Uma Nova Vida
29 Capítulo 29
POV Caroline
Ontem depois que sair correndo após beijar Klaus, fui direto para casa, não tinha condições de pensar em nada naquela hora.
Hoje levantei bem cedo queria ir a algum lugar bem diferente de um bar, onde não teria chance de me encontrar com Klaus. Precisava pensar e colocar minha vida em ordem então eu resolvi dar uma volta
Mesmo estando em um grande dilema sobre se meus sentimentos eram pelo Klaus ou pelo Tyler, essa situação não poderia continuar, pois eu corria um sério risco de me apaixonar e as coisas não poderiam chegar nesse ponto.
Então resolvi que me afastaria definitivamente dele, nada de voltar naquele bar para vê-lo. Precisava me lembrar do Klaus mau aquele que tentou matar eu e meus amigos inúmeras vezes e não do Klaus cavaleiro e gentil que tentava me seduzir.
Pretendia também parar de me esconder, voltaria para faculdade e não evitaria mais meus amigos.
E com esse pensamento resolvi entrar pela porta da frente, não pela janela, e qual é minha surpresa ao chegar à sala e encontrar Klaus. Ele estava em pé em frente ao sofá parecia ter acabado de levantar, Damon também estava em pé e Elena sentada. Pela expressão dos seus rostos a conversa não estava sendo muito boa.
— Klaus o que você faz aqui? – Perguntei completamente surpresa.
A última coisa que esperava era encontrar Klaus aqui em casa ainda mais conversando com Damon e Elena, mesmo que essa conversa não parecesse nada amigável.
— Olá Sweet, infelizmente não vim ver você hoje, vim conversar com seus amigos, mas podemos nos encontrar mais tarde. – Disse me olhando com um olhar bastante significativo.
Esperava que Damon e Elena não percebessem a insinuação do Klaus, mas pela expressão dos seus rostos não tive tanta sorte, eles me olhavam buscando alguma resposta. E eu não sabia o que dizer.
Klaus disse mais alguma coisa, porém nem prestei atenção tentava a todo custo pensar em uma maneira de escapar das perguntas deles.
- Então Caroline que história é essa de você encontrar o inimigo? – Perguntou Damon.
- Elena o que Klaus queria? — Perguntei tentando ganhar tempo e também estava curiosa.
- O de sempre, veio ameaçar nos matar. – Respondeu Damon. – Ele quer seu corpo de volta. – Sentou-se no sofá. – Agora é sua vez.
Esta aí um motivo para eu lembrar que o Klaus era mau, eu acreditei quando ele disse que tinha vindo para cidade porque ele estava com saudades de mim e ele veio para conseguir seu corpo de volta. Eu devia ter imaginado quando ele disse que não pretendia ficar muito tempo que seus objetivos eram outros e a boba aqui caiu na sua conversa direitinho.
- Caroline? –Damon me chamou.
- Certo – Sentei-me no sofá onde Klaus estava. Não teria jeito de escapar do interrogatório. – No dia que Klaus apareceu, resolvi sair e acabei parando em um bar e depois de um tempo ele apareceu.
— Então você resolveu tomar um drink com o inimigo. – perguntou Damon sarcástico.
- Exatamente. – Respondi — Algum problema? – Perguntei na defensiva.
- Nenhum, se ele não tivesse tentado nos matar diversas vezes. – Fez uma pausa. – E essa foi à única vez que vocês se encontraram?
Esta aí a pergunta que não queria responder.
- Não, nos encontramos mais algumas vezes.
Não tive coragem de lhes contar à verdade que me encontrei com Klaus todos os dias dessas três semanas e muito menos que ontem ele me beijou e mesmo por um breve instante eu correspondi.
- E essa pulseira? – Elena perguntou se manifestando pela primeira vez.
Seus olhos estavam pousados no meu braço, não tinha tirado a pulseira que Klaus me deu, imediatamente os olhos do Damon foram naquela direção.
Droga, porque eu não tirei a pulseira?
