Uma Nova Maldição
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Oie gente, demorei mas estou aqui. ^-^ Bom, esse capítulo eu não sei se vocês irão gostar, ele está um pouco Zzzz, mas é necessário para a história.
Ele é focado no esforço da Tinker para cumprir sua missão no resgate do coração da Emma. Também serão apresentados personagens novos que foram inseridos no enredo. Sei que vai causar reações controversas a história escolhida para ser inserida aqui, mas é uma que conheço e gosto desde a infância e que tentei encaixar da melhor forma possível. Além de ser algo realmente inusitado. Eu gosto de inovar, espero ter conseguido e, mesmo que cause algum estranhamento, espero que aproveitem a história.
É isso aí, boa leitura à todos.
Era assustadora, como se tivesse sido feita por algum feitiço. O pó de fada sumia acima da copa das árvores, ela não podia vê-lo do chão e, para sua surpresa, não conseguia voar. Nem mesmo sentia mais as suas asas, era como se elas não mais existissem. Continuou caminhando, parecia perdida. Foram algumas horas de caminhada, até notar que havia passado pela quinta vez diante do mesmo arbusto. Que ótimo, ela estava numa espécie Floresta Infinita. Era óbvio que não era real, floresta alguma caberia dentro daquela caverna. Aquilo poderia ficar pior? Começou a marcar as árvores por onde passava para ver a extensão do feitiço. Marcou o número XXV e foi para a próxima, encontrando novamente a árvore marcada com o número I. A noite começava a cair, o teto da caverna fora encantado para parecer com o céu verdadeiro, por um minuto a fada sentiu-se dentro do castelo bruxo de um dos filmes do Henry. Como era mesmo o nome? Harry-alguma-coisa... Harry Potter. Tinker se preparava para dormir, quando olhou para o céu escuro e viu o brilho tão conhecido sobre as árvores. Olhou ao redor e, com algum esforço, devido o cansaço do dia, conseguiu subir em uma das árvores e avistar o pó mostrando o caminho certo que ela deveria seguir. Tentou voar, outra vez, sem sucesso. Desceu outra vez, cansada demais para continuar. Encostou-se no tronco da árvore e adormeceu. Acordou no dia seguinte com o ruído de animais. Eram os primeiros que via em todo o caminho que percorreu. Alguns cervos pastavam, pássaros cantavam e ela viu alguns macacos sobre as árvores. Sorriu e levantou-se, o corpo dolorido da aventura anterior. Seus suprimentos haviam acabado, estava morrendo de fome, sede. Não tinha mais forças. A floresta tinha realmente mudado, eram as mesmas árvores marcadas por ela, os mesmos arbustos, mas tinha muito mais vida. Tendo vida, teria suprimentos. Saiu andando a procura de água e algo para comer, quando ouviu piados baixos vindos de trás de um arbusto. Aproximou-se. Um pequeno pássaro piava desesperadamente, havia caído do ninho. Diante dele, uma enorme cobra se aproximava. Tinker olhou ao redor e pegou um galho seco, que usou para espantar a cobra, que ainda atacou algumas vezes, sem feri-la. Pegou a pequena ave e olhou para cima. Conseguiu visualizar o ninho, a uma boa altura. Olhou para a árvore, o tronco era espinhoso. Ela tocou o galho mais baixo, sentiu algumas pontadas em sua mão. Seria uma subida dolorosa. Olhou outra vez para o animalzinho em sua mão e para o caminho que a cobra havia seguido, sabia que a serpente não estaria muito longe. Subiu. Depositou o filhote de volta no ninho com cuidado, ele tinha dois irmãos. Sorriu com o canto da mãe, ao se aproximar do ninho. De volta no chão, viu o quanto estava ferida. Seus braços e pernas sangravam através dos arranhões feitos pela árvore. Sentou-se um pouco e tentou descansar. Não fazia ideia de onde estava, mas sua aventura já fazia quase uma semana, desde que partira da vila. O tempo estava correndo, ela precisava ajudar Regina e Emma. Colocou-se de pé outra vez, suas pernas tremeram. Caminhou por quase uma hora e, finalmente, encontrou um riacho. Jogou-se à margem, tomando a água com desespero. Quase engasgou, várias vezes. Estava sentada, secando-se ao sol, após tomar um banho no riacho para limpar suas feridas, quando viu, não muito longe, um filhote de coelho afogando-se no riacho. Não fazia ideia de como o bichinho felpudo havia caído lá, mas não muito longe dele haviam alguns crocodilos se aproximando. Molhou-se de novo, mergulhando no riacho para salvá-lo. Usou os peixes, que seriam seu alimento, para distrair os grandes répteis. Após salvar o animalzinho, arriscou-se atravessando a nado para o outro lado do riacho, saindo em uma clareira. Pôs-se a caminhar, outra vez, seguindo a direção do pó mágico no céu. Encontrou uma matilha pelo caminho, foi perseguida pelos lobos por alguns minutos e levou uma mordida no pé do macho alfa, ao parar para subir em uma árvore. Depois de alguns minutos eles desistiram e sumiram. Ela desceu e encontrou um tigre magro, doente, mal se levantava. Estava com a pata quebrada e quase a machucou quando, gentilmente, segurou-o e fez uma tala para a pata do animal, usando uma manga de sua blusa para o curativo. O resto de seus peixes foi usado para alimentar o enorme animal, assim como o resto de seu suprimento de água. No final do dia, havia ajudado uma série de animais, de filhotes a adultos, de fofos a perigosos. Incluindo um lobo a se soltar de um buraco no chão. O animal a havia mordido mais cedo ao cruzar o caminho dele, mas ela o libertou ainda assim.
