Notas iniciais
Em primeiro lugar, queria pedir desculpas pela demora em postar (esse é o segundo capítulo do dia e eu esqueci de pedir essas desculpas no primeiro). Foi uma semana triste e eu não tava conseguindo lidar com Finchel em ambiente escolar.
Bom, esse capítulo é mais pra introduzir uma nova fase do coral, depois da injeção de adrenalina que ele recebeu. Espero que não achem muito chato.

"A estratégia de um bom coral é simples: identificar os melhores artistas e construir toda a performance em volta deles." Disse Finn, de pé, ao lado do Sr. Schuester, em frente aos demais membros do coral, que estavam todos sentados.

"E o que os outros fazem?" Perguntou Santanna.

"E quem são nossos melhores artistas?" Questionou Matt.

"É claro que ele acha que ele é o melhor! E que nós vamos dançar e cantar em volta dele, como moscas em volta do lixo." Afirmou Rachel, irritada, se levantando e caminhando para junto do treinador.

"Eu vou ignorar que você me comparou a lixo, garota... e vou responder a pergunta do Matt. Eu acho que devemos fazer audições pra saber."

"Sr. Schuester, não acha que esse não é nosso estilo?" Continuou a baixinha.

"Normalmente, eu concordaria com a Rachel, mas é um grande momento... é o último ano pra maioria de nós. Acho que devemos ouvir o Finn." Puck interviu.

"Sr. Schuester, esse garoto prepotente não só está querendo ser o centro das atenções na apresentação, como está querendo dar uma de líder pra cima da gente. O nosso líder é você, Sr. Schuester e, entre nós, sempre resolvemos tudo juntos." Rachel protestou, ignorando o amigo.

"Rachel, eu sou o líder... e vou continuar sendo. Mas talvez seja hora de dividir a tarefa com um de vocês, já que esse formato que a gente usou até agora não foi uma estratégia campeã."

"Ok! E aí você resolveu que esse aí vai ser o nosso líder?"

"Rachel, não precisa falar assim com o Sr. Schuester." Quinn achou melhor se meter.

"Isso mesmo, Rach. Calma." Fez coro com ela, o irmão.

"Me desculpe, professor." Ela disse, envergonhada.

"Tudo bem, Rachel. Dessa vez, vou relevar. Eu entendo que o Finn acabou de chegar e parece prematuro ele querer dizer como o grupo deveria trabalhar..."

"Sr. Schuester, me desculpe interromper..." Finn queria resolver a situação e não gostava que falassem dele, como se não estivesse ali. "... mas posso dar uma sugestão?"

"Claro, Finn." Foi a resposta do professor. Já a baixinha que estava causando toda aquela confusão lançou um olhar de desdém na direção dele e cruzou os braços.

"Por que a turma não vota? Primeiro, todos votamos se queremos ou não ter um de nós como um líder... abaixo de você, mas que vai ajudar a tomar as decisões. Depois, se for decidido que sim, escolhemos, também por votação, o tal líder."

"Ótimo!" O treinador sentenciou. "Mike, me empresta o seu chapéu." O garoto lhe deu o acessório. "Cada um de vocês vai escrever num papel a palavra sim, se quiser um líder, e não, se achar que eu posso continuar dando conta sozinho. Coloquem no chapéu." Ele completou, apoiando o objeto no piano.

Votos dados e contados, apenas duas pessoas haviam votado contra ter um líder, então iniciou-se a segunda etapa. Cada um deveria escrever no papel o nome daquele que queria na liderança.

Rachel tinha esperanças de que Finn não ganhasse, afinal ele era tão novo quanto um recém nascido, entre eles. Não demorou, porém, para que suas expectativas fossem frustradas. Ao menos parcialmente.

"Nós temos um empate. Tivemos um voto para a Sugar, sete para Rachel e sete para o Finn."

"Quem votou na Sugar poderia votar de novo e desempatar." Sugeriu Hilary, imaginando que tinha sido da própria Sugar o voto, e acreditando que, assim como ela, a garota votaria em Finn.

"Ou podemos ter dois líderes, Sr. Schuester. Seria perfeito!" Anisha se manifestou. "Eu troquei o meu voto umas três vezes, justamente em dúvida entre o Finn e a Rachel. A Rachel fundou o coral, é comunicativa... ela é uma líder nata! E o Finn... ele tem uma experiência que ninguém aqui tem."

O treinador olhou para os dois e percebeu que eles estavam de péssimo humor, que não estavam nada satisfeitos. Se fosse um desenho animado, eles seriam dois personagens com as caras vermelhas e fumaça saindo de suas cabeças. Eles nunca iriam concordar em trabalhar juntos, em equipe. Ao menos era o que o professor pensava.

"Por mim, tudo bem." Finn e Rachel falaram, ao mesmo tempo, fazendo gritinhos e aplausos ecoarem na sala do coral.

Rachel tinha decidido se sacrificar pelos amigos e Finn, pela vitória. Por mais que um irritasse o outro, eles tinham que aprender a ser maduros. Ele sabia muito bem que na carreira de cantor que ele pretendia seguir, no futuro, o que não iria faltar seriam pessoas tentando boicotá-lo, das mais diversas formas e que, se você não tem certeza de que pode derrotar o inimigo, a melhor estratégia é juntar-se a ele. Ela tinha carinho demais pelos amigos para não pensar no bem deles, apesar de alguns terem votado em Finn, o que era quase uma traição.

