Uma Nova Jumper

8 Capítulo 8


Notas iniciais
boa leitura!

E chegou o dia, era sábado, acordei e fui tomar café da manha.

Minha mãe estava na mesa, ultimamente nas não conversávamos muito, aproveitei para falar com ela dos acontecimentos dessa ultima semana.

- bom dia, — comecei, — queria falar com ela decentemente.

- bom dia, — ela falou ainda olhando para o jornal que lia. Uma coisa que eu puxei da minha mãe, a cabeça dura, se ela estivesse com raiva de mim, seria muito difícil conversar, o que era o caso.

- bem, como foi sua semana? – perguntei animada, mas com cautela.

- foi bom, — ela falou ainda olhando para seu jornal. Se ela achava que isso diraria muito tempo estava enganada, esse é um jogo onde dois podem jogar.

- o meu foi bom também, falei com o senhor Griffin no começo da semana, e vou falar com ele de novo hoje. – falei com minha voz mais sínica. Se ela não falasse nada depois dessa eu desistiria.

Ela abaixou o jornal com uma cara de chateada misturada com rendição. (ganhei lalala!)

- o que vocês falaram? – ela falou seria.

- sobre meu pai e sobre o que ele é. – respondi no mesmo tom.

- o que ele falou exatamente? – ela falou ainda com o mesmo tom e com sua cara seria.

- ele me falou que meu pai precisava de ajuda e que eu posso ajudar, só que diferente de você, ele me disse como e em que. Ele nos eu uma semana, pedido de meu pai, para decidirmos se iríamos ou não ajudá-los.

- nos?

- Vitor e eu, ele disse que o Vitor também poderia ajudar.

- Você vai ajudá-lo? – ela falou com o olhar baixo e triste.

- eu já me decidi. Eu tenho que ir, quero saber por que ele foi embora e nos deixou sozinhas. – falei decidida.

- ele foi para te proteger. Para você não entrar nessa guerra. Feliz? Não vá! – ela falou rápido e de forma decidida.

- ele, o Griffin, também já tinha me dito isso, eu quero ir justamente para ouvir isso saindo de sua boca, e se ele queria me proteger, por que pede minha ajuda agora? – falei seria.

- porque é necessário... – ela falou com um olhar baixa e triste.

- mais um motivo para eu ir. Ele precisa de ajuda! – falei quase gritando, me levantei da mesa e fui em direção a porta.

- Aonde você vai? – ela perguntou com a vos autoritária, sei que ela não queria mandar e mim, isso não é coisa dela, ela simplesmente se preocupa, mas já me decidi, tenho que ir, não sou uma pessoa que volta atrás depois de se decidir.

- Para a casa do Vitor, xau. – falei saindo pela porta.

Fui em direção a casa do Vitor, estava correndo, poderia até dizer que estava fugindo, não queria pensar em nada, nem a onde estava indo, nem sobre minha mãe, nem sobre meu pai, nem nada. Só queria correr em direção ao meu destino, que nem conseguia imaginar onde seria.

Parei em frente a casa do Vitor. Parecia deserta.

Toquei a campainha.

Uma mulher vestida de uma forma que parecia ser um uniforme ou algo assim me atendeu.

- você deve ser a senhorita Carol. O senhor Griffin desse que, se a senhorita chegasse, era para lhe dizer que o ele está lhe esperando no lago.

- bem, obrigada. – falei e fui em direção ao lago. Era um ponto turístico, normalmente está congelado pelo clima frio, ele ficava perto da escola, era um lugar bonito, mas perigoso. Era muito arriscado ficar perto e muito mais encima dele. Já ouvi falar de pessoas que morreram afogadas nesse lago.

Quando cheguei o lago estava quase completamente vazio, só havia um homem olhando para o lago. Me aproximei e falei.

- oi... – estava a uma certa distancia, o homem se virou e olhou para mim.

- ah, você chegou sego, estava admirando a paisagem, é um belo lago. – Griffin falou.

- bem, podemos começar então. – falei em uma foz triste, não conseguia acreditar que o Vitor desistiu, ele não me parecia covarde, acreditava que ele viria, ou pelo menos queria acreditar.

- desculpe, cheguei atrasado? – uma vos familiar falou atrás de mim.

- claro que não, na verdade, chegou bem na hora, Vitor, Carol, eis sua primeira prova. – ele falou se virando novamente para o lago.

Não entendia, talvez fosse a felicidade pela presença do Vitor, estava desistindo da possibilidade dele vir.

