Uma Nova Injeção De Adrenalina
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Bom capítulo! Bjs!
Depois de um longo e apaixonado beijo, Finn e Rachel, finalmente, se separaram. No entanto, seus corpos não se moveram nem um milímetro, as mãos dele não saíram das costas dela, onde a seguravam, mais ou menos na altura da cintura, e as dela permaneceram entrelaçadas atrás do pescoço dele. Ficaram se olhando e sorrindo, feito bobos, por alguns segundos, e estar em silêncio, assim, surpreendentemente não lhes parecia desconfortável ou estranho.
"Viu como fazia diferença eu prometer nunca mais beijar você ou prometer não tomar a INICIATIVA de beijar você?" Finn perguntou, com um sorrisinho típico de quem triunfou no rosto.
"Ai, como você é arrogante, garoto." Rachel respondeu, dando um tapinha no braço dele, mas não conseguia realmente parecer irritada.
"Você não acha isso, de verdade." Ele afirmou, ainda mais vitorioso.
"Não." Ela sorriu, largamente. "Eu já achei, mas agora eu sei que você é legal... e que você gosta de brincar assim, só pra me provocar e..."
"Mas eu não tô brincando. Eu prometi somente não tomar a iniciativa, porque eu sabia que você ia me beijar, um dia... ou ia me pedir pra te beijar." Afirmou, aproximando muito seus lábios dos dela, mas sem tocar.
"Então, você é, sim, um arrogante!" Falou, virando o rosto e afastando suas bocas, mas sem se afastar de fato dele.
"Eu seria arrogante, se estivesse enganado. Mas eu tava certo." Os dois sorriram e ele se aproximou de novo, dessa vez dando alguns selinhos nela. "E tem mais! Você disse que, quando me ouviu cantar, eu toquei seu coração... mas eu sei que eu mexi com você muito antes de fazer minha primeira apresentação pro clube. Eu senti, Rachel. Em cada um dos nossos beijos, eu SENTI."
"É verdade que eu senti uma atração muito forte por você, desde que você me beijou, pela primeira vez, na festa. Mas era só uma coisa física... e eu nem entendia tanta atração por alguém que eu achava abusado, metido, obsessivo. Quando você cantou, as coisas mudaram. Eu comecei a olhar, de verdade, pra você."
"Eu sou louco por você, Rachel. Eu tô apaixonado por você, desde que você me deixou falando sozinho, naquela cabine fotográfica... desde quando você nem tinha um nome." Falou, sincero, intenso, como ele sempre era.
"Eu também... tô apaixonada por você, Finn Hudson. Você é incrível... e eu... adoro você." Se derreteu, voltando a beijá-lo.
Dessa vez, apesar de se beijarem também lentamente, os dois se tocavam de modo mais intenso. O braço direito dele envolveu toda a cintura dela, puxando-a o máximo que pode para si, a mão esquerda segurou-a na nuca, sentindo um pouco da pele, um pouco dos cabelos macios. As mãos dela iam do cabelo para o pescoço, do pescoço de volta para o cabelo, apertando de leve a carne, bagunçando ainda mais os fios, que ele já usava desalinhados.
Depois de algum tempo, apesar de não ser sua real vontade, Rachel tomou a iniciativa de parar o beijo e colou a testa na dele.
"Finn, a gente precisa parar. E eu acho melhor você ir... porque, se você ficar mais, a gente não vai... conseguir parar."
"É por causa do Jesse?" Perguntou, temendo a resposta.
Sabia que ela não estava se referindo a eles irem longe demais, fisicamente falando, porque as coisas entre eles estavam ainda absolutamente sob controle. Então ela só poderia estar falando sobre não continuar com os próprios beijos, e a razão deveria ser o idiota do namorado. Infelizmente, a resposta dela foi um aceno positivo de cabeça.
"Eu não acredito que, depois de tudo, você vai me mandar embora... e me pedir pra não contar a ninguém, de novo... e continuar com aquele..." Ele falou, soltando-a completamente, mas foi interrompido quando ela pousou um dedo contra seus lábios, calando-o.
