Uma Nova Vida.
1 Uma nova vida.
Notas iniciais
Bom, escrevi esse primeiro capitulo na escola, na aula de português, o começo e bem baseado em crepúsculo, mas será algo bem diferenciado, puxado pra violencia.
Abri meus olhos de repente, seis e meia da manhã, que ótimo! Provavelmente chegaria atrasada no meu primeiro dia de aula, uma maravilhosa primeira impressão pra aluna nova, exatamente o tipo de atenção que eu gostaria de receber.. Me livrei do cobertor xadrez que James me dera quando completara 10 anos, e joguei minhas pernas pra fora da cama, num salto frustrado, caçando as velhas pantufas, cocei os olhos por alguns segundos, e dei outro salto dessa vez com força suficiente para me levantar, logo peguei minha necessaire e fui até o banheiro me lavar.
Vesti a primeira roupa que encontrei, por sorte minha blusa preferida, num tom giz, meus casacos, e entrei no meu jeans não muito apertado e calcei os velhos tênis. Me arrastei até as escadas e fui diretamente até a cozinha, peguei uma maça, caso tivesse fome e fui até a porta, o vento batia nos meus cabelos num tom de imbuia intenso, a neblina clareava ainda mais minha pele em cor de marfim. Tentava não pensar em como seriam as próximas horas. – Vai ficar tudo bem, querida. – James incentivou. – Claro que vai, pai, obrigada. – Nunca fui boa em mentir, más acho que tenho feito isso tão constantemente que já estou ficando no minimo convincente. Hipócrita. – Tchau, Nin. – Meu apelido para as horas vagas. Fui até ao carro, minha picape dos anos 60, meu novo carro, novo pelo menos pra mim. O céu estava num tom monótono de cinza, nunca se podia ver completamente o céu por aqui, pela neblina constante. O verde musgo tomava conta de quase tudo, aqui sempre fora assim (pelo menos desde que eu me lembre) e tenho que admitir, era lindo. Fazia 11 graus no noroeste de Washington, bem mais frio desde que tinha saído de casa. Tentava concentrar muito no fato de estar dirigindo, más a possível chance de que eu não me encaixaria em nenhum grupo me dominava neste instante. E se eu não achasse ninguém? A tipica menina estranha do colégio. Nunca fui boa em fazer amizades com as pessoas da minha idade, aliás pra que mentir pra mim mesma? Nunca fui boa em fazer amizade com absolutamente nínguem. Parece que nunca caminhei na mesma pagina que as outras pessoas, desde de que mamãe morreu, as coisas não mudaram muito, apenas o fato de ter que me mudar para uma cidade nova. O mesmo clima continua. Talvez o problema fosse comigo mesmo. De repente avistei um pequeno prédio, o colégio local, era meio dificil ter a visão completa de todo o prédio com tanta neblina e chuva, pra minha sorte nenhum carro se destacava alí no meio, pelo menos por enquanto. Abri as portas e literalmente me joguei pra fora do carro, ao bater a porta chamei a atenção de algumas lideres de torcida que estavam por lá, algo que com certeza me arrependeria. Avistei um pequeno letreiro, meio apagado, talvez pelo tempo que estivesse lá “secretaria”. – Nina Hale, certo? – Parece que eu já estava sendo esperada, a garota que perdeu a mãe e foi morar com o pai. – Sim, eu mesma. – Grossa. – Vou lhe apresentar Tyler, que ira lhe mostrar as salas e como são as coisas por aqui. – Terminou com um sorriso no rosto, forçado. – Tylar venha até aqui! Segui os olhos da mulher, concentrador num garoto, com aparência fiel a um tipo de cara que a gente vê em catálogos de moda por ai, pele palída (pelo jeito não me destacaria por aqui), cabelos pretos, ao nível da cabeça nada muito alto, olhos acinzentados e poucas sardas espalhadas pelo rosto, um fisíco alto, forte, com certeza daria 2 de mim. Ele veio até onde nós estáva com sua jaqueta de couro na mão, andando como um modelo. – Hey, é um prazer, Tyler Dale. – Disse ele, passando a mão no cabelo e me esticando a mão para um comprimento mais formal. – Oi, Nina Hale. – Estiquei e firmei minha mão na sua. Agora vou deixar vocês sozinhos, aqui pegue seus horarios. – Disse a mulher ruiva, me entregando uma folha e se afastando. – Bom qual sua primeira aula? – Biologia com Sr. Nilton na sala 14. – Que coicidencia. – Rindo. – A minha também. Bom, vamos? – Claro. – Senti minha voz tremer por um minuto. – Primeiro tenho que passar na sala da Sra Bridgit, pegar meus livros. – Claro, é logo aqui do lado. Viramos por alguns corredores e chegamos a biblioteca, uma mulher com cabelos pretos e olhos claros se dirigiu até mim. – Posso ajudar? – Sou Nina, vim pegar os livros pro meu primeiro dia. – Olhei para trás e vi Tylar encostado na porta me esperando. – Por hoje são esses, passe aqui amanhã para pegar o resto. – Por hoje? Eram tantos livros que eu não conseguia pegar, grandes e grossos livros. Senti Tylar se aproximando. – Deixa que eu levo eles pra você. – Ele disse enquanto pegava meus livros com um sorriso meio de lado. – Obrigada – Foi a única coisa que consegui dizer. Acho que ele estava me ipnotizando. Vamos agora? Estamos do lado da sala. A porta fez um rangido estranho, era sempre assim por aqui? Tudo tão calmo, tão quieto, e claro, eram meus primeiros 30 minutos no colegio novo e Tyler estava me tirando a atenção. Viramos no máximo mais 3 corredores e atravessamos uma porta que dava até o próximo prédio, perdi a noção do tempo olhando para aquelas feições perfeitas.
– É aqui, chegamos. Professor, essa é a aluna nova Nina. – Prazer, querida. – Disse o velho. Tipica aparencia de professor, careca com um bigode. – Sente-se ali no fundo. – Continuou ele. Tyler foi até minha carteira comigo e deixou meus livros ali, e disse: – Te vejo depois. Assim se afastou e sentou com uma loira, de olhos claros, obvio, um cara tão lindo não podia estar sozinho, acho que passei toda a aula com o pensamento frustrado, novamente.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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