Uma Nova Vida
31 Capítulo 31
Pov Caroline
Mais uma vez estávamos na sala, só que dessa vez a espera do Elijah com o corpo do Klaus.
Eu como ontem estava no canto mais afastado da sala, os outros estavam espalhados pelo sofá, exceto Stefan e Katherine que outra vez não apareceram.
Klaus já estava impaciente, estava aqui esperando há horas e nada do seu irmão chegar, ele andava de um lado para o outro fazendo suas ameaças.
- Pelo visto nem seu irmão quer que você volte para seu corpo. Há essas horas ele já deve estar levando ele para bem longe, onde você não possa encontrar. – Disse Damon. – E você aqui perdendo seu tempo, você deveria nos deixar em paz e ir atrás do seu irmão antes que seja tarde demais.
- Eu vou. – Respondeu Klaus. — Mas fiquem sabendo que eu volto – Ameaçou. – E eu quero tudo pronto. – Ordenou. – Não quero perder mais nenhum minuto com essa história.
E sem mais uma palavra foi embora, parecia que ele só sabia fazer ameaças e dar ordens.
Como não iria acontecer a troca hoje, resolvi ir para o meu quarto, vi Bonnie vindo em minha direção, mas não queria conversar com ela.
Ontem depois que Klaus foi embora ela tinha tentado conversar comigo, porém ela não conseguiu e hoje seria a mesma coisa. Passei por ela e nem parei para escutar o que ela estava dizendo.
Não sabia por que ainda estava com tanta raiva dela, afinal se Klaus estava dizendo a verdade, Tyler não estava morto.
O problema era que se Bonnie não tivesse feito isso, agora não estaria nessa confusão, quando finalmente admito que sinto algo pela Klaus, descubro que Tyler ainda está vivo e todo aquele conflito te sentimentos voltam a tona, só que dessa vez era para saber por quem meus sentimentos eram mais fortes.
Eu sabia que ela não tinha nenhuma culpa nessa nisso, que a única culpada de ter deixado essa história ter chegado tão longe era eu, só que era mais fácil jogar a culpa nela.
Resolvi ir dormir, com isso do Klaus querer seu corpo de volta, não tinha voltado para a faculdade como planejei mais queria voltar amanhã sem falta.
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Acordei com um barulho no meu quarto, acendi o abajur que estava no criado-mudo ao lado na minha cama e vi Klaus parado na minha frente.
Olhei pela janela e vi que ainda era noite, o relógio digital ao lado do abajur marcava 00h15min, tinha pouco mais de uma hora que tinha ido dormir.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei me levando.
Minha vontade era gritar, mas não queria que ninguém viesse até aqui para ver o que está acontecendo.
- Arrume suas coisas, vamos partir imediatamente. – Respondeu ele.
Do que ele estava falando, como assim partir?
- Partir? – Perguntei. – Eu não vou a lugar nenhum com você.
- Vai sim de um jeito ou de outro.
- Você vai me obrigar? – Perguntei irritada.
Qual era a dele de chegar ao meu quarto no meio da noite, querendo que eu vá embora com ele.
- Se for preciso sim.
- Vai me compeli? – Perguntei. – Pois estou usando verbena e não vai adiantar.
Esperava que minha voz tivesse soado convincente suficiente, pois há meses não tomava verbena, sem nenhum perigo iminente, acabei me esquecendo.
- Eu posso tentar, mas se não der certo tenho outros meios.
Ele estava me ameaçando?
- Você não ousaria me levar à força.
- Tem certeza que não? – Perguntou retoricamente. — Eu enfiei um punhal em cada um dos meus irmãos e tranquei-os em caixões por anos, alguns durante séculos.
- Eu te odeio.
Eu estava em pé a alguns centímetros de distância dele, ele se aproximou até ficarmos bem próximos.
- Tem certeza que odeia? – Perguntou com seu rosto quase colado no meu. – Pois você gostou bastante do nosso beijo. – Sussurrou no meu ouvido. – E tenho certeza que quer repeti-lo. – agora seus lábios estavam tão próximos do meu que pensei que ele fosse me beijar. – Mas você tem sido uma péssima garota e não está merecendo. – Disse se afastando.
Que raiva que fiquei, principalmente, pois ele estava certo, com seu corpo tão perto do meu a única coisa que pensava era em beijá-lo.
- Agora, ande logo, não temos tempo a perder.
Não tinha outro jeito, teria que ir com ele, eu peguei uma pequena mala e comecei a jogar algumas roupas dentro. Não sabia quanto tempo iríamos ficar, mas não tive coragem de perguntar a sua expressão era de alguém que não queria conversa. Pequei uma muda de roupa e fui em direção ao banheiro me trocar.
Assim que eu saí ele perguntou:
— Pronta?
