Uma Nova Dimensão

16 Informações


Notas iniciais
e vai mais um ... o.e

Quando cheguei ao dormitório estavam lá todos, incluindo Liam, Kyle e Jack.

– Hey, que fazem aqui?

– Estávamos á tua espera…- Disse Kae.- Nenhum de nós conseguiu nada, e tu?

– Consegui algumas coisas…- Disse ajoelhando-me no chão junto deles.- Desde o início desta escola que já ouve 8 mortes confirmadas.

– Que é isso? Mortes confirmadas?- Perguntou Milena

– Talvez apenas mortes que se tenham revelado. Mortes que não foram mantidas em segredos.- Explicou Liam

– As mortes foram atribuídas ao facto de os alunos andarem a beber o sangue que era destinado aos professores.

– Qual é a diferença entre o deles e o nosso?- Perguntou Jack

– O deles é sangue humano. Uma mistura pelo menos, foi isso que percebemos.

– Perceberam?- Perguntou Kyle, olhando-me. Desviei o olhar, percebendo que tinha metido a pata na poça.- Continua…- Disse. Percebi também que esta conversa ainda não tinha acabado.

– Bom, o sangue que lhes é fornecido também é usado para o tratamento de alunos, em casos graves.

– Nenhum deles fazia parte da Seita.- Disse Liam, olhando para a lista com os nomes.- Todos os domingos bebemos um golo de sangue, presumo que seja desse...

– Então não passa de uma mentira…-Disse Kae

– Estão a contar mentiras aos alunos, a encobrir as mortes… Talvez o estejam a dizer para os alunos não beberem do sangue.- Disse Milena

– Faz sentido…Então, como morreram eles?- Perguntei.

– Isso é o que vamos ver.- Disse Kyle, olhando para todos.

– Uma coisa é certa, seja o que for, os professores sabem o que se passa.- Disse Liam, confirmando aquilo que já todos sabíamos.

– Sim, claro, mas nunca falaram sobre isso!- Disse Jack.

Do nada batem á porta. Todos nos olhamos, a medo que fosse alguém que nos tivesse apanhado. Levantei-me e abri a porta. Arregalei os olhos a ver quem era, fazendo-lhe sinal para entrar. Ambos olhámos para os meus amigos, de se encontravam de sobrolho franzido.

– Não queria interromper nada…- Disse Ian, olhando-me.

– Não interrompes nada!- Disse logo.- Que se passa?

– Nada de mais, só que deixas-te isto na biblioteca.

– Não deixei…-Depois olhei para ele de olhos arregalados. Mesmo depois de eu sair, ele continuou á procura. Porquê?– Oh... Obrigada, Ian!

– De nada.- Disse dando-me um beijo na bochecha e saindo.

Olhei para todos, sentados no tapete. Olhavam para mim, de sobrolho franzido.

– Bom, já sabemos quem foi o teu companheiro de estudo…- Disse Jack, sorrindo, malicioso.

– Nada disso.- Disse séria e voltando a ajoelhar-me junto deles.- Ele ajudou-me a procurar a informação, eu sou humana caso não se lembrem! Era muita informação só para mim.

– Lela, vê lá no que te metes.- Aconselhou Kae.- A Mia é tramada e conhecida entre os alunos. Todos a temem e vão fazer o que for preciso para não terem de sofrer nas mãos delas.

– Eu não tenho nada a temer, não se preocupem…- Disse, lembrando-me de Mike. Sabia que era errado lembrar-me dele, mas… Era inevitável!

– Que trouxe o Ian?- Perguntou Kyle.

Conseguia perceber que ele estava zangado comigo. Kyle era muito protetor, e não estava a achar graça nenhum à história da minha aproximação a Ian. Se Mia era assim como diziam, então se continuasse assim próxima dele, ia ter sarilhos.

– Trouxe uma folha de jornal da escola, sobre uma das mortes, a primeira de todas…Com uma imagem, pouco nítida, é a preto e branco.- Disse

– Que diz?- Perguntou Kae

– “Aberta há já um número incontável de anos, a Escola que aloja vampiros, tem em mãos agora um caso sério. Lida agora com a morte inexplicável de um dos alunos, do 2º ano, Martin Gomez. Vindo do México, o jovem aluno que morreu devido a uma gripe, voltou a encontrar-se no mesmo estado, mas desta vez, com uma causa desconhecida. Ou talvez seja só assim para os alunos, pois os professores sabem o que o matou, garantido que não revelarão nada, para proteção de todos. Quantas mais mortes terão de ocorrer para que eles decidam finalmente falar-nos sobre a verdade que esconde entre as paredes desta Escola?

Richard Philips 19 de Janeiro de 1910.”

– Richard Philips? Ele dirigiu a Seita durante 3 anos!

– Com esta notícia ele deve ter tido direito á verdade, se foi a única coisa que o Ian encontrou…

– Sim, uma notícia destas teria direito a mais páginas nos jornais!- Exclamei

– Ou isso, ou com uma bomba destas foi expulso!- Disse Jack

– -Não, ele esteve á frente da Seita por três anos, e começou em 1907.- Disse Liam.

– Mas não podemos fazer o mesmo que ele. Quem sabe o que aconteceria desta vez…!- Disse Milena, com razão.

– Então é agora?- Perguntou Kae

– Esperamos por mais, nos próximos dias as coisas vão andar agitadas entre os professores, só temos de estar atentos.- Disse.

– Sim, nada de distrações.- Disse Kyle. Sabia que aquela era para mim, por isso fulminei-o com o olhar. Ele mostrou-se tão indiferente quanto possível.

Levantamo-nos todos, prontos para ir jantar. Agarrei no braço de Kyle, ficando com ele para trás. Fechei a porta do quarto e olhei-o, furiosa.

– Qual é a tua Kyle?!- Disse perto dele.

– Qual é a minha?! Tu é que andas por maus caminhos, Eleanor!- A coisa estava a ficar feia. Ele nunca me chamava Eleanor. El adorava a alcunha que Jack me tinha dado…

– Maus caminhos, agora fazer amizades é andar por maus caminhos?

– Depende das amizades, e o Ian é uma má!

– Porquê?!

– Para além de partilhar o quarto com ele, namora com a Mia.

– Ela não é numa bruxa má, não tenho medo dela!

– Devias Eleanor, ela é capaz de tudo.

– Até de pôr em perigo aquela que a vai salvar no futuro?!- Atirei. Ele olhou para mim de olhos arregalados e sem palavras. Nem eu queria acreditar no que tinha tido, verdade ou não deveria ter ficado no meu pensamento. Suspirei.- Desculpa, mas … Não quero discutir contigo Kyle. Adoro ter-te como amigo, preocupas-te comigo de uma maneira muito querida só que … Eu também sei cuidar de mim.

– Sei que sabes, mas sendo tu humana, acho sempre que és frágil de mais para tudo. Tens razão, um dia és tu que nos vai salvar, as até lá chegar, quero garantir-me de que estás bem.

– E estou, preciso de ti e deles para que isso aconteça, mas não preciso que me protejas dela. Já lidei com coisas assim!

– És uma valentona!- Disse abraçando-me. Retribuí.- Agora vamos comer, porque a isso nenhum de nos escapa!

Havia muito mais nesta escola que apenas humanos. Havia uma história, uma grande história que ia ser revelada. As mentiras iam acabar, e a verdade ia ser revelada ao contrário do que alguns queriam.

Se íamos entrar em guerra com seres estranhos, então todos deveríamos saber se estamos a lidar com mais que isso, se estamos seguros dentro da escola se não…

Notas finais
j.f.