Uma Nova Vida

4 Declaração e a esperança nasce


Notas iniciais
meus caros leitores peço mil desculpas pelo meu atraso, motivos:
falta de inspiração
viagem para a praia onde eu não tinha internet e nem computador, imagina nove dias sem poder entrar na internet? meu mundo parou.
mas para compensar um capitulo bem grande exclusivamente para vocês.
beijos e boa leitura

Pov Juvia

Já faz duas semanas que o meu Gray voltou duas semanas em que nós passamos apenas brigando um com outro, você deve estar se perguntando o porquê, é simples, ele descobriu que eu estive com o Lyon e isso o deixou irritado e parece que sempre que ele vem para perto de mim ele se lembra.

Neste exato instante eu estou indo para a guilda, eu sei que quando eu chegar lá a Gray vai começar a brigar comigo e tudo mais, só que hoje eu não vou me importar, não quero saber se ele não gosta do meu antigo romance com o Lyon, não hoje, não no dia da morte deles, hoje faz exatos dois anos que eu perdi duas pessoas importantes na minha vida, ainda consigo lembrar-me do olhar de suplica que minha melhor amiga lançou pra mim antes de morrer perante as mãos daquela mulher.

A mulher que parece que nunca irá se contentar com a morte de algumas pessoas, aquele que todos os magos em Fiore conhecem como a Rainha Demônio da Dark Guild Shadows. Aquela que já matou cinco magos santos e está atrás dos outros, aquela que toda a nossa guilda teme a mesma pessoa que tirou a vida de quatro de nossos magos mais preciosos. E entre esses a minha melhor amiga e meu querido irmão.

Finalmente cheguei a guilda, fiz o melhor que pude para sorrir, mas era impossível, hoje era o pior dia da minha vida nunca vou me esquecer que hoje eu os perdi. Entrei na guilda de cabeça baixa, a maior parte do pessoal me olhou com um olhar triste, percebi que Laxus não estava em nenhum lugar visível, provavelmente deve estar trancado no escritório ou já deve estar no cemitério.

– Yoo Juvia — fala Erza — Venha se juntar a nós — eu olhei para onde ela estava toda a equipe mais forte da Fairy Tail estava lá, não me importei e sai de lá fui me sentar com Kana, hoje eu queria beber todas.

– Mira, por favor, me dê uma cerveja — a albina me olhou surpresa, mas eu não liguei hoje nada me importa.

– Aconteceu algo Juvia? — pergunta Gray, que viera se sentar comigo, eu olhei com uma cara de desagrado que foi logo notada pelo moreno que ficou com o semblante preocupado.

– Gray é melhor você deixar a Juvia em paz — fala Lucy que puxava o moreno de perto de mim, Mira veio com o meu pedido, não demorou ate eu ter terminado com ele e já estava pedindo mais, Kana olhava para mim preocupada, mas não falou nada. Ela mesma tinha seus motivos para não estar feliz neste dia, afinal de contas meu irmão por consideração era seu melhor amigo e também é por sua causa que ela esta hoje com Hibiki, ela não podia afogar as suas magoas com a bebida por isso já era suficiente para ela estar só meio depressiva no bar.

Pov Lucy

Depois de tirar Gray de perto da Juvia eu o trouxe ate a nossa mesa, todos que não sabiam que dia era hoje estavam sem entender nada, na mesa estava Natsu, Erza, Gray, Gajeel, Levy e Lisanna.

– O que aconteceu com a Juvia pra ela estar assim? — pergunta Erza que parecia preocupada com a amiga.

– Hoje não é um dos melhores dias para ela — eu falei cabisbaixa, tanto Gajeel quanto Lisanna me olharam com um olhar compreensivo, era obvio que o dia de hoje não era um dos melhores pra mim também — A Juvia teve um passado tão triste quanto o meu — todos na mesa já sabiam do meu passado e do meu irmão de consideração, mas nunca foram muito de perguntar sobre o passado dos outros na guilda.

– O que aconteceu com a Juvia? — pergunta Gray extremamente preocupado com a garota que ele amava.

Pov Juvia

Quando eu já estava na minha terceira bebida ouvi a pergunta que o Gray fez para a Lucy.

