Notas iniciais
Hoje vou compensar a demora postando dois capítulos. Espero que seja o suficiente pra vocês me desculparem e não desistirem de mim... rsrsrs
Beijos a todos!

Rachel entregou as chaves de seu carro para que o namorado dirigisse e relaxou no banco do carona, tentando esquecer a possibilidade de uma rejeição pelos amigos dele. Afinal, mesmo que eles não gostassem dela, isso não poderia afetar a relação deles, em uma outra cidade, e no ponto em que estavam, finalmente podendo dividir todos os pormenores sobre todo e qualquer aspecto da vida deles, sem qualquer segredo que os separasse, além de estarem muito, muito apaixonados. Ou será que poderia?

Finn falava com muito carinho dos amigos de Akron. Ele tinha crescido com Josh e Seth, assim como ela tinha compartilhado mais da metade da vida dela com Quinn e Santana. Os irmãos Jordan e Justin ele tinha conhecido apenas no ensino médio, mas, pelo que ela escutara dele, os cinco eram inseparáveis, dentro e fora do colégio, até Finn se mudar para Lima, e planejavam voltar a conviver com mais frequência, em um futuro próximo. Até que ponto isso poderia afetá-la era, no entanto, uma incógnita para Rachel.

A primeira parada do casal foi em um lugar muito especial para Finn. Ele levou a namorada para conhecer a pracinha em que ele e Kurt brincavam quando crianças, lugar que ainda preservava os balanços, as gangorras, o trepa-trepa e o escorrega, entre outros brinquedos. Havia, além disso, canteiros de plantas e flores, muito bem cuidados, e bancos de madeira que durante o dia provavelmente eram ocupados por mães, pais e babás, que ficavam observando os pequenos se divertirem, e naquele momento estavam cheios de adolescentes reunidos em grupos, conversando animadamente, ou aos pares, trocando carinhos e beijos sem parar.

Rachel e Finn caminharam de mãos dadas, por alguns minutos, e a garota fez questão de comprar um algodão doce, apesar de ter comido muito bem no jantar e repetido a sobremesa, com a desculpa de que, hoje em dia, é raro ver a guloseima sendo vendida, a não ser em grandes parques de diversão, como o que eles tinham visitado em um de seus primeiros encontros. Depois de devorar praticamente sozinha a nuvenzinha de açúcar, a próxima invenção da morena foi sentar-se no balanço, pedindo que o namorado a empurrasse o mais alto que pudesse, uma vez que também não havia muitos balanços em Lima então ela não poderia perder uma oportunidade como aquela.

Finn fez o que ela pediu, dando impulso para que ela subisse o mais alto que o balanço podia ir, e depois foi para a lateral do brinquedo observá-la. A visão de sua garota dobrando e esticando as pernas para manter o ritmo, enquanto jogava a cabeça para trás sentindo o vento em seu rosto e nos cabelos, com um sorriso enorme de satisfação no rosto, transmitiu uma sensação tão boa ao seu coração, que ele também não conseguia deixar de sorrir feito criança, ou, na realidade, como o bobo apaixonado que ele tinha se tornado, sem sequer se importar com isso.

Depois de alguns minutos, a pequena morena foi diminuindo o movimento de seu corpo, permitindo que o balanço se movimentasse menos também, até pará-lo completamente e levantar-se, indo ao encontro de Finn e dando uma gargalhada gostosa que ele acompanhou. Ela segurou as duas mãos dele nas suas, ficando na ponta dos pés e beijando os lábios dele algumas vezes, com suavidade. Sorriu, saindo da ponta dos pés e ele levou as mãos dela até os lábios, depositando muitos beijinhos nelas e fazendo a menina rir novamente.

"Eu troquei algumas mensagens com os caras, enquanto a gente tava se arrumando pra sair." Informou Finn. "Eles tavam indo pra uma festa no clube. É aniversário de um primo do Josh, então ele disse que era tranquilo a gente ir pra lá também. Você... tá a fim? Ou... você quer ir pra casa?"

