Notas iniciais
Muito obrigada a rihkaty pela perfeita recomendação! Obrigada também por indicar a história a todos aqueles que curtem SwanQueen. Muitíssimo obrigada! Boa leitura!

— Você está esperando alguém? — Regina perguntou.

— É claro que não, Regina — disse Emma, abotoando a calça. — Vou ver quem é… — recuando, ela vestiu uma camisa qualquer que encontrou jogada sobre a poltrona.

— Era só o que faltava! — exclamou Regina, ao mesmo tempo em que se levantava a procura de algo que pudesse cobrir o seu corpo despido.

Antes de abrir a porta, Emma checou seu telefone celular constatando que não havia nenhuma mensagem ou chamada perdida. Dessa forma, ela supôs que não se tratava de sua mãe ou qualquer um dos seus irmãos. Ao abrir a porta, seus olhos se arregalaram em total confusão ao dar de cara com Ariel.

— Ariel? — ela indagou, e sem dizer uma só palavra, a jovem se atirou em seus braços aos prantos.

Aproximando-se, Regina sentiu uma pontada de ciúmes mediante aquela cena, todavia, a julgar pelo choro compulsivo da garota, algo no mínimo sério tinha acontecido.

— O que aconteceu? Ariel, fica calma e me fala…o que foi que aconteceu? Onde está seu avô? — Emma perguntou.

— Ele está morto, Allison — ela disse, e Emma se retraiu devido ao choque provocado pela notícia.

— Fica calma…senta aqui, vem… — Emma falou, conduzindo-a até o sofá. — Regina, trás um pouco de água, um calmante, alguma coisa para ela…

— Claro, eu já volto — disse Regina, se dirigindo à cozinha.

Alguns minutos se passaram e embora Ariel continuasse chorando, aparentemente parecia mais calma. Emma lhe afagava os cabelos sem acreditar no que acontecera, enquanto Regina, alheia ao que se passava, apenas esperou o desenrolar da situação em silêncio.

— Leopold está morto? Como? Como foi isso?

— Nossa casa pegou fogo…não sei como aconteceu. Eu estava com minhas amigas na praia quando vimos as chamas. Quando chegamos lá, tinha muita gente tentando apagar o fogo, mas não conseguiram.

— Seu avô estava lá dentro?

— Sim…ele dorme cedo. E a polícia encontrou o corpo carbonizado.

— Meu Deus, que tragédia! — murmurou Regina.

— Eu sinto muito, Ariel… — Emma sussurrou, não contendo a emoção.

Diante da situação, Emma pediu para que Regina trocasse de roupa, já que retornariam para suas respectivas casas. Todo o percurso foi feito em silêncio, exceto pelos soluços quase que descontrolados de Ariel.

— Se precisar de alguma coisa, me liga está bem? — Regina falou.

— Está bem…boa noite, meu amor — Emma disse, e em seguida, se dirigiu à mansão ao lado de Ariel.

Após tomar conhecimento dos fatos, Ingrid se mostrou horrorizada, bem como emocionada diante de uma tragédia como aquela. Emma se comprometeu em ir à delegacia para saber detalhes ou pelo menos ter alguma ideia sobre as causas do incêndio que provocou a morte de Leopold.

Graham Humbert, delegado da polícia local era o responsável pelo caso e segundo ele, uma vela teria sido a causadora daquela fatalidade.

— O senhor Leopold não costumava usar velas em casa — disse Emma. — E a neta dele afirmou isso no depoimento.

— Sei que a senhorita passou uma temporada com eles, mas isso não significa que os hábitos não tenham mudado agora. Mas suponhamos que ele realmente não usasse velas…o incêndio pode ter sido provocado perfeitamente por um dos candeeiros.

— Delegado, com todo respeito…o senhor não pode encerrar um caso apenas com suposições.

— Eu não disse que vou encerrar…mas tudo nos leva a crer que essa tenha sido a causa. Agora, senhorita Swan…está um pouco tarde, não acha? Qualquer novidade sobre o caso, informarei a sua família.