– O que aconteceu com a Juvia? — ele parecia preocupado, eu me levantei do bar sem largar a minha bebida e fui em direção da mesa onde eles conversavam provavelmente o assunto era o meu passado e o motivo de eu estar agindo desta forma hoje, percebi que eu não fora a única a ouvir a pergunta, pois todos os membros da guilda fizeram silencio para ouvir a historia.

– Eu vou responder esta pergunta — eu falo alto o suficiente para que todos pudessem ouvir.

– Tem certeza Juvia? — pergunta Lucy quando eu me sentei ao seu lado.

– Sim! Afinal de contas esse é o meu passado — eu falei agora olhando para cada membro da guilda que me olhava — Eu estou assim porque hoje faz exatos dois anos que duas pessoas muito queridas morreram — eu falei calmamente, as pessoas na guilda me olharam surpresos — Kana, quer me ajudar a contar a historia? — eu perguntei a morena que ainda estava no bar, sem falar nada veio até onde nós estávamos e se sentou ao meu lado.

– Juvia, quem são as pessoas que morreram? — perguntou Gray.

– Eles se chamam Akane e Aoi entraram na guilda uns seis meses depois de vocês desaparecerem — eu falei — Eu estava em uma missão quando...

Flashback on

Eu caminhava pela floresta depois de finalmente terminar a missão, ao meu lado estava Kana com uma garrafa de alguma bebida qualquer, eu estava distraída com o quanto a floresta era bonita e a cada passo eu ficava mais impressionada, foi ai que eu ouvi alguém pedindo por ajuda.

– Alguém me ajude, por favor! — implorava a voz, pude perceber que era um homem, sua voz era incrivelmente gentil mesmo tendo um ar de desespero, tanto eu quanto Kana, fomos correndo em direção da voz e em pouco tempo encontramos o dono da mesma, era um jovem que devia ter a mesma idade que eu, tinha cabelos azuis curtos seu corpo era definido, cada parte do corpo do jovem era perfeita, mas minha atenção logo foi para o sangue que estava no peito do jovem, e depois para a jovem em seus braços, ela tinha longos cabelos vermelhos que podiam chegar até a fazer rivalidade com os da Erza, ela estava seriamente ferida.

– O que aconteceu? — eu perguntei me ajoelhando ao lado do homem que segurava a garota, ele me olhou surpreso então pude ver em seu olhar a esperança nascer.

– Eu e minha namorada, fomos atacados por um grupo de magos — falou ele sua voz era melodiosa, foi ai que eu percebi que em volta deles na clareira havia muitos homens desacordados, alguns congelados, outros cortados, mas o que mais me surpreendeu foi que a clareira parecia ter sido agraciada com uma nevasca em pleno verão, também havia enormes pedras de gelo no chão.

– Mas como? — pude ouvir Kana murmurar.

– Vocês precisam me ajudar, ela vai morrer se não curarmos ela — falou o jovem.

– E por que você não a leva até o hospital do vilarejo? Não é muito distante daqui — fala Kana.

– Ela é uma maga da neve, quando ela esta longe do frio fica fraca, tenho certeza que se eu tirar ela da clareira ela não vai resistir, estou conseguindo manter o ambiente frio, mas não vai durar muito — falou ele, agora estava explicado o porquê do lugar estar nessas condições, se nós não podíamos tirar ela daqui eu não sabia o que fazer para ajudar, foi ai que me lembrei que a Wendy também esta nesta mesma vila, só que fazendo uma missão diferente, ela vai poder ajudar esta menina.

– Kana, a Wendy! — a morena entendeu na hora o recado e saio correndo da clareira em direção ao vilarejo — Não se preocupe minha amiga vai trazer ajuda — eu falei o jovem me olhava grato e muito feliz, foi naquele momento de puro desespero que eu percebi que eu e aquele garoto seriamos grandes amigos.

Eu deixei aqueles dois onde estavam e fui em direção dos magos desacordados, os amarrei para não correr o risco de eles fugirem.

– Como ela se machucou? — eu perguntei assim que tinha voltado a me sentar ao lado do garoto.

– Enquanto eu lutava com cinco magos ela que já estava cansada lutava com apenas dois, pois estávamos fazendo um treinamento antes de eles nos atacarem, mas o cansaço foi maior e um dos magos inimigos fez este enorme corte na barriga dela, eu então fiquei tão bravo que bati em todos os caras — falou o jovem.

