Notas iniciais
A minha desculpa por causa do atraso: Aulas :$$

Bom, espero que já me tenham perdoado, por isso ... Espero que gostem amores ♥ vamos a isso ?

Summer tinha aceite! Agora era só esperar até ao dia do casamento para ela fazer verdadeiramente, parte desta família. Cada vez tinha mais motivos para não ir para o colégio com Mary, mas cada vez achava que era o melhor a fazer.

O resto da semana correu na perfeição.

Principalmente porque Steve não deu sinais. Ninguém soube dele a semana toda, e ainda bem. Assim não tinha de lidar com mais anda. Já me bastava ter Mary metida na minha cabeça o tempo todo.

Sim, se ela estivesse a dizer a verdade, então era o meu destino salvar o que quer se fosse, mas por outro lado…eu preferia ser egoísta por mais uns tempos e estar com aqueles que amo, então agora que o meu mano se ia casar. Leila e Summer já não discutiam, estavam ambas maravilhadas por esta se ir casar. Quase não se falava noutra coisa. Por vezes entrava nessas conversas, mas ao fim de um pouco era cansativo estar sempre a ouvir a mesma coisa…Por isso tinha-me refugiado muito em casa de Alexis. Com isto tudo, para meu agrado, os meus pais tinha-se esquecido do meu castigo e agora era livre de novo.

Sexta-feira, e o dia até estava a passar bastante depressa. Íamos a sair, nós as três, Mike e Matt. Ele desconfiava do que se tinha passado, mas nunca me perguntou nada ou fez comentário algum. E ainda bem, acho que Mike não ia reagir muito bem e Matt até era bastante simpático…principalmente com Alexis.

Esta tinha acabado com o namorado, por telefone. Nunca foi dela fazer destas coisas, mas Alexis estava farta da distância entre eles e o tipo nem foi capaz de fazer nada para impedir que ela o fizesse, por isso ela estava muito melhor sem ele…Bom, e Matt percebeu que ela estava carente e começou a aproximar-se. Mas ainda é cedo para Alexis, ela precisava de espaço para ela, precisava de tempo para pensar e só depois ia pensar em algo com Matt.

Bom, e por falar no diabo… Assim que saímos da escola, demos de caras com Steve. Paralisei ali mesmo e apertei a mão de Mike. Alexis também percebeu e olhou para nós dois pelo canto do olho, assim como Matt. Ele veio até nós e parou à nossa frente, olhando para os quatro.

–Posso falar com vocês?- Perguntou. Olhei para Mike e assenti. Afastámo-nos um pouco e olhámo-lo, à espera de um pedido de desculpa, de uma explicação, fosse o que o fosse.

–Estamos aqui. Diz logo.- Disse Mike frio. Olhei para Steve.

–Ah, desculpem-me, aos dois. Já tinha bebido um pouco…

–Isso não é desculpa por teres tentado violar a minha namorada, idiota!- Disse Mike. Engoli um seco ao ouvir aquela palavra.

Eu sei, eu sei! Desculpem, eu realmente não sei onde tinha a cabaça…Estou mais que envergonhado por ter tentado…

–Não digas.- Pedi fechando os olhos com força. Não iria ouvir aquelas palavras outra vez, muito menos da boca dele.- Porquê?

–Não sei Eleanor, juro que não sei.- Disse sinceramente.- Mas estou arrependido, aliás, muito arrependido e só peço que me perdoes. E a ti também Mike, afinal, mandei-te para o hospital…!

–Sim, mandas-te.- Respondi.- Se tentar perdoar-te, melhor asinda, se conseguir perdoar-te, promete-me que nunca mais me diriges a palavra.- Disse olhando-o nos olhos. Ele olhou para mim, algo triste e assentiu. Eu fiz o mesmo, dei a mão a Mike e fomos.

–Estou orgulhoso de ti. Foste muito forte.

–Ele não chegou a fazer nada. Estou mais zangada por ele te ter mandado para o hospital…- Disse suspirando.

