Notas iniciais
Infelizmente, a história chegou ao fim. Obrigada a todos que deixaram comentários, aos que favoritaram, e aos que recomendaram a história! Boa leitura!

Quando primeiros raios de sol surgiram, Emma já se encontrava de pé, pronta para sua consulta com Victor Whale. Embora Regina tenha insistido para acompanhá-la, ela optou pela companhia da mãe, já que em seu pensamento, quanto mais rápida fosse a recuperação de sua esposa, melhor seria para elas e a tão desejada lua de mel.

Alguns dias se passaram e os exames realizados por Emma não constataram qualquer ameaça a sua saúde, muito pelo contrário. Regina, por sua vez, já havia retirado os pontos e assim como Emma, sua saúde se encontrava em perfeitas condições.

— Porque não deixam para fazer a mudança quando voltarem de viagem? — Ingrid sugeriu.

— A viagem é dentro de três dias, mamãe. E enquanto isso, Regina e eu queremos aproveitar um pouco do nosso lar — disse Emma.

— Vamos, Emma? Marco já colocou as malas no carro — Regina falou.

— Antes de viajarmos, passaremos aqui para nos despedirmos. Até mais, mamãe.

— Se cuide, meu amor — disse Ingrid, beijando-lhe a testa. — Regina, se precisar de alguma coisa, não hesite em ligar ou vir aqui — acrescentou, despedindo-se de sua nora com um abraço.

— Obrigada, Ingrid.

— Vocês duas se comportem e cuidem de mamãe — Emma falou, o olhar amoroso pairando sobre Anna e Ariel.

Assim que chegaram à nova casa, Marco, o motorista de Ingrid, retirou as bagagens e subiu para deixá-las no quarto. Tão logo ele se retirou, Regina se atirou nos braços de Emma, puxando-a para sentar-se ao seu lado no confortável sofá.

— Pronta para inaugurar os quatro cantos da casa? — Emma perguntou.

— Temos três dias para fazer isso — Regina respondeu, facilitando o acesso dos lábios molhados em seu pescoço.

— Podemos compensar parte do tempo perdido aqui, e o restante na viagem…o que acha? — disse Emma.

— Por que você só pensa em sexo? — Regina perguntou.

— O quê? Eu nem disse nada.

— Para bom entendedor, meia palavra basta.

— Mas eu não disse nem meia palavra.

— Você insinuou.

— Regina, você só pode ser louca.

— Não é só você quem gosta de provocar e me ver furiosa. Eu também gosto de te ver assim.

— Eu sei exatamente o que você está tentando fazer.

— E o que eu estou tentando fazer?

— Me provocar com o intuito de atiçar o meu lado selvagem que você tanto ama.

— Dessa vez você viajou. Mas o que esperar de um corpo tão lindo com um cérebro tão idiota?

— Suas piadinhas em nada me afetam. Ainda mais agora que estamos casadas. A propósito, bonita forma de dizer que está louca para transar comigo.

— Eu? Louca para transar com você? Isso é o que veremos! — Regina falou, retirando o agasalho que usava no pescoço para lhe cobrir os olhos. Depois de amarrar o acessório atrás da cabeça de Emma, ela a conduziu até o quarto.

— O que está fazendo? — Emma perguntou, fechando os olhos atrás do tecido, dando espaço aos outros sentidos ao mesmo tempo em que aspirava o perfume dos cabelos curtos raspando contra seu rosto quando a boca de Regina roçou na ponta da sua orelha.

O efeito daquele pequeno contato foi mais potente do que Emma imaginava. Cada centímetro da sua pele se aqueceu, queimando-lhe o peito e continuou descendo, passando pelas suas costelas e se concentrando em sua barriga. Sentada na ponta da cama, Emma não conteve o impulso de puxá-la pela cintura.

— Seu cheiro me deixa louca… — ela disse, levantando a barra da camisa que Regina usava, e então começou a cobrir o abdômen dela com seus beijos.

— Fique de pé porque eu quero tirar sua roupa — Regina falou, recuando alguns centímetros enquanto suas unhas provocavam pequenos arranhões sobre os ombros ainda cobertos.

Enquanto era despida, Emma podia sentir o olhar de Regina queimando-lhe através da pele. Seu coração batia acelerado, e por alguns instantes, ela pensou em retirar aquele agasalho que lhe cobria os olhos impedindo sua visão, todavia, aquela brincadeira iniciada por Regina estava melhor do que ela imaginava.

