Uma Pequena Blooper
12 A Sutilidade de um Álbum de Fotos
Notas iniciais
Gentinha querida, aqui uma pequena cena que imagino ocorrer no futuro com todas as tecnologias e digitalização de tudo...
Bem, espero que gostem, é um pouquinho triste.
Não deixem de comentar, viu? Comentários são sorrisos no final do dia, vocês que escrevem sabem disso.
Bem, espero que gostem, é um pouquinho triste.
Não deixem de comentar, viu? Comentários são sorrisos no final do dia, vocês que escrevem sabem disso.
De baixo de um alto guarda-chuva cinza igual ao arredor nublado, ela chovia de sua própria maneira.
Só algumas bobas lágrimas, uns passos de pés e um sorvete já deveriam cura-la. Mas era um situação um pouco mais complicada pois na sua frente descansava sua mãe em um objeto peculiar parecido a uma caixa.Parasempre. Ela nunca tinha visto uma cena assim. Pois bem, nunca presenciaria. No outro pedaço de papel em suas mãos a sua mãe mais nova com seu sorriso colorido; recheado de tutti frutti. A garota não sabia o que era tutti frutti. Como poderia saber? E nunca saberia o gosto cor de rosa da borracha açucarada... Seus dedos folheavam encantada as fotos. A morte e a infância. Ela não entendia muito bem o que eram aquelas coisas em suas mãos. Fotos. Fotos em um material liso, que ela podia tocar. Que não emitiam luz. Que ela não poderia reblogar, twittar, curtir ou comentar. O que será que seu pai fazia com essas engenhocas? Ela poderia comê-las Mas meu bem, aposto que não são apetitosas. Ela poderia cheirá-las Pó, papel, e o fedorzinho de velhice. Também não muito agradável. Com um suspiro, ela desiste de tentar entender qual era o propósito daquilo fora da tela. Opta por guardá-las. No final do dia, descobre seu verdadeiro valor quando as entrega para o pai, Que dengoso coloca-as perto de seu coração para dormir de noite.
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