Notas iniciais
Olá minna, mais um capítulo e como podem ver ele é enorme kkkk, espero que gostem, demorou mais saiu :D Boa leitura *-*

Eram cinco horas da manhã e o sol começava a raiar, Sasuke arrumava suas coisas, daqui algumas horas se encontraria com o Senhor Kizashi, pai de Sakura. De fato aquilo ainda o incomodava, o pai da Haruno deveria ter bastante ódio dele por ter um dia traído Konoha. Pegou o restante de suas coisas e seguiu caminho até os portões da vila, local de encontro entre ele e os demais ANBUS’s. As lembranças da noite anterior não saíam de sua mente, principalmente a conversa que teve com Naruto logo após a Haruno ir embora.

– Onde está a Sakura chan? – perguntou Naruto chegando onde antes Sasuke e Sakura conversavam. – Ino falou que ela havia ido em casa, ainda não voltou?

– Acabou de sair! – respondeu ele secamente observando o caminho que a rosada trilhou rumo a sua casa.

– E o que faz aqui? – perguntou o loiro curioso.

– Estava conversando com a Karin. Oras isso não é da sua conta. – zangou-se.

– A Sakura chan viu vocês dois juntos?

– Viu.

– E? – como ele era curioso.

– E o que, seu dobe? – perguntou Sasuke, irritado.

– Você simplesmente sai com a Karin, correndo o risco de serem vistos pela Sakura chan, ela pode não ter gostado. – informou.

–Não tenho nada com ela... E além do mais aquela irritante irá me esquecer, não tenho com o que se preocupar.

– O que? A Sakura chan te disse isso? – perguntou Naruto, surpreso.

– Sim.

– Me surpreende ela dizer tal coisa... – ficou em silencio por um momento e depois continuou. – Mas já estava na hora da Sakura chan tomar essa atitude.

– Aquela irritante. – balbuciou.

– O que? – olhou-o incrédulo. – Queria que ela continuasse amando você mesmo não sendo correspondida? – soltou uma risada.

– Hm.

– Me diz... O que você e a Karin conversavam? – perguntou.

– Sobre a reconstrução do clã Uchiha. Esse assunto já está me enchendo. – falou mal humorado.

– Disse que não iria aceitá-la?

– Sim, mais ela é tão insistente, disse que mesmo assim continuaria me amando. – falou com desdém.

– Ela deveria tomar a mesma atitude que a Sakura chan. – Naruto soltou uma risada.

– Hm.

– Mais teme... Como espera reconstruir o clã sem uma mulher?

– Procurarei uma que não seja tão irritante quanto a Karin.

– E a Sakura chan... – acrescentou. – Ela também é irritante... Segundo você. – soltou uma risada.

– Hm.

– Sasuke? Falando sério. O lance não é apenas ter herdeiros e sim alguém que você ame e que te ame também. – Naruto falou sinceramente.

– Eu sei Naruto, eu sei. – disse fitando novamente o caminho que a Haruno fez.

– Não tem ninguém que você goste?

– Deixa de ser ridículo. – voltou-se para ele.

– Responda! – ordenou.

– Ahh. – suspirou pesadamente. – Talvez, porém eu não sei Naruto... Mesmo não sendo o Itachi o culpado pela morte do clã Uchiha, mesmo assim tenho certo receio em construir uma família e acabar perdendo-a novamente... Sem contar que eu traí Konoha... Que futuro eu poderia dar aos meus filhos sendo um ex nukenin, que exemplo eu estaria dando? – revelou aquilo que tanto o incomodava.

– Sasuke... – Naruto sentiu um pouco de pena do amigo. – Quem é a pessoa que você gosta? – perguntou curioso.

– E por qual razão quer saber? – perguntou incomodado.

– Por nada, somos amigos... Talvez...

– Não! Não quero envolvê-lo em meus assuntos... – respondeu seriamente.

– Mais e se essa garota também lhe amar? Você estará fazendo-a sofrer...

– Não, não estarei, pois ela irá me esquecer...

– Ela irá esquecer... – sorriu como se aquilo fosse algo possível de acontecer, uma garota não esquece os sentimentos tão rapidamente assim. – Acho pouco improvável, os sentimentos de uma garota não mudam assim... – parou pensativo, agora que havia caído a ficha. – TEME, VOCE AMA A SAKURA CHAN? – gritou o loiro.

– Deixa de ser ridículo. – deu-lhe um cascudo. – Claro que não.

– Você não me engana. – disse sorrindo enquanto colocava a mão na cabeça esfregando o machucado.

– Eu não a amo, eu apenas... Não, não consideraria amor... Naruto... Apenas gosto dela, assim como você também gosta...

– Isso é ótimo, agora a Sakura chan poderá ser feliz ao seu lado! – exclamou Naruto contente.

– E eu Naruto? Serei? – perguntou. – Com um passado como o meu, eu nunca que conseguiria fazê-la feliz. – fitou o horizonte à frente. – Sakura sempre esteve ao meu lado, lutando para trazer-me de volta, retirar-me da escuridão em que eu me encontrava, enquanto que eu, o que fiz? Tentei matá-la, a fiz sofrer, quantas foram as minhas humilhações dirigidas a ela...

– A Sakura chan já o perdoou, esqueça o passado e siga em frente...

– Pra você é fácil falar, Naruto...

– Pense no quanto a Sakura chan sofreu por não ter você ao lado dela...

–...

– Pense que vocês serão felizes...

– CHEGA NARUTO! – gritou assustando o loiro, Sasuke suspirou e continuou. – Isso nunca irá acontecer!

– E o seu sonho? Não irá restabelecer o clã Uchiha?

– Não!

– Mais Sasuke...

– Tenho que ir... Amanhã cedo tenho uma missão.

– O pai da Sakura...

– O que tem ele?

– Converse com ele... Ele pode lhe ajudar... – disse Naruto esperançoso.

– Acha mesmo? Mesmo depois de eu ter tentado matar sua filha? Acha mesmo que ele iria me querer com ela? – sorriu achando estúpido o que Naruto lhe dizia.

– Mas Sasuke...

– Chega Naruto... Vou indo. – ia saindo, porém parou no meio do caminho para alertar o loiro. – Nem ouse comentar sobre isso com alguém, principalmente com a Sakura, ouviu bem? – seus olhos possuíam a cor vermelha do sharingan e fitavam ameaçadoramente Naruto. Dizendo isso desapareceu, deixando o loiro sozinho sem saber o que fazer.

