Finn e Rachel levantaram suas taças longas feitas para beber champagne, mas que estavam, na verdade, cheias de uma bebida gasosa não alcoólica, naquele momento, porque o hotel onde estavam seguia à risca a regra de não vender álcool a menores de vinte e um anos. Brindaram à dupla maravilhosa que formavam, ao seu último baile escolar, que, para ambos, tinha sido o mais divertido de todos, e à competição nacional e à formatura que estavam se aproximando.

Beberam um pouco e Finn foi mexer em alguns botões que controlavam a temperatura, a intensidade da luz e o som ambiente do quarto e, depois de sintonizar em uma estação de rádio que tocava uma baladinha gostosa, ofereceu a mão à namorada, indicando que gostaria de desfrutar daquela última dança que tinha ficado prometida para mais tarde, na hora da festa.

Os dois se movimentaram um pouco no ritmo da melodia, ela com as mãos acariciando o pescoço dele, ele com os braços envolvendo a cintura da morena e mantendo o corpo dela bem junto do seu. Os dois se olhavam encantados, sorriam, e deixavam que a banda Berlin falasse de amor por eles, simplesmente traduzisse o que acontecia entre eles, o modo como um tirava o fôlego do outro.

Rachel encostou-se no peito de Finn, suspirando baixinho, enquanto ele sentia o cheiro suave e gostoso do cabelo dela, fechando os olhos e se entregando a essa sensação tão doce e da qual jamais se cansava, que era ter a namorada em seus braços. Uma outra canção romântica começou e eles se deixaram embalar por ela, sem pressa nenhuma, como se juntos eles pudessem congelar o tempo e aproveitá-lo como bem quisessem.

Somente depois de uma terceira canção, a garota moveu-se e olhou para o namorado, que lhe sorriu de lado, acariciando seu rosto, de forma tão delicada que parecia pensar que ela era feita de algo como um cristal bem fino e raro. Ela fechou os olhos, sentindo as carícias dele, que deslizou os dedos, lentamente, de sua maçã do rosto, passeando pelo pescoço, pelo ombro e ao longo de todo o braço, até chegar à mão e entrelaçar seus dedos com os dela.

Segurando a mão da menina e sem dizer uma palavra, levou-a para perto da grande cama que ocupava o centro do quarto. Com a mão livre, levantou o queixo dela, beijando seus lábios, como se fosse algo novo para os dois, uma experiência inédita. Encarou os grandes e expressivos olhos dela e, de novo, acariciou seu rosto, mas, dessa vez, enquanto sua mão passeava para os cabelos dela, sentindo as ondas macias entre seus dedos, o pescoço e os ombros recebiam o toque de seus lábios quentes e molhados, o que causava nela um arrepio familiar e maravilhoso.

Soltando a mão de sua pequena, tocou suas costas e encontrou o fecho do vestido, deslizando-o devagar, enquanto segurava ainda mais forte os cabelos dela e deixava seus ombros para buscar de novo seus lábios, em um beijo ainda lento, mas agora bem intenso. Logo a peça longa tomara que caia escorreu pelo corpo dela, indo parar no chão, e a deixando coberta apenas por uma pequena calcinha de renda.

Então ele a tomou em seus braços, levantando-a com facilidade, e a colocou sobre a cama, tratando de tirar também a própria roupa, enquanto ela chutava para longe os seus sapatos brilhantes e altíssimos. Juntou-se a ela, vestido apenas com uma boxer preta e, sem demora, já estavam trocando beijos apaixonados e percorrendo o corpo um do outro com mãos ansiosas, mas muito habilidosas.

Um se livrou da peça de roupa que faltava tirar do outro e, depois de buscar um preservativo na carteira e colocá-lo, Finn penetrou Rachel devagar, aproveitando aquela sensação sempre tão gostosa de estar conectado a ela. Os dois se amaram, conduzindo um ao outro a orgasmos extremamente intensos, que os mantiveram em silêncio por mais algum tempo, deitados lado a lado, de mãos dadas.

Porém, obviamente, nenhum dos dois queria que aquela noite tão especial terminasse ainda.

"Você tá com sono, baixinha?" Finn perguntou, carinhosamente, se virando para Rachel e brincando com uma mecha de cabelo dela.

"Não e, mesmo se eu tivesse, eu lutaria contra ele, porque eu quero aproveitar essa noite com o meu amor." Se aproximou, esfregando o nariz no dele, que sorriu.

"Eu to com fome. Você não?"

"Você já deveria saber que eu to sempre com fome." Brincou e riu de si mesma.

"Ótimo!"

