Notas iniciais
Finalmente a manutenção acabou! :D Obrigada a todos os comentários e favoritos. Só avisando que a história está chegando ao fim...boa leitura!

— O que é isso? Será que é o que eu estou pensando? — indagou Regina.

— Imagino que sim — Emma falou, não escondendo o seu contentamento.

— Ingrid…nós não podemos aceitar…

— Emma me falou que você gostou da casa, e como eu não fazia a menor ideia do que poderia dar de presente…

— É um presente caro demais, não acha? Emma e eu dividiríamos o valor e…

— Regina, é um presente para vocês duas! E presente ninguém pode recusar! — disse Ingrid.

— Obrigada, mamãe. Nós adoramos! — disse Emma.

— Eu fiquei até sem palavras, mas…bom, obrigada Ingrid! Esse foi um presente e tanto! — Regina falou, cumprimentando-a com um abraço.

— Nada me faz mais feliz do que vê-las felizes. Mas agora, precisamos esclarecer algo, filha. Sentem-se, por favor.

— Quanto suspense…está me assustando — Emma murmurou.

— Não é nada demais…eu só queria esclarecer que você e Regina devem se casar com separação total de bens.

— E por que isso, mamãe?

— Veja bem…Regina, não é nada contra você, até porque eu digo e repito: minha filha não poderia ter encontrado uma melhor companheira — disse Ingrid, segurando-lhe a mão delicadamente. — Bom, no meu testamento existe uma observação que diz que todos os meus filhos deverão se casar com separação total de bens, caso contrário, serão deserdados. Você Regina, que é bem mais experiente que minha filha, sabe perfeitamente que no mundo de hoje, as pessoas estão cada vez mais interesseiras e essa foi uma forma que encontrei para pelo menos tentar preservar os meus filhos desse tipo de gente, entende?

— Claro que entendo, Ingrid. Não se preocupe, você fez o correto e o que qualquer mãe faria por um filho — Regina falou.

— Obrigada por compreender. Espero que não tenha ficado aborrecida, meu amor — ela disse, direcionando seu olhar a Emma.

— Claro que não, mamãe…jamais me aborreceria por isso.

— Que bom, querida. Eu poderia até mudar essa questão, mas o meu advogado está viajando e…

— Mamãe, não se preocupe com isso. O importante é concretizar essa união o quanto antes porque não aguento mais esperar! — Emma falou, num tom divertido.

Os dias se passavam e com eles, a aproximação da data tão esperada parecia mexer com os nervos de muita gente, principalmente de Regina. O mau humor apresentado por ela parecia ter triplicado, e as discussões com sua futura esposa só não se tornavam mais frequentes porque Emma geralmente dava o braço a torcer.

— Mas que droga. Será possível que além do meu trabalho, tenho que fazer o trabalho dos outros também?! — dizia Regina, atirando o telefone celular em cima da cama.

— Se estivesse trabalhando comigo, nada disso aconteceria — Emma falou, embora estivesse atenta ao que fazia no celular.

— Emma, não me provoque porque hoje eu sou capaz de matar alguém — disse Regina. — E quando eu falo de alguém, estou me referindo a você.

— Pior para você. Ficaria viúva antes mesmo de casar.

— O que você tanto faz nesse celular?

— Estava respondendo uma mensagem da delegada Anita. Você sabe, desde aquele dia não tivemos mais notícias do meu irmão.

— Você não perde tempo, não é?

— Hã?

— Depois a população fica se perguntando porque a justiça é tão lenta! Claro, em vez de trabalhar, a delegada está batendo papo no celular!

— Nunca imaginei que você fosse tão ciumenta, meu amor — disse Emma, e em resposta, Regina lhe mostrou o dedo do meio. De súbito, Emma gargalhou diante daquele gesto, aproximando-se rapidamente para envolvê-la num abraço apertado.

— Me solta, sua idiota.

— Por que está tão nervosa, querida? — Emma perguntou, apertando-a com mais força.

— Não estou nervosa, estou estressada.

— E por que está estressada? Está arrependida de ter aceitado se casar com uma idiota?

— Claro que não. Essa seria a última coisa da qual eu me arrependeria.

— E então? Por que esse estresse todo? Nem somos nós que estamos organizando tudo.

— Não sei, Emma…estou com um pressentimento ruim, um medo…não sei explicar — Regina falou, virando-se para ela.

— Deve ser cansaço…não há o que temer. É só um casamento que acontecerá dentro de uma semana e em casa por sinal. O que poderia dar errado?

— Você me deixar plantada?

