Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOEE!!!!!! To aqui de novo Obrigada pelos comentários, senti tanta saudade hahahaha' Serei breve, pois irei sair aproveitar a night né hahah' brincadeira gente, ou não né? Bom, aqui vai mais um cap !! Boa Leitura!!!

Por Melanie *

_León? – o chamei batendo na porta. – Posso entrar? – perguntei e ele respondeu que sim.

Abri a porta vendo ele de frente para a janela, que estava aberta, revelando as luzes da cidade. Ele estava de costas, e nem parecia meu irmãozinho pestinha que vivia me atormentando, parecia um homem, muito lindo e maduro, que está muito triste com alguma coisa.

_Quero saber o que está acontecendo com você. – falei fechando a porta, e vendo seu quarto todo vazio, apenas com a cama, e a mala ao lado, sem se desfazer.

_Não quero falar disso Mel. – até sua voz havia mudado.

_Tem certeza, eu posso te ajudar.

Ele suspirou pesadamente abaixando a cabeça, e depois de alguns demorados segundos, se virou de frente para mim. Sorri ao ver meu irmão, depois de tanto tempo. Ele até já tinha um pouco mais de barba, claro que ele devia estar a um dois dias sem fazer, mas estava lindo como sempre.

_É ela. – ele soltou impulsivamente. – Eu não sei o que está acontecendo, perdi o controle, não a reconheço mais.

_Quer me falar o que aconteceu com vocês? – perguntei calma, sorrindo de lado, me sentando em sua antiga cama.

_Ela diz que é desgaste, e eu apenas acho que ela mudou demais. – ele disse também se sentando na cama, ao meu lado.

_Talvez os dois estejam certos, afinal vocês cresceram, mudaram, estão diferentes, e a relação com certeza pode estar se desgastando.

_Mas só faz um ano. – León disse abaixando a cabeça. – Você e o Fernando namoram há bastante tempo, e agora vão se casar. Não entendo porque com a gente não pode acontecer o mesmo.

_Eu e o Fernando nos conhecemos já adultos, além do mais eu já tive várias experiências, quando mais jovem, então esse relacionamento foi definitivo e certo. Talvez a Violetta não seja a mulher ideal.

_Não diz isso. – ele murmurou evidentemente magoado.

_Só estou dizendo a verdade. – coloquei a mão em seu ombro. – Vocês são jovens, talvez o amor já esteja se acabando, e vocês ficam se martirizando. Vocês estão amadurecendo, podem cometer erros. Eu sei que você tem cabeça, e ela também. Confio em você. Sei que vocês nem se entregaram, com medo que esse amor não fosse verdadeiro.

_Sobre isso... – León me interrompeu olhando as próprias mãos. – Eu e a Violetta já... – ele não conseguia dizer. – Nós já...

_Vocês já o que? – perguntei impaciente com a enrolação.

_Já nos entregamos. – ele disse me olhando vermelho, igual a um pimentão.

_Como assim? – perguntei temendo o sentido daquela frase.

_Você sabe... Nós já... Nós já transamos. – disse olhando para o outro lado.

Acho que agora eu tinha virado um pimentão. Nunca imaginei meu irmão me contando uma coisa dessas. Não sabia o que dizer pra ele numa hora assim, fui pega desprevenida.

_León... – fiquei constrangida.

_Não precisa dizer nada.

_Vocês se cuidaram? – perguntei preocupada.

_Sim. – ele respondeu agora olhando para mim.

_Você sabe os riscos que você e a Violetta estavam correndo?! – perguntei exaltada.

_Ei relaxa, claro que sei.

_Isso foi de extrema irresponsabilidade León. – comecei a tentar impor algum limite na cabeça daquele ser. – Imagina só se o pai dela descobre, do jeito que ele é bravo, te mata!

_Ei, isso só aconteceu uma vez. – ele disse se levantando. – E não foi irresponsabilidade Mel, nós nos amamos, pelo menos eu a amo. E se você me escutou, eu não fiz besteira nenhuma, eu apenas a amei, não vejo problema nisso. Que eu saiba, quando amamos, nada é errado.

_Céus! Quando foi que você amadureceu tanto? – perguntei emocionada com as suas palavras, me levantei e lhe dei um abraço.

_Aprendi junto com você. – disse rindo ainda me abraçando.

_Não sabia que você já tinha virado homem nesse quesito. – falei o zoando e ele deu risada.

_Não pude me controlar com ela tão perto. – ele disse olhando para a janela e sorrindo bobamente soltando até um risinho.

_Você a ama mesmo hein?

_Sim, amo muito. – respondeu suspirando e eu sorri.

¨¨

Por Violetta *

Levantei no outro dia, meio tarde, na verdade muito tarde. Eram duas horas da tarde. Não me importei, eu não tinha nada o que fazer mesmo. Tirei as cobertas de cima de mim, e me espreguicei. Calcei meus chinelos.

Saí do meu quarto, precisava preparar alguma coisa para eu comer. Desci as escadas preguiçosamente, e me assustei vendo alguém sentado no meu sofá.

Era a loira, mais loira. Ludmila.

Ela sorriu a meu ver, e eu também. Corri até ela, praticamente pulando em seus braços. E ela me deu um abraço de urso. Como eu senti falta dela, uma amiga, uma confidente, uma tudo!

_Senti tanto a sua falta! – ela disse ainda me abraçando.