– Entendo. Meu nome é Juvia — eu falei, já fazia algum tempo que tinha perdido o habito de falar em terceira pessoa, só o fazia quando estava muito brava ou preocupada até quando estava nervosa.

– Meu nome é Aoi — ele falou pra mim, com um semblante triste, não era para menos afinal de contas sua namorada estava gravemente ferida — Que magia você usa Juvia? — ele me perguntou.

– Eu sou uma maga da água — eu falei para ele — E você?

– Eu sou o Dragon Slayer do gelo — eu o olhei surpresa, afinal de contas não é todo dia que se encontra um Dragon Slayer na floresta.

– Ser... — antes que eu pudesse terminar a pergunta, dez magos inimigos entraram na clareira, eles nos olharam e depois olharam para os magos amarrados e desacordados.

– Esses fracos perderam para esses maguinhos de merda — falou um dos homens, ele tinha cabelos negros e olhos estranhamente vermelhos — Matem aqueles dois e terminem com a garota ferida.

Eu olhei para Aoi ele confirmou com a cabeça e assim ambos nos levantamos, ele deixou a garota no chão e nos viramos na mesma hora em que os magos inimigos nos atacavam, eu e Aoi começamos a lutar, estava difícil eram muitos magos para só eles dois, no fim eles conseguiram derrubar oito dos dez magos, mas para seu desagrado os últimos dois eram muito fortes e eles estavam extremamente cansados, eu corri em direção do homem que mandara os outros nos atacar, mas quando cheguei perto dele algo me impediu de avançar e em seguida fui jogada para trás, no caminho acabei por cair em cima do Aoi que também não estava se dando bem contra o outro mago.

De repente uma lembrança me invadiu, me lembrei de como a água e o gelo eram perfeitos para uma Unison Raid, eu ajudei Aoi a levantar, mas quando ele ia soltar da minha mão eu não larguei, continuei segurando, ele não entendeu ate eu passar o plano a ele, na hora o jovem entendeu o que eu estava dizendo e assim quando os dois magos inimigos estavam perto de nós, iniciamos a magia, a neve começou a cair e os dois homens aterrorizados foram engolidos pela imensidão branca.

– Conseguimos — eu exclamei sorrindo, o azulado me olhava feliz, mas logo se lembrou de sua namorada que ainda estava deitada sobre a neve, nós dois corremos até ela, na mesma hora em que chegamos à jovem, Wendy e Kana adentraram a clareira, as duas vieram até onde nós estávamos e Wendy já começou a trabalhar na jovem, passou alguns minutos e ela se sentou no chão.

– Ela logo vai acordar — fala a garotinha, na mesma hora todos relaxaram — Só temos que esperar ela acordar, vocês dois parecem cansados é melhor irmos para a hospedagem — falou a menina.

– Concordo — eu falo, o jovem pegou a menina que estava desacordada e segui em direção do vilarejo, eu fiquei pensando sobre coisas banais e ai teve uma idéia — Aoi? — eu chamei o jovem que diminuiu o passo até estar de meu lado — Vocês têm guilda? — eu perguntei afinal de contas não vira nenhuma marca de guilda neles.

– Não, estamos atrás de uma, na verdade de uma em especial — ele falou.

– Qual? — eu quis saber curiosa.

– Fairy Tail — ele falou despreocupadamente, eu sorri ao saber, pelo visto vai ser mais fácil do que eu imaginava.

– Entao vem com a gente — eu falei para ele mostrando a minha marca da guilda, ele pareceu chocado, mas depois abriu um lindo sorriso em minha direção.

– Hai — falou o jovem sorridente, naquele dia uma amizade se criou.

Flashback off

– Foi assim que nos conhecemos e como eles entraram na guilda — eu falei baixinho, todos da guilda me olhavam com sorrisos felizes, a historia era muito bonita — Mas tudo que é bom um dia tem o seu fim — eu falei cabisbaixa, a maioria dos magos da guilda passou a apresentar um semblante triste.

– Como eles morreram? — perguntou Gray.

– Há exatos dois anos quando estava em uma missão, eu, Juvia, Aoi, Akane e a Emi, a mesma pessoa que matou o Akio nos encontrou, lutamos incansavelmente, mas perdemos o que mais me deixa frustrada foi que ela nem usou magia contra nós e ainda assim mataram eles — falou Kana que só de lembrar-me do dia em que nossas vidas passaram pelos nossos olhos, o dia em que vimos à morte na nossa frente, o dia em mais uma vez a Fairy Tail derramou lagrimas de dor e tristeza.

