Uma Nova Maldição
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Emma estava em sua prisão, havia acabado de acordar. Não fazia a menor ideia de quanto tempo tinha passado enquanto dormia, mas notou que toda vez que comia uma daquelas malditas frutas, que eram sua única refeição, ela adormecia. Estaria sendo drogada com alguma magia? A primeira fruta fora uma maçã, desistira de comê-las após acordar completamente confusa, dolorida e faminta. Em seguida foram bananas, uvas, morangos. Inferno! Emma passava mais tempo dormindo que acordada e isso a deixara cada dia mais fraca.
Fazia dois dias, pelas contas da loira, que não se alimentava daquelas frutas, que apareciam magicamente dentro do seu cárcere, e elas já formavam um pequeno amontoado sobre a mesa. Ela não tinha escapatória, estaria fraca comendo ou não. Entretanto, pelo menos sem comer, estaria alerta.
Naquela noite, sentiu algo diferente. Uma aproximação? O espelho em seu quarto se esfumaçou, mostrando a imagem de Regina logo em seguida. Emma pensou estar alucinando ou sendo enganada por alguma ilusão, já que a morena estava vestida com sua antiga jaqueta vermelha.
Foi impossível deixar de sorrir com a imagem. Principalmente quando Henry apareceu nela, logo ao lado da morena. Trazia, segurando em sua mão, o pequeno garoto moreno que a loira nunca tivera a chance de conhecer. Pareciam uma família e Emma ansiava em fazer parte dela. Seu coração se apertou quando viu Neal se aproximar, segurando o garoto junto do corpo, enquanto Regina virava-se para falar com Hook. Não, não era o pirata, a loira sabia. Era Shadow.
Ela não podia escutar nada do que falavam, apenas assistir aquelas imagens. Regina gesticulava, se aproximava. “Regina.” Emma pensou com o coração apertado. Em seguida, quase mais rápido do que seus olhos pudessem acompanhar, ela viu o golpe. Direto. Certeiro. E o coração da rainha pulsando na ponta do gancho de Hook.
– Nãoo!! – Ela grudou no espelho. Suas mãos o apertavam com tanta força que poderiam rachá-lo em mil pedaços. – Reginaa!! – As lágrimas escorriam, marcando seu rosto, seu olhar queimando de ódio, de tristeza.
Emma jamais sentira tamanho poder dentro de si. Talvez porque jamais tenha sentido dor tão grande. “Magia é sentimento, Emma. Não pense, sinta.” As palavras de Gold ecoaram em sua cabeça. Palavras ditas há muito tempo atrás, mas que faziam todo o sentido agora. Ela sentia, corria em suas veias como uma corrente elétrica movida por toda sua dor. Suas mãos se fecharam em punhos e ela jogou a cabeça para trás. Era magia demais, mas ela nunca se sentiu tão no controle como agora. Fluía, fácil como o respirar. De repente ela parecia saber exatamente o que fazer.
A loira encarou o espelho em sua frente, apontando a mão para ele. O fluxo de magia saiu de seu corpo e atingiu o objeto em cheio. O vidro estremeceu, pareceu tomar uma forma gelatinosa, mudando as cores em seu interior. Emma abrira um portal. Sozinha. Sem pensar duas vezes, ela caminhou até ele, seus pensamentos apenas em sua família, tinha que protegê-los, tinha que salvar Regina. Ela atravessou espelho, cujo vidro se quebrou em inúmeros pedaços após sua entrada.
xXx
Simba havia chegado correndo, trazendo Timão, Pumba e Nala em seu encalço. O leão rugiu anunciando sua chegada e correu em direção a Scar, acertando uma cabeçada e mandando-o ao chão num baque. Foi Nala, do outro lado da ponte, que avistou a criatura estranha pendurada na beirada, caindo aos poucos.
– Tinker! – Pumba gritou e os dois correram para o lugar onde ela estava, chegando no exato momento em que a loirinha soltou sua mão.