_Eu também Luh.

Separamos-nos depois de mais uns segundos. Ela continuava linda!

_Como entrou aqui? – perguntei sentando no sofá e ela fez o mesmo.

_A porta estava aberta, acho que você se esqueceu de trancá-la. – riu.

_Sou meio distraída mesmo. – ri sem graça. – Mas e então... Como você está? – perguntei entusiasmada.

_Muito decepcionada. – suspirou cabisbaixa.

_Sério? Por quê? Foi o Federico? O Diego? – perguntei preocupada.

_Não. Foi você. – disse me olhando, e eu me assustei.

_Como assim? O-o que eu fiz? – perguntei confusa, recordando os meus últimos atos, tentando achar uma falha com a minha amiga.

_O que você não fez né? – disse se levantando, e me encarando. – Ontem, eu estava na casa do León, esperando vocês dois chegarem juntos, para fazer minha surpresa com os nossos amigos, mas sabe o que aconteceu? – perguntou com a face irritada e eu neguei prontamente. – Você não apareceu!

_Luh, eu posso explicar... – me interrompeu.

_Você até pode explicar, mas não justifica... Poxa! Eu tive um trabalho imenso!

_Desculpa. – sussurrei com os olhos marejados, eu não esperava isso. – Desculpa, desculpa mesmo. – me levantei do sofá. Nunca pensei ver a Ludmila naquele estado comigo. – Eu não estava bem.

_E nem o meu primo – cruzou os braços. – O que vocês aprontaram pra estragar o meu a minha festa?

_Nós discutimos. – falei baixo.

_Só isso? – perguntou me olhando nervosa e eu assenti. – Me engana que eu gosto. – suspirou alto. – Quando você quiser me contar o que aconteceu, por favor, me ligue. Não estou com paciência para agüentar suas crises de TPM.

Dizendo isso ela saiu, me deixando confusa, culpada e triste.

***

_Fran, hoje é o casamento da Mel. E eu e o León ainda não nos falamos desde que eu cheguei a Buenos Aires. – falei choramingando, enquanto estava debaixo das cobertas. – Isso vai ser horrível.

_Violetta, calma, pelo amor. – ela pediu. – Levanta dessa cama, escolhe um vestido maravilhoso, e mostra o seu alto astral naquele casamento.

_Não, eu não quero ir. – falei limpando algumas lágrimas que escorriam de meus olhos. – A Ludmila também parece estar com raiva de mim. Não quero ficar de escanteio à cerimônia inteirinha.

_Amiga, não se mostre abalada, se mostre superior, que é o que você sempre foi. – Fran me aconselhou meiga como sempre.

_Eu realmente não sei o que faria sem você. – falei sorrindo ainda meio frágil.

_Você não faria nada, simples assim. – rimos. – Te amo e se cuida.

Desligamos, e eu tomei coragem. Levantando-me da cama. O casamento da Mel, era daqui uma hora e meia, eu não sabia como eu iria, e nem com que roupa, e muito menos que iria me buscar.

***

Faltavam quarenta minutos.

Eu estava com um vestido preto, acima dos joelhos, rodado, de uma manga apenas. Meu cabelo estava preso em um rabo de cavalo, e tinha alguns cachos na ponta, e eu usava alguns acessórios no mesmo. Calcei meus saltos pretos, e passei uma maquiagem suave. Estava bonita, mas não feliz.

Escutei minha campainha tocar. Devia ser a comida chinesa que eu havia pedido. Sabe como é né? Eu não era muito boa de cozinha, e os armários estavam vazios, eu estava morrendo de fome. Atendi a porta, procurando o dinheiro dentro da carteira.

_Moço, quando que... – me interrompi, quando vi a imagem de León, totalmente elegante em um terno, e minhas pernas balançaram, quase caí do salto. – O-o que você está fazendo aqui? – perguntei gaguejando, e em um tom baixo.

_Vim te buscar. – ele disse rude, com um olhar frio.

_Pode ir embora, dispenso sua falta de carinho. – falei lhe dando as costas, indo até a mesa de centro, percebendo que ele estava me seguindo. Pus minha carteira lá.

_Até quando você vai fingir ser durona desse jeito?

Ele disse aquilo tão natural, tão grosso, tão... Irreconhecível. Virei de frente para ele, o encarando triste, e deprimida.

_Eu... – suspirei. – Eu não posso mais. – escondi meu rosto nas mãos, escondendo meus olhos, provavelmente vermelhos, pois ardiam com a minha vontade de chorar. – Eu não sei até que ponto chegou, mas esse é o limite. – solucei. – Eu não estou disposta a ficar do lado de uma pessoa que... Que não suporta nem me olhar, nem falar comigo.

_Pelo amor de Deus, para de ser dramática!

_Vai embora. – murmurei.

_Não, nós vamos ao casamento. Minha irmã faz questão da sua presença.

Sequei meus olhos, tomando cuidado para não borrar a maquiagem. Peguei minha bolsa no sofá, e ergui meu olhar. Encontrei seus olhos verdes, e tentei não me abater quando os vi preocupado.

_Depois da cerimônia... – ele sussurrou, pegando o meu braço e enlaçando no seu. – Você pode... Pode se livrar de mim.

Notas finais
O que acharam??? Gente estou emotiva hoje, então essa última frase mexeu comigo :'( estou boba mesmo não liguem! Até maaaaais!!!