Finn se levantou, vestiu sua boxer, e foi até o frigobar, tirando dele alguns pratos, que foi colocando na mesa onde estavam o balde de gelo com a tal bebida borbulhante e as taças vazias, além de um vazo com lindas orquídeas, que ele tinha mandado para o hotel. Um dos pratos tinha queijos de vários tipos, o outro estava coberto de frios como presunto de Parma, salame e blanquet de peru, e o terceiro tinha um monte de frutas pequenas, como morangos, cerejas e uvas.

Depois, o garoto se dirigiu para um pequeno armário, de onde tirou alguns pacotes de biscoitos e torradas, além de um pote de manteiga de amendoim e outro de geleia, dois pratinhos vazios e talheres. Arrumou tudo na mesa e mexeu nos controles do ambiente, aumentando um pouco a intensidade da luz que pairava sobre esta.

"Vem, preguiçosa!" Chamou, vendo que Rachel ainda estava encolhida sob as cobertas, e sentou-se para esperá-la, já colocando um pedaço de brie na boca.

"Você sempre pensa em tudo?" Ela disse, enquanto recolocava sua calcinha, já de pé, e observava a quantidade de coisas que havia, agora, sobre a mesa. "Assim, eu vou me tornar a pessoa mais mal acostumada do universo, Finn Hudson!" Riu, pegando a camisa dele e vestindo.

Ele riu, quando ela se aproximou da mesa, com a peça de roupa que mais parecia um vestido nela. Puxou-a para si, fazendo com que sentasse sobre uma de suas pernas, e envolveu sua cintura com o braço esquerdo, enquanto o direito agarrava seus cabelos e a boca encontrava a sua em um beijo apaixonado.

"Você vestindo minha camisa de smoking é uma visão estranhamente sexy, senhorita. Eu acho que perdi a fome... de comida." Sussurrou no ouvido dela, sugestivamente.

"Vamos pensar nesse nosso pequeno banquete como o combustível necessário pra nós ficarmos acordados e ativos, pelo resto da madrugada, ok?" Ela mordeu o lábio e deu um selinho nele, saindo de seu colo em seguida. "Eu não poderia desperdiçar uma surpresa dessas, feita com tanto carinho pelo meu grandão mais lindo."

Os dois comeram o suficiente para realmente repor e armazenar energia, mas não demais, porque eles não queriam ter que esperar muito tempo para voltarem à tão desejada atividade física.

Minutos depois, Finn carregava Rachel de volta para a cama, desabotoando devagar a camisa-vestido e distribuindo beijos pelo pescoço dela, o colo e os seios, até capturar um dos mamilos entre os lábios, sugando-o delicadamente, lambendo, saboreando, enquanto roçava o outro na palma da mão, ouvindo os gemidos crescentes dela.

"Tão linda!" Ele disse, ajoelhado entre as pernas dela e passando as mãos pela barriga dela, até chegar à calcinha. "Às vezes, eu nem acredito que você é minha." Observou, enquanto deslizava a pequena lingerie da morena pelas pernas torneadas dela e, enfim, atirava a peça longe.

"Só sua... todinha sua." Ela garantiu, com sua voz mais sensual. "E você... é meu?"

"Completamente." Ele confirmou, beijando os lábios dela, que o surpreendeu, empurrando-o para o lado e ficando por cima dele.

"Isso é muito bom, porque... eu posso fazer o que eu quiser com você." Suspirou pesadamente em antecipação.

Rachel beijou o peitoral e o abdômen de Finn, dando pequenas mordidinhas e lambidas pelo caminho. Segurou firme o membro dele, ainda coberto pela cueca, mas se livrou desta logo em seguida, masturbando-o lentamente, com o olhar grudado no dele, que mordia os lábios e sentia a própria respiração acelerar.

Ela deu uma atenção toda especial àquela parte do corpo do namorado, lhe dando primeiro beijos que seriam inocentes se não se tratasse de uma região tão íntima, depois lambidas longas e demoradas e, enfim, levando-o para dentro de sua boca, lentamente no início, mas então cada vez mais rápido, mais fundo e com maior pressão, até que ele lhe entregasse todo o seu prazer em forma líquida e deliciosa.

A menina deitou-se ao lado do garoto, satisfeita, observando o sorriso grudado no rosto dele, enquanto o mesmo se recuperava do intenso gozo que ela tinha lhe proporcionado.

"Você roubou a minha ideia." Ele informou, um tempo depois, fingindo irritação, e arrancou uma gargalhada gostosa dela.

"O que não quer dizer que você não possa colocá-la em prática ainda." Ela observou, ainda rindo.

O riso era contagiante e ele não conseguiu não juntar-se a ela, mas depois fez questão de continuar, tentando parecer sério.

"Você sabe que eu sou muito competitivo, Rach... que eu quero ser sempre o melhor, o mais criativo, o que tem as melhores ideias." Levantou-se, de repente, deixando-a confusa. "Então, a gente vai ter que dar uma incrementada nisso." Completou.

