Notas iniciais
Infelizmente, ontem não consegui terminar o capítulo a tempo. Boa leitura e obrigada pelos favoritos e comentários.

— Perdeu a voz? Sua língua estava muito ativa enquanto conversava com sua amiguinha…

— Regina…

— Responde a droga da minha pergunta! Porque me apresentou como amiga e não como namorada? — ela falou, num tom exaltado.

— Você nunca me apresentou a nenhum dos seus amigos…imaginei que não quisesse se expor. Não sabia se podia ou não dizer que você é mais que uma amiga.

— Que idiotice você está dizendo? Se não te apresentei a nenhum dos meus amigos foi porque não tive oportunidade!

— Tudo bem, me desculpe! Eu não sabia que você faria questão de… — antes que pudesse concluir o que pretendia dizer, o garçom apareceu interrompendo a conversa.

Depois de servido, o almoço transcorreu num absurdo silêncio entre elas. Emma compreendia o aborrecimento de Regina, mas de fato, não sabia se deveria apresentá-la como namorada ou não.

— Meu amor…desculpa. Eu fiquei com receio de aborrecê-la, sei lá…você nunca me falou que queria tornar público o nosso relacionamento e…

— Tudo bem, Emma…está tudo bem.

— Promete?

— Prometo.

— Te amo.

— Eu também te amo.

Após finalizar o almoço, Emma e Regina se dirigiram para a praia por volta das quinze horas. De mãos dadas caminhavam sobre a areia úmida onde as ondas quebravam e banhavam-lhe os pés. Regina usava um vestido de linho branco, enquanto Emma, optou por uma calça de mesmo tecido, todavia, de cor diferente.

— O que acha de um mergulho? — Emma perguntou.

— Agora não…quero tomar um solzinho. Vem, senta aqui comigo — disse Regina, puxando-a pela mão para que se acomodassem na areia.

— Sorria! — disse Emma, conduzindo o celular na direção de Regina.

— O que está fazendo?

— Gravando um vídeo! Vai, dá um sorriso, amor! — ela pediu, e Regina o fez. Ambas gargalhavam enquanto faziam caras e bocas para a câmera do aparelho.

— Você é muito boba! — exclamou a morena.

— Você me deixa boba… — ela disse, aproximando-se para beijá-la.

— Nada de beijo erótico diante da câmera — disse Regina.

— Um selinho então…vem… — Emma falou, e diferente do que ela disse, o selinho foi dispensado dando lugar a um beijo apaixonado, terno. Encerrado o beijo, ela encerrou o vídeo.

Depois do longo passeio realizado pela praia, a pedido de Regina, retornaram para casa. No meio do caminho, Emma recebeu uma mensagem de texto informando que tudo se encontrava a postos, apenas esperando o “sinal verde”.

— Do que está rindo? — Regina perguntou.

— É minha irmã falando bobagem… — ela disse, mudando o assunto rapidamente.

Assim que chegaram à casa, Regina se dirigiu para o banho, enquanto Emma, aproveitou para responder a mensagem de Anna. Tão logo o fez, ela decidiu se juntar a Regina, afinal de contas, seria preciso entretê-la o máximo possível.

— Tem quase duas horas que estamos aqui nessa banheira…

— Está contando as horas que passamos fazendo amor? — Emma perguntou, beijando-lhe os ombros.

— Boba…é claro que não. Mas quero ir a cidade comprar algumas coisas…

— Devo esquecer os meus planos de te levar para uma ilha deserta…você só pensa em comprar.

— De qualquer forma, ilha deserta não é um dos meus lugares favoritos.

— Ah, não?

— Não…gosto de ver gente, de fazer compras, de jantar em um restaurante sofisticado…

— Não temos nada em comum.

— Como dizem por aí, os opostos se atraem! Agora vem, amor…vamos sair da banheira.

Em poucos minutos, Emma já se encontrava devidamente vestida, enquanto Regina, continuava coberta apenas com uma toalha. Desta vez, Emma agradeceu pela demora e desceu com o intuito de checar se tudo estava conforme ela havia instruído.

— Perfeito! — ela disse, percorrendo o ambiente com o olhar. — Anna, onde você está? — ela perguntou, assim que sua irmã mais nova atendeu a chamada.

— Já estou a caminho de Storybrooke! E aí, gostou da decoração? — ela questionou, na outra linha.

— Tudo perfeito! Eu nem sei como te agradecer!

— Vai ficar me devendo dois favores!

— Pagarei com juros sem fazer cara feia! E mamãe? Você não comentou nada com ela, comentou?

— Não, Emma. Mamãe está ocupada com os preparativos da festa de vinte anos do Swan Ocean Palace. A propósito, a família Mills foi convidada…

— Mesmo?

— Sim…não acha que será uma ótima oportunidade para apresentar sua namorada a mamãe?

— Talvez…depois falamos disso. Regina já deve estar descendo. Enfim, obrigada Anna.

— De nada, Emma…boa sorte! — dito isso, ela encerrou a ligação.

