Notas iniciais
Oi Gente Perdoem-me por tanto fora daqui, juro que não foi intencional, mas eu realmente não estava conseguindo me inspirar em nada para continuar as fics, me desculpem. E tenho uma novidade.... Estou começando a criar ideias para fazer um livro, sei que nao é muita coisa, mas eu estou gostando da ideia, e sabe, esse tempo longe daqui me ajudou a colocar as ideias no lugar haha. Bom, eu voltei, por tempo indeterminado. Estou com uns capítulos adiantados, mas não prometo postar todos os dias, mas pelo menos tentarei voltar aqui uma vez por semana. Quem aí fez Enem? Eu fiz ahaha, aí sabe como tava o meu tempo né? Mas chega de enrolação. Obrigada a todos os comentários e mensagens, ainda não respondi ninguém, mas queria fazer surpresa com este capítulo. Espero que gostem, porque eu gostei muito, achei fofinho haha. Boa Leitura Pessoal Beijinhos no core :)

— Vou cuidar de você. – escutei ele sussurrar, e abri novamente a porta da minha casa.

— O que está fazendo? – perguntei vendo que ele me empurrava para dentro de casa. – León! – repreendi assim que ele trancou a porta, segurado a minha mala na mão. – Eu preciso ir para o Chile, tem um vôo me esperando.

— Você não vai a lugar nenhum. – sorriu de lado. – Vai ficar aqui, você está com a cabeça quente, precisa descansar. – beijou minha testa.

— Meu pai... – me interrompeu.

— Ele vai ficar bem. Confia. – deu mais um sorriso, me encorajando.

Ele pegou a minha mão e subiu as escadas comigo, segurando a minha mão como se nunca mais você soltar e bem... Eu gostava dessa sensação. Andamos pelo corredor, e ele abriu a porta do meu quarto. Demorou um pouco para entrar, apenas observava com cuidado, eu sorri.

— Parece que faz um tempão que não entro aqui.

— E faz. – ri sem jeito. – O que te fez vir aqui?

— Precisávamos nos resolver. – disse simples. – Mas fiquei sabendo que você e Ludmila discutiram. – comentou e eu assenti. – E que você está chateada com a Francesca.

— Como sabe? – perguntei sem entender.

— Ela me ligou e disse que pegou pesado com você, e ainda teve coragem de desligar na minha cara. – ri. – Falando nisso... O que aconteceu com o seu celular?

— Espatifou no chão. – falei e ele me olhou confuso. – Francesca me disse umas coisas, e eu fiquei um pouco em choque. Escorregou da minha mão.

— Ah... – suspirou entrando no meu quarto e me puxando junto. — Melanie te procurou na festa, ficou chateada porque não te encontrou.

— Não estava bem. – olhei para os meus pés. – Quando ela voltar eu dou os parabéns.

— Não podia ter ido embora daquele jeito. – sussurrou. – Ficaram procurando você.

— Não me sentia a vontade León. – o encarei.

— Ué... Como assim?

— Sei lá. Não estava entrosada. – murmurei. – Você estava com sua família feliz... Nossos amigos estavam animados, e não faziam questão para que eu me envolvesse na conversa deles. Ludmila estava com a cara virada. E bom... Eu estava bem solitária. – ri ao me lembrar.

— Desculpe. – acariciou minha bochecha. – Minha mãe me falou no final que eu não devia ter ficado longe de você, mas eu estava com raiva, se ficasse muito próximo poderia me irritar mais e te irritar.

— Sei como é. – sorri. – Vou tomar um banho León... Estou me sentindo um lixo.

— Ok. – beijou meus lábios. – Quer alguma coisa pra comer? Não sou muito bom com panelas, mas posso tentar.

— Não precisa. – sorri. – Não acho que conseguiria comer.

— Tem certeza? – franziu as sobrancelhas e eu assenti. – Tudo bem então, vou te esperar na sala.