'Pra casa, Finn?" Perguntou, incrédula. "De jeito nenhum a gente vai pra casa!" Riu. "Pra chegar lá e você nem querer ficar comigo, por respeito aos meus pai? Não, não, não!" Falou, balançando a cabeça. "Além do mais, por mais que eu esteja com um pouco de medo de conhecer os seus amigos... eu também tô muito curiosa."

"Você tá com medo de conhecer os meus amigos?" Ele questionou, confuso.

"Ééé..." ela falou arrastado "...um pouco." Confirmou, envergonhada.

"E por que isso?"

"Ah, Finn... são os seus amigos, ué. Vai ser... chato, se eles não gostarem de mim."

"E por que eles não gostariam de você?" Ele achou graça.

"Sei lá." Ela mexeu nos cabelos nervosamente. "Eu só... fiquei pensando que talvez..."

"Deixa de ser boba, Rach." Ele fez um carinho no rosto dela, e levantou-o pelo queixo, para que pudessem se olhar nos olhos. "Quando você quer... você faz qualquer pessoa ADORAR você."

"Então, o que a gente tá esperando?" Ela deu mais um rápido beijo nos lábios de Finn, apertou um pouco mais a mão dele que ainda segurava uma das mãos dela, e puxou-o em direção ao carro. "Vamos descobrir se esse pessoal aqui em Akron sabe dar uma boa festa." Brincou.

O clube não era muito longe da pracinha, então em pouquíssimo tempo Rachel estava frente a frente com o grupo de amigos de Finn, de quem já tinha escutado falar bastante. Todos abraçaram o amigo, contentes em poder passar um tempo com ele, mesmo que fosse breve. A julgar pelos abraços, e sorrisos, e tapinhas, e o uso de apelidos engraçados, havia mesmo muita amizade entre Hudson e todo o grupo ali reunido.

"Pessoal, essa é a Rachel." Ele disse, segurando a mão dela novamente e acariciando-a para lhe passar segurança, depois que acabou a confusão que tinha se formado em volta dele. "Rach, babe, esse é o Josh." Apontou um garoto quase tão alto quanto ele e bem magro, que sorriu amplamente para ela. "Estes são Justin e a namorada dele, Katie." Apresentou um dos garotos loiros e a menina ruiva, que a cumprimentaram com discretos, mas simpáticos "ois". "E esse é o Jordan." Mostrou o outro menino loiro, bem parecido com o irmão, que se aproximou e apertou a mão dela. "Estes são Seth e Nancy." Não era necessário dizer que a loirinha era namorada do rapaz negro de sorriso luminoso, porque eles estavam completamente aconchegados um no outro.

"E eu sou Corine." Se apresentou a última pessoa do grupo, que era exatamente como seria Seth com uma peruca toda de trancinhas rastafári e um corpo curvilíneo, estendendo a mão para Rachel, que a apertou, sorrindo.

"É um prazer conhecer todos vocês. O Finn vive me contando um monte de histórias legais sobre vocês... e eu tava super curiosa." Rachel falou, animada.

De fato, ela já conhecia todos ali pelo nome e sabia pelo menos uma história envolvendo cada um. Do mesmo modo, todos já tinham escutado falar dela, porque Finn mantinha contato com todos pela Internet e falava com alguns também pelo telefone, regularmente. Os amigos do namorado também nutriam a mesma curiosidade de conhecer a garota que tinha conseguido fisgar um dos caras menos adeptos de compromisso que eles conheciam. No entanto, alguns deles, principalmente as meninas, olhavam-na com certa desconfiança, por saberem sobre o modo não muito amigável com que ela tratara o garoto, logo que os dois tinham se conhecido.