— Só se for plantada na minha cama! — Emma disse, e naturalmente Regina sorriu. — Vem, tira a roupa e deita na cama…quero te fazer uma massagem relaxante — acrescentou, conduzindo-a entre beijos.

— Massagem relaxante? É uma proposta irrecusável.

— Sim, mas não pense que farei de graça.

— Ah, não? E o que vai querer em troca?

— Você vai saber quando eu acabar…

— Se estiver pensando em sexo, pode parar de pensar.

— Por quê?

— Porque só faremos depois do casamento.

— Lá vem você com essa história de novo? É a décima vez que você inventa isso e no dia seguinte, me ataca! — Emma exclamou, e mais uma vez Regina sorriu. — Do que está rindo?

— De você.

— Por quê?

— Porque eu gosto de rir de você.

— Depois a idiota sou eu…

Uma semana depois…

— Está pronta para o grande dia? — Zelena perguntou. Ainda era cedo e Regina tinha acabado de acordar, já que a cerimônia seria realizada no final da tarde por volta das dezesseis horas.

— Sim…estou um pouco nervosa, não posso negar. Principalmente pela quantidade de gente que a minha sogra convidou.

— Ué, são em torno de cinquenta pessoas, Regina. Você acha muito?

— Cinquenta pessoas? Você está brincando, não é?

— Não, não estou brincando. Pelo menos foi isso que mamãe me disse.

— Não acredito que Emma me atormentou todo esse tempo dizendo que Ingrid havia convidado a cidade inteira! Ah, mas ela me paga…eu juro que ela me paga!

— É inacreditável que duas pessoas que brigam como gato e rato, decidam se casar.

— Se Emma não fosse tão idiota, tenho certeza que brigaríamos menos.

O clima na mansão da família Swan não parecia muito diferente daquele que predominava na família Mills. Pela primeira vez em toda sua vida, Emma se mostrava preocupada com as roupas que usaria, e principalmente, o que diria Regina a seu respeito. Sua rotina naquela manhã se resumia em se olhar no espelho, e correr para a sacada com o intuito de checar se tudo estava no seu devido lugar.

— Filha, a cerimônia será realizada as dezesseis horas. Por que não relaxa um pouco? — dizia Ingrid, preocupada com a nítida inquietação de Emma.

— Estou muito nervosa, mamãe! E se Regina não gostar da minha roupa? Ela é cheia de frescuras com roupas e…

— Esse terno está perfeito…embora um vestido fosse o mais adequado.

— A senhora sabe que eu detesto vestidos.

— Sim, eu sei.

— Mas…essa roupa está boa mesmo? Não estou muito…tipo…masculinizada?

— É claro que não, meu amor. Como ficaria masculinizada em um terno feminino?

— Tem razão.

— Esses sapatos altos estão me matando!

— Por que está calçando isso agora?

— Para me acostumar! Não quero caminhar pelo jardim galopando feito um cavalo.

— Alguém aí falou em cavalo? — indagou Anna.

— Filha, ajude sua irmã a relaxar um pouco. Vou checar como estão as coisas — dito isso, Ingrid se retirou.

Algumas horas depois…

Fileiras de cadeiras brancas enfeitadas com fitas douradas e suas respectivas mesas cheias de cristais e pratas, se estendiam ao longo do jardim. Vasos, arranjos e decorações com as rosas favoritas de Regina, estavam espalhadas por toda parte. O sol já começava a desaparecer por entre as nuvens, e os convidados já se acomodavam em seus lugares.

Emma mais uma vez se dirigiu ao espelho, observando seu reflexo de cima a baixo. O cabelo estava preso num rabo de cavalo meio desarrumado, o que lhe devolvia aquele estilo despojado mesmo que os trajes e a maquiagem estivessem impecáveis.

— Vamos, Emma! Já chegaram todos os convidados! — disse Anna.

— Regina já chegou? — ela perguntou, claramente nervosa.

— É claro que não. Só falta ela e a família dela.

— E se ela desistiu?

— Deixa de ser boba e vem logo!

Enquanto atravessava o jardim na direção do altar, Emma se limitava a cumprimentar os convidados com um sorriso torto ou um curto meneio de cabeça. Já havia se passado dez minutos do horário marcado para dar início à cerimônia, o que só aumentava o seu desespero porque Regina ainda não tinha chegado.

— Mas que droga…eu também sou a noiva e nem por isso estou atrasada… — ela murmurou em pensamento, fechando os olhos por um momento numa tentativa de se acalmar. Seus pensamentos foram interrompidos quando a música que tocava foi substituída pelas vozes e aplausos dos convidados. — Regina… — Emma sussurrou, encantada com a beleza majestosa da mulher por quem se apaixonou perdidamente.