– Eu e Kana só não morremos porque a Lucy, o Laxus e o Gildarts chegaram — eu falei, ainda tenho as lembranças muito vivas na minha memória — Todos passamos por um triz da morte, foi o pior dia da minha vida, naqu... — fui interrompida pela porta da guilda sendo aberta fortemente, de lá apareceu uma linda garotinha que tinha os seus seis anos, ela era acompanhada de uma senhora já idosa, ambas de cabelos loiros compridos, mas os da senhora já eram complementados por alguns fios brancos, para aqueles que sabiam quem eram as duas podiam ver agora dois anos depois, os sinais muito mais latentes do quanto à menina era parecida com o pai.

A garota continha o sorriso do pai assim como a marca sobre o olho direito, seus olhos eram igualmente pontudos como os do pai e tinha até a mesma cor, também era obvio que a menina tinha grande afeto pelo pai e que o mesmo era seu Herói afinal de contas ela carregava com sigo uma pulseira feita de apenas um simples barbante tendo como um pingente um pequeno raio. A menina alem ter este carregava com sigo uma bolsa amarela que todos sabiam conter recordações de sua vida e também todos os presentes que ganhara do pai nos últimos dois anos.

Pov Juvia off

– Tadaima — falou a pequena garota com seu sorriso de assinatura estampado no rosto, a velha senhora que carregava com sigo varias malas, que cada uma delas era amarela cheias de fotos do mestre da Fairy Tail — Onde está o meu Otou-chan? — perguntou a pequena para ninguém em especial, quando não avistou quem queria ela procurou por outra jovem, uma jovem de cabelos loiros e compridos que para a pequena garota era sua tia, quando avistou a jovem sentada em uma mesa com varias pessoas que não conhecia correu até ela gritando — Tia Lucyyyyyyyyyyyyy!

– Lyara! — exclamou a loira surpresa e muito feliz — Vem aqui pequena — falou Lucy extremamente feliz, fazia um pouquinho menos de dois anos que não via sua sobrinha, quando a menina chegou perto o suficiente pulou na tia e a abraçou com força sendo retribuída pela mesma, a senhora na porta entrou na guilda e deixou as malas da garota em um canto qualquer e foi se juntar a menininha.

– Senti saudades tia Lucy — falou à menina que atendia pelo nome de Lyara.

– Eu também senti sua falta meu amorzinho — falou a loira — Mas eu pensei que sua avó não quisesse você aqui na guilda — falou novamente a mulher loira.

– E não quer, mas eu incomodei tanto ela para que me deixasse morar aqui, que ela não teve como recusar — falou a menina, pela forma como falou todos que não conheciam a menina entenderam o porquê da avó da mesma não conseguir recusar ao pedido da neta, afinal de contas quem seria a pessoa sem alma ou coração que recusaria um pedido de um anjo daqueles?

– Aqui não tem mais pessoas que o costume? — perguntou à senhora que se mostrou ser muito rabugenta, mas mesmo assim foi em direção de onde estava a neta, Lucy que segurava a garota se levantou depositando a menina no chão e dando um leve abraço na senhora que por mais que fosse rabugenta, não conseguia resistir a sua filha por consideração — Senti falta de você filha.

– Não tenho culpas se você resolveu tirar os meus sobrinhos do pai deles porque o achava irresponsável — falou Lucy.

– Ainda o acho — falou a mulher mais velha, tanto ela quanto a mais jovem abriram um leve sorriso — Mas não posso separar eles pelo resto de suas vidas — falou a mulher mais velha agora com um pequeno sorriso.

– Ainda bem que entendeu isso mãe — falou a loira um pouco mais nova, as pessoas da guilda que a pouco tinham voltado dos dez anos afastados da guilda não entendiam nada do que se passava ali — E sim aqui tem mais pessoas do que o costume — falou Lucy se lembrando da pergunta da mais velha.

– Lucy quem são essas pessoas? — perguntou Erza.

– Erza eu quero que você conheça a minha mãe, na verdade ela é a mãe do Akio, mas da na mesma coisa, esta é a Lucy- falou a Lucy mais nova — E está é a... — antes de conseguir terminar a frase ela foi interrompida.