Chegando aos portões da vila encontrou todos os ANBU’s preparados para sair, observou-os, todos usavam o típico traje ninja, porém Sasuke era o único que vestia-se diferente com a sua mesma roupa de sempre, achava um pouco desconfortável usar os trajes ANBU, mal havia chegado em Konoha, não achava-se digno disso, talvez no futuro pensasse em usá-los. Ouviu antes algumas ordens do senhor Kizashi.

– Nós estamos indo a Suna levar este pergaminho. – fez uma pausa. – Ele contém um jutsu proibido e o Hokage quer que o levemos rapidamente até o Kazekage Sama, para que ele o guarde em segurança. Há dois dias o pergaminho foi encontrado sem o selo que o protegia... Kakashi desconfia de que algum ninja desconhecido descobriu o local onde ele estava escondido e acabou retirando o selo de alguma forma, porém por alguma razão não conseguiu levá-lo no mesmo dia... E sendo ele muito importante, o levaremos até o Kazekage Sama, para que possa selá-lo com a ajuda de um outro pergaminho, que logo mais será entregue por um ninja da Vila do Chá... Como sabem a missão é um pouco perigosa, podendo assim haver alguns saqueadores pelas estradas. Por essa razão... – falou retirando de seu bolso um mapa estratégico, dentro do pergaminho havia o formato de uma cruz com algumas informações escritas. – Sasuke, como é bastante forte e ágil, irá à frente comigo liderando a missão, quatro de nossos ANBU’s ficará a poucos metros de distancia, lado a lado, para atacar quem quer que seja... Os outros dois virão logo atrás nos dando cobertura. – fechou o pergaminho. – Entenderam?

– Sim. – responderam.

– Outra coisa... Essa missão é restrita, ninguém sabe que estamos tele transportando esse pergaminho até o Kazekage Sama, somente nós e o Hokage Sama, para evitar possíveis ataques e quando voltarem... Não comentem com ninguém, muitos menos com suas famílias... – disse pensativo lembrando-se da conversa que teve com Mebuki antes de sair para a missão.

– Por que estão tele transportando esse pergaminho até Suna? – perguntou curiosa.

– Desculpe Mebuki... Mais essa é uma missão secreta. – dizendo isso saiu dando antes um beijo no rosto de sua esposa que ficou sem compreender coisa alguma.

– Então porque o Hokage reuniu muitos ANBU’s, se quase ninguém sabe sobre essa missão? – perguntou um homem com uma máscara de leão, por trás dela um sorriso se formava, seu nome era Hyuki, o mesmo que havia abordado o ninja que tentara atacar Sakura a dias atrás.

– Melhor prevenir do que remediar... – respondeu. – Sasuke... – chamou a atenção do Uchiha. – Quero que use esta máscara, como faz parte do corpo ANBU agora, é justo que o use. – falou entregando-lhe uma máscara de tigre, com um dos olhos tapados, de fato aquela parte cobriria o seu Rinnegan, logo em seguida partirem.

A floresta densa abria espaço para muitos dos saqueadores se esconderem, ambos trilhavam o seu caminho, atentos a qualquer movimento desconhecido. O senhor Kizashi ia à frente juntamente com Sasuke, liderando a missão, enquanto os outros ANBU’s vinham logo atrás, seriam apenas algumas horas de viagem até chegarem ao seu destino.

Na casa dos Haruno uma rosada arrumava-se para ir ao hospital, hoje a mulher que havia tido bebê teria alta e precisava fazer alguns exames antes de liberá-la. Desceu as escadas rapidamente, não preocupando-se em tomar café, pegou o presente de Naruto que ainda estava em sua comoda, após o acontecimento de ontem a noite com Sasuke no aniversário do loiro, não ousou retornar para a festa. Despediu-se de sua mãe que reclamou pela filha sair sem comer nada e seguiu caminho. Chegando lá encontrouTsunade Sama fazendo algumas pesquisas.

– Sakura!

– Oi. – disse a rosada entrando.

– Gostaria de conversar com você.

– Sim?

– Quero que vá ao quarto deste paciente, para ver como ele está. – falou entregando-lhe um prontuário.

– Idate Morino? – perguntou surpresa.

– Conhece? – perguntou ela.

– Sim, eu e o time 7 ficamos responsáveis por ele em uma missão, há muito tempo atrás. – falou. – Mas por que ele está em Konoha e... No hospital?

– Ele estava de passagem, em missão e acabou sendo pego por alguns saqueadores, que roubaram todo seu dinheiro. Já cuidei de seus ferimentos, mas quero que fique em observação. Poderia dar uma olhada nele?

– Sim... Mais e a mulher que teve bebê?

– Eu farei alguns exames nela e logo depois irei liberá-la.

– Tudo bem, até mais Tsunade Sama. – dizendo isso a garota saiu.

Em outro quarto um certo rapaz de cabelos lisos e medianos, amarrados em um rabo de cavalo baixo, se encontrava sentado em uma das camas do hospital, seus olhos chocolates fitavam o horizonte pela janela, parecia preocupado, em uma das mãos tinha um pergaminho.

– Bom dia. – disse Sakura entrando.

– Bom dia. – respondeu não desviando os olhos para ver quem era.

– Sou sua médica. Como está? – perguntou aproximando-se dele.

– Bem, a... – parou ao olhar a jovem, seus olhos e seus cabelos eram bastante familiares. – Eu conheço você. – falou sorrindo.

– Eu também conheço você. – respondeu à rosada retribuindo o sorriso.

– Sakura Haruno.

– Idate Morino.

– Você mudou bastante. – disse o rapaz fazendo a rosada corar.

– Você também... Vejo que a Tsunade Sama já cuidou de seus machucados. – falou observando os curativos em seu corpo. – Como está se sentindo?

– Esse braço dói bastante. – falou apontando para o braço esquerdo enfaixado.

– Espere um segundo. – falou indo até uma estante com remédios, logo pegando um analgésico e o entregando com um copo de água. – Isso aliviará a dor.

– Obrigada, Sakura. – agradeceu sorrindo, tomando o remédio e colocando o copo sob uma mesinha ao lado da cama.

– Soube que foi atacado... – falou a Haruno sentando-se ao seu lado.

– Sim... Eu estava em missão, tenho que entregar esse pergaminho ao Kazekage, ele é bastante importante. – respondeu, mostrando o pergaminho, seu rosto parecia preocupado.

– Alguns de nossos ANBU’s também saíram em missão, foram entregar um pergaminho ao Kazekage Sama.

– Sim... Faz parte do combinado... – respondeu fitando o pergaminho em suas mãos.

– Entendo... – disse um pouco desconfiada e curiosa. – Mas você não poderá sair nesse estado, terá que ficar alguns dias em repouso. – comunicou.