Timão se atirou no vazio e segurou sua mão com as patas, enquanto Pumba o segurou pelo rabo. O javali estava escorregando, era peso demais para ele sozinho aguentar. E, além de pesada, a mão da fada estava lisa, fazendo o pequeno suricato agarrar a qualquer parte dela, cada vez que sentia que estava escorregando.
– Uma ajudinha aqui, por favooor! – Timão gritou, fazendo a loirinha olhar para cima e sorrir para ele.
As patas de Nala agarraram Pumba. A jovem leoa prenha esforçou-se além da conta para puxar todos para cima. Assim que a cintura de Tinker se apoiou na ponte, ela os soltou, caindo de lado, exausta.
– Por que tem sempre que se meter, Simba? – Scar rugia, dando patadas das quais o leão jovem se desviava e revidava.
– Porque eu nunca deixarei que você mate alguém, da mesma forma que matou meu pai. – O leão rugiu, a ponte parecia estremecer com o som.
Desde que Simba chegara, ele e Scar estavam em batalha. Os leões tinham alguns pequenos ferimentos em seus corpos, mas Scar estava em situação pior. O velho leão de juba negra não era páreo para o outro. Então, ele trapaceava. Esfregou as garras no chão e atirou pó nos olhos de Simba, dando um salto sobre seu corpo e prendendo-o contra o chão.
– Você terá o mesmo destino que Mufasa. – Ele sorriu, erguendo a pata e expondo as garras.
Quando ia desferir o golpe, Simba deu um impulso com seu corpo, desequilibrando-o e tirando-o de cima de si. Com Scar ainda cambaleando, o jovem leão o atacou e ele foi jogado alguns metros para trás, indo parar na beirada da ponte. O corpo pesado começou a escorregar e ele agarrou-se com as garras afiadas nas pedras.
– Scar! – Simba correu em seu socorro. Apesar das desavenças, ele era um bom leão e não deixaria o tio morrer daquela forma. Não sem tentar salvá-lo antes.
– Deixa ele, Simba. – Timão gritou. Ele e Pumba estavam ao lado de Nala, que não parecia nada bem.
– Não posso. – O rei leão agarrou as patas do tio com as suas próprias e travou a mandíbula em seu pescoço, tentando puxá-lo para cima.
– Simba! A Nala... – Pumba se desesperava, olhando a leoa arfar.
– Vamos tirá-la daqui. – Tinker estava de pé, as mãos sangrando ergueram, com dificuldade, a parte da frente da leoa.
Com ajuda de Timão e Pumba, Tinkerbell conseguiu arrastar a leoa para longe daquele precipício. A fada retirou, com cuidado, a caixa contendo o coração de Emma da bolsa e a depositou no chão ao seu lado, revirando a bolsa logo em seguida, encontrando as ervas pelas quais procurava. Tinha apenas o suficiente para uma dose. Pegou o cantil de sua bolsa e jogou-as dentro, chacoalhando o objeto até que a mistura ficasse pronta.
Segurou o queixo da leoa e encaixou o cantil em sua boca, virando o líquido meio esverdeado para que ela bebesse. Nala estava com vários arranhões pelo corpo e tinha uma mordida feia na pata traseira, provavelmente fruto das hienas que enfrentaram para chegar até a fada. A ferida sangrava, o que deveria ser pelo esforço causado ao puxá-la para cima. A outra manga da blusa que Tinker trazia fora arrancada, agora para estancar o sangramento da leoa.
– Está quase! – Na ponte, Simba ainda puxava o tio para cima.
– Seu fraco! – Scar esbravejava. – Bondoso, generoso. Você é fraco, Simba!
O leão de juba negra estava quase sobre a ponte, quando o outro o soltou. Encarou o tio, que agora terminava de subir sozinho. – Eu não sou fraco. Eu tenho algo que você nunca terá. Coração.
