Uma Nova Vida
33 Capítulo 33
- Temos um problema. – Respondeu.
- O que aconteceu? — Perguntei preocupada.
- Kol e Rebekah foram atacados por pouco escaparam.
- Pensei que Tatia estava apenas atrás de você e do Elijah.
- Eu também pensei isso, mas pelo visto estávamos enganados.
- Encontrou alguma coisa? – Perguntei mudando de assunto.
- Nada. – Respondeu. – Seus amigos foram até Duke para olhar nas pesquisas da Isobel, como ela foi capaz de me encontrar, ela pode ter descoberto algo sobre a Tatia. – Fez uma Pausa. – Nós também estamos indo, mandei Kol e Rebekah nos encontrarem lá.
Não acredito, mais uma viagem e como sempre ele nem pergunta se quero ir ou não, quando isso tudo iria acabar?
- Não podemos parar por um momento? – Perguntei. – Faz quase 24 horas que estamos na estrada, preciso tomar um banho e dormir um pouco. De qualquer forma só conseguiremos alguma coisa amanhã, há essa hora a universidade já está fechada.
- Vamos seguir caminho, pelo menos até sairmos de Mystic Falls então procuro um hotel para passarmos o resto da noite e amanhã bem cedo seguimos para Duke.
Pelo jeito teria que esperar mais um pouco.
— E a Bonnie conseguiu fazer as dores de cabeça parar? – Perguntei me lembrando o motivo dele ter a mandado vir para cá.
- Ela fez um feitiço, mas você sabe como ela é incompetente não dá para confiar.
- Se ela é tão incompetente assim, porque você vive pedindo ajuda dela?
- Ela é a única bruxa disponível no momento. – Respondeu. – Agora se você não tiver mais nenhuma pergunta podemos ir?
- Cadê o caminhão? – Perguntei, pois não tinha nenhum veiculo onde estávamos.
- Em um lugar seguro. A partir de agora seguiremos de carro.
Terminou de falar, pegou o celular e escreveu alguma coisa e menos de um minuto depois dois carros apareceram na estrada.
O primeiro parou ao nosso lado e saíram dois híbridos de dentro que abriram as duas portas de trás para nós entrarmos.
Klaus entrou e fez sinal para eu entrar e sem nenhuma vontade o segui os híbridos fecharam as portas voltaram para o carro e sem uma palavra um deles começou a dirigir, notei que o carro atrás seguia o nosso.
- E esse outro carro? – Perguntei a Klaus.
- Têm mais quatro híbridos eles vão fazer a segurança qualquer coisa que notarem de errado vão me avisar imediatamente.
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Depois de cerca de uma hora na estrada paramos em uma cidade que eu não procurei saber o nome e fomos direto para o primeiro hotel que encontramos.
Descemos do carro e vi que os híbridos também tinham descido, mas não nos acompanhavam.
E eles? – Perguntei fazendo sinal indicando os híbridos.
- Iram ficar aqui para vigiarem.
Entramos no hotel e Klaus foi em direção ai homem sentado atrás do balcão.
- Um quarto, por favor. — Pediu
- E o meu quarto? — Perguntei. – Não pense que irei dividir um com você.
O homem já estava com a chave na mão e perguntou:
— Vão querer mais um?
Não deixei Klaus responder e disse um sim pegando a chave na mão do homem.
- É por ali? – Perguntei indicando as escadas.
O Cara balançou a cabeça assentindo e eu caminhei naquela direção sem esperar mais explicações nem Klaus.
Subi as escadas e logo estava em um longo corredor cheio de quartos olhei na chave alguma indicação do qual iria ficar e vi escrito 4B, não foi difícil achar e entrei olhando o lugar.
O Quarto não era luxuoso, mas até que era agradável, tinha uma cama não muito grande e logo sentei nela e vi que era bem confortável, tinha também um criado ao lado dela com um abajur e em frente uma pequena estante com uma TV pequena e ao lado uma porta que deduzi ser o banheiro.
Fui naquela direção e vi que meu palpite estava certo, tinha deixado minha mala em cima da cama então voltei e pequei minha camisola, meus itens de higiene e voltei para o banheiro para tomar um longo banho.
Assim que terminei resolvi ir dormir, só foi eu me deitar que apaguei de tão cansada que estava.
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Acordei com batidas na porta, olhei pela janela e vi que ainda não tinha amanhecido quem estava me importunando essa hora?