xXx Um paredão de pedra. Uma fenda. Um portal? Tinker cruzou a fenda no final do segundo dia em que estava naquela floresta. Mal atravessou e procurou um lugar para dormir, tão exausta que estava. Acordou no dia seguinte, ouvindo o som de uma voz fina, em discussão com uma mais grave e rouca. – Tem certeza que isso é seguro? – A voz mais grave perguntava, num tom assustado. – Eu não sei. Mas eu quero o meu inseto. – A voz mais fina estava mais perto de Tinker. Ela sentiu algo parecido com uma mão se enfiar embaixo das suas costas, tateando o chão em busca de algo. Abriu os olhos. – Ti... Timão... – Cala a boca Pumba, ou vai acordar a coisa. – Hey, não é educado me chamar de coisa. – Tinker sorriu. Estranhamente havia acordado se sentindo ótima, e sem nenhum ferimento. – Ahhh! – O animalzinho bege e marrom gritou e correu para trás do amigo maior. – Por que não me avisou que a coisa tinha acordado? – Ele deu um tapa no nariz do outro. Nariz grande, parecido com o de um porco. – Eu ia avisar... – Ele fez uma careta encarando o outro. – Eu ainda estou aqui. – Disse Tinker, levantando-se e esticando suas asas, elas estavam de volta, os fazendo ficar com cara de assustados ao ver o tamanho da moça sobre duas... patas. – E não sou uma coisa. O meu nome é Tinkerbell e eu sou uma fada. – Ela sorriu. – Fada é? Já ouvi falar delas. É um tipo de passarinho sem penas. – O bichinho menor se aproximou, caminhando também em duas patas, com um ar de quem sabia as respostas para tudo. – Meu nome é Timão. O feioso aqui é o Pumba. – Muito prazer. – O animal deu alguns passos para perto dela e exibiu um sorriso entre as presas. – Vocês falam. Nunca vi um suricate e um javali falantes. – A fada riu. – Todo mundo aqui fala. De onde é que você veio, afinal? – Ele a encarou, colocando a mão no queixo, analisando a fada. – Muito longe daqui. A Floresta Encantada. Eu estou em uma busca. Preciso ajudar alguém e minha magia me trouxe até aqui. – Nunca ouvi falar. – Timão deu de ombros, seus olhos brilharam ao localizar o inseto que havia perseguido antes, agora no ombro de Tinker. Fez a fada se abaixar lentamente e deu o bote, pegando o enorme besouro e enfiando com rapidez na boca. – Delicioso! – Argh! Isso é nojento! – A fada tornou a rir. – Me digam, que lugar é esse? –- Você está no reino de Simba. – Pumba respondeu com alegria. – É o melhor lugar do mundo para se viver. Timão, Timão... Podemos mostrar o lugar pra ela? Podemos? Podemos? – Ele pulava de um lado para o outro, Tinker achava graça do jeito dele. – Claro. Venha conosco. – Timão saiu andando na frente, tinha uma pinta de sabe-tudo que divertia a jovem loira. Os dois a levaram pela floresta, cantando uma canção muito divertida que, pelo resto da vida, Tinker sabia que não sairia de sua cabeça. Apresentaram o lugar e mostraram os animais que ali viviam. Realmente, todos falavam e pareciam viver em paz. Tinker descobriu que ali podia voar novamente, assim como notou que o rastro do pó levava para um lugar adiante daquele. – O tem naquela parte escura? – Eles estavam sobre a pedra dos leões. Estranhamente, apesar do nome, Tinker não vira nenhum leão por ali. – Aquele é o reino de Scar. – Foi Pumba que respondeu. – Ninguém deve ir lá, é muito sombrio e terrível e ele é muito mal e... – É proibido. – O outro o interrompeu. – Se quiser manter sua saúde, é claro. – Timão dirigiu-lhe um olhar de desdém. – Eu preciso. Terei que fazer isso. – Tinker estufou o peito, enchendo-se de coragem. – Minha magia aponta diretamente para lá. – Ela seguiu com o dedo o rastro verde no céu. – Ela é maluquinha. – Timão