— Com quem falava? — Regina perguntou, descendo as escadas lentamente.

— Com minha irmã Anna…

— Tem certeza?

— Absoluta! Com quem mais seria?

— Não sei…talvez com uma certa amiguinha que te abordou no restaurante essa tarde. Afinal de contas, você fez questão de dar seu número para ela, não?

— Está com ciúmes, senhorita Mills? — indagou Emma, envolvendo-lhe a cintura com seus braços.

— É claro que estou. A propósito, de onde a conhece?

— Longa história!

— Tenho o tempo do mundo para ouvi-la!

— Não, não tem. Agora venha, vamos jantar…

— Achei que jantaríamos na cidade.

— Hoje não… — ela disse, conduzindo-a para um outro cômodo.

Tão logo ultrapassaram o portal da porta, Regina foi surpreendida por uma sala decorada, onde a mesa já se encontrava devidamente posta, cada louça, cada talher no seu devido lugar. Ao centro, duas velas acesas sobre um candelabro na companhia de uma rosa vermelha davam o toque final para o que Emma chamava de “romantismo”. Enquanto Regina observava cada detalhe daquela surpresa, Emma se dirigiu rapidamente à cozinha retornando com um bolo em mãos.

— Feliz aniversário, meu amor! — ela disse, depositando o bolo sobre o mármore do bar, para logo em seguida, envolvê-la num abraço apertado.

— Emma…amor…como é possível…?

— Achou que eu deixaria seu aniversário passar em branco? — Emma perguntou, desfazendo o abraço.

— Sinceramente, sim. Mas porque não te falei com antecedência. Como conseguiu fazer tudo isso sem que eu percebesse?

— Pedi para minha irmã preparar tudo.

— Meu amor, está tudo tão lindo, tão perfeito…obrigada! — Regina falou, beijando-lhe os lábios com paixão.

Encerrado o beijo, Regina foi convidada a sentar-se à mesa, enquanto Emma mais uma vez lhe servia o jantar.

— Espero que goste — disse Emma.

— Quem escolheu o que seria servido? — indagou Regina.

— Minha irmã.

— Então seguramente gostarei!

— Ah, é? Mas fique sabendo que eu dei dicas!

— Posso imaginar suas dicas… — ela rebateu, não contendo o riso quando Emma tentou protestar, todavia, nenhuma palavra saiu de sua boca, e consequentemente, ela se deu por vencida.

Enquanto jantavam, a conversa fluía de forma natural sobre diversos assuntos que poucas vezes foram abordados por elas, inclusive a doença de Henry Mills. Ao notar a tristeza estampada nos olhos de Regina, Emma se empenhou em mudar o assunto, até porque falar sobre o pai de sua amada traria lembranças de seu falecido pai, David, e naquele momento, o que ela menos desejava era estragar o jantar.

— E agora, a sobremesa! — Emma falou, levantando-se em seguida, retornando segundos depois com uma bandeja coberta em mãos. — Fique à vontade — acrescentou, depositando o recipiente diante de Regina.

— O que é a sobremesa? — indagou a morena.

— Abra e descubra! — disse Emma, e mesmo hesitante, Regina o fez.

A boca entreaberta e os olhos parcialmente arregalados denotavam a surpresa ao levantar a tampa do recipiente e se deparar com um delicado anel de brilhante solitário. Emma optou por não esperar um pronunciamento ou atitude por parte de Regina, simplesmente, retirou o anel da pequena caixa que o guardava, segurou-lhe a mão delicadamente para em seguida, enfeitar-lhe o dedo com o acessório.

— Emma…é lindo! — ela disse, esboçando um largo sorriso.

— Isso significa que gostou?

— Claro que gostei, meu amor! Mas…é anel de noivado, não?

— Você gosta de seguir as etapas, não?

— Emma…

— Regina, é apenas um anel…

— Não precisava…deve ter custado uma fortuna.

— Porque você pensa que não posso te comprar um presente? Acha que morrerei de fome?

— É claro que não! Por Deus, porque se irrita todas as vezes que…

— Porque você me acha inferior, Regina! Pensa que por eu não ser a presidente de uma empresa como você, não tenho dinheiro pra comprar um presente de valor ou te levar a um bom restaurante!

— Eu não penso isso, mas que droga! — esbravejou Regina, levantando-se bruscamente, e ao fazer menção de se retirar da mesa, Emma a impediu, segurando-lhe o braço.

— Desculpa…desculpa, por favor…não quero estragar seu aniversário…

— Já estragou!

— Não, meu amor…não…por favor, desculpe — Emma falou, envolvendo-a num abraço apertado.

— Solte-me, Emma…

— Não…eu não vou te soltar… — ela disse, num tom quase inaudível. Seus lábios rasparam levemente a orelha de Regina, fazendo-a estremecer com o contato. — Eu te amo…e as vezes tenho medo de não ser o bastante pra você… — acrescentou, desta vez, seus lábios pairavam sobre a base do pescoço, enquanto suas mãos, moviam-se em direção às coxas descobertas por causa do vestido curto.

