Notas iniciais
Não sei se já viram, mas estou começando uma fic nova. Confiram!
Bjs!!!

Pouco depois da hora do almoço de sábado, Rachel e Finn já estavam dentro do carro dele, rumo ao segundo encontro oficial dos dois. O garoto não fez nenhum segredo sobre o local escolhido e, para a alegria dele, a menina ficou bastante animada com mais uma opção sua de programa. Os dois seguiram para o maior parque de diversões do Estado de Ohio, que ficava em uma cidade vizinha a Lima, a mais ou menos uma hora e meia, duas horas, de automóvel, conversando e acompanhando as canções que tocavam no rádio, durante todo o percurso.

Finn pensara em equilibrar as coisas, escolhendo um programa que ele achava que tinha mais a ver com ela, que fora a combinação de teatro e jantar a dois, e outro que era um dos programas favoritos dele, desde criança, que era passar o dia inteiro em um grande Parque de Diversões a céu aberto. Claro que ele esperava que ela curtisse e imaginava que ela iria, pois provavelmente gostaria de comer maçã do amor, caminhando de mãos dadas, de trocar beijos no alto da Roda Gigante e no escurinho do Trem Fantasma, de implicar com ele, fazendo colidirem seus veículos na Pista de Carrinhos Bate-bate.

Achava, porém, que, infelizmente, precisaria escolher algumas atrações para curtir sem ela, porque, afinal, ele não dirigiria até outra cidade para voltar para casa sem ter andado em pelo menos dois ou três brinquedos mais radicais, não é? No entanto, em relação a essa expectativa negativa, Finn não poderia estar mais enganado, porque, se é verdade que Rachel ficou feliz em desfrutar de coisas infantis ou românticas como o Carrossel, onde fez questão de tirar várias fotos com seu Iphone, o Labirinto e a Sala dos espelhos, nos quais ficou brincando de se esconder dele, e o Cinema 3D, que estava passando um desenho animado bobo, também é igualmente verdadeiro que ela o surpreendeu ao desfrutar de atrações como o Chapéu Mexicano, o Barco Viking e as quatro Montanhas Russas do parque.

A cada brinquedo de que saíam, Finn podia ver uma Rachel cada vez mais empolgada, o que o deixava totalmente maravilhado. Ela pulava, gritava, o abraçava e beijava, e pedia para ele ir com ela de novo, justamente nos brinquedos que ele jamais imaginaria que ela sequer toparia experimentar.

Nas Xícaras Giratórias, rodara com toda velocidade a xícara que os dois ocupavam, quase o deixando tonto, e ele até agradeceu por já terem se passado algumas horas depois do almoço. No Castelo mal assombrado, não levou quase nenhum susto e saiu dando gargalhadas por causa de uma garota da idade deles que, ao se assustar com uma caveira, agarrou o primeiro estranho que viu pela frente, e que era, na verdade, um ator da atração, vestido de Conde Drácula. E, quando ele achava que já não poderia se surpreender com mais nada, ela correu em direção ao Super Tobogã, chamando por ele, arrancou as sandálias dos pés e deslizou pelo enorme escorregador, pelo menos uma meia dúzia de vezes, sem nem se importar com sua camiseta branca, que ficaria, obviamente, bastante suja, depois daquilo.

Já era noite quando os estômagos dos dois enamorados reclamaram, em razão da ausência de alimento, então eles seguiram para uma área do parque onde ficavam algumas carrocinhas e lanchonetes, a fim de escolher algo para comer. Rachel optou por um cachorro quente, cheio de molho, maionese, catchup, mostarda, e acompanhado por uma generosa porção de batatas fritas, e Finn comprou para si duas fatias de pizza de mussarela. Para beber, o rapaz selecionou um suco de fruta, enquanto a garota pediu um grande milk shake de chocolate.

"Suco, Finn?" Rachel perguntou, fazendo uma cara de desaprovação, ao vê-lo chegar à mesa em que ficara sentada, trazendo consigo uma bandeja com os lanches de ambos.