– Lyara? — perguntou uma voz do segundo andar, todos se viraram na mesma hora e se depararam com Laxus no topo da escada, antes que alguém falasse algo ele desceu as escadas em um pulo e correu em direção da menina, a mesma na hora em que avistou o homem foi em sua direção, ambos choravam de alegria Laxus assim que chegou onde a menina estava a abraçou com força como se tivesse medo de que fosse perdê-la, a menina ficava chorando sem parar nos braços de Laxus.

–... E aquela é a Lyara filha do meio do Laxus — falou a Lucy mais nova para todos, no mesmo momento só pode se ver um monte de magos caindo no chão de choque, uma onde de risada seguiu logo depois.

– F-fi-fi-filha do Laxus? — perguntou o senhor baixinho ninguém podia acreditar que Laxus tinha uma filha.

– Agora que ela já está entregue eu vou indo — falou a Lucy mais velha — Tenho que pegar o trem para voltar pra casa, vem aqui Lyara, para que eu possa me despedir — e assim a menina pela primeira vez largou o pai e foi até a avó e a abraçou — Vou sentir muita falta de você meu amor — falou a senhora com lagrimas nos olhos.

– Tambem vou — fala a pequena.

– Espera — fala Laxus — Onde estão os meninos?

– Nos encontramos com a Minerva, os dois ficaram tão distraídos que ate se esqueceram do motivo de estarmos aqui, e como a Lyara não parava de incomodar para que viéssemos logo a Minerva se responsabilizou pelos meninos — falou a velha e assim ela deu mais um abraço em sua neta e se despediu com estas palavras — Laxus se eu souber que você não cuidou bem dos meus netinhos você vai morrer — falou a velha assustadoramente, até Lucy tremeu involuntariamente, mas antes que a senhora passasse pela porta ela viu uma cena um tanto quanto indevida.

Sua “filha” estava agarrada a um jovem de estranhos cabelos rosados se beijando, mas não foi isso que a deixou brava, mas sim à mão exploradora do garoto, de onde a velha senhora estava ela pode ver que a mão do garoto estava indecentemente na bunda de sua tão amada “filha”. Como se fosse um demônio ela andou em direção do casal que estava aos beijos na guilda e parou ao seu lado, os membros da guilda seguravam o riso ao ver a cena.

– O que você pensa que está fazendo com essa sua mão imunda na bunda da minha filha? — pergunta à senhora, o casal na mesma hora congelou, o rosado apenas olhou para a senhora que tinha a cara de poucos amigos, Lucy se virou para onde estava a sua mãe, não pode deixar de conter o tremor involuntário que passou por seu corpo, na mesma hora a senhora de idade tirou a “filha” da frente e com um guarda-chuva que ela tirou sabe-se lá de onde começou a bater no rosado.

A cena era tão engraçada que até á Lucy mais nova chorava de dar risada, a senhora de idade então pegou uma espada que Erza estava polindo e foi em direção do rosado, o mesmo não era louco de revidar aquela senhora e conseguir total desagrado da Lucy por isso se segurou. Lucy percebeu o que sua “mãe” pretendia fazer com a espada por isso correu em direção dela e retirou a espada das mãos de sua “mãe”, mas mesmo assim dava risada.

– Isso é mesmo incrível, as únicas pessoas até hoje que me deixaram bater nelas quando tocavam nos meus tão preciosos filhos foram o Laxus e a Minerva, e ambos se tornaram os parceiros dos meus filhos — foi ai que a Lucy mais velha se tocou que se o garoto não quis desagradá-la era porque queria algo serio com a sua filha — Vocês estão juntos há quanto tempo?

– Já faz duas semanas mãe — falou a Lucy mais nova.

– Quer dizer que tenho mais um genro — gritou a senhora com os olhos brilhando — Achei que isso nunca fosse acontecer — ela cantarolava. Foi ai que Minerva chegou acompanhada de alguns magos da Saber, os mesmos que vieram no dia passado, mas desta vez também estavam três crianças , um deles tinha cabelos loiros curtos e espetados, mas as pontas dos mesmos eram roxos, os olhos do menino eram verdes que nem esmeraldas, o mais velho dos meninos tinha cabelos igualmente loiros mas seus olhos eram de um azul turquesa que nunca tinha sido visto antes, já o outro garotinho parecia ser o do meio entre os três, tinha também cabelos loiros, e para resumir era uma copia exata de Laxus quando ele era apenas em garotinho.