— Obrigada — ela disse, se retirando em seguida.

[…]

— Ela tomou um calmante e adormeceu — Ingrid falou, assim que Emma apareceu na sala.

— Meu Deus, que tragédia! — ela exclamou.

— Sim, meu amor…pobre homem. O que o delegado disse?

— Imagina que se tratou de um acidente com velas ou os candeeiros que ele usava.

— Coitada da garota…ficou sozinha no mundo.

— Teria algum problema se ela ficasse por aqui enquanto as coisas se acalmam?

— Claro que não filha…ela pode ficar o tempo que for preciso.

— Obrigada, mamãe.

— E Regina? Como está?

— Está bem…bom, vou me deitar. Estou com dor de cabeça. Onde está Ariel?

— No quarto ao lado do seu.

— Certo…boa noite, mãe.

Na manhã seguinte, o funeral foi realizado. Toda a família Swan compareceu ao enterro, inclusive David. E ainda que algumas famílias da vila de pescadores tivessem se oferecido para cuidarem de Ariel, Ingrid fez questão de mantê-la em sua casa, deixando a escolha unicamente para ela.

— Não quero incomodá-la… — disse Ariel.

— Não diga isso, querida…não será incômodo nenhum. Pode ficar o tempo que quiser…a casa é sua — dizia Ingrid.

Alguns dias se passaram e a polícia encerrou as investigações afirmando que a causa do incêndio havia sido de fato provocado por um dos candeeiros. Ariel já se mostrava um tanto conformada, principalmente pelo fato de ter Emma por perto. David, por sua vez, distribuía sorrisos por todos os lados, afinal de contas, as coisas continuavam acontecendo conforme ele planejava.

— August? Liguei para parabenizá-lo pelo ótimo trabalho!

— Obrigado…mas não é uma tarefa muito difícil queimar uma cabana caindo aos pedaços.

— É, eu sei. Mas como prova da minha gratidão, pode ficar com a lancha pesqueira que mamãe comprou para aquele velho imundo.

— Obrigado, David…e qualquer coisa relacionada a Emma e a vagabunda da Regina, pode contar comigo — ele disse.

— August, só por curiosidade…o que aconteceu entre você e a minha irmã? Porque se não me falha a memória, vocês eram muito amiguinhos, não?

— Isso não é da sua conta! — dito isso, ele encerrou a ligação.

— Veadinho de merda, você terá o que merece quando eu não precisar mais dos seus serviços… — David murmurou consigo mesmo. — Muito bem…agora veremos o que a vadia da Regina dirá quando souber que a minha irmãzinha de vez em quando divide sua cama com a neta do pescador! — acrescentou, não contendo o riso.

[…]

— Espere aí, porque eu acho que não entendi direito…onde é que você está? — Regina perguntou.

— Estou no shopping comprando algumas roupas com Ariel, mas… — Emma tentou responder, na outra linha.

— Tchau, Emma!

— Regina, espera! Eu posso explicar! Alô? Regina? Mas que droga! — ela exclamou, quando a ligação foi encerrada.

— Algum problema, Allison? — questionou Ariel.

— Meu nome é Emma, Ariel! Emma! — ela falou, num tom exaltado.

— Desculpa…

— Droga…me desculpa você. Aconteceram algumas coisas e eu estou um pouco nervosa — justificou-se, suspirando em seguida. — Bom, gostou de alguma coisa?

— Sim, já escolhi o que vou levar.

— Ótimo. Vou pagar e já vamos…

O caminho de volta para casa foi percorrido todo em silêncio. Se depois de retomar o seu posto como diretora-executiva no escritório da família o tempo dedicado ao relacionamento com Regina havia diminuído, com a chegada de Ariel então, diminuiu mais ainda.

— Ariel, eu tenho que resolver umas coisas e voltar ao trabalho — Emma falou, estacionando em frente a mansão.