– Eu sei... – falou decepcionado.

– Se quiser eu e o Naruto podemos falar com o Hokage Sama, para mandar um de nossos ninjas levarem o pergaminho a vila vizinha.

– Muito obrigada. – sorriu em gratidão. – Fazia muito tempo que não nos víamos...

– A-ah, sim... Muitas coisas aconteceram desde aquela época... – falou sorrindo tristemente.

– Eu sei... Aquele seu parceiro de equipe, o Uchiha, ele deixou a vila, não foi?

– Sim, mas durante a guerra ele acabou aliando-se a Konoha e hoje está de volta... – sorriu.

– Entendo... Quando ele estava fugitivo, andou perambulando pela vila do chá, com os seus outros companheiros de equipe... – falou pensativo.

– O que faziam por lá? – perguntou a rosada interessada.

– Apenas apareciam para se divertir, beber... – respondeu sem interesse.

– Entendo... Idate... Os antigos companheiros do Sasuke kun... Você sabe onde hoje eles estão? – perguntou.

– Eles foram vistos semana passada, pela vila do chá... Apenas dois deles, um cara grandão de cabelos alaranjados e um outro, creio que chama-se Suigetsu.

– Você deve conhecer Orochimaru... Sabe dizer se eles estavam com ele?

– Não... Segundo o líder da nossa vila, depois da guerra ele nunca mais foi visto...

– Entendo...

Duas horas passaram-se e eles resolveram parar um pouco para descansar, não estavam muito longe da aldeia da areia.

– Kizashisama...

– Vamos parar por aqui. – disse Kizashi. Ambos sentaram-se abaixo de uma grande árvore, Sasuke ficou um pouco afastado do esquadrão, Kizashi percebendo seu distanciamento foi até ele percebendo que o mesmo se encontrava um pouco pensativo.

– Uchiha. – chamou-o tirando-lhe a atenção do pequeno lago a sua frente. – Aconteceu alguma coisa?

– Não. – respondeu voltando a fitar a água, dizendo isso Kizashi sentou-se ao seu lado.

– Qual é a desse pergaminho? – perguntou Sasuke não desviando os olhos do lago.

– Ele carrega um jutsu bastante poderoso... Se cair em mãos erradas... Não quero nem pensar no que poderá acontecer. – falou preocupado.

– Que jutsu é esse? – perguntou.

– O Jikan sōsa, Jutsu de Manipulação do tempo... Com ele o usuário pode controlar o tempo de diversas formas, alterando o passado, o presente e até mesmo o futuro. – Sasuke o olhou surpreso.

– Então foi por isso que o Kakashi enviou tanta gente nessa missão...

– De fato... Como o pergaminho que está na Vila do Chá é apenas um complemento... Não creio que vá precisar de tanta segurança assim para levá-lo ao Kazekage... Sendo que ele serve apenas para selá-lo... – fez uma pausa. – Posso fazer-lhe uma pergunta?

– Hm. – esse era o seu modo de dizer que sim, Kizashi lembrou-se das palavras de Sakura quando a informou de que iria a uma missão com o Uchiha.

– Seja legal com ele, papai. – disse a Haruno sorrindo.

Soltou um sorriso e fez sua pergunta.

– Por que ajudou Konoha durante a guerra? – Sasuke ficou em silencio por um tempo, parecia pensar na resposta que daria.

– Isso foi uma decisão que eu mesmo tomei a partir do momento em que conversei com os Hokages, era a melhor escolha a se fazer, após descobrir toda a verdade sobre o clã Uchiha... – respondeu fitando alguns pássaros pousarem a beira d’água.

– Naruto e Sakura lutaram muito por você, correram até risco de vida para trazê-lo de volta. – falou referindo-se a tentativa de assassinato que o Uchiha tentou contra eles, principalmente contra Sakura, Kizashi de alguma forma queria provocá-lo.

– Sim... – ele parecia pensativo, novamente as palavras de Naruto invadiram sua mente.

– O pai da Sakura...

– O que?

– Converse com ele... Ele pode lhe ajudar... – disse Naruto esperançoso.

– Espero que não retorne para aquele caminho. – alertou Kizashi tirando-lhe de seus pensamentos.

– Com certeza deve odiar-me. – soltou um sorriso de canto por trás da máscara de tigre que usava, Kizashi o olhou.

– Acho que não... – desviou o olhar do Uchiha fitando o lago a sua frente ainda sendo habitado pelos pássaros a beira d’água. – Por mais que eu queria... – olhou-o. – A Sakura não me permiti isso. – Sasuke o olhou surpreso. – Surpreso? – perguntou com um sorriso de canto escondido pela máscara de gato que usava. – Sakura é uma menina valente. – disse voltando o olhar para os pássaros, Sasuke fez o mesmo. – Porém muito doce, capaz de retirar qualquer sentimento de ódio do coração de quem quer que seja, basta conhecê-la bem para que se convença de que o ódio não é o sentimento mais propício para o ser humano...

– Senhor Kizashi... – chamou-o, ele apenas o olhou. – Perdão... Por todo o mal que fiz a Konoha e... A sua filha... – Kizashi soltou um sorriso de canto em forma de acolhimento às desculpas que o Uchiha lhe dirigia, de fato a sua filha tinha razão, Sasuke havia mudado.

– Conheci o seu pai... – falou olhando para o céu. – Sempre saíamos em missão em companhia de Minato, pai de Naruto. Era um Uchiha bastante forte, assim como você. – Sasuke o olhou surpreso por suas palavras. – Diga-me... O que pretende fazer a partir de agora? Certa vez ouvi a Sakura comentar com Mebuki que você iria reconstruir o clã Uchiha, isso é verdade? – o olhou esperando uma resposta, Sasuke pensou por um momento...

– Talvez... – limitou-se a dizer, Kizashi percebendo que aquilo o incomodava, disse.

– Bem... – levantou-se. – Vamos seguir caminho... Esse pergaminho precisa ser entregue logo. – dizendo isso deixou Sasuke e foi chamar os outros ANBU’s.

Eles conversavam um pouco mais sobre tudo o que havia acontecido entre ambas às vilas, porém foram interrompidos por um loiro escandaloso que adentrara o quarto eufórico.

– SAKURA CHAN. – gritou Naruto entrando.

– Faça silencio Naruto, isso aqui é um hospital, não um manicômio.

– Desculpe Sakura chan... Mais é que eu... – parou de falar ao ver Idate. – Idate?

– Naruto... – sorriu ao lembrar que o loiro não havia mudado nada.

