Notas iniciais
Bom, gente, a Rachel não é mais a nossa Rachel na série, mas aqui tanto ela quanto o Finn sempre serão as pessoas especiais que a gente aprendeu a amar...
Talvez seja um pouco doloroso ler esse capítulo. Escrever foi, porque ele tem muito a ver com a série, é como um avesso...
Mas prometo fazer valer a pena no final da fic, ok?
Bjs!
(não deu pra revisar, então desculpem qualquer erro)

Rachel e Finn estavam passando um domingo chuvoso juntos, na casa dele, enquanto Carole e Burt visitavam parentes em Akron e Kurt aproveitava a tarde toda no shopping com Blaine. Era a terceira vez que os dois garotos estavam saindo juntos e, apesar de o cunhado afirmar que eles eram só amigos, Rachel sabia muito bem que era apenas uma questão de tempo para eles se tornarem bem mais do que isso.

O jovem casal tinha assistido a pouco mais da metade de um filme e acabado com uma vasilha enorme de pipocas, deitado na cama debaixo das cobertas, pois ainda estava frio mesmo já sendo quase primavera. Então Rachel se virou um pouco de lado, aproximando mais seu corpo do de Finn, e começou a passar sua coxa pela dele, ao mesmo tempo em que enfiava a mão por dentro da camiseta que ele usava, sentindo os músculos do abdômen contraírem sob seu toque.

Os dois ainda olhavam o filme, mesmo que a aproximação de Rachel já estivesse provocando reações no corpo de Finn, porém, quando ela tirou seus olhos da tela e começou a beijar várias vezes o pescoço dele e acariciar lentamente a região com a ponta do nariz, ele fechou os olhos e também ignorou a cena que passava.

"Rach, babe, eu pensei que você queria ver o filme." Ele disse, depois de alguns segundos de carinho torturante.

"Essa cena é chata..." Ela afirmou, sem parar de inalar o cheiro gostoso que vinha do corpo quente dele.

"Mas, se você ficar fazendo isso, não vai perder só essa cena." O tom de voz dele era audacioso e fez ela parar o que fazia e se inclinar para encará-lo.

"Ah, é? E por que?" Questionou, zombeteira.

"Você acha que pode me provocar assim e depois se virar e ficar vendo filme, como se nada tivesse acontecido?"

"Eu só to sendo carinhosa." Mordeu o lábio inferior e deslizou a mão que estava passeando pelo abdômen dele na direção sul, encontrando a sua proeminente ereção. "Mas parece que eu tenho um certo efeito sobre você, não é?" Sorriu, maliciosamente.

Em um movimento rápido, ele a deitou na cama e se colocou por cima dela, começando um beijo faminto. Ela retribuiu, enterrando os dedos no cabelo dele, como se fosse possível levá-lo mais para perto de si. Ele roçava seu membro totalmente duro na intimidade dela, enquanto sua mão acariciava um dos seios, por dentro da blusa.

Tirando as mãos do cabelo de Finn, ela procurou o final da camiseta dele, puxando-a para cima. Ele se inclinou, ajudando-a a retirar a peça de roupa e, em seguida, fez o mesmo com a blusa dela, contemplando a imagem de seus seios nus e depois mergulhando na direção deles para tocá-los e beijá-los quase com reverência. Ela emitia sons sem significado, sussurrava o nome dele, gemia baixo, apenas sentindo-o apertar, e lamber, e sugar seus mamilos, enquanto ela arranhava levemente suas costas.

Ele deixou os seios, trilhando um caminho de beijos pela barriga dela, até o cós da calça de moletom, que ele tirou rapidamente, levando junto a calcinha de renda branca e jogando ambas no chão atrás de si. Ela se esticou até a mesinha de cabeceira, pegando um preservativo, enquanto ele tirava as próprias calças e a boxer azul, rapidamente.

Com destreza, ele abriu o pacote que ela lhe entregou e rolou a camisinha, cobrindo seu membro, para mais uma vez se deitar por cima dela. Beijando-a na boca novamente, levou uma das mãos até o lugar mais quente do corpo dela, sentindo-a molhada, totalmente preparada para receber um pouco dele dentro de si. Por isso, sem mais demora, afundou-se nela, aproveitando uma das sensações mais gostosas que ele conhecia e dividindo-a com sua garota.

Os dois se movimentaram em sincronia, primeiro com calma, depois com mais fúria, com mais pressa, mais ânsia. Até chegarem quase juntos àquela que era, esta sim A sensação mais maravilhosa e fantástica que eles podiam experimentar. Permaneceram um tempo conectados, sentindo-se um só, perdidos um no outro, depois se separaram e se deitaram lado a lado, trocando suaves carinhos e sorrisos.

