Uma Nova Injeção De Adrenalina
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Além disso, confesso que eu não ando muito estimulada...
Bom, de qualquer forma, aqui está mais um capítulo. Espero que gostem.
Bjs!
"Oi! Vocês foram... bem!" Disse Finn, que tinha alcançado facilmente três das meninas do grupo que tinha acabado de cantar, se dirigindo especificamente à garota morena que chamara sua atenção.
"Obrigada." Ela disse, educada e simpática, mas sem nem mesmo olhar direito para quem falava com ela, e sem parar de caminhar junto com as companheiras.
"Espera... eu... queria falar com você." Ele não se deu por vencido, se colocando bem na frente dela, enquanto falava, e abrindo um grande sorriso.
"Você já não está falando?" Ela questionou, meio irritada por ter tido seu caminho obstruído, colocando as mãos nos quadris enquanto falava.
"Calma, calma." Ele respondeu, levantando as mãos, na defensiva. "Eu não queria incomodar... só queria puxar assunto... te conhecer."
"Quem sabe numa outra hora... eu agora estou me divertindo com meus amigos." Enquanto falava, ela segurou o braço da única amiga que ainda estava perto, para enfatizar o que estava afirmando.
"Hum... é... ok. Eu vou te deixar em paz, então." Falou, insatisfeito, mas não se daria por vencido sem fazer uma pergunta. "Você tá me dispensando assim porque tem namorado, não é?"
"Isso não é da sua conta, garoto!" Ela disse, saindo e puxando a loira a seu lado pelo braço.
Além de não ser mesmo da conta dele, Rachel não sabia bem a resposta àquela pergunta. Certamente, não tinha um namorado naquele exato momento. Ela e Jesse estavam brigados e ele curtia a festa com outras garotas. Porém, ela não estava disposta a perder o melhor partido do McKinley, então, como provavelmente eles iriam voltar, uma das razões para ela o estar dispensando era, sim, o fato de haver alguém em sua vida.
Finn voltou para perto de Kurt e das novas amigas dele, surpreso e irritado. Era a primeira vez na vida que ele era tratado daquele jeito por uma gata. Quem ela pensava que era para falar daquele jeito com ele? Ele tinha feito apenas uma tentativa de aproximação e, depois, uma simples pergunta, que não ofendia ninguém.
Rachel curtiu um pouco da festa com os amigos mas, quando a música ficou lenta, os dois casais com quem estava resolveram dançar juntinhos e ela ficou sobrando. As meninas não a queriam deixar sozinha, de início, mas ela mesma incentivou que os quatro amigos fossem curtir um momento de romance, e afirmou que ficaria bem. Resolveu, então, ir procurar pelas amigas solteiras, que, infelizmente, não estavam em nenhum lugar visível.
Finn, por sua vez, tinha começado a observar o salão novamente, a procura de alguém interessante. Acabou detectando a presença de uma loira de olhos claros e corpo escultural, que dançava com outras duas meninas perto de onde ele estava. Se apresentou e conseguiu levá-la para um lugar mais reservado da festa, mas não ficou com ela mais do que vinte minutos, pois a criatura não parava de falar sobre si mesma, contando detalhes de sua vida, em alguns minutos, que um rapaz só deveria saber depois de estar saindo com ela por uns dois meses, no mínimo.
Voltou à estaca zero e ao local que ocupava antes, em uma mesa perto da pista de dança. Ficou ainda mais mau humorado do que já estava, quando músicas lentas começaram a tocar e ele se viu sentado sozinho, observando casais dançarem colados, alguns claramente desenvolvendo uma interação que iria acabar longe dali e de uma forma nada inocente, enquanto a única pessoa que ele conhecia tagarelava e ria sem parar, dando sinais de que ele não poderia escapar dali tão cedo.
No momento em que deixava escapar um suspiro aborrecido, sem qualquer aviso prévio uma figura mais ou menos familiar apareceu bem na sua frente.
"Ainda interessado em falar comigo?"
Por alguns segundos, ele ficou olhando para o rosto da morena, rindo um pouco, ao perceber, pela primeira vez, que ela era tão pequena que, estando ela em pé e ele sentado, os dois estavam quase da mesma altura.
"Eu perguntei se você ainda quer me conhecer. Se quiser, nós podemos dançar." Falou, séria.
O fato é que Rachel queria uma companhia para adentrar a pista e observar melhor Jesse, que estava dançando com Grace. Queria ver direitinho como o casal estava se comportando, se eles estavam trocando carinhos, se beijando, essas coisas. Havia alguns amigos com quem ela poderia dançar, mas nenhum deles estava à disposição no momento e ela tinha pressa. Foi quando viu o garoto que tinha feito contato com ela, um pouco antes, e resolveu que o interesse dele poderia, enfim, servir para algum propósito.
"Dançar. Ok." Disse ele, já de pé. Em seguida, segurou a mão dela e foram para um espaço mais central da pista.
Rachel sentiu um arrepio esquisito e uma sensação estranha de conforto quando os braços dele envolveram a cintura dela. Reparou, pela primeira vez, que o estranho com quem dançava era ridiculamente lindo. Ela só tinha visto alguém tão bonito assim nas revistas e nas telas. Envaidecia uma garota que um cara assim quisesse algum tipo, qualquer tipo, de contato com ela, mesmo essa garota sendo uma das meninas mais populares do colégio.