— Você é a garota mais idiota que eu já conheci… — murmurou Regina, sentindo a excitação se apoderar de seu corpo.

— Não sou uma garota, sou uma mulher… — disse Emma, arrastando os seus dedos por cima da calcinha que Regina usava.

— Você é uma garota boba e idiota por quem estou perdidamente apaixonada — Regina falou, soltando um longo gemido ao sentir o roçar dos dedos de Emma em seu sexo.

Mediante aquelas palavras, Emma se ajoelhou agarrando-se às coxas bem modeladas, enquanto seus lábios beijavam-lhe o ventre por cima do tecido do vestido. Alguns segundos depois, Emma levantou um de seus braços e sem pedir permissão, puxou o zíper lateral do vestido sem alças fazendo o tecido cair, revelando o corpo seminu que a enlouquecia.

— Emma…

— Deixe-me amá-la, Regina…não resista, não me impeça de sentir mais uma vez que você é minha, só minha… — ela sussurrou, levantando-se imediatamente para tomar um dos mamilos rosados em sua boca, enquanto o outro, era acariciado de forma suave pelo polegar.

Regina sentiu seus joelhos dobrarem levemente diante daquelas carícias, dando-se conta de que dificilmente conseguiria resistir a Emma, embora muitas vezes se encontrasse extremamente irritada com ela.

— Eu sou louca por você…louca… — Emma murmurava, ao mesmo tempo em que lhe cobria a pele sensível com seus beijos, empurrando-a para fora daquele cômodo.

As mãos de Regina se agarraram aos cabelos loiros e compridos, forçando o rosto de Emma a se posicionar a altura do seu. Quando finalmente se encontraram face a face, Regina mergulhou sua língua na boca de Emma, dando início a um beijo carregado de urgência e paixão. As mãos se buscavam, tocando-se com pressa e pressão, arrancando as vestimentas que ainda cobria ambos os corpos.

— Vamos para a cama… — sussurrou Regina, por entre o beijo.

— A cama está longe…e eu preciso de você, agora… — Emma falou, empurrando-a para cima do sofá.

— Quero te sentir dentro de mim… — Regina disse, e não precisou pedir duas vezes. Emma que já havia dado um destino a calcinha que ela usava, não demorou para preenchê-la com seus dedos.

Enquanto se beijavam, Emma aumentava a pressão dos seus dedos entre as pernas de Regina, retirando-os de forma lenta, e os empurrando de volta de forma rápida, arrancando gemidos e palavras um tanto obscenas que só contribuíam para aumentar a “fúria” com que ela a possuía. Regina parecia sem ar, suas mãos procuravam apoio nas costas de Emma e suas pernas se abriam o máximo que conseguiam para receber as investidas com mais intensidade. Poucos segundos depois, Emma teve um dos seus ombros mordido por Regina numa tentativa falha de abafar o gemido que anunciava a chegada do orgasmo, e embora já tivesse gozado apenas com o contato da coxa dela raspando em seu sexo, Emma continuou as investidas, parando apenas quando sentiu o corpo da sua mulher ficar tenso e os lábios relaxarem num suspiro de satisfação.

Por alguns instantes, elas permaneceram quietas e em silêncio, mas mantiveram o contato dos corpos onde o corpo de Emma cobria perfeitamente o de Regina. O barulho das ondas batendo contra as pedras eram os únicos sons presentes naquele momento. De repente, Emma levantou a cabeça e seus olhos verdes cruzaram com os castanhos brilhantes e mais uma vez, ela se deu conta de que a desejava como se fosse uma droga, e a sensação de dependência consumia todos os seus pensamentos vinte e quatro horas por dia.

— Perdão por estragar o seu aniversário… — Emma falou, finalmente quebrando o silêncio entre elas.

— Você não estragou nada, muito pelo contrário…foi o melhor aniversário que já tive em toda minha vida.

— Verdade? — Emma perguntou, tão entusiasmada quanto uma criança.

— Sim, meu amor…

— Estou feliz em saber disso, mas, de qualquer forma, preciso me desculpar…

— Emma…eu te amo do jeito que você é…não me importa sua profissão e nem nada do tipo.

— Eu sei…eu apenas…sou uma burra por acreditar nas coisas que August falou.

— O que ele falou?

— Que você tem vergonha de mim.

— Mas que imbecil! Isso não é verdade!

— Não vamos falar disso, Regina… — ela disse, beijando-lhe os lábios rapidamente. — O que acha de darmos uma volta na praia?

— Adorei a ideia, meu amor.

Já devidamente vestidas, elas fizeram uma longa caminhada sob a luz do luar, de mãos dadas, entre beijos e sorrisos, e só retornaram quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair sobre elas. Já em casa, após um banho quente na banheira, aconchegaram-se na cama e adormeceram planejando o que fariam na última manhã de domingo antes de retornarem para suas respectivas casas.