"Eu me sinto tão vivo quando a gente se ama. Não é justo a gente..." Foi Finn quem quebrou o silêncio, pouco tempo depois, mas ele se interrompeu e só continuou depois de um longo suspiro e de mudar de posição, para encará-la, sério. "Eu tive pensando, amor. Você podia ir comigo pra Los Angeles ou... eu poderia ir com você pra outro lugar."

"Finn, isso é loucura. Eu não quero destruir seus sonhos. Você sempre quis ir pra Los Angeles, os seus amigos da banda também vão pra lá..."

"Os meninos entenderiam, Rach. A única razão pela qual eu tava focando apenas nos meus sonhos é porque nunca paramos para ver realmente quais são os seus. E se os seus sonhos forem ainda maiores que os meus?"

"Eu não acho que isso seja um problema. Eu fiz um daqueles testes online que dizem em que trabalho você é bom... e meu resultado foi campeão de provas de comida." Ele franziu a testa. "É brincadeira, Finn... apesar de eu ser realmente boa de garfo." Riu.

"Rachel, isso é sério. Eu acho que é hora de você parar e pensar sobre isso. Talvez a gente não tenha como ir mesmo pra uma mesma cidade... talvez, sim. Mas isso é o de menos... você precisa descobrir algo de que goste. Eu... tenho medo que você acabe se inscrevendo em Direito, só porque tem a sua mãe e o Clay... e tem a Santana também que vai fazer... e, por isso, parece a opção mais confortável." Segurou na mão dela. "Rach, eu quero que você seja feliz!"

"Eu estou pensando, Finn... eu juro! Mas é difícil..."

"Talvez você precise olhar as opções, conversar com pessoas. Que tal se a gente for até a orientadora educacional? Ela tem panfletos, informativos... eu sei porque eu fui lá ver em que outra faculdades, além da de LA, eles tem formação em canto."

"Mas seu sonho é LA, Finn!"

"Mas é preciso ter um plano B. Muitas pessoas de talento já deixaram de passar em testes... pode acontecer comigo."

"Entendi."

"E então? Vamos lá?"

Com aquele olhar, Finn conseguia tudo o que queria dela, por isso Rachel concordou e, dois dias depois, ela, Finn, a orientadora, o Sr. Schue, a Sra. Beiste e a Sra. Rhodes estavam reunidos. A tal orientadora tinha explicado que era bom que Rachel levasse alguns professores com quem tivesse maior identificação ao encontro, pois eles a conheciam bem como aluna e poderiam dar uma preciosa ajuda na separação de material sobre faculdades e cursos.

"Nessa pilha tão os lugares em Ohio, em que você tem chances de bolsas atléticas, por causa da sua posição na esquadra das líderes. Segure isso. Esses são os de papel brilhante que te deixaram animada." Falou a Srta. Green.

"É muito para olhar, né?" Rachel disse, sem jeito.

"E o que você acha, Rachel? Acha que o seu sonho está escondido por aí?" Se animou Will.

"Eu nem sei, tem tantas opções."

"Não tem pressa. Quer dizer, tem um pouquinho de pressa, porque os prazos estão terminando, mas não tem muita pressa." Finn tentou apaziguá-la.

"Certo. Agora eu preciso de um tempo sozinha com isso, pra tentar tirar um sonho daqui de alguma forma. Obrigada... a todos vocês."

"Rachel, nós acreditamos em você." Foi Shannon quem assegurou, enquanto April apenas observava.

Se despedindo, a morena saiu da sala com uma pilha de informativos sobre as inúmeras faculdades do país que tinham os cursos que os professores, o namorado e a orientadora, em razão das atividades extracurriculares dela, tinham sugerido. No entanto, bastou encontrar a primeira lixeira no corredor para, com um suspiro frustrado, se livrar de absolutamente todos os papéis.

Mais tarde, naquele mesmo dia, ela recebia um recado de April Rhodes, que a chamava à sua sala, para a qual se dirigiu rapidamente, imaginando que a professora apenas quisesse a ajuda dela com a distribuição dos DVDs que haviam sido gravados com a filmagem da Megera Domada. Porém, logo que entrou no escritório que pertencia à loira, se chocou ao ver toda a pilha de papéis que tinha jogado no lixo sobre a mesa dela.

"Está vasculhando o lixo agora, professora?" Perguntou, insatisfeita.

"Eu sabia você tava apenas fazendo nossa vontade lá. Eu vi no seu rosto e por isso eu te segui."

"O que eu deveria dizer, hum? Desculpa, mas eu prefiro vomitar do que ir para esses lugares? Na frente do Finn, sorrindo todo orgulhoso dele mesmo?"

"Eu garanto que ele só quer o seu bem."

"É. Até ele perceber que a namorada dele é um desastre, uma pessoa perdida!"