– Naruto! – sorriu Sakura ao lembrar-se do presente do loiro, foi até a mochila que trazia consigo e entregou-lhe o embrulho. – Parabéns Naruto e desculpe ter saído rapidamente ontem. – sorriu sem jeito, o loiro abriu o embrulho encontrando nele uma camiseta azul marinho, ele olhou para Sakura que disse. – Pra que não use laranja sempre. – Naruto sorriu em agradecimento voltando-se para Idate.

– O que faz aqui... E ferido? – perguntou o loiro.

– Ele foi atacado durante uma missão... Inclusive eu iria falar com você sobre isso. Se importa se sairmos um pouco, Idate? – perguntou a rosada virando-se para ele.

– Não, podem ir. – sorriu.

Ao chegarem no corredor, Sakura tratou de falar.

– Temos que falar com o Kakashi sensei... Para mandar um de nossos ANBU’s entregar o pergaminho que Idate precisa levar até o Kazekage.

– Essa missão... – disse pensativo.

– O que?

– Nada... Nem eu sei dessa missão Sakura chan, apenas Kakashi e os ANBU’s sabem sobre ela... Mais eles já partiram...

– Ele pode mandar um de nós...

– Eu não posso ir... Estou trabalhando como assistente do Hokage, estou cheio de tarefas e relatórios para preencher. – falou lembrando-lhe de que agora trabalhava com o Hokage.

– Tem razão... – disse pensativa. – Eu também não posso sair da vila, tenho que ficar no hospital.

– Depois resolvemos isso Sakura chan, tenho algo mais importante a tratar com você. – disse voltando a ficar impaciente.

– E o que poderia ser mais importante do que isso, Naruto seu baka? – perguntou irritada.

– Eu quero me casar. – falou de uma vez.

– O QUE? – gritou surpresa.

– Silencio Sakura chan, isso é um hospital. – disse o loiro a imitando, Sakura fechou a cara.

– Mas como assim quer se casar? – ela não acreditava.

– Bem... Eu quero me casar com a Hinata, não posso me casar sozinho não é? – sorriu com uma das mãos atrás da cabeça.

– Mas quando será isso? – perguntou.

– Eu não sei. – respondeu confuso.

– Como assim não sabe? – perguntou Sakura mais confusa ainda.

– É por isso que vim aqui...

– Já falou com a Hinata?

– É por isso que vim aqui... – repetiu. – Eu ainda não a pedi em casamento e preciso da sua ajuda.

–Minha? – perguntou surpresa. – E o que eu posso fazer?

– Pense Sakura chan... Não sou bom nisso...

– E você acha que eu sou? – perguntou sorrindo.

– Por favor, Sakura chan. – implorou, Sakura suspirou.

– Por que não a chama pra jantar e faz o pedido? – propôs.

– Tem razão. – sorriu o loiro. – Obrigada Sakura chan. – dizendo saiu.

– Baka... – sussurrou a Haruno soltando um sorriso enquanto via o loiro sumir pelos corredores, seu sorriso se desfez ao ouviu uma jovem mulher com aparentemente 30 anos gritar pelos corredores desesperada.

– Por favor doutora Haruno, me ajude. – a pobre mulher estava em prantos, lágrimas caíam de seus olhos.

– O que aconteceu? – perguntou preocupada.

– Meu filho está... Está... Está. – ela soluçava. – Eu não sei o que meu filho tem doutora, ele anda com comportamentos estranhos ultimamente e... E hoje ele começou a chorar, se irritou, começou a quebrar coisas dizendo que algo de ruim aconteceria com a vila novamente. – Sakura estava chocada com o que a mulher dizia.

– Leve-me até ele. – rapidamente Sakura entrou no quarto de Idate avisando que sairia por alguns instantes e que caso Tsunade Sama aparecesse avisasse-a de que uma emergência havia aparecido ele apenas assentiu e as duas saíram.

Ambas andavam apressadamente pelas ruas de Konoha, a pobre mãe nada lhe dizia, apenas permanecia em silencio chorando. Chegaram em frente a uma casa de aparência humilde, logo entraram encontrando um pequeno garotinho sentado no canto da parede, seu corpo mexia-se indo constantemente de encontro a mesma, parecia ter 5 anos de idade. Sakura aproximou-se dele cuidadosamente perguntando o seu nome a mãe.

– Seu nome é Haitake. – respondeu ainda chorando e assustada.

– Ei. – chamou-o de forma delicada. – Haitake, o que houve criança? – ele não lhe respondeu, apenas continuou batendo o corpo na parede.

– Sai daqui, não me mate, não me mate... – repetia ele, com uma expressão de medo nos olhos.

Esse comportamento, pensou.

– Sabe me dizer a quantos dias ele está assim? – perguntou olhando para a mulher.

– Há dois dias, não procurei o hospital de Konoha antes, pois achei desnecessário, mais hoje ele parecia pior... – falou chorando. Sakura pegou uma injeção injetando-a nela um calmante temporário.

– O que vai fazer? – perguntou a mãe assustada.

– Irei injetar esse calmante nele, com isso ele ficará mais calmo e dormirá o dia todo, deixarei algumas amostras para você mesmo injetar nele, todas as vezes que houver esses surtos psicóticos.

– Surtos psicóticos? – perguntou assustada, enquanto Sakura aplicava a injeção no menino que se debatia, a Haruno foi obrigada a fazer um clone para segurá-lo enquanto aplicava o calmante. – Meu filho está...

– Eu não sei, terei que fazer algumas pesquisas antes... Mais tudo indica que sim... A senhora falou que ele fala que a vila corre perigo, não é? – perguntou enquanto deitava o menino no chão sob o efeito do analgésico e desfazia o bushin. – Diga-me, como isso começou? – a mãe do garoto deitou-o sob o sofá enquanto Sakura sentava no outro sendo seguida dela.

– Eu não tenho certeza doutora Haruno... Depois daqueles acontecimentos durante a guerra, ele ficou bastante quieto, alienado e de uns anos pra cá, andou com esses comportamentos estranhos.

– Quantos anos ele tinha durante a guerra? – perguntou impaciente.

– Cerca de três anos... Mais o que isso tem haver? – perguntou sem entender.

– O seu filho, presenciou muitas mortes não foi? – perguntou.

– Sim...

– É possível, apenas possível que ele possa ter gerado algum trauma durante esse período que Konoha estava em caos... O cérebro de uma criança de apenas 3 anos ainda está em desenvoltura... E qualquer experiência de perigo, digo, quando alguém dessa idade presencia algo assim, é quase provável que no futuro ele possa gerar algum problema mental, algum tipo de trauma. – falou preocupada. – Compreende?