- o que vocês estão esperando? Podem ir em frente, tenho que ver se vocês tem ou não potencial. Boa sorte. – ele falou e se sentou no banco ao seu lado.

- o que você que exatamente que agente faça? – tive a coragem de perguntar, aquilo tudo não fazia o mínimo sentido para mim.

- bem resumidamente, cheguem ao outro lado do lago. – falou ele.

- tudo bem... – fui andando ao redor do lago para contorná-lo quando ele volta a chamar minha atenção.

- o que você pensa que esta fazendo mocinha? – ele perguntou com a vos de quem não estava entendendo a situação. – você pode arranjar qualquer coisa, andar, voar, nadar, pular, qualquer coisa, dês de que seja em linha reta, sem passar pelas bordas e nem contornar o lago. É uma coisa bem simples de se fazer. Se não conseguirem ou não tiverem coragem para isso desistam e vão para casa, isso não é para vocês. – ele falou da forma mais simples do mundo. Eu simplesmente o olhava com incredulidade. – ah, mais uma coisa, — ele olhou para o relógio, — vocês tem cinco horas para descobrir como, acho que é tempo mais que suficiente.

- você vai fazer isso Carol? – o Vitor olhou para mim de um jeito que me faria pensar na hipótese de morrer tentando fazer isso, claro, se não fosse o fato de já estar completamente decidida e já andando em direção ao lago. – Carol, pensa bem, você pode se machucar feio se fizer isso, ou até morrer! – sua vos já estava bem mais alterada, posso até dizer que ele estava com mede do que poderia haver comigo e por mim, já que medo era um dos poucos sentimentos que não sentia nesse momento. – pense no que você arriscando, pense em sua mãe, no seu pai! – naquele momento eu parei, parei de andar por um minuto, melhor meio minuto. “no seu pai”, ele disse. Isso era o que eu precisava. Pensar em meu pai.

Nesse momento eu corri o mais rápido que minhas pernas agüentavam. Posso dize que isso é bastante. Faço esportes a um bom tempo e sou muito boa em corridas, ainda não encontrei ninguém que me ganhe.

Sabe, nesse momento, eu me senti bem, me senti... feliz. Era o que eu sentia, feliz, podia sentir que conseguiria. Isso até o momento em que o gelo embaixo de mim começou a rachar. A felicidade não passou, nem o sentimento de sucesso, mas o medo também me invadia.

O gelo quebrou.

Me sentia molhada e com frio, perdi o ar por um segunda, mas logo em seguida me lembre da minha segunda casa, a biblioteca do colégio, era onde eu passava mais tempo, fazia tudo lá, já não tínhamos condição de comprar eu usava o computador da biblioteca também, ficava lá dês dos momentos de estudo até os de descanso e lazer. Me sentia bem naquele ambiente.

Voltei a respirar, ainda estava um pouco sem ar e também com frio e molhada, mas estava viva e respirando. Isso é o que importa.

Depois de dois minutos o Griffin apareceu do meu lado.

- Em fim te achei. Parabéns, você conseguiu, agora é só trinar e ficara tudo bem, se você trinar bastantes vezes talvez chegue do outro lado do lago depois de amanha! – ele falava muito animado.

- como assim, eu não cheguei até o outro lado do lago, e nem sei como fui parar aqui! – falava sem entender nada.

- muito bem, voltamos para a minha casa, você como alguma coisa e depois vai dormir na sua casa, amanha nos vemos de novo no mesmo local. Ah, ia me esquecendo. Exercício para casa, depois de comer, no caminho para sua casa vai tentar repetir o que você acaba de fazer, mas dessa vez na direção da sua casa ok? – ele falava tão alegre que me assustava.

- tudo bem... espera, onde está o Vitor? – falei o procurando.

- ele ficou praticando, ele aprende bem ais devagar que você... bem, chega disso, agora é comer alguma coisa e dormir. Você foi muito bem! – por um estante sua felicidade diminuiu em um milésimo, quando falava do Vitor, mas depois disso voltou ao normal cheio de felicidade e me assustando...

Ele me levou para sua casa, eu comi um pouco, me sequei e de pois fui para minha casa, durante o caminho consegui fazer aquilo duas vezes, mas ambas na distancia de um metro, meio dois metros, e com muito barulho.

Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto e dormi. Dormi muito, um sono pesado e sem sonhos.

Notas finais
gente, espero que tenham gostado, deu um trabalho.... bem, espero que gostem e comente.
reviews!!!