No então, ela não se deixou levar por isso, por mais do que meio minuto. Ela tinha uma missão, um propósito, que era observar Jesse. Além disso, tinha acabado de pensar em uma nova missão, que era aproveitar o fato de estar nos braços de um garoto ainda mais bonito que o ex, para mostrar a ele o que estava perdendo. Vê-la dançando com outro certamente faria com que ele pedisse desculpas e implorasse para os dois voltarem.
O problema foi que Finn reparou que ela não estava prestando atenção alguma na dança e que tinham sido frustradas as três tentativas dele de puxar assunto. Percebeu também que ela observava o tempo todo um outro rapaz, que dançava, perto deles, com uma loira bem vulgar. Após tentar, pela quarta e igualmente frustrada vez, conversar com a pequena em seus braços, perdeu a paciência que vinha tentando manter.
"Vem comigo." Disse, levando a baixinha pelo braço.
"O que você tá fazendo?" Ela exclamou, surpresa e aborrecida, quando já estavam fora da pista de dança.
"Saindo da pista de dança." Respondeu, indiferente, o óbvio. "Eu não sou cara de ficar dançando. Por mais que eu seja bom nisso." Se gabou. "E muito menos sou de ficar sendo usado pra botar ciúmes em outro cara."
"O que?" Fingiu ignorância e indignação.
"Eu não sou idiota. Eu vi. E, como eu disse, eu não sou do tipo que fica sendo usado." O tom dele era sério, mas logo mudou para algo entre carinhoso e provocador, enquanto ele segurava a lateral do rosto dela, com uma das mãos. "Quando eu to com uma garota linda assim, que nem você... eu sou do tipo que beija."
Ele a beijou lentamente, calmamente, apenas tocando seus lábios. Eles eram macios e tinham gosto de morango, e a pele do rosto dela e o cabelo eram também macios, suaves ao seu toque. Ele queria mais, muito mais, mas não tinha certeza do quão longe ela iria permitir que ele fosse. Estava preparado, inclusive, para levar um bom tapa, já que o beijo tinha sido roubado e ela parecia ser do tipo estourada.
Ela sentiu como se o ar fosse lhe faltar, como se os joelhos estivessem moles e as pernas não fossem aguentar seu próprio peso. Era um beijo inocente, apenas como um selinho demorado, e ela já havia experimentado muitas vezes o chamado beijo francês, que é algo muito mais íntimo, profundo, quente. Ainda assim, ela tinha certeza que era o melhor beijo da sua vida, até aquele momento.
Os dois se separaram e ele fechou os olhos, esperando a explosão que ele achava que viria em seguida, mas sentiu a pequenina mão da garota segurar a sua e puxá-lo, então abriu os olhos e apenas a seguiu.
Rachel queria sentir mais daquela sensação e saber como seria dar um beijo de verdade no gigante desconhecido, visto que um beijinho tolo como aquele já tinha mexido tanto com os hormônios dela. No entanto, estava no meio da festa da escola e não poderia ser vista trocando carinhos com um menino que ela provavelmente nunca mais veria, o que colocaria em risco seus planos de ser de novo namorada do capitão do time de futebol, sem uma boa razão.
Para a sorte dela, quando abriu os olhos, depois do beijo, a primeira coisa que a morena viu foi a cabine de fotografias 3x4 e, sem nem pensar duas vezes, ela o levou até aquele cubículo. Sem trocar uma palavra com ele, fez com que o mesmo sentasse no banquinho da cabine, ficando de pé em frente a ele, mais precisamente encaixada entre as pernas longas do rapaz.
Os dois se beijaram de novo. Dessa vez, havia contato entre os lábios, as línguas, mordidas leves nos lábios, ele apertando a cintura dela, ela bagunçando o cabelo dele perto da nuca. Havia um calor percorrendo seus corpos, um arrepio, o coração batendo forte. Ficaram assim por uns minutos e, como Rachel imaginara, foi o melhor beijo de todos os tempos!
Ainda assim, ela não deveria estará ali. Ela tinha uma vida, tinha planos, tinha alguém que era perfeito para ela e ele era só um desconhecido. Um desconhecido de tirar o fôlego, mas, ainda assim, um desconhecido. Além de tudo, era um abusado, que a tinha beijado de surpresa e estragado sua missão. Ela tinha que sair dali e não olhar para trás.
"Eu vou indo." Ela disse, desgrudando dele e se ajeitando.
"Vai indo?" Ele arqueou as sobrancelhas, chocado. Esperava uma bronca antes, quando o beijo tinha sido iniciativa toda dele, mas não depois de eles terem se beijado daquele jeito. Mas, pensando bem, era óbvio que ela iria fazer isso! Ela tinha escolhido um lugar onde poderia fazer aquilo sem ser vista.
"Isso aqui nunca aconteceu, ok? Foi um grande erro." Disse, querendo convencer mais a si mesma do que a ele, mas também com o objetivo de que ele não fosse atrás dela e criasse problemas com os quais ela não saberia lidar.
"Me diz pelo menos o seu nome." Ele pediu, mas quando terminou a frase ela já estava fora da cabine.
Isso não era um problema, no entanto. Eles seriam colegas de colégio a partir de segunda-feira, e saber o nome dela era só uma questão de tempo.
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