– A vovó só age desta forma quando ela descobre se algum filho dela tem noivo — falou o mais velho dos meninos — Isso quer dizer que a tia Lucy arranjou um tio pra gente.

– Ebaaaaaa! A família vai crescer — falou o do meio — Eu pensei que da forma como a vovó fala da tia Lucy ela nunca fosse arranjar primos pra nós.

– Eu também pensava isso até a duas semanas atrás quando a mama me disse que ela tinha um cara estranho com ela — falou o mais novo, a guilda dava risada das palavras dos meninos, enquanto Lucy olhava mortalmente para a mãe e Natsu olhava feio para Minerva, ambas as mulheres levantaram os ombros em sinal de que não se importavam com o que eles pensavam.

– Pra quando vem o meu netinho? — pergunta a velha senhora, tanto Lucy quanto Natsu coraram instantaneamente — E o casamento? — agora os dois pareciam um pimentão de tão vermelhos que eles estavam, todos na guilda davam risada deles — Não pensem que vou deixar a minha filha ter filhos antes de estar casada... — e assim a velha senhora seguiu com seus devaneios enquanto a cada palavra ela deixa tanto a sua “filha” quanto seu “genro” mais corado.

Laxus parou de prestar atenção no que sua sogra dizia quando sentiu pequenos braços em sua perna, olhou para baixo e avistou uma pequena copia sua, na hora o homem pegou o pequeno e o abraçou com força não demorou até o outro garoto estar ali à espera do seu abraço. O mais novo que atendia pelo nome de Fuyuki falou.

– Senti sua falta Otou-san — o garoto tinha lagrimas nos olhos assim como Laxus, logo Laxus abraçou também o mais velho dos dois que ainda esperava por sua vez e lá ficaram por algum tempo. O mais velho que recebeu seu nome em homenagem ao seu bisavô Makarov não chorava, mas era possível ver que estava muito feliz Lyara se juntou ao grupo e lá ficou abraçado até o Mestre Makarov chegar e perguntar.

– Laxus? — chamou ele — Estes são meus bisnetos? — o homem loiro apenas confirmou com a cabeça.

– Crianças eu quero que vocês conheçam o meu avô e o bisavô de vocês Makarov Dreyar — falou Laxus — Velhote este aqui é o meu filho mais velho o Makarov Junior — o velho ao ouvir o nome de seu bisneto abriu um leve sorriso e lagrimas brotaram em seus olhos — Está aqui é a Lyara — ele falou apontando a menininha e depois apontando para o garotinho mais novo — E por ultimo este é o Fuyuki.

O velho abraçou as crianças e assim foram conversando até que ouviu alguém exclamar.

– De hoje em diante eu vou morar por aqui — quem falara foi a Lucy mais velha — Pelo menos até o casamento da minha menininha — falava ela.

– Mãe nós não vamos nos casar — tentava argumentar a Lucy mais nova.

– Tenho que ir para a minha antiga casa para pegar as minhas coisas — falava a mulher nem se importava com o que sua “filha” falava e continuava a sonhar e se planejar para algo que não era para acontecer — Eu irei amanha, espero que não se importe de eu ficar está noite na sua casa não é Lucy?

– Não mãe, mas... — novamente Lucy foi interrompida por sua mãe que ainda delirava sobre o casamento da filha.

– Hahahahahahahahaha tome Lucy — falou Laxus — Isso é pra você ver o que eu passei com a minha sogra antes do casamento, naquela época você ficou tirando sarro de mim e colaborando com a sua mãe e eu disse que um dia a minha vez chegaria Hahahahahahahahaha — falava o homem enquanto ria descontroladamente.

– Falando nisso Laxus quem é a sua esposa? — perguntou o mestre.

– O nome dela é Emi, mas já faz dois anos que ela faleceu — respondeu Laxus um pouco triste, mas ele continha ainda o seu sorriso, as pessoas da guilda foram juntando as peças até entenderem que Emi tinha falecido junto de Aoi e Akane. Não perguntou mais nada, ninguém queria que seus amigos ficassem tristes mais uma vez.