— Não. – segurei seu braço, o impedindo de ir. – Fica aqui. – murmurei aflita. – Não quero ficar sozinha.

— Nunca te deixaria. – me abraçou apertado.

Senti seus lábios nos meus em seguida, e levei meus dedos em seu cabelo, emaranhando-os. Senti falta dele nos últimos dias, querendo ou não, o León é muito, é tudo, e por mais que eu me sinta sozinha, quando ele vem, aquele vazio some, é preenchido, de uma maneira maravilhosa.

— Vou tomar banho. – murmurei rindo, tentando me afastar do mesmo.

— Ah não... – suspirou contra meus lábios. – Agora quero ficar com você, estou carente demais.

— Pode ter certeza que eu também. – ri. – Mas preciso de um banho.

Saí correndo antes que ele me impedisse novamente. Pude ele escutar ele gritar o meu nome enquanto eu fechava a porta e em seguida ria.

***

— Ai você me segura, e eu giro.

— Violetta, eu não sei dançar balé. – León dizia rindo.

— Não é tão difícil. – ri também. – Os meninos da minha classe fazem isso com tanta facilidade. – respondi saindo da meia ponta e descansando os meus braços em seu ombro.

— Não sei como ainda não tive uma discussão com aqueles garotos aproveitadores. – comentou e eu revirei os olhos. León ciumento modo ativado.

— León, o Yuri é gay, o Thiago tem namorada. O Paul terminou com uma das líderes de torcida há pouco tempo e agora só quer focar na carreira. Pode ter certeza que nenhum deles não quer nada comigo.

— Sério mesmo? – ergueu uma das sobrancelhas e eu assenti.

— Agora vamos parar de dançar balé, porque você é um caos. – rimos.

— Você precisa descansar. – beijou meus lábios.

— Preciso saber do meu pai León. – suspirei. – Não vou conseguir fazer nada se não tiver boas notícias sobre ele.

— Você precisa descansar, amanhã procuramos saber sobre ele.

— Tem certeza? – perguntei insegura.

— Tenho. – riu brevemente. – Você está linda nessa roupa.

— É pijama Léon. – ri. – Qualquer coisa que eu vista, você diz que eu estou bonita.

— Mas é sério. Você está.

Beijei seus lábios e ele me envolveu com os braços na cintura, me apertando maravilhosamente. Sorri entre o beijo e levei minhas mãos até os seus cabelos bagunçados e tão macios.

— Eu quero você. – murmurei cega de paixão.

— Quem é você e o que fez com a minha namorada? – ele perguntou rindo enquanto retirava a minha blusa do pijama habilmente com as duas mãos. Eu também ri, ainda mais quando ele jogou a minha blusa em cima da cama, como se quisesse ter se livrado daquela peça há muito tempo.

Talvez eu estivesse um pouco mais ousada do que o normal, mas sei lá, quero sentir que ele está comigo, quero sentir de verdade. Seus olhos me olharam de cima abaixo e segundos depois um sorriso bobo surgiu nos lábios dele.

— E esse sorrisinho? – perguntei o achando fofo.

— Não sei como você consegue ser tão linda.

Abaixei o olhar achando mais graça, com certeza ele era o cara mais romântico da face da Terra, mesmo que fizesse isso sem perceber. Ele ergueu meu queixo com o dedo e depositou um delicado beijo em minha testa.

— Te amo muito. – sussurrou me causando arrepios.

León me abraçou com força, andando vagarosamente até a cama, enquanto distribuía beijos em todo o meu rosto, me fazendo rir a todo instante. Ele conseguia deixar todos os momentos mais confortáveis possível.

Minhas costas caíram no colchão macio da minha cama e logo seu corpo estava por cima do meu. Seu sorriso agora era o mais feliz de todos, me fazendo consequentemente sorrir também. Fui até a barra de sua camisa, e ele me ajudou a tirar aquela peça tão chata e... Puxa vida! O corpo do meu namorado é maravilhoso.