cochichou no ouvido de Pumba. Nenhum dos dois via nada. – Me levem até a fronteira, por favor. Ou o mais próximo que puderem chegar. Eu realmente preciso ir até lá. É um caso de vida ou morte. – A fada suspirou, baixando os olhos. – Não mesmo! – Timão cruzou as patas peludas e virou o rosto para o outro lado. – Poxa Timão, temos que ajudar. – Pumba o olhou com uma carinha de cão sem dono, ele não conseguia resistir. – Ahh... Tá bom! – Ele fez como se estivesse se descabelando e o javali deu alguns pulos de alegria. – Amanhã. Ela dormiu com eles na floresta e recusou, educadamente, o jantar de minhocas e insetos que os dois ofereceram, comendo apenas as frutas que tinha encontrado. Era engraçado como os animais ali tinham expressões humanizadas. Ainda eram animais, mas não pareciam ser reais. Estaria alucinando? Acordou no dia seguinte, ou melhor, foi acordada pelos dois amigos. Timão havia pegado dois pedaços de madeira e batia um contra o outro, gritando algo que Tinker mal conseguia compreender. Ela sentou-se, tampando os ouvidos. – Até que enfim. – Timão a olhou. – Café da manhã? – Ele lhe estendeu um coco partido ao meio que, dentro, estava cheio de larvas. – Dispenso. – Tinker sorrio de canto. – Sobra mais para mim! – A fada tapou a boca, evitando vomitar, quanto Timão devorou aquelas larvas. – Agora vamos logo, temos uma boa caminhada pela frente. – O animal disse limpando a boca com os pelos do braço. Caminharam um tempo, Tinker, vez ou outra, carregava os dois voando, com algum esforço, já que Pumba era bem pesadinho. Chegaram rápido até a fronteira, que ela cruzou sem pensar duas vezes. Já havia se afastado bons passos, quando ouviu os dois lhe gritarem. Olhou para trás e viu exatamente do que se tratava. Hienas. Várias delas e começavam a cercá-la. Tinker tentou voar, em vão. Que droga de asas que nunca funcionavam quando mais precisava. Só tinha uma saída: Correr. Assim que começou, os animais foram atrás dela. A fada sumiu da visão dos dois amigos na fronteira. – Temos que ajudá-la, Timão. – Pumba o olhava com o coração partido. – Não podemos fazer nada, Pumba. – O suricato também parecia triste. – Mas... conhecemos alguém que pode. – Eles sorriram e correram na direção contrária. xXx Não foi nada fácil escapar das hienas, mas Tinker conseguiu. Olhou para o céu, tinha se desviado, e muito, do caminho indicado pela luz verde. Rumou para o lado certo e seguiu viagem, andando o mais rápido que conseguia, queria acabar logo com isso, sentia que estava desperdiçando um tempo precioso. Além disso, não sabia se ali era como Neverland, ou se a forma como o tempo passava era a mesma de seu antigo lar. Ao cair da noite, com as primeiras estrelas noturnas surgindo, encontrou a entrada de uma caverna, na base de um rochedo. Respirou fundo e adentrou. O lugar era imenso e incrivelmente iluminado pela lua, havia alguns ossos de animais por ali, era a morada de um animal carnívoro e, pelo jeito, dos grandes. Não demorou muito até que ela ouvisse a voz grave em sua direção: – Ora ora, uma visitante.
Notas finais
Yeah, a história escolhida para ser o desafio para Tinker foi O Rei Leão. Sei que muitas coisas ainda ficaram para ser explicadas e vocês devem estar pensando: "De onde essa garota tirou essa ideia louca?" Mas essa sou eu e eu realmente amo Timão e Pumba, cresci com eles e são uma dupla muito interessante, assim como aprendi a gostar de Scar e a admirar o Simba ao longo do tempo. ^-^
E então gente, o que acharam? Quero a opinião de vocês nessa minha reviravolta ousada. hahaha
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