Ela caminhava em passos lentos, seu queixo estava abaixado e seu braço enlaçado ao braço de Victor Whale, o médico da família. O vestido parecia mais justo do que Emma costumava ver, delineando suas curvas com mais precisão. O cabelo estava preso para cima, enfeitado com um broxe de brilhantes que mais parecia uma coroa, mais um dos presentes de Ingrid Swan. Ao erguer a cabeça, seus olhos subitamente encontraram os olhos de Emma e naturalmente, ela sorriu. Emma sentiu como se o tempo tivesse parado e o mundo desaparecido.

— Sua mão está gelada… — Anna sussurrou. — Inspire. Respire. Inspire. Respire…

— Você está me deixando mais nervosa.

— Ela já está aqui. Para que tanto nervosismo?

— Anna, volta para o seu lugar… — Emma murmurou, esboçando um largo sorriso quando finalmente, Regina se posicionou ao seu lado.

— É impressão minha ou você cresceu um pouco mais de ontem para hoje? — Regina perguntou.

— É impressão sua — disse Emma, abaixando-se para retirar os sapatos. Os convidados não seguraram o riso diante da cena, enquanto flashes e mais flashes eram disparados com o intuito de capturar todos os mínimos detalhes.

— Podemos começar? — perguntou o reverendo, e após uma longa troca de olhares, elas assentiram.

O reverendo leu um rápido discurso sobre o amor e o casamento, em seguida, deu a vez para que Regina recitasse os seus votos, e ela o fez mantendo seu olhar fixo no olhar de Emma que a cada palavra dita, sentia o coração bater mais forte.

— Emma Swan… — o reverendo murmurou, interrompendo o transe em que ela se encontrava, uma vez que seus olhos continuavam contemplando o movimento que os lábios de Regina fazia a cada palavra dita. — É a sua vez, senhorita — acrescentou, já que fazia alguns segundos que Regina havia terminado os seus votos.

— Oh, sim…perdão… — Emma murmurou, aparentemente sem graça. — Regina…eu prometo ser fiel e colocar suas necessidades acima de tudo. Prometo estar presente nos momentos bons e difíceis, serei sua amiga e sua companheira para todas as horas…eu prometo amá-la e respeitá-la até o meu último respiro. Esses são os meus votos para você, meu amor.

— Muito bem… — disse o reverendo, retomando sua fala em seguida. — Regina Mills, você aceita essa moça como sua legítima esposa? Para sempre amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença?

— Sim, eu aceito — Regina respondeu, e no mesmo instante, o reverendo direcionou seu olhar à Emma para logo em seguida repetir a pergunta.

— Emma Swan? Eu lhe fiz uma pergunta… — ele murmurou, desconsertado pela forma tão devota com que Emma mirava Regina.

— Sim, sim…eu aceito. É claro que eu aceito — ela respondeu, e rapidamente, Zelena se aproximou entregando as alianças.

— Se existe aqui alguém presente que é contra esse casamento, que fale agora ou se cale para sempre — disse o reverendo, e mediante o silêncio que se apoderou do ambiente, ele prosseguiu em suas palavras. — Sendo assim, eu vos declaro casadas. A noiva já pode beijar a outra noiva.

Os familiares de ambas as partes foram as primeiras pessoas que se aproximaram para parabenizá-las por aquela tão esperada união. Ingrid e Cora pareciam ser as mais contentes, e apesar do pouco contato entre elas, era possível notar que as duas se tornariam boas amigas.

— Espero que aquele papo de fidelidade não seja sério — disse Ruby, num tom brincalhão, enquanto parabenizava Emma.

— Nunca falei tão sério em toda minha vida! — disse Emma, não se contendo de felicidade.

— Parabéns, Regina. Sei que você não vai com a minha cara, mas eu desejo de todo o meu coração que você e Emma sejam muito felizes — Ruby falou, cumprimentando-a à distância.

— Obrigada — Regina respondeu.

— Quer beber alguma coisa, meu amor? — Emma perguntou.

— Sim, querida — disse Regina.

— Onde estão os garçons? — indagou Emma, percorrendo o ambiente com o olhar. — Ah, ali tem um… — acrescentou, e ao fazer menção de se afastar, Regina a puxou bruscamente.

— Emma, não! — ela gritou, puxando-a ao mesmo tempo em que lhe tomava a frente.

— Regina? O que foi? — questionava Emma, claramente assustada. — Regina! — ela gritou, ao perceber o vestido manchado de sangue e o corpo dela desfalecendo em seus braços.