"Eu me acostumei." Ele deu de ombros. "Depois do infarto do velho, a minha mãe começou a preparar refeições mais saudáveis... com pouca gordura, pouco açúcar, quase nada de carne vermelha... e eu acabei me acostumando, eu acho." Ele se referia ao susto que Burt dera na família dois anos antes. Rachel já sabia que ele se referia ao padrasto daquela forma e conhecia também a história de todo o drama vivido por ele.

"Eu não sei se conseguiria me acostumar, não." Ela respondeu, rindo. "Se bem que se fosse com meu pai... ou com o Clay... eu faria o sacrifício." Sorriu para ele, mostrando que admirava sua atitude para com Burt. "Mas não quando eu estivesse em um grande parque de diversões... e tivesse ficado horas sem comer... e gastando energia, correndo de um lado pro outro." Voltou a rir.

"Eu como outras coisas, de vez em quando." Ele argumentou. "Ontem mesmo, eu comi aquela costeleta de porco, cheia de molho barbecue... com aquele monte de fritas! Depois ainda teve aquele brownie com sorvete, cheio de calda! Você não quer um namorado gordo, quer?" Brincou.

"Claro que não!" Afirmou. "Se você aguenta pedir a pizza mais simples do restaurante e tomar suco de laranja, e isso ajuda você a ser esse pedaço de bom caminho que você é..." se aproximou bem dele, sedutora "... eu não me queixo, de modo algum!" Acrescentou e deu nele um beijo rápido.

Os dois comeram e conversaram mais um pouco, observando casais, turmas de amigos e famílias a sua volta, e comentando sobre como um parque daqueles pode ser um lugar mágico, localizado no meio de uma cidade qualquer, mas parecendo um universo paralelo, fazendo as pessoas adultas escaparem de sua realidade cotidiana e agirem como crianças, e as crianças sorrirem seus sorrisos mais largos e mais sinceros.

Depois de um tempo, caminharam pelo parque e andaram no Barco do Amor, que navegava por um rio artificial que rodeava o lugar, tiraram mais algumas fotos, fazendo poses perto das entradas das atrações ou usando aqueles bonecos em que se coloca apenas o rosto, feitos exatamente para os visitantes tirarem retratos divertidos. Quando se deram conta, já havia chegado a hora de fazer a viagem de volta a Lima.

O retorno foi tranquilo, mas os dois estavam exaustos quando chegaram à porta da casa de Rachel, por isso não demoraram muito para se despedir. Em compensação, no dia seguinte, depois de terem passado a tarde na casa de Noah, assistindo filmes de terror com ele, Quinn, Sam e Santana, ficaram por mais de uma hora no carro dele, estacionado em frente à residência dos Corcoran.

Apenas uma pequeníssima parte desse tempo foi dedicada a bater papo, porque logo o casal começou a trocar beijos e carinhos, que não tinham fim. No começo, carinhos delicados, beijos calmos, toques sutis. Com o tempo, pegadas mais fortes, beijos mais rápidos e sedentos, dedos chegando a lugares novos, que não conheciam ainda. Rachel alisando, pela primeira vez, o abdômen de Finn, e sentindo a musculatura definida do garoto, ainda que a malha da camiseta estivesse entre sua mão e a pele dele. Finn tocando a coxa de Rachel, sentindo a tez delicada roçar a dele, fazendo os pelos dela se arrepiarem.

Quanto mais se tocavam, mais tinham vontade de fazê-lo, então Finn foi subindo até a bunda de Rachel, apertando-a um pouco, por sobre o short jeans, enquanto ela, por sua vez, levava as mãos para as costas dele, dessa vez avançando por dentro da polo azul clara que ele usava. A respiração de ambos começou a ficar pesada e o beijo na boca precisou ser interrompido, então Finn passou a beijar o pescoço dela, a afundar seu nariz nele, sentindo o intenso perfume feminino penetrar suas narinas, enquanto uma de suas mãos ainda apertava o bumbum da morena e a outra tinha os dedos enterrados nos cabelos macios dela.