Ou melhor, porque eu a aceitei?
- Está até recebendo presentinhos do híbrido mal? – Perguntou Damon. – Pelo visto meu irmão não é o único que se apaixonou pelo inimigo.
Eu apaixonada pelo Klaus?
Será que era mesmo verdade?
- Já respondi todas as suas perguntas. – Levantei – me. — Agora já vou. – E fui em direção às escadas.
Ainda escutei Damon me chamar, mas tinha que fugir desse interrogatório mais rápido possível.
Eu necessitava conversar com alguém que me entenderia e não alguém que fizesse piadas a cada frase saída da minha boca.
Elena é minha melhor amiga, mas só alguém que estivesse na mesma situação que eu seria capaz de entender sem me julgar. E por mais que o Damon tivesse toda aquela pose de Bad boy ele não era o cara mau ele até poderia ter feito algumas coisas ruins, mas a maior parte das suas atitudes era apenas fachada.
Sabia muito bem quem poderia me ajudar e fui em direção do quarto do Stefan e bati na porta, alguns segundos depois ele abriu.
- Olá Caroline. – Me cumprimentou.
- Oi Stefan, será que poderíamos conversar?
- Claro. – Fez sinal para eu entrar.
Sabia que a Katherine estava lá e achei melhor não.
- Poderíamos da uma volta?
- Tudo bem, espera só um segundo.
Ele encostou a porta e voltou para o quarto, escutei ele se despedindo da Katherine e logo apareceu de novo.
- Pronto, podemos ir.
Caminhamos lado a lado em silêncio, quando descemos as escadas vimos Damon e Elena ainda sentados no sofá, felizmente eles não disseram nada.
Só esperava que Elena não ficasse magoada por eu preferir conversar com Stefan do que com ela. Quando tivesse certeza sobre meus sentimentos conversaria com ela e lhe contaria toda a verdade.
Seguimos em direção a porta e depois em direção a floresta que tinha atrás da casa. Andamos em silêncio até uma distância segura para ninguém na casa escutar nossa conversa e sentamos numa pedra que encontramos.
- Você escutou toda a conversa. – Não foi uma pergunta, estava afirmando.
— Sim. – Ele respondeu.
- Não era verdade quando disse que tinha me encontrado com Klaus só algumas vezes.
- Imaginei.
— Como?
- Eu passei por isso, sei como é difícil admitir para você mesmo, imagine para os outros.
- E como você conseguiu?
-Só com o passar do tempo você consegue. No começo eu dizia para mim mesmo que ficar com Katherine não era nada demais, que só estava a usando para esquecer a Elena e quando conseguisse poderia seguir em frente como se nada tivesse acontecido, mas era tudo mentira e no fundo eu sabia que só estava me enganando, era mais fácil assim. Aos poucos eu comecei a perceber que meus sentimentos eram reais, só que ainda não estava pronto para dizer em voz alta, isso foi na época que Damon apareceu na minha porta e a minha primeira reação foi negar. Como eu poderia dizer para meu irmão que estava apaixonado pela mulher que ele amou durante tanto tempo e que tanto lhe fez sofrer?
- É exatamente assim que me sinto, não tenho coragem de contar para Elena que gosto do cara que tentou e ainda quer a mata-lá. – Fiz uma pausa. – E como você percebeu quem você realmente amava?
- Quando salvei Elena no dia da morte dos seus pais, o que me chamou mais atenção foi sua semelhança com Katherine e comecei a observa — lá de longe e logo notei que a semelhança delas era só na aparência, Elena era o oposto da Katherine. Lembro de quando Lexi a conheceu. Você se lembra dela? – Perguntou.
Assenti com a cabeça, apesar de não a ter conhecido pessoalmente sabia quem era.
- Então Lexi me deu um sermão por ter me envolvido com ela dizendo que eu só estava com a Elena por ela ser igual à Katherine e eu disse que ela estava enganada e comecei a citar como Elena era diferente. A questão é que Lexi tinha um pouco de razão, não na parte de eu estar com a Elena só por causa da sua aparência e sim porque as qualidades que tanto me atraiam nela era as que eu desejava que fossem da Katherine, mas só fui perceber isso depois que comecei a conviver com a Katherine.
