando nossos corpos, e ao encaixe perfeito comecei a sentir seu clitóris roçar o meu.

Céus!

Que sensação maravilhosa era aquela? Aos movimentos circulares, cada um deles sendo completados, um gemido saía pela boca de Isabela. Por um instante me perguntei se aqueles não eram apenas o tipo de gemidos “agrademos aos nossos clientes”, mas era bobagem pensar naquilo àquela altura. Além do mais, era gostoso pra caramba ouvir sua voz abafada daquela forma. Era como, mais uma vez, sentir meu próprio gemido saindo.

Isabela intensificou o movimento, passou a fazê-lo como se estivesse me penetrando e meu corpo reagiu ainda melhor àquilo.

_Tá gostoso, Fê?

Hm, intimidade.

_Muito, muito gostoso.

Ela sorriu ao ver meus olhos se fecharem com tamanho prazer. Beijou minha boca mais uma, duas vezes de leve e começou a descer o beijo para o meu pescoço, indo em direção aos meus seios. A espera me agoniava, queria logo ela com a boca ali. Quando finalmente tocou a ponta da língua no bico do meu seio direito, meu corpo todo se contraiu. Ela continuou, passando a beijar a região e passear a boca com tamanha destreza. Minhas mãos apenas sabiam como apertá-la ali, para que ela não parasse, não ousasse parar.

Mas ela ousou.

Levantou a cabeça e me olhou por um instante.

_O que foi? – indaguei, sem resposta -.

Aquela linda mulher apenas esboçou um sorriso largo para mim e continuou descendo sua boca. Quando em meu umbigo, parou por um instante rodeando-o com a língua. Logo voltou a descer o rosto e abriu um pouco mais minhas pernas. Eu estava a mercê dos seus caprichos, das suas vontades. Não queria força-la a me chupar bem devagar logo, mas também não queria que demorasse muito para tal. Apenas deixei com que ela ditasse o ritmo.

Sem demorar, ela encaixou sua boca em meu sexo, procurando deixar meu clitóris bem livre para o seu bel prazer – e para o meu, obviamente -. Isabela fez questão de manter seus olhos nos meus. E eu mantive os meus nela. Nossa conexão era visível, palpável. Talvez fosse uma coisa de mulher para mulher, era no que eu acreditava. Até meu cérebro, porém, fantasiava aquela transa como um ato de amor, paixão, quando era apenas um negócio lucrativo para ambas as partes.

Ao mais ínfimo movimento, meu corpo todo amoleceu. Deixei minhas pernas se esticarem na cama e ela continuou o oral sem interrupções, sem pausas para respirar... Céus! Ela era maravilhosa naquilo.

_________x

Logo tive meu primeiro orgasmo com seu oral. Meu segundo, com seus dedos me tocando. O terceiro? Outro oral. O quarto tive ao fazer um oral para ela, experiência que tive a certeza que iria repetir logo que pudesse.

Foram quatro horas de sexo. Uma verdadeira montanha russa de sensações, de movimentos e de tensões e alívios. Isabela já estava morta jogada em minha cama, como quem não tinha forças nenhuma para continuarmos, mas parecia bem. Ela era linda demais, uma mulher nos seus 1,70, creio eu, que com certeza chamava muita atenção e devia ser bem requisitada. Eu sonhava ter uma mulher como ela, fisicamente. Ela tinha bom papo, também, parecia até inocente, mas eu bem sabia que não.

Após o fim da noite, quase ao amanhecer, ela foi embora. Joguei meu corpo na cama e fiquei imaginando como seria meu dia de amanhã, se minhas pernas aguentariam, se minha cabeça pararia de imaginar o corpo nu de Isabela em minha cama e se eu superaria a ideia de que ela era só uma prostituta que cobrou até barato pelo serviço que me prestou. Também me peguei imaginando se repetiria a dose, se passaria a tentar sair com outras mulheres ou se voltaria ao sexo heterossexual monótono.

Difícil responder a todas aquelas perguntas, talvez Freud explicasse meus devaneios, Jung curasse minhas fantasias e Hegel se mostrasse apto a me fazer sair da cama para acompanhá-lo ao IP de cada dia. Só talvez. O único certo àquela altura era que eu precisava dormir e assim o fiz.

______X

Ao acordar, cansada, uma ligação perdida despontava na tela de meu celular, cujo toque fora ineficiente na tentativa de me tirar daquele sono profundo. Um número conhecido, porém não registrado na minha agenda. Retornei a ligação e uma voz conhecida me atendeu do outro lado.

_Alô?

_Isabela? – espantada, quase gritei ao telefone -.

_É, sou eu, Fê.

_O que te faz me ligar a essa hora?

_Tem uma pessoa querendo falar contigo.

Ela passou o telefone para um homem, pelo que me pareceu, pois ouvira sua voz de longe.

_Amor? Gostou da noite? Eu sempre soube que você gostava mesmo era de mulheres...

Aquele cretino!

_É verdade, e eu também sabia que você usaria o cartão da garota de programa que eu também usei e deixei no seu carro de propósito, quando nos separamos.

Ainda chocada com aquele golpe baixo, não o respondi.

_Pois seja feliz, todo mundo sabe que a Fê bonitinha do colegial sempre quis comer as amigas, mas não teve coragem.

Rafael – meu ex — desligou o telefone na minha cara e me deixou de boca aberta. Um bom trote. Uma ótima noite. Uma descoberta, enfim: eu realmente não voltaria para a heterossexualidade monótona.

Notas finais
Beijos :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!