Seus pensamentos foram interrompidos quando a mão de Regina lhe agarrou os cabelos, puxando-a com firmeza. Emma acompanhou o movimento, deixando escapar um gemido quando a língua tão familiar invadiu sua boca, iniciando um beijo furioso e faminto.

— Deita… — Regina pediu encerrando o beijo, ao mesmo tempo em que retirava suas próprias roupas. Seus lábios umedecidos se posicionaram sobre a panturrilha de Emma, onde pequenos beijos eram depositados sobre a pele clara, lisa e macia. O desejo crescia à medida em que sua boca se aproximava das coxas, e quando chegou ao ponto desejado, seus dentes prenderam o cós da calcinha puxando-a para baixo. Naquele momento, Emma não resistiu e puxou a venda dos seus olhos para que pudesse contemplar aquela cena.

— O que você está fazendo? — Emma murmurou.

— Você quer transar comigo? — ela perguntou.

— Eu sempre quero — disse Emma, assustando-se quando sua calcinha foi arrancada do seu corpo e seu sexo tomado pela boca faminta de Regina.

— Oh, Regi…oh! — ela gemeu, enchendo uma de suas mãos com os cabelos negros, forçando o rosto dela contra seu corpo até não suportar mais e explodir num orgasmo.

Poucos minutos se passaram e ao mesmo tempo em que recuperava o fôlego, Emma desfrutava dos beijos molhados que recebia em seu abdômen. Segundos depois, Regina escorregou sobre o seu corpo, presenteando-a com seu melhor sorriso quando se encontraram face a face.

— Você foi muito rápida — disse Regina, beijando-lhe o rosto.

— Não pude evitar. Estava muito excitada e com muita vontade de você — Emma falou, acariciando-lhe o queixo.

— Só quero avisar que esse é o primeiro de muitos que teremos ao longo do dia…

[…]

— Pensei que viajariam sem se despedir de nós — disse Ingrid, assim que Emma e Regina chegaram à mansão.

— Jamais faríamos isso, mamãe. Como está? — Emma perguntou, beijando-lhe o rosto.

— Muito bem, e vocês? Aproveitaram a privacidade da casa? — ela perguntou, e rapidamente Regina tratou de desviar o assunto.

A manhã se passou de forma tranquila. As famílias se reuniram para almoçar juntas, já que depois do meio dia, Emma e Regina pegariam um voo para a Austrália, onde passariam alguns dias até decidirem qual seria o próximo destino. A viagem de lua de mel duraria aproximadamente um mês, já que os negócios que elas administravam não poderiam ser “abandonados” por mais tempo.

— Vão dizer logo o que querem de presente ou fica por nossa conta escolher? — Emma perguntou, enquanto degustava a sobremesa.

— Eu quero um filhote de canguru! — Anna falou, arrancando gargalhadas de todos.

— Vai anotando aí, Regina — disse Emma.

— Acho que eu também vou querer um canguru — disse Ariel.

— Qual é a idade dessas meninas? — indagou Zelena.

— E você, cunhada? O que acha de um canguru de pelúcia para te fazer companhia na cama? — Emma a provocou.

— Só não te dou uma resposta a altura por respeito a sua mãe! — Zelena rebateu.

— E você, sogrinha?

— Deixarei por conta do bom gosto da minha filha — Cora falou, e mais uma vez, todos sorriram achando graça a expressão desconsertada de Emma.

— Muito bem, e a senhora mamãe? Vai deixar por conta do bom gosto de Regina ou do meu?

— Eu quero netos — disse Ingrid, sem cerimônias, e Regina quase engasgou com a água que acabara de levar à boca.

— O que foi que a senhora disse? — Emma perguntou, quebrando o silêncio que se apoderou no ambiente após aquele pedido, exceto pelo som da tosse de Regina que aos poucos ia diminuindo.

— Eu disse que quero netos. Por que estão me olhando com essas caras? A medicina avançou demais nos últimos anos e agora nada impede duas mulheres de terem uma criança.

— Não é bem assim, mamãe… Fala alguma coisa, Regina — disse Emma.

— Ah…Ingrid, não acho que seja o momento para falarmos de crianças…Emma e eu ainda temos muito o que…me ajuda — ela murmurou as duas últimas palavras, ao mesmo tempo em que pressionava o pé de Emma com o seu.

— Ingrid, acho que está cedo para elas. Regina tem muitas responsabilidades e sua filha também — Cora interveio.