Fomos até ao centro comercial comer. Quando lá chegamos vimos Steve rodeados por montes de miúdas. Sorri, assim como Mike que percebeu do que me estava a rir

Steve seria sempre Steve.

**

Sábado, nada para fazer a não ser dormir até tarde. Levantei-me já eram onze da manhã e já não havia ninguém em casa. Leila estava com Summer, a fazer não sei bem o quê para o casamento. Alexis estava com um primo e Mike ia sair com Matt. Hoje estava por minha conta, por isso resolvi ir apanhar sol, aproveitar que ele ainda conseguia desbotar entre as nuvens. Durante vários meses não ia ver, nem sentir o sol… Peguei nas coisas que precisava e fui. Como sempre fazia quando andava de autocarro, pus os fones nos ouvidos e fingi que nada mais existia á minha volta. Mas a sensação de perseguição voltou. Mary? Ainda me estaria ela a seguir? Não fazia sentido, ela disse que ia e que só voltaria quando eu quisesse ir…Olhei em volta e não vi ninguém, a não ser as pessoas da fila para o autocarro.

Provavelmente era só a sensação que ainda tinha. Assim que chegou entrei. Aos poucos, deixei de me preocupar com o que quer fosse e resolvi só desfrutar do sábado que tinha para mim. Assim que cheguei, sentei-me no cais, com os pés dentro de água e deliciei-me com o sol a bater na minha pele. Ainda aquecia e sabia muito bem.

Depois ouvi um barulho vindo dos arbustos. Não liguei, afinal estava rodeada por uma mata, deveria haver montes de animais por aqui.

Fechei os olhos de novo, voltando a deliciar-me com o sol quente. Mas não tardou até ouvir de novo o barulho. Quando olhei para o arbusto nem queria acreditar no que via…aliás, não sabia mesmo o que estava a ver.

Havia dois seres estranhos a olhar para mim. Eram…diferentes de tudo aquilo que já tinha visto, com uma cabeça pontiaguda no cimo, assim como as orelhas, olhos pequenos e pele bem esticada, meio verde ou azul, não percebia bem. Tinham as roupas esfarrapadas, sem sapatos que mostravam os pés que eram de formato humano, mas com umas unhas que mais pareciam de dinossauro, assim como os dentes todos afiados e amarelados.

Nem gritar conseguia, de tão em pânico que estava.

Não fazia a mínima ideia…do que estava á minha frente! Olhei em volta, mas não estava lá mais ninguém.

–Não doçura, não olhes mais, estás sozinha.- Disse um deles, com uma voz rouca.

Levantei-me num pulo e fitei-os.

–Que raio são vocês?!- Perguntei. Raramente tinha medo de algo, mas isto era diferente. Estava a lidar com o desconhecido.- Que querem?

–A Chosen One.

E aí tudo fez sentido. Eles andavam atrás de mim por ser a escolhida… A escolhia que iria proteger a raça dos vampiros…deles. Estes eram os seres que tinha de derrotar com os meus poderes.

E sendo assim tentei que a minha mão brilhasse, mas nada. Tentei e voltei a tentar, mas nada. Olhei para eles, confusa, e eles começaram a rir-se, percebendo que não podia fazer nada, começaram a avançar. Eu ia recuando, mas sabia que o cais iria acabar e só iria haver água, e mais água e não haveria por onde fugir.

Assim que voltei a olhar para eles, fui agarrada. E finalmente consegui gritar. Gritei o mais alto que pude, mas sabia ser inútil, sabia que não estava aqui ninguém, que ninguém me ia ouvir. Por isso calei-me. Parei de gritar, sem saber o que fazer para me livrar destes dois. Assim que o outro se começou a dirigir a mim, a minha mão fez luz, literalmente. Sorri ao ver que finalmente tinha conseguido e ao tocar-lhe, ele não voou. Arregalei os olhos ao ver o que tinha acontecido. Aquele ser tinha-se desfeito em cinzas.

Sem mais demoras, virei-me bruscamente para trás e toquei-lhe também no peito. O mesmo aconteceu e ele desfez-se em cinzas, mesmo à frente dos meus olhos.