— Não quer ver as coisas que comprei?

— Depois eu vejo.

— Está bem, Alli…quer dizer, Emma. Obrigada — ela falou, beijando-lhe o rosto rapidamente.

Passava das treze horas quando Emma finalmente chegou à Mills Export, embora o combinado fosse sair para almoçar ao meio dia.

— Não se atreva a barrar minha entrada porque eu juro que coloco esse portão abaixo e você vai junto! — ela exclamou, se dirigindo ao portão de entrada.

— Mas eu só estava querendo lhe desejar um bom dia, senhorita… — disse o segurança, claramente desconsertado.

— Ah, desculpe…eu pensei que…droga! Muito bem…bom dia e bom trabalho — ela falou, nervosa e constrangida.

Enquanto caminhava na direção da sala de Regina, Emma era acompanhada pelos olhares curiosos de uns, e maliciosos de outros. A espera para ser recebida já durava aproximadamente vinte minutos, e ao fazer menção de invadir a sala sem autorização, a porta se abriu e Regina deu passagem para que ela entrasse.

— Antes de mais nada, eu quero avisar que a culpa não foi minha — Emma falou.

— É a segunda vez que marcamos para almoçar e você me deixa esperando porque está bancando a babá daquela menina! — exclamou Regina.

— O que eu poderia fazer? Mamãe não estava em casa, Anna estava ocupada demais no trabalho…

— Qualquer empregada poderia tê-la acompanhado! Mas não…você gosta!

— Não gosto disso não!

— Emma, é melhor você ir embora porque estou muito ocupada e aborrecida.

— Só vou quando esse aborrecimento passar — ela disse, lhe rodeando a cintura por trás.

— Me solta!

— Negativo.

— Emma…

— Você fica irresistível quando está irritada… — Emma sussurrou, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha.

— Já disse para me soltar… — murmurou Regina, excitada com a aproximação entre elas.

Regina mordeu o lábio inferior ao sentir a mão espalmada deslizando sobre a sua coxa, trazendo consigo, a barra da saia que ela usava. Um aperto em sua bunda seguido de uma palmada fizeram seu corpo estremecer, e embora seu cérebro gritasse para ela tirar aquela mão dali, seu corpo dizia para fazer o contrário. Seus mamilos se endureceram e seu coração bateu mais forte no peito, acelerando cada vez que a mão atrevida alternava entre as coxas e a bunda.

— Vire-se, Regina… — Emma falou, e ainda que soasse como uma ordem, sua voz parecia calma.

Vagarosamente, Regina se virou enquanto Emma passava as mãos pelo seu corpo. Os olhares se encontraram e naquele momento, nem toda a raiva do mundo poderia fazê-la resistir ou dizer não diante do brilho verde fixado em si.

As mãos de Emma percorreram-lhe a coxa até a barra da saia, tracejando a alça da cinta liga e esbarrando na renda que sustentava a meia. Aquela tortura poderia chegar ao fim facilmente. Bastava presenteá-la com um tapa na cara e mandá-la embora, todavia, suas mãos estavam grudadas na borda da mesa e seu corpo não obedecia, pelo contrário, seu corpo era um maldito traidor.

— Você faz ideia do quanto está molhada? — Emma perguntou, num tom de voz quase inaudível, e em resposta, Regina fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás quando sentiu dois dedos escorregarem para dentro da calcinha.

Regina mal tivera tempo para reagir quando sentiu sua calcinha ser puxada para baixo e seu corpo levantado, colocado em cima da mesa fria. Sentada sobre o móvel, Regina teve suas pernas abertas e seu sexo preenchido pelos dedos longos e habilidosos que ela tanto conhecia. Sua cabeça pendeu para o lado e rapidamente ela se apoiou nos cotovelos quando sentiu um orgasmo iminente se aproximando a todo vapor.

— Emma…por favor… — ela murmurou, puxando-a pelo colarinho do blazer até que os lábios se tocassem.