— Todos nós temos responsabilidades, Cora. Além disso, sei perfeitamente que se decidirem ter um filho, a criança será gerada por Regina, e bom…daqui a poucos anos isso não será possível devido a sua idade — Ingrid explicou.

— Está me chamando de velha, Ingrid? — Regina perguntou, e no mesmo instante, todos seguraram o riso, exceto Cora que se manteve séria, já que o argumento da mãe de sua nora pareceu não agradá-la.

— Não, Regina…mas você já tem trinta e…

— Mamãe, depois falamos sobre isso — disse Emma. — Regina, vamos ou perderemos o voo — acrescentou, levantando-se rapidamente.

— Tem razão…bom família, nos encontramos daqui a um mês.

Após a despedida, Zelena as acompanhou até o aeroporto e só retornou para casa quando o avião decolou. Enquanto conversavam, Emma agradecia o fato de a primeira classe estar ocupada apenas por ela e Regina, uma vez que em sua cabeça, tudo o que mais precisavam naquelas longas horas de voo era privacidade.

— Nem pense nisso — Regina falou.

— Qual é o problema em te beijar? Estamos sozinhas.

— Algum comissário pode aparecer.

— E daí? Um beijo não é nada demais.

— Até parece que você se contenta com um beijo.

— Tudo bem, mudando de assunto…eu andei pensando no que mamãe falou e…

— Pode ir esquecendo.

— Posso falar, Regina?! — indagou Emma, e logo em seguida, prosseguiu. — Pensa bem…não seria uma maravilha dois ou três idiotinhas correndo pela casa?

— Dois ou três? Perdeu o juízo?

— Não vou te pressionar, mas pense no assunto, está bem?

— Tudo bem, meu amor…eu pensarei no assunto, e quando falo de assunto, me refiro a uma criança, nada de duas ou três.

Assim que chegaram ao lugar de destino, Emma e Regina foram conduzidas em um táxi até o hotel escolhido por elas. Enquanto as malas eram levadas até o quarto, Regina percorria o ambiente com o olhar, dando-se conta de que era exatamente como havia visto nas fotos.

— Gostou, meu amor? — Emma perguntou, enquanto fechava a porta atrás de si.

— Adorei! É perfeito!

— Aleluia!

— Hã?

— Você sempre reclama ou coloca defeitos nas coisas — disse Emma.

— Nunca reclamo sem razão.

— Vou fingir que acredito. Agora vem, está na hora de um banho bem demorado na banheira!

— Sei perfeitamente quais são as suas verdadeiras intenções comigo dentro de uma banheira — Regina falou, despindo-se rapidamente.

— Ainda bem que você sabe…

A estadia na Austrália durou mais do que elas haviam planejado, principalmente pelo encanto de Regina em relação à cidade litorânea Gold Coast. Duas semanas depois, elas viajaram para a Holanda onde permaneceram por cinco dias, e em seguida, veio o destino final: Itália.

Conforme o planejado, um mês se passou e elas retornaram para o país de origem, todavia, decidiram permanecer mais um mês em Miami, onde Regina seria submetida a um tratamento para engravidar sem que os seus familiares soubessem.

— Tem certeza, Regina? Essa questão de filhos não é prioridade em nossas vidas e eu não quero que se sinta pressionada por mamãe ou por mim. É uma decisão sua e…

— Meu amor, está tudo bem. Eu quero e tenho certeza disso.

— E a Mills Export? Você é…

— Não ficarei eternamente grávida, Emma — ela a interrompeu. — Você parecia entusiasmada com a ideia…não quer mais?

— Claro que eu quero. É só que…quero você à vontade tomando suas decisões sem ninguém dando palpite.

— Será como você quer e como eu quero. Uma criança em nossas vidas para fecharmos nosso casamento com chave de ouro!

— Eu te amo…e não tenho dúvidas de que sou a pessoa mais feliz desse mundo ao seu lado — Emma falou.

— Eu também te amo e amarei até o último dia da minha vida…

De acordo com o que os médicos haviam informado, um mês de tratamento seria o suficiente para que Regina engravidasse. Emma avisou a família que permaneceriam mais um mês na Itália, e embora estivesse morrendo de saudades, Ingrid não questionou a decisão, já que as duas tinham passado por diversos problemas e agora deveriam aproveitar o máximo a companhia uma da outra. Cora, assim como Ingrid, optou por não interferir, ainda que não confiasse tanto em Zelena à frente dos negócios da família.