Assim que me voltei a virar, para ir buscar as minhas coisas e desaparecer dali o mais depressa que conseguia, algo me impediu. Não eram mais, muito pelo contrário, era alguém de quem precisava muito neste momento. Mary olhava para mim, com um olhar que parecia de orgulho, ou vitória.

–Mary explica-me que raio foi isto…-Pedi.

–São os seres que precisamos de que nos protejas.

–Isso já percebi. Mas como é que eles sabem?

–Assim como eu sei, como todos sabemos. No nosso mundo, todos sabem que há uma escolhida, que és tu. Agora vês porque precisamos de ti.

–Uma coisa e mandar dois abaixo, outra coisa e mandar a espécie inteira!

–Eu sei. É difícil de perceber…mas, tu não precisas do os derrotar a todos, apenas o criador.

–O criador?

–Sim. Mas Eleanor, não queiras apressar as coisas e saber tudo já. Dá tempo ao tempo.

–E enquanto isso, há seres que sabem quem sou, onde estou…tudo!

Ela não disse nada, confirmando.

–Eu levo-te a casa.- Disse virando costas.

Peguei nas minhas coisas e segui-a. Entramos no carro e fomos o caminho todo em silêncio. Cada vez que estava com Mary o melhor era ficar calada. Eu gostava muito dela, mas sempre que a via e falava com ela, havia sempre algo novo para assimilar, e sempre difícil de o fazer.

Agora eram estes seres, dos quais não queria saber mais até ter a certeza do que queria. Eles sabiam quem eu era, sabiam onde estava, onde viviam. E agora lembrava-me de algo muito mais importante. Eles sabiam qual era o meu ponto fraco: a minha família.

A minha mãe. O meu pai. Kaleb. Alexis. Mike. Leila. Summer.

Todos os meus amigos. Todos aqueles que amava estavam agora em perigo, por minha causa. Não podia deixar que estes seres, fossem o que fossem, lhes fizessem mal. Tudo menos perder um deles. Mesmo que isso significa-se ir embora. Só queria mesmo mantê-los vivos e bem, eles não tinham nada a ver com isto, nem sabiam sequer o que se estava a passar!

Eu tinha de ir com Mary.

Não queria, obviamente. Estava tudo a correr tão bem…! Tinha perdoado Steve, Summer e Kaleb…Tudo estava a ser perfeito, mas como tudo na vida, existe sempre um “mas”, e o meu era ser a escolhida, era ter uma mão que brilhava, era saber que não existiam só humanos. Era saber que ia salvar duas espécies: vampiros e humanos.

Não tinha por onde fugir, não tinha que pensar em mais nada. Eu ia com Mary para o tal colégio, ia treinar e salvar a espécie deles. Assim que acabasse, voltava para casa e já não iria haver mais perigo. Eles iam estar magoados, isso já sabia que ia acontecer. A minha confiança com Kaleb ia desaparecer, Alexis deixaria de ser a minha irmã, Mike ia refazer a sua vida, os meus pais olhar-me-iam de maneira diferente…Mas esse era o preço a pagar para os manter a salvo, esse era o preço que eu tinha de pagar, pois era a Chosen One.

–Vou contigo.- Disse a chorar de raiva por ter de o fazer.- Vou para o colégio contigo, vou acabar com eles todos. Vou manter a minha família a salvo.

Mary abriu a boca para dizer algo, mas logo a fechou. Ela percebeu o porque de eu ir. Apenas assentiu e sussurrou:

–Lamento que tenha de ser assim.

Dito isto fechei os meus olhos com força, para impedir as lágrimas de saírem. Tinha de ser forte.

Tinha de ter força suficiente para aguentar a saudade, para aguentar tudo o que viesse pela frente, até os derrotar.

Notas finais
Finalmente Eleanor se decidiu a ir com Mary, mas porque algo apareceu...Agora quem são aqueles é que voces vão ter de descobrir !

Não deixem de comentar , pode ser flores?

Beijos grandes e até depois ! :D

j.f.