Enquanto se beijavam, Emma manteve os seus dedos alojados na intimidade da mulher à sua mercê, porém, os afastou quando num ato impensado, suas mãos pousaram no meio da camisa que Regina usava e então a puxou de forma bruta, abrindo-a ao meio, fazendo alguns botões se espalharem pela mesa.

Com a mesma ousadia, Emma abaixou as alças do sutiã à sua frente e em seguida, fez o mesmo com as taças, puxando-as para baixo, expondo os seios firmes e excitados. Suas mãos espalmadas cobriram-lhe os seios, apertando-os com força, raspando a ponta dos dedos sobre os mamilos enrijecidos e só então sua boca se apossou de um deles.

— Oh, céus…isso é bom demais… — sussurrava Regina, enlouquecida de prazer. De repente, os seus olhos se arregalaram quando a possibilidade de alguém entrar em sua sala invadiu sua cabeça, no entanto, ela não podia, nem conseguia parar.

— Gosta de ser possuída em cima da sua mesa, não gosta? — Emma perguntou, e sem esperar uma resposta, voltou a penetrá-la. O gemido que escapou da garganta de Regina foi o suficiente para responder aquela pergunta. À medida em que os dedos entravam e saiam, os gemidos cresciam, aumentavam. Por alguns instantes, Emma chegou a pensar que do outro lado da porta, alguns funcionários se deliciavam com os sons produzidos por elas, e esse pensamento lhe provocou um sorriso de satisfação, ao mesmo tempo em que lhe instigou a dar continuidade aquela loucura.

— Eu gosto…não pare, por favor…não pare… — Regina murmurou, ensandecida com os chupões que recebia em seus seios.

Inclinada, quase que de joelhos, Emma explorava o sexo de Regina de todas as formas que podia, com a mão, com os lábios, com a língua. Uma de suas mãos se agarrou aos cabelos de Emma, enquanto a outra, segurou-se como pôde na borda da mesa quando um calor se espalhou pelas suas costas, e seu corpo inteiro tremeu com um dos melhores orgasmos que já tivera em toda sua vida.

— Acho que virei te visitar com mais frequência — Emma falou, beijando-lhe o pescoço.

— Alguém poderia ter nos flagrado, sabia?

— Sabia…e essa possibilidade contribuiu para te deixar ainda mais molhada.

— Você não presta.

— Mas você gosta.

— Idiota.

— Eu também te amo.

— Vamos nos ver essa noite? — Regina perguntou, beijando-lhe os lábios rapidamente.

— Nada me faria mais feliz — Emma disse.

— Eu te ligo para combinarmos, certo?

— Certo…ah, estou perdoada?

— Sim…mas da próxima vez não será tão fácil.

— E quem disse que foi fácil?

— Eu estou dizendo — Regina falou, e antes que Emma pudesse replicar, o telefone toca.

— Vou te deixar trabalhar agora…aguardarei sua ligação. Te amo.

— Eu também te amo, meu amor.

O restante do dia se passou sem muitas novidades. No final da tarde, após o banho, Emma dedicou alguns minutos para conversar com Ingrid a respeito dos negócios, e só então se acomodou em sua cama para responder alguns e-mails pendentes.

— Emma, posso entrar? — Ariel perguntou.

— Claro, Ariel. Tudo bem?

— Sim…eu só queria te mostrar as coisas que compramos essa manhã.

— Ah…claro.

— Eu vou provando e você me diz o que achou, está bem?

— Está bem — disse Emma, sem muito interesse.

Seu olhar alternava entre a tela do laptop sobre suas coxas, e o corpo de Ariel que a cada cinco minutos saía do banheiro vestindo uma roupa diferente. De repente, ao levantar a cabeça, seus olhos se fixaram na figura pequena e ruiva à sua frente, coberta apenas com uma lingerie na cor preta.

— Gostou? — questionou Ariel, e antes que Emma pudesse responder, a porta do seu quarto foi aberta e Regina adentrou o cômodo.