"Eu não me importo que você seja competitivo nisso... não mesmo. Em que tipo de incrementada você tá pensando, hum?" Ela disse, tirando de uma vez por todas a camisa branca, prevendo que a brincadeira estava prestes a ficar literalmente suja.

"Será uma ideia pobre e clichê dizer que eu quero provar Rachel Berry com geleia de cranberry?" Voltou à cama com o potinho aberto, enfiando dois dedos nele, com o olhar cheio de malícia.

"Eu começo te dando uma nota sete pela criatividade, Sr. Hudson. Mas para ultrapassar o meu dez e ganhar um dez mais, você vai depender do seu desempenho... em não deixar uma gotinha sobrando." Ela provocou, tomando o pote da mão dele, e passando ela mesma geleia pelas partes mais sensíveis de seu corpo, enquanto ele lambia o doce de seu próprio dedo, observando os movimentos dos dela.

"Você ainda me leva à loucura, babe." Afirmou, ofegante de desejo, e ela enfim apoiou a embalagem na mesinha de cabeceira, se mostrando totalmente pronta para ser degustada.

Ele tirou geleia com os lábios e a língua dos seios dela, da barriga, do umbigo, até chegar na intimidade dela, mais saborosa ainda do que já costumava ser. Deteve-se ali, não só dando conta do desafio que ela lhe tinha feito, mas sorvendo também cada gota da excitação dela, ao mesmo tempo em que a fazia crescer e crescer, até que, com uma sugada mais forte em seu clitóris, fez o corpo dela vibrar, as paredes da vagina se apertarem e um gemido alto sair de sua garganta, anunciando o intenso gozo que a atingiu.

"Uau, Sr. Hudson! Isso foi... nota onze. Fica com um pequeno crédito pra uma próxima vez." Riu, puxando a coberta para cima de ambos e se aconchegando nele. "Por que você tem que ser tão perfeito?" Sussurrou baixinho, deitada no peito do amado.

Aquele madrugada foi mais um momento memorável. Os dois fizeram amor mais algumas vezes, antes do dia amanhecer e depois, e cada vez parecia ainda melhor que a anterior, ainda mais intensa e emocionante.

Era nessa madrugada, e na manhã seguinte a ela, que Rachel estava pensando, enquanto fazia sua mala, para viajar para Los Angeles e se apresentar nas Nacionais, junto com Finn e os amigos deles. Naquele momento, no entanto, a lembrança, que deveria ser o próprio sinônimo da alegria, acabou dando origem a um sentimento triste. Rachel não conseguia deixar de pensar naquela memória como sendo mais uma entre as muitas recordações maravilhosas que, agora, pareciam estar sendo armazenadas em uma espécie de coleção, para serem levadas no coração dela, quando a hora da separação dos dois chegasse.

Algumas cartas de faculdades já haviam sido recebidas. Kurt tinha sido aceito na faculdade de desenho artístico de Minessota e recusado na do Arizona, Quinn tinha recebido convites para matrículas em Nevada e do Alabama, Sam tinha recebido recusas de Washington e do Maine, e ela mesma tinha guardadas em sua gaveta a aceitação que recebera de Yale e a recusa da academia de Nova York.

Finn tinha mostrado a ela, no dia anterior, as congratulações que tinham vindo de Los Angeles, trazendo junto a listagem de documentos que ele deveria enviar à instituição para garantir sua matrícula, o dia em que precisaria comparecer à escola, bem como outros detalhes curriculares. O namorado estava tão radiante por estar prestes a realizar um de seus sonhos que, dessa vez, ele dividiu com ela todo o seu entusiasmo, sem nem se dar conta de que ela ainda não tinha recebido carta alguma de LA e estava preocupada, porque o futuro do relacionamento deles dependia totalmente desta tal correspondência.

Pior do que isso! Ela estava triste por antecipação porque, como não havia sido aceita em NYADA e o teste para a escola de Los Angeles tinha parecido um fracasso ainda maior que a audição feita por Tibideaux, ela tinha praticamente certeza de que não poderia acompanhar Finn e temia que, talvez, sequer fosse poder estudar o que realmente queria.

Felizmente, não foi muito tempo depois disso que Quinn e Santana bateram na porta do quarto da baixinha, tirando-a de seus tristes devaneios, para que fossem juntas para o aeroporto, onde encontrariam os demais membros do coral.

Antes de qualquer adeus aos amigos, à família e, provavelmente, àquele que ela sabia ser o amor da sua vida, Rachel Barbra Corcoran Berry tinha uma competição final para ganhar.

Notas finais
A música da banda Berlin, para quem não se ligou, é Take my breath away.
A fic está chegando ao final... =/