Notas iniciais
Queria agradecer àqueles que leram e deixaram recadinhos na minha primeira fic concluída, Quando Nossos Corpos Falam, que foi postada no perfil da StephPetri4.
São os comentários que incentivam a gente a continuar, então eu tenho MESMO que dizer MUITO OBRIGADAAA!!!!!!
Beijos a todos e espero que estejam curtindo essa fic...

A amizade entre as meninas QRS, como elas mesmas gostavam de se intitular, desde que tinham percebido que suas iniciais ficavam juntas no alfabeto, podia parecer fútil e artificial, aos olhos da maioria dos alunos do McKinley, mas o laço que as unia não somente era verdadeiro, como também podia ser considerado de longa data. As três, que completariam todas dezoito anos em breve, se conheciam desde os cinco, quando freqüentaram o Jardim de Infância juntas, em um pequeno colégio particular.

A partir de então, sempre conseguiram convencer seus parentes a mantê-las próximas, freqüentando as mesmas escolas, os mesmos cursinhos, as mesmas colônias de férias, até irem juntas para o McKinley, no início do Ensino Médio. Na escola nova, o primo de Santanna e o irmão de Quinn tinham se juntado a elas, e os cinco formaram um grupo de amigos inseparável, que provocava a admiração e a inveja de muitos, desde a sua chegada.

Ainda no primeiro ano, no entanto, as três garotas começaram a se sentir entediadas. O colégio não oferecia muitas atividades extracurriculares e as poucas que havia eram típicas de nerds, como Jacob Ben Israel, Suzy Pepper, Lauren Zizes, Artie Abram e, principalmente, da namorada dele, Brittany Pierce, que participava de absolutamente todos.

Segundo Rachel tinha se informado, a garota tinha notas de gênio mas, ainda assim, precisava participar dos vários clubes de ciências, do jornal, do clube de xadrez e dos preparatórios para as olimpíadas de matemática, a fim de formar um currículo capaz de lhe assegurar uma vaga na única escola do país com formação em Engenharia da Astronáutica.

A única ocupação interessante para o trio de amigas seria fazer parte do grupo de líderes de torcida, mas elas tinham sido informadas de que não haveria testes naquele ano. Até que, em uma das muitas tardes de preguiça e monotonia, sempre passadas no quarto de uma das três, Quinn tivera uma idéia, que considerara genial.

“A gente sempre gostou de cantar juntas, não é? Por que a gente não forma uma banda?”

“Quinny, eu detesto te derrubar das nuvens, loura... mas a gente não toca nenhum instrumento... nem conhece nenhuma menina que toque.” Disse Santanna.

“É verdade, Q. Eu sou simplesmente apaixonada por música e acho até que a gente canta bem direitinho, mas a gente não tem como formar uma banda só com cantoras.”

As três suspiraram e ficaram em silêncio por minutos, que pareceram horas.

“Os meninos tocam...”

“Não, Q. Pelo amor de Deus! Eu já tenho convivido demais com seu irmãozinho... ele agora cismou que nós iríamos fazer um casal super foda e ficar mais populares do que qualquer aluno do último ano, se a gente namorasse. Eu não entendo... eu sempre achei que ele preferia ficar pegando geral por aí.” Santie comentou, lixando as unhas.

“Pois eu bem que gostaria de conviver mais com seu primo. Ele já teve namorada?” Quinny revelou seu interesse e recebeu uma risadinha simpática de Rachel e um revirar de olhos da latina.

“Também não sei se é uma boa idéia chamar os meninos, Quinn. Além do mais, eles não estão entediados, eles estão jogando basquete e devem fazer teste pro futebol esse ano ainda.” Rachel também opinou.

Novamente ficaram sem conversar, escutando apenas a música Material Girl da Madonna sair das caixinhas de som conectadas ao Ipod de Rachel. O clipe dessa canção reavivou memórias que Rachel guardava com carinho.

“Vocês se lembram do que a gente mais gostava de fazer juntas, até o dia em que a gente se convenceu de que não tinha mais idade pra isso, só porque o Puck flagrou a gente e passou uma semana zuando com a nossa cara?” Rachel perguntou.