Ele deu as costas e se colocou a caminhar para fora dali. Scar terminou de se erguer e saiu em disparada para atacar o sobrinho pelas costas. Ao notar o que ele ia fazer, Simba virou-se e conseguiu contra golpear a tempo, fazendo o tio cambalear mais uma vez e escorregar, despencando no vazio. O leão estava de olhos arregalados e arfava em cansaço, mas não poderia fazer mais nada, baixou a cabeça e caminhou para fora dali.
Finalmente o grande leão conseguiu sair daquele lugar, encontrando sua esposa arfando aos cuidados de um ser que ele nunca havia visto em toda sua vida. Ele se aproximou da leoa, afagou-a com o focinho e essa lhe sorriu de volta.
– Temos que tirá-la daqui. Ela ficara melhor em nosso reino. – Simba enfiou seu corpo por baixo de Nala e a ergueu, com esforço.
O peso logo foi redistribuído quando ele notou que a fada o ajudava a carregá-la, assim como Pumba também e Timão, que fazia um esforço tremendo segurando o rabo fino da leoa, o que fez o leão sorrir em gratidão. Caminharam devagar madrugada adentro, depois de um bom tempo, conseguiram cruzar a fronteira para o reino iluminado de Simba.
Nala, Simba e a própria Tinker se curaram rapidamente. Embora as cicatrizes deixadas pelas garras de Scar tivessem permanecido ali, como um lembrete eterno de sua aventura naquela terra. Ela ajudou o rei dos animais a deixar a fêmea na pedra dos leões, onde a jovem leoa entrou em trabalho de parto. A fada ajudou no que pôde, trazendo a pequena leoazinha ao mundo. Não muito tempo depois, um babuíno chegou para fazer a apresentação do pequeno animal ao reino. Ele olhava para Tinker, lhe dava alguns cutucões e mexia em seu cabelo e roupas, ela se divertia com a sua curiosidade.
– Tinkerbell... – A fada ouviu a voz suave da leoa pela primeira vez. – Quero que escolha o nome da minha filha. – Ela sorriu, olhando para Simba em busca de uma aprovação. O grande leão acenou que sim com a cabeça, exibindo um sorriso.
– Eu... Eu não sei. – A loirinha ficou envergonhada. Em seguida, olhou a carinha do pequeno filhote. – Kiara. Ela pode se chamar Kiara.
– Kiara, então. – Disse Simba e o babuíno pegou o filhote nas mãos, levando-o até a ponta da pedra e erguendo-a para que todo reino a visse. Simba e Nala foram logo atrás.
– O que é isso aqui? – Timão havia pegado a caixa com o coração de Emma e a chacoalhava sem o menor cuidado.
– Não Timão! – Tinker tentou pegar o objeto de suas mãos, mas não conseguiu.
– É bonita. – Disse Pumba, olhando o objeto nas mãos do amigo. – Parece até mágica.
– Não Pumba, você não sabe o que é isso. – Ele deu um olhar de desdém pro amigo, enquanto andava chacoalhando a caixa e tentando ouvir o que tinha dentro, enquanto Tinker o perseguia, tentando tirar o objeto de suas mãos.
– Timão, por favor, isso é delicado. – A fada falava.
– E você sabe o que é? – O javali o olhou com curiosidade.
– Não tenho certeza, mas deve ser mágico. – Ele falou com entusiasmo, enquanto o javali revirava os olhos.
– Dê-me isso aqui! – A fada finalmente conseguiu tomar o objeto das mãos do animalzinho e ajoelhou-se no chão, abrindo a caixa com cuidado, exibindo o coração brilhante e inteiro de Emma.
– O que é isso? – Ele deu uma cheirada, fazendo uma careta.
– Um coração humano. De alguém muito especial. Eu vim buscá-lo, ele guarda um grande amor e poder dentro de si. – Ela sorriu com o comentário.
Ao terminar de falar, o coração de Emma adquiriu um brilho intenso, clareando toda a toca onde estavam e quase os cegando. Algo estava acontecendo, aquela era a deixa para a fada ir embora.
– Tenho que ir. Meus amigos precisam de mim. – Ela os olhou com lágrimas nos olhos. – Nunca vou esquecer nenhum de vocês.