– Sim... Mais... O meu filho... Ficará bom?

– Esperamos que sim... Farei algumas pesquisas em outras vilas próximas a Konoha e ver se esse mesmo caso acontece por lá.

– Eu ouvi falar que outras duas crianças aqui de Konoha estão nessa mesma situação. – revelou.

– O que? – perguntou ainda mais preocupada. – E por que essas mães ainda não procuraram assistência médica?

– Por medo...

– Eu irei falar com a Tsunade Sama sobre isso. – falou revirando seus equipamentos médicos. – Toma. – entregou-lhe algumas injeções e calmantes. – Aplique isso nele quando houver mais surtos, a senhora me viu aplicando, saberá o que fazer. – dizendo isso olhou uma última vez para o garoto e saiu às pressas em busca de Tsunade.

Não pode ser, se isso realmente for verdade... O que faremos? Preciso falar com Ino antes, pensou.

Chegou em frente a floricultura encontrando a loira de saída para o hospital.

– Sakura? – chamou-a surpresa por não vê-la no hospital. – O que faz aqui?

– Ino, tenho que lhe falar algo que acabei de presenciar... Algo horrível...

– O que testuda? – perguntou assustada.

– Vem... No caminho eu te explico... Estou indo ao hospital também...

As duas caminhavam pelas ruas de Konoha, à medida que Sakura lhe contava o que havia acontecido, Ino assustava-se ainda mais... A rosada suspeitava de que todos esse surtos, poderiam ser consequência da guerra que houve há dois anos atrás...

– O cérebro tem capacidade para armazenar dados que podem ser mantidos enclausurados por anos, esperando apenas o momento certo para desenvolver algum tipo de doença psicológica... Esse pode ter sido o caso dessas crianças, Ino... Com a idade que possuíam na época a possibilidade de terem adquirido algum problema mental é enorme. – falou enquanto andavam.

– Se isso for verdade... O que faremos? – perguntou preocupada.

– Temos que comunicar primeiramente a Tsunade Sama e pedir a autorização do Hokage para sairmos da vila, para fazermos algumas pesquisas e ver se esse mesmo problema atingiu as crianças de outras vilas próximas a Konoha também. – pararam em frente ao hospital.

– Tem razão... Vamos... – dizendo isso entraram.

Naruto caminhava pelas ruas de Konoha nervoso, ele de fato não sabia como chegar em Hinata, chamá-la para sair e logo depois pedi-la em casamento. Andava tão distraído que nem percebeu a Hyuga vindo a sua frente.

– Naruto Kun? – chamou-o indo ao seu encontro.

– Oi Hina chan. – sorriu meio sem jeito, selando os lábios nos dela.

– O que faz por aqui?

– E-eu estava a sua procura. – corou.

– O que queria? – sorriu gentilmente.

–V-você quer...

– O que, Naruto kun?

Vai Naruto, deixa de ser covarde, você enfrentou o Madara, pode enfrentar isso também... Pensando bem eu daria tudo por uma outra luta com ele em troca disso... Pensou.

– Naruto kun? – chamou-o.

– Quer... Quer jantar comigo hoje à noite? – perguntou sorrindo.

– Eu adoraria. – sorriu gentilmente.

– O QUE? – gritou Tsunade com a revelação de Sakura, assim assustando Shizune que estava ao seu lado. – Co-como isso é possível?

– Não sabemos Tsunade Sama... Eu e Ino resolvemos fazer algumas pesquisas nas vilas vizinhas... Para isso precisamos da autorização do Kakashi sensei... – Tsunade suspirou.

– Eu iria com vocês, porém tenho que ficar no hospital... Vão, vão e resolvam isso logo, o mais rápido possível. Cuidarei dos pacientes que aparecerem por aqui. – suspirou. – Você falou que eles se acalmam com o auxilio de calmantes, não é mesmo?

– Sim, Tsunade Sama. – confirmou Sakura.

– Tudo bem, agora vão falar com o Kakashi e se possível... Partam hoje mesmo.

– Sim. – responderam as duas e logo saíram.

Ao sair da sala de Tsunade, Sakura e Ino foram ver Idate.

– Idate? – chamou à rosada.

– Oi Sakura... – respondeu sentando-se na cama.

– Eu terei que sair por uns dias... Apareceu um imprevisto e terei que fazer algumas pesquisas fora da vila... – sorriu.

– Tudo bem. – retribuiu o sorriso. – Onde você vai? – perguntou curioso.

– Até Suna, primeiramente... – informou.

– Poderia entregar isto ao Kazekage? – entregou-lhe o pergaminho. – Diz a ele o que aconteceu comigo e que sou Idate Morino, da Vila do Chá.

– Tudo bem. – pegou o pergaminho... – Tsunade Sama cuidará de você... Cuide-se. – ao dizer isso a Haruno deixou a sala.

Do lado de fora Ino lhe perguntava com um sorriso nos lábios.

– Quem é esse gato?

– Ino! – repreendeu-a.

– O que? Ele é bonitinho.

– Porquinha, aquiete-se, você já tem namorado... – disse Sakura rindo.

– Namorado não... – sorriu como se escondesse um segredo.

– O que? Você e Sai terminaram? – perguntou Sakura não acreditando.

– Não, testuda... É que o Sai me pediu em casamento. – aumentou o sorriso.

– Sério? – perguntou a rosada surpresa.

– Sim...

– Fico feliz por você... – disse abraçando a amiga, Sakura estava bastante feliz por ela.

Kakashi estava extremamente irritado pela demora do loiro, estava cheio de papéis para preencher, o que era dever de Naruto fazer, nem mesmo o seus livros Icha Icha Paradise o acalmava, foi surpreendido por Sakura e Ino que batiam na porta para logo mais entrarem. Ele irritado com o Uzumaki tratou de perguntar.

– Vocês viram o Naruto?

– Sim... – respondeu a Haruno.

– Onde? – perguntou mais irritado ainda.

– Ele estava no hospital mais cedo, veio pedir a minha ajuda para algo muito pessoal que pretende fazer... – sorriu lembrando-se da proposta que o Uzumaki faria a Hinata naquele mesmo dia.

– O que? – disse Kakashi irritado.

– Calma Kakashi sensei... Ele já está vindo... – sorriu sem jeito.

– Acho bom... – falou sentando-se.

– Kakashi sensei, eu e Ino viemos pedir a sua permissão para sair da vila, para fazer umas pesquisas... – falou a Haruno.

– O que houve? – perguntou ele.

– As crianças da vila estão com alguns comportamentos estranhos... Creio que tudo isso foi causado devido à quarta guerra.

