Uma Nova Vida
3 Cap. 3
Notas iniciais
Quatro semanas depois.
Que merda! Estou ferrada, ferrada! Bella também está, mas eu já suspeitava dela.
Estou atrasada. Minha menstruação já deveria ter vindo há uma semana, assim como a da minha melhor amiga, mas até agora nada. Vou até a farmácia comprar cinco testes.
Quando volto da farmácia, dou graças a Deus por não ter ninguém em casa. Vou até o banheiro com o celular, ligo o cronometro e vivo os piores cinco minutos da minha vida. Quando acabam-se os meus minutos, começo a chorar.
Azul. Positivo. Os cinco malditos testes deram POSITIVO! Estou grávida! Grávida! O que meus pais vão dizer? Eu tenho só dezesseis anos! E não posso nem pensar em abortar, pois seria matar uma criança inocente. Ligo para a única pessoa com quem posso falar. Bella.
–Alô? Mel, o que houve?
–Bella, acho que estou grávida.- Posso ouvi-la chorando do outro lado.
–Mel, eu queria te contar- Ela funga-Eu também acho que estou grávida.
–Tudo bem, Belinha. Estou indo para aí.
Cheguei à enorme casa da Bella, que me esperava na porta. Ela nem me diz oi, só me puxa para dentro de seu carro. Quando já estamos na rua, pergunto para onde vamos.
–Para o hospital. Marquei uma consulta para nós duas. Eu descobri semana passada. Fiz mais de dez testes. Todos positivos. Só o Leonardo e você sabem, por favor não conte a ninguém! O Léo está me apoiando, mas ele está confuso... O seu é de Paul?
–Sim.
–Tudo bem, você tem que contar para ele. Boa sorte. — Estacionamos o carro em frente a porta, nos abraçamos e entramos. Depois de nos registrarmos na recepção, sentamos nas confortáveis poltronas de couro bege, até um senhor nos chamar. Entramos nervosas na sala de um médico, e ele fala com Bella primeiro:
–Senhorita Isabella Healey. Então, você acha que está grávida.
–Sim, senhor.
–E quantos anos você tem?
–Dezesseis.
–Muito bem. Vá para aquela sala ao final do corredor fazer os exames.
–Tudo bem.
O médico me faz as mesmas perguntas que fez para ela e eu vou para a sala dos exames. Quando saímos do hospital, Bella me pergunta se eu poderia dormir na sua casa aquela noite. Respondi que sim, passamos na minha casa, eu avisei meus pais, peguei minhas coisas e fui para a casa dela, antes passando no shopping, comprando filmes, salgadinhos, pipoca, doces, balas e chocolates. Fomos para seu quarto, nos trancamos lá e passamos a noite conversando, comendo e assistindo a filmes, aproveitando o resto da adolescencia.
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