– Nós também não. – Disse Pumba, já derramando lágrimas. Timão fazia-se de forte, mas ao ver a fada abraçar seu amigo, correu em direção a ela, abraçando-a e chorando dramaticamente.
Tinker achou o pequeno frasco, dado a ela por Gold, e retirou a tampa. Dirigiu um último olhar para o casal de leões do lado de fora da toca, bem a tempo de ouvir Simba rugir para os animais, comemorando o nascimento da bela Kiara. Depois deu um aceno de tchau para os dois e tomou a poção. Seu corpo foi envolto pela fumaça arroxeada, como a de Regina, e ela sumiu.
xXx
Regina gritou de dor, ajoelhando-se no chão, a mão quase cravada no próprio peito, agora vazio. Henry tentava se soltar do aperto que o pai lhe dava, desesperado para correr para junto de sua mãe. O pequeno Merlin apenas desviou o olhar, enterrando a cabeça no corpo do irmão mais velho enquanto chorava, o que ajudava Neal a segurar Henry.
Uma luz brilhante se fez presente no ambiente, quase cegando as pessoas que olharam para ela. A luz diminuiu, revelando uma Emma desesperada, que correu para junto da amada a tempo de vê-la desfalecer em seus braços. Da mão de Hook caia o pó que um dia fora o coração da rainha.
– Regina! Reginaa!! – Emma gritava, enquanto as lágrimas corriam seu rosto e ela podia ouvir os soluços do filho e da criança mais nova ao seu lado. – Maldito! Você vai pagar caro por isso!
Emma levantou-se após descansar o corpo de Regina no chão. O olhar de fúria da loira era assustador. As pupilas verdes estavam quase negras de tão dilatadas, a visão estava embaçada pelas lágrimas, mas ela conseguia focalizar seu inimigo, ainda assim.
– Isso! Deixe o mal fluir em você Emma. – A voz não era a de Hook, era Shadow, Emma o reconhecia muito bem. – Sinta todo o ódio, viva-o! Vai ser ainda mais poderosa! – Ele estava alegre, aquele poder de Emma, em seu controle, o tornaria indestrutível.
– Ahhh! – Emma não queria saber de conversa fiada. Na verdade, estava sem fala. Seu cérebro estava anuviado demais para pensar em palavras.
As mãos da loira criaram duas esferas de energia poderosas, que foram atiradas, sem piedade, para cima do pirata. Hook voou alguns metros para trás, mas Shadow já havia deixado o seu corpo e voava em direção à Emma, pronto para se fundir outra vez no corpo da mulher.
– Emma! – Neal gritou, fazendo-a olhar para eles. O coco voou em sua direção e logo se acendeu, assim que tocou na mão da loira, capturando a sombra que estava diante dela.
A loira fechou o objeto em suas mãos, olhando-o com ódio, com desprezo, e o destruiu com uma grande bola de fogo, fazendo com que nem as cinzas restassem daquele que, um dia, foi o causador de toda a dor dela e de sua família.
– Está acabado. – Foi o que ela conseguiu dizer, antes de cair de joelhos no chão, perdida nas lágrimas. Não conseguia olhar o corpo de Regina, era dor demais.
xXx
Tinker reapareceu, em meio à fumaça, no portão do castelo onde Emma habitava. Ela percorreu as áreas internas do castelo com pressa, não sabia o que estava fazendo, mas parecia saber exatamente para onde ir.
Assim que virou a última parede do cômodo mais distante, deu de cara com a cena mais triste que havia visto na vida. Neal ajudava o pirata, bem machucado, a ficar de pé, lhe oferecendo o ombro como apoio. Henry estava abraçado à Emma, que estava de joelhos e cabeça baixa, os olhos fechados com força, ambos choravam descontroladamente. E sobre o corpo inerte de Regina, Merlin estava abaixado, abraçando-o e chorando silencioso.