- Só preciso deixar um recado para Elena, se ela não me vir vai ficar preocupada.
Peguei um papel e uma caneta na escrivaninha e escrevi:
Elena,
Tive que viajar, me desculpe por não me despedi.
Estou com pressa e não posso explicar agora,
Mas assim que tiver tempo te ligo e conto tudo.
Não precisa se preocupar eu estou bem.
Beijos,
Caroline.
Coloquei o bilhete em cima da minha cama e disse:
- Vamos.
Ele pegou minha mala e foi em direção a janela e pulou e eu fui logo atrás.
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Já estávamos a horas viajando fazia algum tempo que tinha amanhecido Klaus dirigia o caminhão que ele usava para transportar os caixões dos seus irmãos e eu estava no banco do passageiro ao seu lado.
Klaus depois de ter conseguido o que queria, voltou a ser gentil como antes e tentou durante algum tempo puxar conversar, mas não dei ouvidos e ele acabou desistindo.
Estava olhando para a estrada e percebi que Klaus foi em direção ao acostamento e começou a estacionar, estávamos no meio do nada e não entendi o motivo de pararmos me virei em sua direção para perguntar e o vi com as mãos na cabeça aquela expressão de dor em seu rosto.
Comecei a ficar preocupada, não sabia o que fazer e tentei perguntá-lo, mas parecia que ele não ouvia, as dores começaram a ficar piores, pois ele começou a gritar e após alguns segundos ele desmaiou.
Nesse momento já estava completamente desesperada, tentava a todo custo acordá-lo, mas tudo que fazia parecia ser em vão.
Depois de mais ou menos cinco minutos ele começou a acordar, assim que ele abriu os olhos e olhou para mim, percebi que tinha algo diferente em seu olhar e em sua fisionomia. Sua expressão era uma mistura de tristeza, magoa decepção e até mesmo raiva.
- Tyler é você? – Perguntei com um pouco de dúvida.
- Caroline, como você pode? – Sua voz estava carregada da mesma raiva que vi em seus olhos.
- Tyler eu... – Comecei, porém ele me interrompeu.
- Pare Caroline, eu não quero ouvir. – Abriu a porta do caminhão.
- Aonde você vai? – Perguntei. – Klaus e eu íamos...
Mas uma vez ele me interrompeu e me arrependi imediatamente de ter tocado no nome do Klaus.
- Pode ficar tranqüila não vou estragar seus planos com seu novo namorado.
- Ele não é meu namorado. – Tentei dizer, mas foi em vão, ele continuou como se eu não tivesse dito nada.
- Simplesmente não consigo ficar perto de você agora. – Saiu do carro. – E não precisar se preocupar logo seu namorado está de volta. – E sem mais uma palavra saiu andando.
Em que confusão eu fui me meter?
Tyler me odiava e não via nenhuma solução para mudar isso.
Agora entedia porque Klaus disse que eu poderia voltar para o Tyler, se ele ainda me quisesse. De alguma forma ele sabia o que aconteceu comigo e com Klaus e se sentia traído e eu não podia culpá-lo.
Comecei a chorar. Como minha vida sofreu essa reviravolta toda?
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Demorou cerca de duas horas para o Klaus voltar para o caminhão, eu já tinha parado de chorar a algum tempo, ele entrou sem dizer uma palavra e começou a dirigir.
Queria que ele me dessa algumas explicações sobre o que tinha acontecido, mas não tinha animo para começar uma discussão nesse momento e preferir permanecer em silêncio.
De alguma forma o clima estava mais pesado que antes, se é que é possível, não via a hora de essa viagem terminar, infelizmente não sabia para onde estávamos indo e não tinha nenhum clima para perguntar para o Klaus.
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Por volta das 13h chegamos, Klaus parou o caminhão, desceu e foi em direção a casa, nem me esperar esperou.
Tive que correr para poder alcançá-lo e assim que chegamos à porta vi que tinha algo errado ela estava aberta e pelo visto tinha sido arrombada.
Entramos e vimos à casa toda revirada, conforme andamos eu vi sinais de luta por toda parte e o que mais me chocou foi o corpo do Elijah estirado no chão alguns metros à frente.
Klaus chegou mais perto e se baixou para verificar se ele estava mesmo morto, e pela expressão do seu rosto a resposta era sim.
- Fique perto de mim. – Disse Klaus.
Tive vontade de dizer que sabia me cuidar sozinha, mas não era o momento para começar outra discussão.
Ele começou a averiguar cada cômodo da casa e o segui de perto, mas a única coisa que estava na minha cabeça era como isso tinha acontecido?
Os originais não eram imortais?
A única forma de matá-los era com a madeira do carvalho branco e a Rebekah queimou todas e só daqui a cem anos nasceriam mais.
- Encontrei algo – Disse Klaus.
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