– Lucy, eu posso perguntar uma coisa? — perguntou Natsu no ouvido de Lucy, mas antes que pudesse responder a pergunta de seu amado Lucy ouviu um comentário extremamente constrangedor que sua mãe estava fazendo para seus amigos, mais especificamente para Erza, Gray, Juvia, Gajeel e Levy. Ela sai correndo em direção da mesa onde sua mãe contava coisas embaraçosas que tinham acontecido nos últimos dez anos. Quando esta longe gritou para Natsu.

– Depois você me conta amor — e assim ela já estava brigando com a mãe.

Natsu ficou triste então seguiu o mesmo caminho da namorada. Minerva olhou para Natsu então sem que ninguém falasse nada ela descobriu do que se tratava a conversa que o salamander queria ter com sua Irma, ela ficou um tanto bravo, mas apenas foi em direção do Dragon Slayer do fogo e assim que chegou do seu lado o pegou pela gola da camisa e o arrastou para fora da guilda, os magos da Sabertooth apenas olharam a cena com uma gota na cabeça.

Lucy realmente estava muito ocupada com sua mãe que nem percebeu sua irmã tirar a força o rosado da guilda, mas mesmo entretida com sua mãe Lucy pode sentir dois bracinhos em sua perna, ela abaixou sua mirada até se deparar com seu afilhado que tinha um sorriso bobo no rosto.

– Que foi meu bebe? — perguntou Lucy ao loiro que a olhava com um olhar suplicante.

– A mama me deixou sozinho, eu quero colo — ele falou com os olhos com lagrimas.

– Kawai! — exclamaram Lucy, Juvia e Mira.

Com tudo que se passava ali Juvia conseguiu se sentir bem pela primeira vez naquele dia, ela com todas as certezas do mundo se lembraria daquele dia.

Fora da guilda

– Eu sei o que você pretende salamander — falou Minerva calmamente — Se eu souber que você magoou a minha Nee-chan você morre — ela falou com um olhar assustador que fez Natsu tremer todo.

– Não precisa se preocupar Minerva eu vou cuidar dela — falou o rosado morrendo de medo da mulher.

Dentro da guilda

A festa reinava e todos estavam muito felizes, Juvia a Kana estavam sorrindo e se divertindo como se fosse um dia normal, foi ai que o rosado entrou na guilda todo apresado indo em direção do palco da guilda, logo atrás dele entrou uma Minerva sorridente.

– Silencio — pediu Natsu que já estava no palco, todos ficaram em silencio de acordo com o pedido do rosado — Eu tenho uma coisa a pedir a uma pessoa da guilda — todos ficaram surpresos com a declaração, mas ficaram esperando ansiosos pelo tal pedido do rosado — Para isso eu preciso que a mesma suba aqui no palco comigo, vem aqui Lucy — falou o rosado, a loira subiu no palco desconfiado e ficou ainda mais quando o rosado se ajoelhou a sua frente — Lucy Heartfilia, eu sei que talvez eu não seja o melhor homem do mundo, e que sou um tanto maluco e adoro destruir coisas, mas mesmo assim eu tenho poucas certezas na minha vida, a primeira é que a minha família é a Fairy Tail — ele fez uma pequena pausa em que ninguém falou nada prestando atenção em cada ação do rosado — A segunda é que quando estamos juntos nada pode nos vencer — falou ele agora com uma parada mais longa dando ainda mais suspense — E a terceira e ultima é que eu te amo acima de tudo nesse mundo e por isso eu quero viver o resto da minha vida com você, dar o que a sua mãe tanto quer, um monte de netinhos para correr pela casa dela e é claro te fazer a mulher mais feliz desse mundo — agora Lucy estava chorando abertamente enquanto Natsu tirava de um bolso uma caixinha — Você aceita se casar comigo?

Lucy estava sem palavras, nunca que esperaria do rosado uma declaração deste porte ainda mais na frente da guilda toda, o silencio reinava enquanto todos esperavam a resposta da loira, ela abaixou a sua cabeça e se lembrou de cada um de seus momentos com o rosado, quando levantou a cabeça mais uma vez ela continha o sorriso mais lindo que Natsu já vira em sua vida — Sim Natsu eu aceito — falou ela, no mesmo momento a guilda estourou em vivas, Natsu se levantou e colocou o anel no dedo de Lucy que por alguns segundos o admirou, mas logo foi puxada para os braços do rosado, os dois se beijaram como se aquele fosse o primeiro.