“O corpo de Regina?” A fada pensou, ao se aproximar. Neal e Hook a viram parar ao lado da mulher inerte, olhando-a com os olhos cheios de lágrimas. Tinha chegado tarde demais. Ergueu a cabeça, aproximando-se de Emma e Henry. Tocou gentilmente o ombro do garoto, fazendo com que ele se levantasse. Emma não se moveu, apenas abriu os olhos. Tinker entrou em seu campo de visão, lhe estendendo a caixa de madeira decorada.
Ao ver as pernas da fada, Emma ergueu a cabeça e tentou respirar fundo, fungando, e ficando de pé diante da outra loira. Era mesmo uma mulher muito forte, ninguém ali poderia negar isso. Pegou a caixa que a moça lhe oferecia e a abriu. Viu o seu coração brilhando, estava intacto, porém batia acelerado. Talvez sentisse todo o desespero de sua alma.
– Deve ter um jeito de salvá-la. – O som que saiu da garganta de Emma era um fio de voz. Tinker abaixou a cabeça e balançou-a, negativamente, deixando escorrer uma lágrima por seu rosto. – Então, talvez seja melhor eu ficar sem isso. – Emma encarou o próprio coração. – Já estou sofrendo demais sem ele.
– Emma... me perdoe. – A voz do pirata se fez presente. Ele estava emocionado.
– Não foi culpa sua. – Ela encarou as três pessoas a sua frente. – Não foi culpa de nenhum de vocês. Somente minha. E eu paguei o preço por isso. – Ela se virou para trás, vendo os dois meninos ajoelhados sobre o corpo de Regina. – Eu não quero meu coração. – A voz de Emma saiu tão baixa que Tinker, Hook e Neal, acharam que estavam alucinando.
A loira caminhou a passos lentos para perto de Regina, sentia-se vacilar a cada novo passo. Seu corpo estremecia com o pensamento, mas parecia o certo a ser feito. Ela ajoelhou-se junto com os meninos ao lado do corpo da amada. Henry rapidamente a agarrou, escondendo o rosto em seu pescoço. A loira gentilmente retirou o filho do abraço e, com um carinho em seu rosto, pediu perdão. Em seguida, levou a mão para a cabeça do pequeno Merlin, lhe dando um sorriso triste de conforto. Queria que o menino soubesse que, apesar de tudo, cuidaria dele como um filho, se tivesse a chance.
– Eu não quero mais o meu coração em meu peito. – Disse com a voz num tom mais alto. Os outros três se aproximaram, olhando.
– Emma... – Tinker tentou intervir, sem sucesso, pois a loira a interrompeu.
– Eu sempre amarei todos vocês. – Ela olhou o filho Henry e o mais novo membro de sua família, Merlin. Em seguida para os amigos Neal, Hook e Tinker. Depois voltou seu olhar para Regina, passando a mão delicadamente pelo rosto da morena. – Mas o meu coração sempre irá pertencer a ela. E só a ela. – Emma sorriu, enquanto uma lágrima escorria por seu rosto.
A loira pegou o órgão vital de dentro da caixa. Agora tão tranquilo, iluminado, parecia resignado. Com um último suspiro, Emma o dirigiu ao peito de Regina e o empurrou para dentro. O brilho do coração foi desaparecendo à medida que adentrava o corpo da morena. Emma se debruçou sobre o corpo da amada e chorou outra vez. Parecia estar agoniada em dobro agora.
Os homens abaixaram a cabeça em sinal de respeito. Tinker chorava silenciosamente, enquanto os meninos deixavam suas lágrimas saírem de forma ruidosa. Emma estava agarrada ao corpo de Regina, parecia que nunca mais iria soltá-la. Sua tristeza durou quase mais um minuto inteiro, até que, com o rosto colado ao peito de sua amada, ouviu seu coração bater.
– Regina? – Ela ajoelhou-se, segurando-a pela mão. – Regina! – Falou outra vez. – Reginaa!! – Agora um grito um pouco mais alto, que chamou a atenção de todos, e o sorriso instantâneo ao ver os olhos castanhos se abrirem.
– Emma. – A voz era fraca, mas estava ali.
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