Uma Nova Etapa
32 Capítulo 32
Notas iniciais
— Vou cuidar de você. – escutei ele sussurrar, e abri novamente a porta da minha casa.
— O que está fazendo? – perguntei vendo que ele me empurrava para dentro de casa. – León! – repreendi assim que ele trancou a porta, segurado a minha mala na mão. – Eu preciso ir para o Chile, tem um vôo me esperando.
— Você não vai a lugar nenhum. – sorriu de lado. – Vai ficar aqui, você está com a cabeça quente, precisa descansar. – beijou minha testa.
— Meu pai... – me interrompeu.
— Ele vai ficar bem. Confia. – deu mais um sorriso, me encorajando.
Ele pegou a minha mão e subiu as escadas comigo, segurando a minha mão como se nunca mais você soltar e bem... Eu gostava dessa sensação. Andamos pelo corredor, e ele abriu a porta do meu quarto. Demorou um pouco para entrar, apenas observava com cuidado, eu sorri.
— Parece que faz um tempão que não entro aqui.
— E faz. – ri sem jeito. – O que te fez vir aqui?
— Precisávamos nos resolver. – disse simples. – Mas fiquei sabendo que você e Ludmila discutiram. – comentou e eu assenti. – E que você está chateada com a Francesca.
— Como sabe? – perguntei sem entender.
— Ela me ligou e disse que pegou pesado com você, e ainda teve coragem de desligar na minha cara. – ri. – Falando nisso... O que aconteceu com o seu celular?
— Espatifou no chão. – falei e ele me olhou confuso. – Francesca me disse umas coisas, e eu fiquei um pouco em choque. Escorregou da minha mão.
— Ah... – suspirou entrando no meu quarto e me puxando junto. — Melanie te procurou na festa, ficou chateada porque não te encontrou.
— Não estava bem. – olhei para os meus pés. – Quando ela voltar eu dou os parabéns.
— Não podia ter ido embora daquele jeito. – sussurrou. – Ficaram procurando você.
— Não me sentia a vontade León. – o encarei.
— Ué... Como assim?
— Sei lá. Não estava entrosada. – murmurei. – Você estava com sua família feliz... Nossos amigos estavam animados, e não faziam questão para que eu me envolvesse na conversa deles. Ludmila estava com a cara virada. E bom... Eu estava bem solitária. – ri ao me lembrar.
— Desculpe. – acariciou minha bochecha. – Minha mãe me falou no final que eu não devia ter ficado longe de você, mas eu estava com raiva, se ficasse muito próximo poderia me irritar mais e te irritar.
— Sei como é. – sorri. – Vou tomar um banho León... Estou me sentindo um lixo.
— Ok. – beijou meus lábios. – Quer alguma coisa pra comer? Não sou muito bom com panelas, mas posso tentar.
— Não precisa. – sorri. – Não acho que conseguiria comer.
— Tem certeza? – franziu as sobrancelhas e eu assenti. – Tudo bem então, vou te esperar na sala.
— Não. – segurei seu braço, o impedindo de ir. – Fica aqui. – murmurei aflita. – Não quero ficar sozinha.
— Nunca te deixaria. – me abraçou apertado.
Senti seus lábios nos meus em seguida, e levei meus dedos em seu cabelo, emaranhando-os. Senti falta dele nos últimos dias, querendo ou não, o León é muito, é tudo, e por mais que eu me sinta sozinha, quando ele vem, aquele vazio some, é preenchido, de uma maneira maravilhosa.
— Vou tomar banho. – murmurei rindo, tentando me afastar do mesmo.
— Ah não... – suspirou contra meus lábios. – Agora quero ficar com você, estou carente demais.
— Pode ter certeza que eu também. – ri. – Mas preciso de um banho.
Saí correndo antes que ele me impedisse novamente. Pude ele escutar ele gritar o meu nome enquanto eu fechava a porta e em seguida ria.
***
— Ai você me segura, e eu giro.
— Violetta, eu não sei dançar balé. – León dizia rindo.
— Não é tão difícil. – ri também. – Os meninos da minha classe fazem isso com tanta facilidade. – respondi saindo da meia ponta e descansando os meus braços em seu ombro.
— Não sei como ainda não tive uma discussão com aqueles garotos aproveitadores. – comentou e eu revirei os olhos. León ciumento modo ativado.
— León, o Yuri é gay, o Thiago tem namorada. O Paul terminou com uma das líderes de torcida há pouco tempo e agora só quer focar na carreira. Pode ter certeza que nenhum deles não quer nada comigo.
— Sério mesmo? – ergueu uma das sobrancelhas e eu assenti.
— Agora vamos parar de dançar balé, porque você é um caos. – rimos.
— Você precisa descansar. – beijou meus lábios.
— Preciso saber do meu pai León. – suspirei. – Não vou conseguir fazer nada se não tiver boas notícias sobre ele.
— Você precisa descansar, amanhã procuramos saber sobre ele.
— Tem certeza? – perguntei insegura.
— Tenho. – riu brevemente. – Você está linda nessa roupa.
— É pijama Léon. – ri. – Qualquer coisa que eu vista, você diz que eu estou bonita.
— Mas é sério. Você está.
Beijei seus lábios e ele me envolveu com os braços na cintura, me apertando maravilhosamente. Sorri entre o beijo e levei minhas mãos até os seus cabelos bagunçados e tão macios.
