Quando entrou em casa estava tudo desarrumado. Sofás virados, quadros caídos, cacos de vidro por todos os lados. Pryia quase nem acreditou. Quase teve um infarto quando algo cutucou seu ombro. Ela virou-se tão rápido que nem deu tempo para a pessoa ter uma reação, um tapa voou na cara do sátiro. O sátiro cambaleou para trás, quase caindo. Ele massageou o rosto e modelou um biquinho por entre os lábios carnudos.

— AIIIII!!!! Calma, calma! Pelo o amor dos deuses, eu não vou te machucar. — O sátiro se aproximou de Pryia e estendeu-lhe a mão. — Sou Viggo! Eu sou um sátiro protetor e vim aqui buscar você!

— M-Me buscar? Para que? — A cabeça de Pryia rodava tão rápido que quase desmaiou. Ela estava confusa, mas espere... Aonde estava sua tia? — Cadê minha tia?

— Fugiu, espero. Foi um monstro, mas dei um jeito nele. — Ele sorria tão orgulhoso que Pryia chegou a ter inveja de sua felicidade. Ela precisava de tempo para pensar, não aguentava tanta coisa de uma só vez. — Vamos?

Pryia não teve nem tempo para responder. Ele agarrou seu pulso e sairam de casa rapidamente. Não sabia para onde iam, mas já estava com medo.

Viggo levou Pryia até o porto mais próximo. Pegaram uma canoa e começaram a navegar e a navegar. Pryia se sentia protegida quando estava no domínio do mar, não sabia porque, mas ficava assim.

— Chegamos. — Depois de horas eles já conseguiam ver uma praia bem próxima por sinal. Quando sairam da canoa, foram rodeados por um grupo de campistas que deviam ter, o que, quatorze anos? Os olhos de Pryia brilhavam de admiração ao ver aqueles grandes monumentos crescidos, Viggo começou a puxá-la em direção do maior.

— Quiron te aguarda.