– Mais essa... – disse preocupado. – Já estamos com tantos problemas... – falou preocupado. – Tudo bem... Resolvam isso o quanto antes...

– Além do mais o Idate Morino da vila do chá foi atacado durante uma missão até Suna... Ele me entregou esse pergaminho para dar-lhe ao Kazekage Sama... – Kakashi a olhou surpreso.

– Vocês irão levar o pergaminho? – perguntou preocupado.

– Sim... Nossas pesquisas começaram por Suna.

– Sakura... – pensou. – Tenha cuidado ao tele transportar esse pergaminho...

– Mais qual a importância dele? – perguntou sem entender.

– Essa missão é sigilo, apenas os ANBU’s sabem sobre ela... – suspirou. – Quero que tomem cuidado... – ela apenas assentiu. – Sakura... – chamou-a pensativo. – Aquele ninja da chuva que lhe atacou naquela noite, sabe me dizer o que ele fazia aqui por Konoha? – perguntou interessado.

– Bem... Ele falou que apenas veio para se divertir, somente isso... – respondeu.

– Entendo... Mandarei uma mensagem agora mesmo para o Kazekage avisando sobre a ida de vocês até Suna.

Ao longe era possível ver a vila da areia logo à frente, ambos chegaram encontrando alguns ANBU’s na entrada da vila, passaram por eles avisando-lhes de que aviam vindo em missão, os guardas assentiram e eles entraram na vila, essa por sua vez encontrava-se bastante agitada, era um dia de domingo e as pessoas aproveitavam esse dia para fazerem compras e venderem suas mercadores.

Os ninjas de Konoha caminharam até o prédio onde ficava o Kazekage, chegando lá encontraram Gaara observando a vila pela enorme janela.

– Kazekage sama... – disse um ANBU de Suna anunciando os ninjas de Konoha que haviam acabado de chegar. – Os ninjas de Konoha chegaram. – disse dando espaço para que eles entrassem, logo saindo.

– Aqui está o pergaminho. – informou Kizashi entrando em companhia dos outros ANBU’s.

– Obrigada. – falou o ruivo assim que ele depositou o pergaminho sob a mesa. – Não será necessário permanecerem aqui por mais duas semanas, estamos passando por alguns problemas importantes e isso é prioridade agora, como ninguém sabe que os pergaminhos vieram para cá, eu mesmo darei conta de analisá-lo com um pouco mais de calma assim que tudo ficar bem... – eles assentiram e Gaara olhou para Sasuke surpreso por ver o Uchiha. – Vejo que está de volta, Sasuke.

– Hm.

– Kazekage Sama. – um ninja mensageiro de Suna chegou chamando-o. – O Hokage de Konoha acabou de mandar uma mensagem. – disse entregando o pequeno papel.

– Meu Deus... Até lá? – disse ao saber do que se tratava.

– Aconteceu alguma coisa em Konoha? – perguntou Kizashi preocupado, o mesmo sentimento não passou despercebido por Sasuke.

– Sim, mais é apenas um caso médico, o Hokage está mandando duas de suas ninjas médicas aqui para a vila... Para fazerem algumas pesquisas... – continuou a ler. – Elas também estão trazendo o outro pergaminho... De acordou com o Kakashi o ninja Idate Morino, do país do chá, foi atacado durante a missão e ficou impossibilitado de continuar, parando assim em Konoha.

IdateMorino? Sasuke conhecia muito bem esse jovem rapaz.

– Quem são as médicas? – perguntou Kizashi.

–Ino Yamanaka e... Sakura Haruno.

Sakura? Perguntou-se Sasuke surpreso.

– Espero que nada aconteça com elas... – continuou o Kazekage com a mesma preocupação.

– Nada acontecerá... E se algo acontecer... Elas saberão o que fazer. – disse Kizashi confiante em sua filha. – Já que o senhor ficará responsável pelo pergaminho, nós partiremos agora mesmo para Konoha. – completou.

– Obrigada mais uma vez Kizashi sama, espero que consigamos resolver esses problemas. – dizendo isso saíram.

Ino e Sakura arrumavam suas coisas, haviam acabado de chegar da conversa com o Hokage, partiriam naquele mesmo dia para Suna, Kakashi achou melhor partirem naquele mesmo dia, para terminarem mais cedo as pesquisas.

As duas andavam rumo aos portões de Konoha, quando encontraram, Sai, Naruto e Hinata no caminho.

–Ino... – disse Sai aproximando-se da loira. – Sentirei sua falta. – falou lhe abraçando e depositando um beijo em seus lábios.

– Eu também Sai... – respondeu sorrindo.

– Aonde vão? – perguntou Naruto.

– Iremos à Suna, para fazer algumas pesquisas... – respondeu Sakura.

– Sobre o que? – perguntou Hinata.

– Algumas crianças estão com estranhos comportamentos aqui em Konoha e vamos às vilas vizinhas, para saber se alguma criança a mais está no mesmo estado, suspeitamos de que isso tenha haver com a quarta guerra... Foram muitas cenas ruins que elas foram forçadas a presenciar e... Queremos de alguma forma ajudá-las. – respondeu.

– Compreendo... – disse a Hyuga.

– Sakura chan... E sobre aquilo? – perguntou Naruto.

– O que? – perguntou não se lembrando.

– Aquilo... – insistiu Naruto, os demais apenas os observavam, ele referia-se ao pedido de casamente.

–Ahh... Apenas siga o meu conselho de antes, tenho certeza de que irá conseguir. Dattebayo. – disse ela o imitando, o loiro apenas sorriu em forma de gratidão.

– Tenham cuidado nas estradas... – disse Hinata enquanto elas seguiam caminho. – Do que vocês falavam, Naruto kun? – perguntou curiosa virando-se para o loiro.

– N-n-nada, Hina chan... Eh... Vamos? – ela apenas assentiu e saíram em companhia de Sai.

Ino e Sakura trilhavam seu caminho rumo à vila da areia, a Haruno encontrava-se um pouco preocupada e desconfiada, seu pai não havia lhe falado nada a respeito da missão que ele e Sasuke fariam, a única coisa que lhe disse foi que tele transportariam um pergaminho para o Kazekage, agora o porquê de fazerem isso não disse. Foram surpreendidas por alguns ANBU’s da folha vindo a sua frente.

– Sakura! – disse Kizashi a abraçando.

– Oi papai... – disse ela encarando Sasuke pelo ombro do pai, lembrando-se do acontecimento anterior no aniversário de Naruto, logo mais atrás um ANBU com uma máscara de leão a observava enquanto um sorriso formava-se por trás da máscara que levava.