Dois meses depois…

— Finalmente! Meu amor, que saudade! — exclamou Ingrid, recebendo um abraço apertado de sua filha mais velha. — Regina, eu não vou nem perguntar porque estou vendo que você está ótima! — acrescentou, cumprimentando-a com um beijo no rosto.

— Obrigada, Ingrid — ela disse, caminhando ao encontro de sua mãe. — Mamãe, como tem passado? — ela perguntou, cumprimentando-a com um abraço.

Depois que muitos abraços foram distribuídos, Emma começou a entregar os presentes enquanto Regina contava resumidamente como havia sido as viagens que fizeram ao longo desses dois meses e uma semana.

— Canguru, canguru, canguru… — dizia Emma, atirando os bichos de pelúcia pela casa. — Faltou alguém receber um canguru? — acrescentou, esquivando-se do objeto que Regina jogou em sua direção.

— Dois meses viajando e só trouxeram cangurus? — questionou Zelena.

— Ah, o maior é o seu, cunhada! — Emma exclamou.

— Muito engraçada!

— Mamãe, esse é o seu presente — disse Regina, entregando-lhe uma caixa onde nela continha um elegante relógio.

— Obrigada, meu amor. Sabia que seu bom gosto não falharia — Cora falou.

— E o meu presente? — Ingrid perguntou.

— Só daqui a nove meses, mamãe! — disse Emma.

— Nove meses? Porque nove…oh, não! Não pode ser! Regina?

— Sim, Ingrid…eu estou grávida — ela revelou, surpreendendo a todos.

Mais uma vez uma chuva de cumprimentos e abraços aconteceu naquela manhã de sexta-feira. Ingrid ouvia emocionada cada palavra dita por Regina sobre o momento e as razões dais quais ela, junto com Emma, decidiram ir adiante com a ideia de ter uma criança.

— Você nos apoiou tanto…nos ajudou em tudo que estava ao seu alcance e isso era o mínimo que poderíamos fazer — dizia Regina.

— Eu estou muito feliz com essa notícia…só não quero que tenha se sentido pressionada e…

— De jeito nenhum, Ingrid. Foi um desejo meu, de Emma, seu…

— E de todos nós, filha — Cora completou. — Uma criança completa a alegria de um lar.

As horas se passaram mais depressa do que de costume, e quando perceberam, Granny já informava que o almoço seria servido. Enquanto se acomodavam, Emma entregava os presentes dos empregados ao lado de Regina.

A refeição foi realizada de forma tranquila, entre conversas, sorrisos, e principalmente os planos futuros que Ingrid já começava a arquitetar em sua cabeça. O relacionamento das duas famílias estava melhor do que se podia imaginar, embora lá fundo Ingrid ainda sofresse por saber que David, a quem considerou como um filho de verdade, não fazia mais parte daquela família. Apesar dos crimes e erros cometidos por ele contra a própria família tivessem marcado sua alma, ela rezava todos os dias para que os trinta anos dos quais ele recebera como pena, servissem para fazê-lo refletir e quem sabe torná-lo um homem melhor.

No final da tarde, as duas amantes e “futuras mamães”, deixaram a mansão felizes, sorridentes e mais apaixonadas do que nunca.

— Me daria o prazer de acompanhá-la numa caminhada na areia da praia sob a luz do luar? — Emma perguntou, estacionando nas proximidades do cais.

— Falando desse jeito, vou me apaixonar outra vez por você — disse Regina, descendo do carro e no mesmo instante, enlaçando seu braço no braço dela.

— Sabe que não é uma má ideia?

— Ah, não?

— Não… — disse Emma, num tom quase inaudível. — Sabe porque amo a brisa do mar?

— Não, por quê?

— Porque ela sempre traz consigo, o perfume dos seus cabelos, do seu corpo…

— Você está tão romântica hoje…

— Porque hoje eu te amo mais do que ontem. Você é tudo para mim, Regina…meu amor, meu sorriso, minha vida, minha Deusa coroada.

— Pena que não posso dizer o mesmo — ela disse, esboçando um largo sorriso. — Brincadeirinha…você é tudo isso e muito mais — acrescentou, segurando-lhe o rosto com ambas as mãos. — Você é para mim, algo que jamais alguém será: uma perfeita idiota!

— Sua… — disse Emma, retribuindo o sorriso.

— Minha… — Regina sussurrou, aproximando seus lábios dos dela.

— Para sempre?

— Para sempre…minha perfeita idiota.

Notas finais
Obs: Não sei se voltarei logo com uma nova fanfiction ou se voltarei. De qualquer forma, arrisco-me a dizer: Até a próxima! :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!