A calça jeans que o rapaz usava já estava apertando incomodamente seu membro e a garota podia sentir sua calcinha de algodão molhada, sua intimidade quente. Os dois estavam sentindo um desejo enorme um pelo outro, uma ânsia que jamais qualquer um dos dois havia sentido por ninguém, e que só se mantinha controlável em razão de ele estar apaixonado demais para arriscar um gesto mais ousado, que poderia fazê-la se sentir desrespeitada, e, da parte dela, por ser uma menina sexualmente inexperiente.

"Finn." Ela chamou por ele, de repente.

"Hum?" Ele perguntou, parando de beijar o pescoço dela, e olhando em seus olhos, com um sorriso carinhoso nos lábios.

"Eu queria te falar uma coisa." Afirmou, um tanto receosa. "Mas eu tô com um pouco de vergonha."

"O que foi?" Perguntou, baixinho, e ficou sério, mas continuou olhando bem dentro dos olhos da namorada, e fazendo carinho na lateral do rosto dela, tentando demonstrar que estava prestando total atenção ao que ela tinha para dizer, e que ela podia falar sobre o que quisesse com ele.

"Você sabe que eu namorei o Jesse mais de um ano, né? E hoje em dia quem namora muito tempo assim acaba ficando muito íntimo e tal... mas não foi o nosso caso." Ela o encarou, esperando que ele tivesse alguma reação que demonstrasse que ele entendera o que ela queria dizer com aquilo.

"Vou te dizer que é um alívio que você não tenha tido nada com aquele idiota!" Ele riu. "Mas... por que você tá me contando isso?" Perguntou, hesitante. Ele até já estava imaginando o que aquilo queria dizer, mas achou que seria rude ir direto ao ponto.

"Porque isso significa que eu sou... virgem, Finn." Falou de um jeito que fez parecer que ela tinha vergonha daquilo, enquanto ele pensava que tal informação não somente não era motivo de vergonha nenhuma, como era bem melhor do que saber que sua garota tinha conhecido biblicamente qualquer outro sujeito.

"Rachel, eu acho bom que você tenha me contado, é claro. Mas isso não é uma problema, ok? Se você quiser se casar virgem... ou se estiver esperando ter uns vinte e cinco anos, e ser uma profissional bem sucedida, eu vou respeitar completamente a sua decisão." É claro que ele torcia para que esse não fosse o caso, porque teria grandes problemas com relação ao desejo insanamente grande que sentia por ela, mas era verdade que respeitaria se Rachel não quisesse transar com ele, e nunca terminaria o namoro por causa disso.

"Não, Finn." Ela riu das suposições dele. "Não, eu não quero me casar virgem, nem ser uma mulher financeiramente independente pra poder fazer sexo pela primeira vez." Deu um selinho nos lábios dele, simplesmente porque não conseguia não fazê-lo diante de tanta fofura! "Eu só não achava que o Jesse era a pessoa certa e... bom, eu tenho certeza que você é a pessoa certa, Finn, mas..."

"Mas?"

"Mas, mesmo assim, eu ainda preciso de um tempo. Eu... ainda não tenho certeza se eu tô pronta, entende?"

"É claro que eu entendo." Foi a vez dele de roubar um beijinho dela. "E quando a hora chegar eu prometo ser muito carinhoso e cuidadoso... e te tratar como uma princesa." Sorriu. "Você É a minha princesa, Rachel. Eu adoro você!"

Os dois ficaram ainda mais algum tempo no carro, namorando, exatamente do mesmo jeitinho que estavam antes dessa pequena, mas esclarecedora, conversa.

A cada instante com Rachel, Finn tinha mais certeza de que valeria a pena esperar cada segundo pelo momento certo de fazê-la sua. A cada segundo com Finn, Rachel tinha mais convicção de que a hora de se tornar, finalmente, uma mulher, nos braços dele, não iria demorar nem um pouco.