"Não." Respondeu, séria. "Quer dizer... sim e não." Ele a olhou, confuso. "É claro que eu vou te pedir pra não contar pra ninguém, Finn. Nesse momento, eu ainda tenho um namorado... eu tô traindo alguém e isso não é uma coisa que seja legal as pessoas saberem." Fez uma pausa e ele concordou. "Mas eu não vou continuar com o Jesse." Assegurou, fazendo carinho no rosto dele.
"Você vai terminar com ele?" Queria ter certeza, porque parecia bom demais para ser verdade.
"Vou. Eu vou terminar com ele. Na verdade, eu ia terminar com ele, essa semana... logo depois que eu vi você cantando Jessie's Girl... mas aí..."
"Mas aí?" Ele perguntou, vendo que ela havia se calado no meio da sentença.
"Mas aí você parecia ter partido pra outra, exatamente como tinha me falado que ia fazer, e eu acabei desistindo."
"Partido pra outra? Como assim?" Questionou, sem entender nada.
"Eu tô falando de você ter ficado com a Hayden, claro... mas eu não tô chateada com você, Finn... eu entendo... eu tava namorando, você não sabia que eu também tava apaixonada por você..."
"Eu não fiquei com a Hayden." Falou, sério.
"Você não precisa mentir. Isso, sim, vai me deixar chateada com você."
"Eu não tô mentindo! Eu já fiquei com a Hayden, mas isso foi antes até de eu entrar pro coral. O único contato que eu tive com a Hayden, essa semana toda, foram os quinze minutos que ela passou no banco do carona do meu carro, no caminho entre a escola e a casa dela."
"Você só deu uma carona pra ela?" Perguntou, ainda um pouco desconfiada, mas já um tanto envergonhada.
"Só uma carona." Ele mexeu no cabelo dela. "Parece que ela tinha ido com a tal da Grace pra escola, porque tinha esquecido que a outra tinha treino... algo assim. Além do mais, se fosse pra partir pra outra, tinha que ser alguém com um mínimo de potencial pra me fazer esquecer de você... e a Hayden... ela não tem nada a ver comigo."
"Ótimo!" Ela sorriu, satisfeita. "Mas voltando ao assunto Jesse..." ficou séria, outra vez "...eu vou terminar com ele, assim que eu puder. Enquanto isso, eu não acho certo a gente..."
"Eu entendo, Rach. É melhor eu ir embora. Eu também não acho certo a gente ficar junto, ainda... por mais que eu não vá, nem um pouco, com a cara do Jesse."
Finn foi buscar as coisas dele na sala. Como o bom líder que era, ele havia levado consigo cadernos de música, anotações sobre o coral e partituras. Depois, Rachel o acompanhou até a porta e eles se despediram com um abraço bem forte e alguns selinhos. Ela o esperou entrar em seu carro e dar a partida, para fechar a porta e ir, imediatamente, telefonar para Jesse. Contudo, infelizmente, o ainda namorado não atendeu nenhuma das suas várias ligações.
Frustrada pelo sumiço de Jesse, que atrasava seus planos de ficar, finalmente, com Finn, mas feliz com sua própria decisão, e também por causa dos momentos que tinha acabado de passar com seu grandão, a morena mandou mensagens às melhores amigas, combinando de as três comerem uma pizza, na melhor pizzaria de Lima, naquela noite, por conta dela.
"Infelizmente, depois de tudo isso, eu não achei o Jesse. Liguei o dia todo e NADA!" Terminou Rachel, que tinha contado tudo que acontecera a Quinn e Santana.
"Será que ele não tá com os meninos?" Perguntou Santy.
"Não. Quando eu saí de casa, eles tavam todos lá... o meu irmão, o Noah, o Mike, o Matt... o Finn." Quinny sorriu para a amiga.
"Ele tá na sua casa, é?"
"Rach, Rach! Você não acabou de dizer que só quer ficar com ele de novo quando tiver terminado com o 'Jesse Sem Jeito'?" Santana inventara esse apelido depois que o rapaz tinha começado a andar com os bad boys do colégio, aprontando bastante em consequência, e nada que ninguém falara fora capaz de dar um jeito nele.