— Eu quero você. – murmurei cega de paixão.
— Quem é você e o que fez com a minha namorada? – ele perguntou rindo enquanto retirava a minha blusa do pijama habilmente com as duas mãos. Eu também ri, ainda mais quando ele jogou a minha blusa em cima da cama, como se quisesse ter se livrado daquela peça há muito tempo.
Talvez eu estivesse um pouco mais ousada do que o normal, mas sei lá, quero sentir que ele está comigo, quero sentir de verdade. Seus olhos me olharam de cima abaixo e segundos depois um sorriso bobo surgiu nos lábios dele.
— E esse sorrisinho? – perguntei o achando fofo.
— Não sei como você consegue ser tão linda.
Abaixei o olhar achando mais graça, com certeza ele era o cara mais romântico da face da Terra, mesmo que fizesse isso sem perceber. Ele ergueu meu queixo com o dedo e depositou um delicado beijo em minha testa.
— Te amo muito. – sussurrou me causando arrepios.
León me abraçou com força, andando vagarosamente até a cama, enquanto distribuía beijos em todo o meu rosto, me fazendo rir a todo instante. Ele conseguia deixar todos os momentos mais confortáveis possível.
Minhas costas caíram no colchão macio da minha cama e logo seu corpo estava por cima do meu. Seu sorriso agora era o mais feliz de todos, me fazendo consequentemente sorrir também. Fui até a barra de sua camisa, e ele me ajudou a tirar aquela peça tão chata e... Puxa vida! O corpo do meu namorado é maravilhoso.
— Você é... – me faltaram palavras e ele deu uma risadinha, senti minhas bochechas queimarem, e ele beijou meu nariz.
— Você é mais.
Voltamos a nos beijar, mais calmos e apaixonados. Como eu o amava, se eu não for dele para o resto da minha vida, vou viver infeliz para sempre.
— É... – ele interrompeu o momento afastando nossos lábios. – Temos um problema. – disse fazendo cara de sofrimento.
— Que foi? – perguntei achando que eu tinha feito alago errado, porque por mais que já tenhamos feito isso uma vez, eu não sou uma pessoa nada experiente.
— Não fica brava comigo tá? – ele pediu com o olhar de cachorrinho que acabou de cair do caminhão de mudança.
— Fala logo León... – fiquei com medo do que poderia vir.
— Eu... – suspirou olhando para todos os lados menos para mim, já estava perdendo a paciência. – Eu...
— Você o quê?! Fala logo que eu já to irritada.
— Não fique. – pediu mais uma vez. – Eu não tenho aqui Vilu. – sussurrou envergonhado.
— Não tem o que? – perguntei não entendendo, seria roupa? Porque eu poderia pegar umas camisas velhas do meu pai e...
— Camisinha. – disse rápido com as bochechas ganhando cada vez mais cor. – Não trouxe, não achei que nós...
— Bobo. – ri da sua cara e ele abaixou o olhar ainda mais envergonhado. – Eu tenho.
— Tem? – perguntou arregalando os olhos. – Como...?
— Jade me deu quando eu completei dezesseis anos. – falei risonha abrindo a gaveta do criado-mudo. – Disse que era importante.
— Estou me sentindo um irresponsável. – murmurou sem graça enquanto eu lhe entregava o pacotinho laminado.
— Claro que você não é. – ri. – Você interrompeu tudo o que ia acontecer, ainda bem, poderíamos ter feito uma esteira. – riu.
— Desculpe. – sorriu de lado.
Puxei-o novamente para um beijo e voltamos ao nosso ‘momento’. León levou as mãos até o meu short, e o tirou sem preliminares. Sorri e tentei desabotoar suas calças jeans, o que não tive sucesso, e ele teve que tirar sozinho, eu sou um caos tentando acompanhá-lo nessas coisas tão complicadas de tirar uma peça de roupa.
— Gosto do cheiro da sua pele. – sussurrou passando o nariz pelo meu pescoço.
— Cheiro de sabonete você quis dizer? – perguntei dando risadas abafadas pela minha boca estar encostada em seu pescoço. Ele também riu.
— Esta pronta? – olhou em meus olhos enquanto eu sentia sua mão percorrer a minha coxa nua e encaixá-la em seu quadril. Apenas assenti sentindo aquele friozinho de expectativa na barriga.
Agarrei suas costas e procurei seus lábios quando nossos corpos se juntaram. Uma lágrima solitária escorreu pela minha bochecha e ele secou rapidamente enquanto se mantinha parado acariciando a minha cintura delicadamente.
— Eu te amo muito. – ele dizia repetitivamente no meu ouvido.
O problema é que nesse momento eu não conseguia dizer nada. É uma sensação ótima, não posso descrevê-la, é muito intima sabe? Não posso dizer com palavras exatas o que sinto toda vez que sinto o corpo de León no meu. Ou seja, não disse nada a ele, apenas escondi meu rosto em seu pescoço procurando por um esconderijo. Eu morro de vergonha por estar tão entregue a ele.
Meu corpo tremeu e o dele em seguida, desabando sobre mim. Meus cabelos grudados na testa e os dele molhado. Relaxei o meu corpo, deixando um sorriso brotar em minha boca, e ele se acomodou melhor em mim. Fechei meus olhos caindo em um sono profundo, sentindo o coração dele bater forte junto ao meu.
***
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