Não sabia e nem queria descobri, não respondi e coloquei o travesseiro em cima da cabeça e esperei para ver se a pessoa desistia e iria embora.
Porém escutei novamente baterem na porta, só que dessa vez a pessoa se identificou.
- Sweet, sou eu, levanta vamos partir daqui 10 minutos.
Escutei passos se distanciando então presumi que ele tivesse ido embora, mas sabia que no final do tempo ele estaria aqui de novo então resolvi me levantar mesmo contrariada.
Aproveitei e olhei a hora eram 5 horas da manhã. Quando ele disse que partiria cedo era bem cedo mesmo, ele não descansava não?
De mau-humor comecei me arrumar e cheguei ao hall assim que completou os dez minutos.
- Que cara e essa Sweet, parece que nem dormiu. – Disse Klaus assim que me viu.
- E nem dormir mesmo, você viu a hora que chegamos ontem? – Perguntei irritada. – Precisávamos partir tão cedo assim?
- Eu quero já estar em Duke quando abrir.
Uma discussão não daria em nada então fui para o carro sem dizer mais nenhuma palavra.
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Acabávamos de chegar a Duke, era quase 8 horas da manhã, esperava que essa fosse à última parada dessa viagem, já estava cansada de rodar o país com Klaus e olha que não tinha nem 36 horas que pegamos a estrada.
Um pouco antes de chegar liguei para Elena e ela me contou que quando chegaram à universidade já havia fechado então eles passaram a noite em um hotel. Combinei de me encontrar com ela e os outros aqui às 8 horas e ainda faltavam alguns minutos.
Klaus e eu saímos do carro e como o esperado os híbridos não nos seguiram, caminhamos em direção a entrada da universidade, havia vários alunos no local era o momento do inicio das aulas, estava quase chegando quando vi Rebekah e Kol nos esperando, não queria me encontrar com eles, então disse ao Klaus que iria dar um volta enquanto os outros não chegavam.
Andava pelo campus admirando a universidade que era bem maior que a Universidade da Carolina do Sul onde eu estudava, quando tenho a impressão de ver alguém conhecido, eu paro para olhar melhor e vejo que tenho razão Matt estava parado a alguns metros conversando com alguns rapazes me aproximo e quando ele me vê se despede deles e caminha em minha direção tão surpreso quanto eu.
— Caroline, o que faz aqui? – Perguntou enquanto me abraçava.
- Assuntos de vampiro, melhor nem saber. – Respondi. – E você, sabia que tinha ganhado uma bolsa de estudos, mas nem imaginava que era para estudar aqui.
- Dá para acreditar? – Perguntou retoricamente. – Eu imaginando que não conseguiria nenhuma bolsa e ganho para uma das melhores universidades do país?
- Você sempre foi um bom jogador, só você que não percebia isso.
- E Elena como está? Vocês foram embora da cidade e se esquecem dos amigos.
- Ela está bem, fiquei de me encontrar com ela aqui. – Olhei a o relógio no meu pulso. — Ela já deve ter chegado. Não que ir comigo? Ou você tem aula agora?
- Começa daqui a pouco, tenho alguns minutos ainda, vamos?
Voltei para entrada com Matt me contando sobre a faculdade, quando estamos quase chegando ele para de me contar como estavam às coisas no meio de uma frase e me pergunta:
- Aquele é o Tyler? – Ele estava bem surpreso. – Pensei que ele tivesse morrido. – Disse um pouco confuso. –Espera aí o que ele está fazendo conversando com o Kol e a Rebekah?
Droga! Tinha me esquecido do Klaus. Quando o chamei para vir encontrar Elena comigo nem passou pela minha cabeça, que ele iria encontrar o Klaus e não iria entender nada.
- Lembra que eu te disse que estava aqui por causa de assuntos de vampiro? – Ele assentiu, sem conseguir dizer nada. – Então é uma longa história, não tenho tempo para te contar agora.
- Sweet, que bom que voltou! – Exclamou Klaus. – Vejo que encontrou o jogador de futebol.
Se antes Matt já estava confuso, agora ele me olhava sem entender nada.
Abri a boca para dizer alguma coisa, nem sabia o que dizer realmente, mas fui interrompida pela chegada da Elena, Damon e Bonnie.
- Espero não ter chegado atrasado para a reuniãozinha. – Disse Damon. – Não sabia que o Matt tinha sido convidado, só falta o Jeremy para o grupo todo estar reunido.