Não era um problema para nenhum deles que ela fosse do Novas Direções, apesar de todos ali, com exceção apenas de Nancy, terem alguma ligação com o Vocal Adrenaline. Não poderia ser um problema, já que eles tinham aceitado bem que o próprio Finn passasse a fazer parte do coral do McKinley. A dificuldade que Rachel enfrentaria, mesmo sem saber, seria a de convencê-los de que gostava de verdade de Finn e merecia ser namorada dele.

Sempre com Finn perto dela e segurando sua mão, ou abraçada a ele, ou sentada em seu colo, Rachel aos poucos foi participando das conversas. Jordan, Katie e Corine, que eram membros do coral, comentavam sobre a preparação vocal que estavam fazendo, monitorados pelo treinador Berry, e ficaram absolutamente chocados ao saber que Rachel era enteada de LeRoy e o considerava tão pai quanto Hiram (havendo ainda Clay, o que lhe deixava com três amorosos pais). Justin, Josh e Seth, que tocavam na banda que acompanhava o coral, tinham os Berry como ídolos, o que fez Rachel ganhar alguns pontos com os três, sem precisar de esforço algum.

O casal se divertiu bastante naquela noite, com os amigos dele. A maioria deles já estava bastante à vontade com a baixinha, no final da festa, arriscando até algumas brincadeiras, que ela retribuiu de imediato. Somente Nancy e Katie ainda trocavam olhares desconfiados, ao se despedirem dos dois, porque ainda viam em Rachel uma Patricinha que, na visão delas, não se encaixava naquele grupo.

Sabiam que a srta. Berry era líder de torcida, rainha dos bailes da escola, fundadora e líder de um coral que, apesar de não ser campeão como o do Carmel, era uma das atividades mais populares do McKinley. A morena se vestia impecavelmente e usava uma maquiagem leve, mas muito bem feita, que realçava sua beleza natural. Katie jamais tinha usado um delineador na vida e tinha ido à festa de All Star, enquanto Nancy usava óculos, saias xadrez e meias ¾, como uma garotinha do ensino fundamental.

Apesar de ter percebido que as duas garotas não tinham feito muita questão de interagir com ela, Rachel voltou para casa feliz. De sete amigos, ser bem recebida por cinco pode ser considerado um bom resultado, afinal. Além disso, ela contava com o fato de que teria uma nova oportunidade com as duas meninas no dia seguinte, uma vez que Finn tinha combinado um encontro triplo entre eles e os outros dois casais do grupo para a noite de sábado.

"Eu fiquei tão empolgado... de estar aqui com você... você conhecendo os meus amigos e tudo mais... que eu nem te perguntei se a gente podia voltar domingo, em vez de amanhã, pra Lima." Ele fez uma careta que era como um pedido de desculpas. "Você... tinha algum compromisso lá? Você acha que seus pais vão se incomodar?"

"Relaxa, Finny." Ela pediu, rindo, enquanto entrava no carro. "Não tem problema nenhum. Meus pais vão até gostar de ter a gente aqui, mais um pouquinho. Eu aposto que eles já devem até ter pensando em algum programa pra gente fazer amanhã com eles, durante o dia."

Finn sorriu e deu partida no carro. No percurso até a casa dos Berry quis saber o que a namorada tinha achado de seus amigos e ela foi totalmente sincera, dizendo que tinha gostado bastante de todos, mas que havia percebido que duas das meninas não estavam abrindo muito a guarda para ela, situação que ela tinha esperança de que mudasse na noite seguinte.

Ele assegurou a ela que, como eles estariam em um grupo ainda menor, elas teriam mais oportunidade, e até uma certa obrigação, de conversar, e que, assim, ele tinha certeza de que Rachel as ganharia completamente.

Notas finais
O capítulo acabou estranho (rsrsrs), mas,como eu vou postar outro agora mesmo, vai ficar mais legal no final.
Comentários são úteis e animadores... lembrem-se disso, ok? rsrs