Notas iniciais
Como o capítulo anterior teve um número legal de reviews, eu decidi postar mais um... espero que gostem, apesar de não ser tão Finchel assim.
O próximo será, com certeza.
Lelendmc, a Rachel pode descobrir depois?
Não havia pensado nisso, então já tinha escrito o capítulo sem nenhuma referência a isso, mas, agora que você falou, me deu uma boa ideia!

Quando Finn voltou da cozinha, encontrou Sam e Puck falando alto. Não sabia se ficava aliviado, porque os rapazes pareciam distraídos com outro assunto que não o interesse dele por Rachel, ou se ficava preocupado, porque Sam parecia bastante alterado.

"Você não pode contar pros seus pais, brother! Não é por mim... é por ela." Noah pediu.

"Cara, pelo amor de Deus, é a minha irmã! Eu vou ter pesadelos, agora, com você deitado em cima dela... ou até em posição pior!"

"Você transou com a minha prima muito antes." Respondeu Noah, contrariado.

"Prima! Prima, não IRMÃ!" Bufou. "Quer saber? Que se dane! O estrago tá feito mesmo... contar pros meus pais não vai mudar porra nenhuma. Eu só quero pensar em outra coisa... qualquer coisa... pra não ficar pensando na minha irmãzinha... tão bonitinha, tão loirinha... com a boca..." Com raiva, chutou uma cadeira, que caiu.

"Calma, cara." Disse Mike, levantando a cadeira.

"Seus pais não tão lá em cima, não, né?" Matt se preocupou.

"Não." Sam respondeu, pegando uma das duas cervejas que restavam com Finn e escolhendo o tema com que iria se distrair. "Diz aí, Finnocente. Achou que ia escapar, mas eu quero saber... dessa história aí com a Rach."

"Não tem história nenhuma, cara. Vocês só me perguntaram quem eu achava a mais gata, e pra mim ela é a mais gata." Mentiu, parcialmente, ao ser surpreendido pelo retorno do assunto. Claro que ela era, sim, a mais gata do McKinley, pra ele. A garota que mais o atraía, não só na escola, mas em toda Lima, em toda Ohio, quiçá no mundo todo! Só não era verdade porque, afinal, havia, sim, uma história acontecendo entre eles.

"Ela é a minha melhor amiga, cara. E eu acho até que você seria muito melhor pra ela do que o babaca do Jesse. Já que, uma hora, vai acabar acontecendo com ela o que aconteceu com a Quinny, eu prefiro ter pesadelos com você em cima dela do que aquele idiota!"

"Você deveria pensar, então, que foi melhor também a Quinny transar comigo, né, bro?" Comentou Puck.

"Aí... pode crer que eu penso, cara! Você é meu brother e um dia vai ser meu cunhado. É só... que é tenso... pensar na irmã da gente fazendo sexo. Você tem irmã, Puck... você vai saber."

"É." Concordou Matt, que também tinha uma irmã, somente um ano mais velha que ele.

"Aí, Finn. Eu concordo com o Sam, cara. A Rach merece coisa muito melhor que o palhaço do St. James!" Disse Mike, enquanto Matt balançava a cabeça, concordando.

"Todo mundo ia ficar feliz, se ela se livrasse daquele merda! E, se vocês namorassem, a gente não ia precisar nem se acostumar com um cara novo no grupo e tal." Constatou Noah. "Você já é brother."

"É, mas, ainda assim, é bom saber que, se ficar com ela, eu vou tá de olho." Sam falou, finalmente, o que queria falar, desde o início. "Se magoar a Rach, vai se entender comigo."

"Valeu, gente. Isso é legal e é claro que eu sei o quando vocês gostam da Rach, e tentam cuidar dela... mas acho que é ela quem tem que escolher os namorados... e eu, as minhas namoradas também. Então, vamos voltar pro jogo?"

Finn sabia muito bem que ele e Rachel já tinham se escolhido, mas também sabia que não podia dar bandeira na frente dos meninos, mesmo eles parecendo ser amigos fiéis dela, que detestavam e queriam ver Jesse pelas costas, e mesmo eles tendo demonstrado que apoiariam um relacionamento entre os dois. Ainda não era hora de ninguém saber de nada.