"Será que agora eu posso voltar às minhas sugestões?" Perguntou o rapaz, quando o alvoroço acabou.

"Não tem jeito, né?" Ironizou Rachel e Finn pensou que esse inimigo era, com certeza, um dos mais complicados com que ele teria de lidar.

A relação entre ele e Rachel era claramente de "amor e ódio". Não amor, nem ódio, de verdade, é claro, porque eles mal se conheciam. Mas havia muita atração, muita tensão sexual, entre eles, enquanto, ao mesmo tempo, um irritava o outro de um jeito que, provavelmente, não tinha precedentes.

"Bom, eu acho que a gente tem que fazer as audições pra identificar quem está melhor preparado para fazer os vocais principais, nas performances. A gente pode chamar alguns professores pra ajudarem o Sr. Schuester a decidir, por exemplo." Todo mundo concordou, fazendo sinal com a cabeça, inclusive Rachel. "Mas, antes mesmo disso, eu acho que a gente deveria fazer audições pra incluir mais membros no coral."

"Mais membros no coral? Pra que isso, garoto? Com isso, eu não concordo!"

"Rachel, qual é o seu problema? Por que você ama tanto discordar de mim?" Ele irritou-se, enfim.

"Não é uma questão de gostar de discordar. É uma questão de discordar e ponto!"

"Ai, você é irritante demais! Mas, ainda assim, eu vou EXPLICAR porque audições pra novos membros." Ela o olhou com desafio nos olhos. "Em primeiro lugar, eu não sei se você já viu uma performance do Vocal Adrenaline... ou do Angels from Hell (Anjos do Inferno)... ou do The Voices (As vozes), que ficaram em segundo e terceiro, ano passado..." Ela tinha visto, sim, mas não respondeu. "...mas todos esses corais tinham, pelo menos, vinte e cinco membros, e nós somos quinze apenas. Além disso, poderíamos melhorar muito, incluindo gente mais bem preparada do que as que temos aqui, agora."

"Eu não posso ser líder junto com alguém que ofende os integrantes do nosso coral, Sr. Schue!"

"Finn, talvez possa ser um pouco mais gentil com seus conselhos." Schue interviu.

"Gentil? Não sabia que vamos treinar pro prêmio de bonzinhos." O olhar do professor na direção dele não foi nada, nada bom. "Ok, ok. Eu sei que não sou muito simpático quando se trata de competição. Eu peço desculpas se ofendi alguém. Mas o fato é que não vamos ganhar se eu não falar algumas coisas que..."

"Que coisas?" Rachel continuava contrariada. Não poderia admitir que ele desdenhasse de seus amigos.

"O fato é que esse coral foi formado por popularidade, não por talento. Rachel, Santanna, Quinn e Hilary são líderes de torcida. Noah, Sam, Matt e Mike são jogadores de futebol. Sugar é a garota mais rica da escola, filha do maior industrial de Lima. Joe, apesar de andar como um hippie e frequentar o Centro Acadêmico, é filho de deputado, e Anisha é filha do diretor Figgins, por isso os dois são bajulados."

"E você sabe tudo isso sobre nós em tão pouco tempo?" Sugar perguntou, surpresa.

"Como eu disse, vocês são populares. Todo mundo nessa escola sabe quem é cada um de vocês."

"E eu?" Perguntou Tina. "E quanto ao Rory e a Marguerite?"

"Tina, eu preciso te dizer: você é uma das cantoras mais bem preparadas que esse coral tem!" Ela sorriu. "Ainda assim, eu posso afirmar, sem medo de errar, que, se você não fosse namorada do Mike, provavelmente sequer teria tido uma chance. Quanto ao Rory e a Maggie, eles são estudantes de intercâmbio que moram com outros membros do grupo, certo?"

Ninguém conseguiu argumentar, nem mesmo Rachel. O coral até já tinha tido audições de outros alunos, dentre as quais a de Grace. No entanto, os membros sempre tinham sido escolhidos por amizade e não em razão do que podiam ou não fazer com suas cordas vocais.

"Eu não estou sugerindo que ninguém saia." Afirmou Finn. "Apenas que mais gente de talento entre, para ajudar a gente a construir uma apresentação com potencial de campeã. Eu conheço pelo menos três pessoas que vão se interessar, se eu falar com elas, e que, com toda certeza, trarão um tempero a mais pro Novas Direções."

Rachel temeu que uma dessas pessoas fosse a insuportável Hayden, mas não falou nada. Afinal, o que ela poderia falar sem parecer ciumenta? Os dois novos líderes, finalmente, conseguiram entrar em acordo e ficou combinado que as inscrições começariam no dia seguinte, e que Rachel pediria a dois professores para ajudarem Will.

O Novas Direções nunca mais seria o mesmo. Ele seria muito, muito melhor!

Notas finais
Qualquer semelhança com diálogos de Glee não é mera coincidência... somente os nomes de dois corais e o enredo meio louco me pertencem.
Bjs!