— Você é... – me faltaram palavras e ele deu uma risadinha, senti minhas bochechas queimarem, e ele beijou meu nariz.

— Você é mais.

Voltamos a nos beijar, mais calmos e apaixonados. Como eu o amava, se eu não for dele para o resto da minha vida, vou viver infeliz para sempre.

— É... – ele interrompeu o momento afastando nossos lábios. – Temos um problema. – disse fazendo cara de sofrimento.

— Que foi? – perguntei achando que eu tinha feito alago errado, porque por mais que já tenhamos feito isso uma vez, eu não sou uma pessoa nada experiente.

— Não fica brava comigo tá? – ele pediu com o olhar de cachorrinho que acabou de cair do caminhão de mudança.

— Fala logo León... – fiquei com medo do que poderia vir.

— Eu... – suspirou olhando para todos os lados menos para mim, já estava perdendo a paciência. – Eu...

— Você o quê?! Fala logo que eu já to irritada.

— Não fique. – pediu mais uma vez. – Eu não tenho aqui Vilu. – sussurrou envergonhado.

— Não tem o que? – perguntei não entendendo, seria roupa? Porque eu poderia pegar umas camisas velhas do meu pai e...

— Camisinha. – disse rápido com as bochechas ganhando cada vez mais cor. – Não trouxe, não achei que nós...

— Bobo. – ri da sua cara e ele abaixou o olhar ainda mais envergonhado. – Eu tenho.

— Tem? – perguntou arregalando os olhos. – Como...?

— Jade me deu quando eu completei dezesseis anos. – falei risonha abrindo a gaveta do criado-mudo. – Disse que era importante.

— Estou me sentindo um irresponsável. – murmurou sem graça enquanto eu lhe entregava o pacotinho laminado.

— Claro que você não é. – ri. – Você interrompeu tudo o que ia acontecer, ainda bem, poderíamos ter feito uma esteira. – riu.

— Desculpe. – sorriu de lado.

Puxei-o novamente para um beijo e voltamos ao nosso ‘momento’. León levou as mãos até o meu short, e o tirou sem preliminares. Sorri e tentei desabotoar suas calças jeans, o que não tive sucesso, e ele teve que tirar sozinho, eu sou um caos tentando acompanhá-lo nessas coisas tão complicadas de tirar uma peça de roupa.

— Gosto do cheiro da sua pele. – sussurrou passando o nariz pelo meu pescoço.

— Cheiro de sabonete você quis dizer? – perguntei dando risadas abafadas pela minha boca estar encostada em seu pescoço. Ele também riu.

— Esta pronta? – olhou em meus olhos enquanto eu sentia sua mão percorrer a minha coxa nua e encaixá-la em seu quadril. Apenas assenti sentindo aquele friozinho de expectativa na barriga.

Agarrei suas costas e procurei seus lábios quando nossos corpos se juntaram. Uma lágrima solitária escorreu pela minha bochecha e ele secou rapidamente enquanto se mantinha parado acariciando a minha cintura delicadamente.

— Eu te amo muito. – ele dizia repetitivamente no meu ouvido.

O problema é que nesse momento eu não conseguia dizer nada. É uma sensação ótima, não posso descrevê-la, é muito intima sabe? Não posso dizer com palavras exatas o que sinto toda vez que sinto o corpo de León no meu. Ou seja, não disse nada a ele, apenas escondi meu rosto em seu pescoço procurando por um esconderijo. Eu morro de vergonha por estar tão entregue a ele.

Meu corpo tremeu e o dele em seguida, desabando sobre mim. Meus cabelos grudados na testa e os dele molhado. Relaxei o meu corpo, deixando um sorriso brotar em minha boca, e ele se acomodou melhor em mim. Fechei meus olhos caindo em um sono profundo, sentindo o coração dele bater forte junto ao meu.

***

Notas finais
E aí?? Foi bom??? Beijos até mais.