"É disso que tem medo?"

"É a verdade! Ninguém entende que pode ter chegado a hora de escolher, mas eu não sei o que fazer... não sei se há uma coisa de que gosto o suficiente para passar a vida inteira trabalhando com ela."

"Não sabe mesmo, Rachel? Não há uma coisa que te emocione... que te faça sorrir mais do que as outras?"

"Eu quero que o tempo pare." Enterrou as mãos no rosto e continuou bem baixinho, como se fosse apenas para si mesma. "Eu queria poder me sentir sempre como me sinto quando estou no campo de futebol, me apresentando com as cheerios... ou no palco, durante as performances do coral... ou na peça que fizemos. Poder ouvir a torcida gritando enlouquecida ou ver a plateia aplaudindo de pé."

"Rachel, querida. Eu quero que assista a esse filme." Disse a professora, depois de deixar Rachel em silêncio por um tempo, enquanto procurava algo na estante.

"Desculpa, mas não estou com vontade de fazer dever agora."

"Rachel... Eu acho que você sabe o que quer fazer da vida. Acho que você está apenas assustada. Quero que veja como é quando alguém segue seus sonhos, apesar de parecer impossível. Você pode fazer o que quiser, Rachel. Não são os sonhos não alcançados que nos destroem, são os que não ousamos sonhar."

"Que filme é esse?" Perguntou, desconfiada.

"Se chama Funny Girl. É um dos meus filmes favoritos! Não somente porque é com a Barbra Streisand, que é um ídolo pra quase todo mundo que trabalha com teatro, mas porque conta a história de Fanny Brice, uma atriz totalmente à frente de seu tempo, que desafiou vários padrões da época e alcançou um sucesso enorme. Não leva em consideração a vida amorosa dela, que foi um desastre... ou o fato de que morreu cedo. Apenas... apenas veja como é querer muito algo e lutar por isso, como é o gosto de chegar lá."

Rachel levou para a casa o DVD de April, fez uma pipoca e sentou em sua cama para assisti-lo, ainda meio descrente, mas logo se apaixonou pelo filme, pelas músicas, pela atuação de Barbra e pela coragem, ousadia e irreverência de Fanny. Repetiu trechos que a haviam entusiasmado mais, decorou as canções mais significativas e, no dia seguinte, surpreendeu a todos na reunião do glee, pedindo para mostrar uma música.

Rachel deixou todos maravilhados com sua interpretação impecável de Don't Rain on my parede, uma das músicas mais fortes do filme. Recebeu aplausos de todos e um abraço apertado de Finn, que a olhava com o orgulho que ela sempre gostaria de ver nos olhos dele. Ele estava orgulhoso não só porque ela tinha cantado de uma forma espetacular, mas porque ela parecia mais confiante, por alguma razão.

"Já sei o que farei ano que vem. Podemos sentar?" Ela perguntou a ele, ainda na sala do coral, depois que todos haviam se retirado. Ela pedira a ele para esperar os companheiros irem embora, porque queria conversar, e isso o deixara ansioso, mas ele sabia que não poderia ser sobre nada ruim, pelo sorriso constante no rosto dela.

"Por que eu to nervoso?"

"Não fique." Sorriu e os dois se sentaram um de frente para o outro. "A April me fez assistir um filme chamado Funny Girl. É muito bom, e eu vi que sou parecida com Fanny Brice... tirando a parte do marido viciado em jogo. Com o filme, eu percebi a forma como ela encarou o mundo e quero fazer isso também. Quero ir pra Los Angeles com você."

"Você tá falando sério?"

"Claro que eu to."

"Mas você sabe que não pode fazer isso por mim, não é? Tem que ser por você. É muita pressão para mim."

"A escolha de LA é por você também, é claro. Nova York também pode ser um ótimo lugar para eu fazer o que vou fazer e, por isso, eu vou me inscrever pra uma escola de lá também. Mas o importante é que eu resolvi encarar o meu sonho. Eu quero ser atriz, Finn. Eu tava com medo de admitir, pois tinha medo de falhar, mas não tenho mais medo... por sua causa. Eu quero ser especial como você... e pra você, Finn. E quero me ver do jeito que você me vê, como se eu fosse capaz de qualquer coisa, sonhando alto. Eu te amo tanto e você merece isso. Nós merecemos."

"Rachel, isso é ótimo, é perfeito pra você."

Finn e Rachel se beijaram e comemoraram muito, e juntos organizaram as várias combinações de formulários, cartas de recomendação e currículos que mandaram para algumas das melhores faculdades de canto e de teatro do país, respectivamente.

No final daquela semana os dois foram ao correio também juntos e enviaram, finalmente, os envelopes repletos de papel e esperança endereçados ao futuro.