– Por que estão indo a Suna? – perguntou fazendo-a olhar para si.

– Aconteceu algumas coisas depois que vocês saíram, algumas crianças começaram a demonstrar alguns comportamentos estranhos e eu e Ino vamos verificar se o mesmo acontece em outras vilas, começaremos por Suna. – respondeu.

– Vocês não deveriam ir sozinhas... – disse preocupado.

– Tudo bem papai, nada nos acontecerá. – pensou vendo que seu pai retornara muito cedo da missão. – Mas a missão de vocês não duraria duas semanas?

– Não, Suna está passando por alguns problemas e o Kazekage tratou de nos dispensar por hora...

– Tudo bem... Nós já estamos indo, tchau pai... – deu-lhe um beijo no rosto.

– Tchau minha filha, tenha cuidado. – retribuiu e saiu em companhia dos outros ANBU’s, Sasuke aproximou-se dela, Ino continuava ao lado da rosada apenas observando o Uchiha se aproximar.

– Tenha cuidado... – falou seriamente para logo sair, aquilo parecia mais uma ordem do que um pedido, o que deixou a Haruno um pouco surpresa.

Na sala do Hokage um loiro hiperativo entrava pela porta mal humorado.

– Kakashi sensei, como pode deixar a Sakura chan ir sozinha nessa missão? – disse, Kakashi parecia não ouvi-lo, estava preocupado com outros assuntos. – Kakashi sensei?

– Naruto, estou preocupado... – lhe disse.

– Com o que? – perguntou confuso.

– Lembra daquele ninja da chuva que tentou atacar a Sakura naquele dia? – disse fazendo o loiro lembrar-se.

– Sim...

– Acredito que ele estava aqui por um outro motivo... – disse pensativo.

– Qual?

– O pergaminho do tempo...

– O que, que pergaminho é esse Kakashi sensei? – perguntou curioso.

– Esse pergaminho possui um jutsu proibido bastante poderoso, o Jikan sōsa, Jutsu de Manipulação do Tempo... Ele foi selado pelo quarto Hokage há muito tempo atrás... O usuário que possuir esse jutsu em mãos, tem a capacidade de controlar o tempo, podendo assim mudar o passado e conseqüentemente alterar o futuro...

– Mas... Como sabe que aquele ninja estava à procura desse pergaminho... Kakashi sensei?

– Fomos ao local em que o pergaminho estava selado e percebemos que o selo estava rompido... Apenas os anciões, os Hokages e alguns de nossos ANBU’s sabiam onde ele estava escondido...

– Então foi por isso que mandou os ANBUS’s levarem-no para o Kazekage?

– Sim... Se esse pergaminho cair nas mãos de pessoas inimigas, estaremos perdidos...

– Mais... Kakashi sensei... Pode não ter sido o ninja da chuva... Você mesmo falou que poucas pessoas sabiam onde ele estava escondido... e... E se um de nossos ANBU’s resolveu trair Konoha? – sugestionou.

– Tem razão, Naruto... – concordou. – Acho que sei o que irei fazer...

– O que? – perguntou.

– Colocarei o Sasuke para vigiá-los...

– Kakashi sensei... São muitos ANBU’s...

– Eu sei... Mais quem disse que eu colocarei o Sasuke para vigiar todos? – olhou-o. – Sasuke vigiará apenas aqueles que foram levar o pergaminho até Suna... Com exceção do senhor Kizashi, ele é de minha confiança, não creio que seria capaz de trair Konoha.

– Tem razão... – concordou Naruto.

– O culpado tem que estar entre aqueles que foram levar o pergaminho ao Kazekage, eram os únicos que sabiam sobre esse pergaminho... – falou o sensei.

– Mais o Sasuke dará conta de todos eles? – perguntou.

– Foram apenas 6 ANBU’s, com exceção de Sasuke e Kizashi, que eu enviei para essa missão... Ele dará conta facilmente. – suspirou. – Comunique ao Sasuke sobre essa missão! – ordenou, Naruto apenas assentiu. – Que apenas ele saiba... Essa missão que estou dando é secreta... Nenhum dos ANBU’s podem saber que ele está como espia dentro do esquadrão, entendeu?

– Sim. – respondeu.

Ino e Sakura haviam acabado de chegar ao escritório do Kazekage.

– Kazekage Sama? – chamou-o entrando.

– Oi, podem entrar. – elas passaram pela porta e ele indicou dois lugares a sua frente para que ambas sentassem-se.

– Recebi o recado do Kakashi... Pensei que esses distúrbios estivessem ocorrendo apenas aqui... – informou deixando Sakura e Ino surpresas.

– Então quer dizer, que aqui também? – perguntou Ino.

– Sim...

– Nós poderíamos usar a biblioteca da vila? – perguntou Sakura. – Queremos fazer algumas pesquisas sobre esses distúrbios e tentar uma maneira de reverter isso.

– Sim, sim... Fica ao lado do prédio. – disse, elas levantaram-se para sair, porém Sakura lembrou-se do pergaminho de Idate.

– Eu já ia me esquecendo. – falou retirando o pergaminho de sua bolsa. – O Idate Morino, da Vila do Chá, pediu para que eu lhe entregasse esse pergaminho, durante a missão ele foi atacado e não pode continuar, parando assim em Konoha.

– Ahh. – suspirou aliviado. – Estava esperando por ele. – pegou-o de suas mãos.

– Kazekage sama... – chamou-o. – Que pergaminhos são esses? Por que Konoha e a Vila do Chá lhes trouxeram esses pergaminhos? Algo está acontecendo?

– Eles são um complemento... O pergaminho que estava em sua vila esconde um jutsu proibido bastante poderoso. De alguma forma descobriram que ele estava selado em Konoha e retiraram o selo que o prendia... Então fomos obrigados a trazê-lo pra cá, junto com o pergaminho que estava na Vila do Chá, apenas com ele poderemos selá-lo novamente.

– Quem o descobriu? E que jutsu é esse? – perguntou mais uma vez a rosada curiosa.

– Isso é um assunto entre as vilas, não sei se é uma boa ideia falar sobre isso com você. – comunicou.

– Mais...

– Sakura... – Ino manifestou-se pela primeira vez a interrompendo. – Melhor irmos, temos muito trabalho a fazer... Deixa esse assunto pra lá, já estão cuidando disso... –Sakura encarou Gaara por um momento... Algo estava acontecendo, disso ela tinha certeza. – Gaara Sama, nós iremos primeiramente às outras vilas vizinhas, para ver se o mesmo acontece com elas, depois voltaremos para fazer as pesquisas na biblioteca... Com sua licença. – dizendo isso saíram.