– Poxa Natsu você roubou a minha idéia de ir ai no palco e fazer o pedido na frente de todos, mas como eu não gosto de repetir vamos fazer aqui mesmo — falou Gray que ia em direção da maga de água — Juvia você aceita namorar comigo? — perguntou ele, a azulada apenas olhou boquiaberta para o moreno a sua frente, será possível que o mesmo dia que porá tristeza em seu passado agora poderia colocar a felicidade em seu futuro? Ela por alguns instantes ficou lá parada pensando enquanto o silencio reinava, Gray até cogitou que a maga fosse recusar, mas antes de ter certeza de que ela o faria a mesma levantou a cabeça com o sorriso mais lindo que possuía e apenas confirmou com a cabeça.

Na mesma hora o mago de gelo pegou para si a azulada e a beijou, seus braços em volta do corpo da mesma possessivamente, foi ali que um enorme amor nasceu, a guilda mais uma vez estourou em vivas pelos novos casais, assim o dia inteiro se passou com uma festa deslumbrante por parte deles.

Foi à noite que o destino resolveu pregar mais uma peça no coração daqueles jovens magos, com a porta da guilda sendo aberto em um enorme estrondo e de lá uma mulher de longos cabelos verdes com olhos cheios de completo horror e dor tomando o lugar que antes era exclusivo da felicidade e da confiança, seu corpo completamente ferido podia ser visto a quilômetros de distancia.

Quando suas pernas já não agüentaram o seu próprio peso e ela foi de encontro com o chão braços fortes a seguraram, aqueles braços protetores que a jovem conhecia mais do que bem, ela se virou e olhou profundamente naqueles olhos vermelhos por ela tão amados e pronuncio a frase que pós fim a felicidade daquela família, a frase que já fora ouvida por eles duas vezes, a frase que eles mais odiavam em seus corações.

– Ela o levou Gajeel, ela me tirou o Hiroshi — falou a esverdeada — Ela o matou assim como fez com o Akio, Emi, Aoi e Akane — na mesma hora em que aquelas palavras foram ditas o ódio tomou conta dos corpos dos magos da Fairy Tail e também dos da Sabertooth — Ela também falou que é para nós a aguardarmos, pois ela esta atrás de todos nós.

Foram estas as ultimas palavras da garota antes de perder a consciência, que foi seguido por um grito, um grito dor e desespero, todos se viraram em direção de Lisana que tinha lagrimas em seus olhos, a mesma caiu no chão chorando descontroladamente. Ninguém tinha reação apenas olhavam a cena com lagrimas nos olhos, foi ai que Gajeel pegou a garota no colo e a levou até a mesa onde se encontrava Wendy, lá depositou a jovem e falou.

– Cure ela Wendy — e assim saiu de lá e foi em direção da albina, a garota logo entrou em ação e cuidou da esverdeada.

Gajeel chegou até onde estava Lisana e se ajoelhou ao seu lado, logo passou os braços em volta do corpo da menor protetoramente, e pela primeira vez na vida de Gajeel ele chorou, e ali ele e Lisana choraram pela perda de seu tão amado amigo, a maioria dos magos ficou sem reação ao ver o durão Dragon Slayer do fero chorar desesperadamente, mas diante daquela cena apenas a voz de Lucy ecoou como a voz de todos.

– Já nada mais importa — falou ela — A deixe vir, ela ira enfrentar a fúria de toda uma família de toda a Fairy Tail — e com essas palavras o silencio foi quase absoluto, pois ainda podia ser ouvido distante, mas ainda ouvido o choro e a dor que transbordavam pelas portas da guilda mais forte de Fiore.

As ultimas palavras de Lucy naquele dia foram ouvidas por todos os cantos do reino de Fiore, não ouve um único mago que não sabia o significado da mesma, alguns não se importaram, mas outros viram a esperança nascer, no amanhecer daquele dia todos os magos das guildas legais até de algumas ilegais e surpreendentemente alguns de Dark Guilds se colocaram a caminho da Fairy Tail, pois finalmente o reinado de terror da rainha demônio da Dark Guild Shadows estava no seu fim.

Notas finais
sinceramente este foi o melhor final para um cap que eu ja fiz nao cansei de ler.
espero que tenham gostado dele da mesma forma que eu adorei escrever.
espero que voces me agraciem com alguns comentarios, pois as vezes sao deles que eu tiro ideias.
nos vemos no proximo beijo