"É verdade, mas me deu uma vontade tão grande de falar com ele... de ver aquele sorriso." Respondeu, toda boba.
Quinn, que era especialmente romântica, suspirou, e Santana, que era sempre uma piadista, imitou Rachel e riu. As três continuaram comendo pizza e falando dos assuntos típicos de meninas da idade delas.
Nenhuma das duas criticaria a amiga, se ela decidisse sair direto da pizzaria para a casa da loira, afinal ela já estava sendo mais do que legal em tentar não ficar traindo Jesse permanentemente, quando todos sabiam que, há algum tempo, ele não dava atenção alguma à garota, a não ser quando para seu próprio benefício. Além disso, os namorados das duas já haviam comentado que desconfiavam que Jesse estivesse ficando não somente com uma, mas várias outras garotas.
Enquanto as meninas estavam no restaurante, na casa de Quinn o assunto era do tipo que poderia fazer com que as orelhas delas ardessem, se esse tipo de crendice fosse verdade.
"A mais gata é a Quinn, sem dúvida." Disse Puck.
"Esse aí tá completamente amarrado!" Sentenciou Sam. "A minha irmã é gata, sim, mas você já viu as coxas da Grace? Você já reparou nos peitos da Claire? E a boquinha da Hilary? Huuum..."
"Você esquece que eu sou primo da sua namorada, né, cara?"
"Não. Eu sou irmão da sua... mas e daí? Isso aqui é uma conversa de homens, pô. Você é homem e vai querer me convencer que só tem tesão na Quinn?"
"É. Isso é estranho, cara." Disse Matt.
"Isso é estranho pra você, que é solteiro..." respondeu a Matt "...e pra esse aí, que não gosta da minha prima. Por mais que vocês me achem mulherzinha, eu só tenho mesmo tesão na minha Quinny... eu só quero ficar com ela. Eu acho legal ver os peitões da Claire, e as coxas da Grace, ou a bunda da Hayden... mas eu não tenho vergonha de dizer que a Quinn é a mais gata pra mim."
"Ah, cara! Não sei... eu amo a Tina e eu não trairia ela. Mas, aqui entre nós... não tem gostosa como a Hayden, não, cara!" Mike deu sua opinião. "Finny-D já pegou. Diz aí pra gente se não é, cara?"
"O que?" Perguntou Finn, que estava perdido em seus pensamentos, não muito envolvido com aquela conversa cheia de testosterona.
"A Hayden, cara? Ela não é a maior gostosa?" O asiático reforçou.
"É..." falou, indiferente "...é chata pra burro, mas é gostosa, sim."
"Você foi o único que não falou nada, cara. O Matt e o Mike acham que é a Hayden... o Puck escolheu a minha irmã... e eu votei numa mistura de Claire, Grace e Hilary, porque eu sou simplesmente incapaz de escolher uma." Sam falou com muita malícia e levou uma almofadada de Noah. "Quem é a maior gata do McKinley pra você, cara?"
"A Rachel." Respondeu, verdadeiro. Não tinha porque mentir sobre isso.
"RACHEL CORCORAN?" Todos os demais expressaram surpresa.
"É, gente. Por que esse espanto todo? Ninguém acha a Rachel gata aqui?" Todos os outros se olharam. O fato é que todos achavam, sim, Rachel muito gata, mas tinham uma relação de tanto respeito com ela, que jamais a colocavam em pauta em papos como aquele.
"É... ela é gata, sim, Finn. Mas é que ela é como uma irmã pra mim." Disse Sam.
"Pra mim também." Concordou Noah.
"E vocês viviam como gato e rato, por isso é estranho você citar logo ela." Matt comentou.
"Acho que tem alguém aqui a fim da Rachel e escondendo o jogo." Afirmou, por fim, Mike.
Finn riu e disse que era sua vez de buscar cervejas para todos eles, na cozinha. Saindo dali, esperava, sinceramente, não ter que responder a nenhum interrogatório, no momento em que retornasse.
Será que ele deveria se arrepender de ter respondido honestamente a pergunta dos amigos?
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