Ambas partiram em direção as outras vilas, a situação não era diferente de uma vila para outra, pelos menos 10% das crianças adquiriram transtornos psicológicos depois da quarta guerra. Após fazerem suas pesquisas pararam um pouco em um chalé para comerem alguma coisa, não haviam almoçado desde que saíram de Konoha. Logo depois partiram de volta para Suna em busca de soluções. Chegaram por volta das cinco da tarde.

As duas jovens estavam a duas horas naquela biblioteca pesquisando sobre o comportamento das crianças, eram muitos livros de psicologia estendidos sob a mesa em que elas se encontravam.

– Ino... – chamou-a.

– O que foi, testuda? – disse tirando a atenção do livro que lia.

– Por que o Gaara não falou nada sobre a missão? – perguntou.

– Testuda, de novo com isso? Pode ser uma missão secreta... – falou. – Olha o que eu encontrei... – disse aproximando-se de Sakura. – TEPT, Transtorno de Estresse Pós Traumático, segundo pesquisas, perda de entes queridos, acidentes, separação conjugal, mudanças drásticas de vida, podem precipitar esse transtorno....

– Transtorno de Estresse Pós Traumático? – perguntou dando uma olhada no livro.

– Aquele garoto, você me falou que ele estava agitado, estressado, chorava bastante e de acordo com esses sintomas, pode ser que ele tenha adquirido isso depois da guerra, na verdade, todas as crianças das vilas que visitamos. – fez uma pausa. – Mudanças drásticas de vida, perda de entes queridos... – citou. – Tudo isso aconteceu durante o caos em Konoha... – informou.

– Tem razão... – falou desviando os olhos do livro. – Enquanto você lia isso, algumas idéias me passavam pela cabeça, acho que sei como ajudar essas crianças... – sorriu esperançosa. – E eu pensando que essa missão duraria semanas... – riu. – Vou mandar imediatamente uma mensagem para a Tsunade Sama. – falou pegando um pergaminho e começando a escrever.

A noite chegou em Konoha, eram sete horas e Naruto arrumava-se em seu apartamento, hoje a noite pediria Hinata em casamento, o nervosismo não o largava, desejava que Sakura estivesse com ele, só assim não ficaria tão ansioso e assustado. Após se arrumar dirigiu-se até o distrito Hyuga, encontrou Hinata na porta o esperando, pegou a sua mão e saíram antes ouvindo o senhor Hyuga gritar.

– NÃO CHEGUE TARDE.

Andavam em silencio pelas ruas de Konoha, Naruto realmente não sabia o que dizer.

– Naruto kun? – Hinata o chamou percebendo o silencio do loiro.

– É... É, vamos entrar... – percebeu que já estavam em frente ao Ichiraku.

O loiro comia, comia e comia, porém nada dizia desde que haviam chegado, Hinata estranhando o comportamento dele ousou perguntar.

– Aconteceu alguma coisa, Naruto kun?

– N-não, claro que não. – sorriu com a boca cheia de lámen.

– Está estranho... – falou sorrindo da cara que o loiro fazia.

– Impressão sua. – falou engolindo a comida. – Mais uma rodada de lámen tio! – aquela seria uma longa noite para o loiro.

Pelas ruas iluminadas de Konoha um jovem Uchiha caminhava sozinho, odiava admitir mais a ausência da Haruno na vila o deixava irritado. Parou ao perceber Karin se aproximar.

– Sasuke kun... Chegou cedo. – disse ela não o abraçando, o que deixou Sasuke um pouco confuso e surpreso.

– Sim... – limitou-se a dizer.

– Vamos jantar? – perguntou, ele a olhou como se dissesse “Não insista em querer ficar comigo.” Percebendo isso ela acrescentou. – Como amigos. – e soltou um sorriso, ele apenas retribuiu com um meio sorriso de canto e os dois saíram para uma lanchonete ali perto.

– Eu andei pensando naquilo que você me falou, no dia do aniversário do Naruto. – disse Karin lembrando-se, ambos já haviam feito os seus pedidos.

– Por que não me esquece Karin? Vai atrás do Suigetsu, ele sempre correu atrás de você, está na hora de dar uma chance a ele. – disse Sasuke.

– Você tem razão, aquele idiota sempre correu atrás de mim... – sorriu lembrando-se das loucuras de Suigetsu.

– Hm.

– É por essa razão que eu estou indo atrás dele... – falou.

– Você vai deixar a vila?

– Sim... É a coisa certa a se fazer... Tenho que ficar longe de você, Sasuke kun... Não posso passar o resto da minha vida presa a esse amor, preciso viver a minha vida. – sorriu pra ele. Sasuke pensou por um momento, aquelas eram as mesmas palavras ditas por Sakura na noite anterior.

– Não posso passar o resto da minha vida presa a esse amor, preciso viver a minha vida. – falou a Haruno entre lágrimas.

Sasuke realmente havia perdido...

– Você tem razão... – disse ele por fim.

– Mas... Se me pedir para ficar... Posso renunciar. – sorriu maliciosamente.

– Você realmente não muda. – disse levantando-se. – Cancelem meu pedido. – gritou para a garçonete da lanchonete, para logo em seguida sair irritado pela atitude de Karin.

Naruto se encontrava na quarta tigela de lámen, por mais que os momentos com o seu namorado fossem divertidos, aquela estava sendo o encontro mais tedioso de sua vida, o loiro não fazia outra coisa a não ser comer.

– N-naruto kun... Você está muito estranho... – falou Hinata timidamente.

– Impressão sua... – falou comendo ainda mais, mais do que o normal.

– N-naruto kun, eu acho melhor ir, está ficando tarde... – falou levantando-se, a atitude do loiro a estava incomodando, a seu ver ele parecia não estar gostando de sua companhia.

– Espera Hina, eu... – apressou-se ao ver que a garota estava prestes a sair. – Tenho que lhe dizer algo...

– Diz Naruto kun...

– Eu... – parou ao ajoelhar-se no chão com as duas mãos sob a barriga, sua cara fazia uma expressão de dor.

– Naruto kun? – perguntou ela abaixando-se preocupada, Naruto ignorou a dor e continuou ainda ajoelhado com as mãos na barriga.

– Você quer... – droga, pensou logo em seguida correndo para o banheiro, deixando Hinata sozinha sem saber o que fazer. Naruto havia tido uma indigestão pela quantidade de lámen que ingeriu, sem contar que o nervosismo contribuiu para que as coisas ficassem ainda piores.

Notas finais
O que acharam, minna san? *-* Espero que tenham gostado, até a próxima :D