- Se todos já chegaram então podemos continuar. – Disse Klaus ignorando o comentário do Damon. – Elena, você que já esteve aqui antes, aonde é que devemos ir.
Ela apontou uma direção e começamos a nos dirigir para lá, Klaus tinha andado poucos metros quando percebeu que Kol e Rebekah não nos seguiam, ela estava parada no mesmo lugar sem tirar os olhos do Matt e Kol estava olhando para as estudantes que passavam por ele.
- Ande logo vocês dois. – Ordenou Klaus, depois que parou de andar e olhou para trás.
- Eu vou ficar por aqui mesmo. — Respondeu Rebekah, sem nem se importar com a ordem do irmão.
- Tatia quase matou você, não é bom você ficar aqui fora sozinha.
- Como você mesmo disse quase, eu sei me cuidar sozinha.
- Vocês escaparam por pouco, e melhor você me acompanhar, não vou mandar outra vez.
- Passei quase um ano sem seguir suas ordens e ainda continuo viva, não é só porque você não morreu Nik que vou voltar a te seguir igual a um cachorrinho.
- Como quiser, mas depois não diga que eu não avisei. Kol?
- Você já tem bastante gente com você, não precisa de mais um. Aqui fora tem coisas mais interessantes para fazer.
Klaus não disse mais nada e começou a andar, mas pela sua expressão ele não gostou nenhum pouco dos seus irmãos não o obedecerem.
- Parece que alguém não consegue mais controlar os irmãos. – Zombou Damon.
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Estávamos a alguns minutos em uma sala esperando uma ex-aluna da Isobel que sabia sobre suas pesquisas quando ela entrou.
- Bom dia. – Ela disse. – Elena, não é? – Perguntou assim que a viu.
- Sim e você é a Vanessa. – Ela apenas assentiu. –Damon você já conhece, essas são minhas amigas Bonnie e Caroline. – Disse apontando para nos duas respectivamente. – E esse é o... – Parou a frase, sem saber como apresentá-lo.
- Tyler. – Caminhou em sua direção e apertou a sua mão. – Tyler Lockwood.
- E o Alaric, por que ele não veio com vocês?
- Infelizmente, faz quase um ano que ele morreu. – Respondeu Elena com tristeza ao se lembrar dele.
- Eu sinto muito.
- Então podemos começar? — Perguntou o Klaus, mudando de assunto.
- Claro, da outra vez eles vieram pesquisar sobre sua família. – Disse olhando para o Klaus. – Ainda você quer saber sobre esse assuntou ou algum outro tema.
— Na verdade queríamos saber sobre os originais, mais especificamente sobre a Petrova original.
- O que li da pesquisa da Isobel, não falava muito sobre ela, apenas que usaram seu sangue para transformar os vampiros originais, mas podemos procurar.
Dito isso ela começou a nos mostrar os livros com toda a pesquisa, passamos praticamente a manhã toda procurando e não encontramos nada é como se ela tivesse mesmo morrido naquela ritual.
- Não sei se isso vai ajudar, mas tenho o nome do cara com quem Isobel conseguiu boa parte da sua pesquisa, talvez ele saiba de alguma coisa. – Disse Vanessa, quando estávamos saindo.
- Isso seria de grande ajuda. – disse Klaus.
Ela começou a procurar em uma pasta.
- Aqui, ele se chama Sebastian Thompson, tem também o endereço, mas não sei se ele ainda mora lá. – Disse anotando em um papel e depois entregou ao Klaus.
- Obrigado. – Ele disse.
Pelo visto iríamos para outra cidade.
Seguimos em direção ao carro em silêncio, passamos por Rebekah e Matt no mesmo lugar que o deixamos, eles estavam conversando e não vimos nenhum sinal do Kol. Assim que chegamos ao carro Klaus disse:
- Não precisa de vocês me acompanharem, mas fiquem atentos que a qualquer momento posso precisar de vocês. — Mandou Klaus, como se eles fossem seus empregados. – E você Swett vem comigo.
Minha vontade era de me rebelar contra ele como rebekah e Kol fizeram, mas eu não podia me distanciar enquanto ele ainda estivesse no corpo do Tyler, tinha medo que ele morresse, agora de verdade, e mesmo não gostando também não queria ver o Klaus morto, pelo menos até essa bagunça que é minha vida se ajeitar.
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