- No meu caso é mais complicado, Klaus não é o melhor exemplo de boa pessoa e o Tyler era um idiota só melhorou um pouco depois que virou lobisomem.
- O Que você sentia pelo Tyler?
- Eu o amava como nunca amei ninguém. Primeiro nos tornamos amigos logo após ele se transformar e eu sentia uma necessidade enorme de ajudá-lo e quando ele ficou do lado dos lobisomens que tentou me matar fiquei extremamente magoada, mas nada comparado quando ele foi embora sem se quer se despedir. Quando ele voltou fiquei completamente feliz apesar das circunstâncias e o melhor momento foi quando começamos a namorar.
- E o que você sentia pelo Klaus antes de ele aparecer aqui? – Perguntou. – Vi vocês juntos no baile que ele deu e notei que ele estava afim de você, mas não consegui perceber se o sentimento era recíproco.
- Quando Klaus apareceu na minha casa para me dar seu sangue para me curar da mordida do Tyler, ele começou a dizer que eu tinha uma vida inteira lá fora, como ele poderia me levar para conhecer o mundo e eu fiquei encantada. No baile eu vi um lado do Klaus que eu não conhecia e apesar da noite não ter terminado bem e nós termos brigado eu me sentia atraída, ele sabia ser charmoso e encantador quando queria. – Fiz uma pausa tentando criar coragem para continuar. – Tem algo que também não contei para Elena e o Damon, ontem Klaus me beijou, foi diferente de beijar o Tyler e apesar de ter sido rápido eu gostei, gostei mais que deveria e acabei ficando com medo e fugi, eu não posso me apaixonar por ele e senti que isso estava próximo de acontecer.
- Acho que você tem a sua resposta.
Analisei tudo que eu tinha dito e era verdade eu estava sentindo algo mais forte pelo Klaus e ficou mais evidente quando nos beijamos.
- E o que você pretende fazer? – Perguntou, ele não estava me pressionando, havia apenas curiosidade em sua voz.
- Sinceramente? – Perguntei. — Eu não sei. No momento vou seguir o que tinha planejado e me afastar dele, Klaus não é a pessoa com quem gostaria de estar e para falar a verdade não sei se ele gosta realmente de mim, sem contar que tem o fato dele sempre ameaçar nos matar. Depois que essa história dele voltar para o seu corpo terminar eu vejo como as coisas ficam.
- Eu estava presente todas as vezes que ele ameaçou nos matar e nenhuma vez ele citou seu nome.
— Mesmo assim como posso conviver todos os dia com medo que ele cumpra sua promessa e mate alguém que eu ame? – Perguntei retoricamente. — Você não tem medo que Katherine mate algum de nós? Ela já ameaçou Elena uma vez.
- Não, ela sabe que se ela fizer isso nunca vou a perdoar, ela pode até ficar irritada com a Elena, mas ela provoca e não vale a pena mata-lá se no final ela vai me perder. Se Klaus realmente te ama ele não seria capaz de machucar as pessoas que você ama.
Acho que ele tinha razão, mas como saber se os sentimentos dele eram reais?
- Obrigada, Stefan. Foi bom conversar com você, você é um ótimo amigo. – O Abracei. – Deveríamos repetir isso mais vezes e não só para falar de problemas.
- Com certeza, também foi bom conversar com você. Desde que cheguei me sinto um pouco deslocado, você conhece meu irmão não da para conversar sério com ele, ainda mais quando junta ele e Katherine na mesma sala. Já Elena apesar de considera — lá uma amiga é um pouco estranho, não sei como Damon e Katherine conseguem se não fosse pelas piadinhas ninguém diria que eles tiveram algo.
Continuamos conversando amenidades durante o resto da tarde e voltamos para casa quando começava a escurecer.
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