Os meninos voltaram ao pôquer e a tomar suas cervejas, e só pararam quando as meninas QRS chegaram à casa, interrompendo a jogatina. Quinn foi imediatamente se sentar no colo de Puck e Santana falou alguma coisa no ouvido de Sam, sumindo com ele pelo corredor, na direção dos quartos. Rachel cumprimentou todo mundo e lamentou não poder sentar no colo de Finn e beijá-lo, como fazia sua amiga loirinha com o namorado. Os dois trocaram apenas sorrisos e olhares, do modo mais discreto que conseguiram.

Finn ficou feliz por ver Rachel sem Jesse, mas, a julgar por outros finais de semana, sabia que aquilo não necessariamente significava que ela já tivesse conseguido terminar com ele. Ele estava muito ansioso por isso, porque não aguentava vê-la e ter que ficar longe dela, sem tocar sua pele macia, seus cabelos sedosos, sem sentir seu cheiro de flores, sem beijar seus lábios deliciosos.

Estava perdido em lembranças quando Matt e Mike disseram que iriam embora e perguntaram se ele iria junto. Obviamente, ele não queria ir, mas só ficariam na casa dois casais e Rachel, e ele já havia conseguido despertar muita desconfiança com um simples comentário. Se ficasse, iria dar ainda mais margem a especulações. No entanto, logo depois de dizer que iria embora, sim, ouviu sua baixinha pedir para ele ficar, dando a desculpa de que queria falar algo sobre o clube e, tendo ele informado que estava de carona com Mike, oferecendo-se para deixá-lo em sua casa, depois.

Quando ficaram apenas com Puck e Quinn, os dois puderam conversar. Não fizeram muito mais do que falar sobre o fato de ela não ter achado Jesse naquele dia, sobre a ansiedade que ambos estavam compartilhando, sobre planos para quando eles ficassem juntos e sobre a desconfiança dos meninos, assunto que não só não incomodou Rachel, como a fez rir.

Enquanto conversavam, algumas vezes ele brincou com uma mecha do cabelo dela, outras vezes acariciou seus dedos, levemente. Ela, por sua vez, brincava com pelinhos do braço dele ou tocava a ponta de seu nariz, brincalhona, o que se tornaria um hábito entre os dois. Noah percebeu o que estava acontecendo e Quinn confirmou que os dois estavam se gostando e que a amiga pretendia terminar com Jesse, o que deixou o rapaz muito animado, porque, mesmo conhecendo Finn há pouco tempo, nutria um forte sentimento de amizade por ele.

Rachel levou Finn até a porta da casa dele e, como combinado, os dois não trocaram nenhum beijo apaixonado, apenas se despediram com um abraço cheio de carinho. Nenhum dos dois queria ser esse tipo de pessoa, que faz as coisas pelas costas, não liga para compromissos, nem respeita os sentimentos dos outros. Ainda que, a esse altura, estivesse um tanto quanto claro que Jesse não tinha propriamente sentimentos por Rachel, ela queria ter sua consciência tranquila.

No domingo à noite, finalmente Rachel conseguiu localizar Jesse e pediu que ele fosse à casa dela com urgência. Ele, no fundo, tinha uma desconfiança sobre o assunto, afinal o namoro deles estava frio como um iglu, mas, como ainda acreditava que sua popularidade cairia se perdesse a namorada, tentou ser carinhoso e contornar a situação. Obviamente, sua esperança se confirmou vã, e naquela noite ele e Rachel deixaram, segundo ela definitivamente, de ser um casal.

Ele saiu da casa dela pensando que talvez o fato de eles terminarem não fosse suficiente para ele perder a coroa. Era só ele se esforçar ainda mais no futebol, levar o time à vitória no campeonato, dar tratamento especial à mulherada que iria se atirar, ainda mais descaradamente, para cima dele, e continuaria sendo o rei do colégio.

Somente isso e garantir que Rachel ficasse sozinha, e não com outro aluno do McKinley. Especialmente não com Finn Hudson.