“Claro... vestir as roupas das nossas mães, se entupir de maquiagem e brincar de ser mulheres adultas.” Respondeu Santanna, com desdém.

“É uma maneira de ver, mas, na verdade, não, Santy. Quando a gente vestia aquelas roupas e se maquiava, a gente cantava junta, fazia performances.”

“A Quinn entendeu o que eu queria falar. A gente fazia performances e é isso que a gente tem que fazer! Não aqui em casa ou no quarto de uma de vocês, mas num palco... pra uma platéia.”

“Você quer que a gente vá pra uma escola de teatro?” Se preocupou Santanna.

“Não.” Rachel riu. “Eu estava pensando em... competição de corais!” Falou as últimas três palavras acompanhando-as com um gesto grandioso das mãos.

As outras duas ficaram pensativas por um tempo, mas depois começaram a pular e gritar, a se abraçar. Elas agora tinham um projeto!

Não foi difícil convencer o diretor da escola a autorizar a fundação de um coral. Complicado mesmo foi lidar com a falta de verba direcionada para esse tipo de atividade. Antes de montar, de fato, o clube, e começar o recrutamento de outros membros e os ensaios, foi necessário correr atrás de patrocínio. Felizmente, uma loja de roupas de moda jovem, em que QRS costumavam comprar bastante, aceitou dar algum dinheiro a elas e, em troca, elas apenas precisariam se apresentar vestindo modelos exclusivos da empresa.

Também foi preciso escolher um professor que aceitasse ficar responsável pelo coral, porque nenhuma atividade dentro do McKinley ou a ele relacionada (e elas só poderiam se inscrever em competições usando o nome do colégio) poderia funcionar sem supervisão. Depois de receber alguns “nãos”, elas acabaram chegando à pessoa perfeita, o Professor de Educação Física, Will Schuester, que, quando era mais jovem, tinha sido líder de uma banda chamada Acafellas, sucesso em todo o Estado de Ohio e em alguns Estados vizinhos.

Nos dois primeiros anos, apesar de ter recrutado muitos membros, graças à popularidade natural de suas fundadoras, que cresceu ainda mais quando as três se tornaram cheerios, a convite da treinadora, que as viu dançando durante o aquecimento da educação física, o clube sequer conseguiu ir à fase nacional do campeonato. Faltava alguma coisa ao grupo que nem as próprias meninas, nem o diretor, conseguiam identificar.

Mesmo assim, elas continuaram o projeto, porque, em primeiro lugar, elas se divertiam muito com os ensaios e as apresentações, era uma atividade que dava mais prazer a elas do que qualquer outra e, em segundo lugar, elas tinham esperança de encontrar a peça que faltava no quebra-cabeças e, pelo menos, se apresentar na etapa nacional que, no terceiro ano, aconteceria em LA.

Mesmo quando as moças começaram a namorar, a amizade delas e o clube do coral continuaram sagrados, não eram deixados jamais de lado, egligenciados. Para Sam e Puck, isso não era um problema e os dois, inclusive, acabaram entrando no coral a tempo de participar das Regionais do Segundo Ano. Puck porque fazia tudo que podia para ficar perto de sua Quinny e Sam simplesmente porque o Novas Direções, cujo nome foi escolhido por votação, tinha se tornado uma das atividades mais populares da escola, perdendo apenas para o time de futebol.

Somente o namorado de Rachel se incomodava com a participação da namorada no clube. Ele era o único aluno da escola que conseguia se manter popular somente com o futebol, e ficava extremamente aliviado com isso, porque, se dependesse do coral, estaria totalmente ferrado!

O fato é que ele dizia não gostar do clube, mas o que ninguém sabia era que ele tinha, sim, vontade de participar. O que ele não tinha era ritmo, voz, afinação, nenhuma musicalidade.

Ele não tinha nenhuma das características necessárias para fazer parte de um coral e sua namorada era uma das estrelas. Como ele poderia não se irritar profundamente com isso?

Notas finais
Namorado chato ou ele tem as suas razões?
Será que ele é mesmo uma pessoa sem talento?