Uma Nova Dimensão
10 Novo ambiente, Nova vida .
Notas iniciais
Fiquei de olhos arregalados a olhar para o edifício. Nem queria acreditar!
Não era nada do que imaginava, não tinha nada a ver com um castelo negro, assombrado e nebulado. Parecei-a com uma escola. Uma escola de humanos.
Franzi o sobrolho e olhei para Mary, que me olhou por uns momentos, avaliando a minha reacção. Claro que estava em choque, surpresa, abismada… Tudo isso e muito mais! Nem sabia o que pensar direito…!
Uns metros mais à frente, passamos por um portão onde Mary estacionou o carro…Sim, porque agora que pensava bem, tinha ido para uma escola de vampiros de carro. Pois…Aliás! Havia escolas de vampiros, no planeta terra!
Chocada? Muito…!
Saímos de dentro deste, e fiquei parada a olhar para a escola, ou suposta escola, que se encontrava à minha frente, sem saber o que fazer ou dizer:
Havia um jardim à minha frente, com um caminho por onde o sol não passava, pois as copas das árvores que se encontravam de lado tapavam qualquer vestígio deste. Atrás destas, havia, de cada lado, havia jardim imensos, de relva bem verde e com flores de imensas cores espalhadas. Depois era todo vedado por muros brancos, onde por cima se encontrava umas varas, como no portão, pretos. Os dois juntos, talvez tivessem 2 ou 3 metros. Era realmente deslumbrante.
O edifício que estava no fim do caminho era branco, da mesma cor dos muros, enorme mesmo, talvez de 3 ou 4 andares. Só a parede da frente por si era enorme, então a escola toda…!
– Vens?- Disse começando a andar. Assenti e segui-a.
Chegámos à porta principal, de madeira, mas não muito grande. Aliás, tinha o tamanho ideal. Mary abriu uma deles e entrou à minha frente, fazendo-me logo de seguida sinal para entrar. Fiz o que me mandou.
Havia duas portas, uma de cada lado. Tinha um ar simples a entrada, com plantas lindas a enfeitar. A porta da esquerda por cima dizia “Sala dos Professores” e a da direita tinha apenas um aviso onde dizia “Apenas para uso de Professores e Funcionários”. As paredes tinham tons de bege, e as janelas, cada uma de cada lado da porta principal, iluminava a entrada, dando-lhe um ar acolhedor e elegante. Havia ainda um tapete castanho em frente de cada porta.
Apenas da frente é que não tinha parede. Invés disso era toda envidraçada.
À minha frente havia uma mulher, de cabelos ruivos e olhos iguaizinhos aos de Mary, a trabalhar. Olhou para mim, inspirou fundo e sorriu.
– Bem vinda, Eleanor.
– Oi!- Respondi timidamente.
– Eleanor, está é a Miss June. A recepcionista. Se precisares de alguma informação, vens aqui ter que ela dá-ta.
Assenti. Passamos por ela, e entramos ela portas de vidro por detrás dela, e fomos dar à parte principal da escola.
Assim que passamos a porta de vidro, subimos umas escadas, logo em frente havia mais um jardim, mais pequeno. Era apenas como um enfeite. Tinha bancos, um de cada lado. Mesmo á minha frente, estava a entrada. Tinha também várias flores. Havia um pequeno muro a separá-lo dos corredores. Fui até ao meio e olhei para cima.
Ali o sol já batia. Conseguia ver os dois andares de cima. Os corredores davam a volta, era quadrados, dando a volta a jardim onde me encontrava. Olhei para Mary e fui ter com ela.
As paredes eram iguais ás da recepção, se não um pouquinho mais escuras, com cacifos pretos espalhados ao longo dos corredores, com portas de madeira entre estes. Deviam ser as salas.
À medida que íamos avançando ia sentindo os olhares de todos postos em mim.
Eu era nova, uma novata mesmo. Ainda por cima humana e já com um titulo em cima!
Mary mostrou-me tudo.
No piso de baixo do lado esquerdo era o pavilhão, onde todos se exercitavam como queriam, pois não havia aulas de educação física, os alunos tinham era de obrigatoriamente fazer 32 horas semanais de ginásio, como quisessem. Havia imensas máquinas ao nosso dispor. Perfeito!
Na sala em frente, era a sala de espectáculos, teatros, danças e cantos, era tudo ali. Mas era mais para palestras, anúncios e entregas de … Coisas que ainda não sabia.
Na última sala do primeiro piso era o refeitório. Em frente estava a cozinha, com um balcão, onde passavam os tabuleiros com a comida, como em todas as escolas. De ambos os lados havia 4 mesas, compridas.
Ao lado da cozinha, havia um bar, com micro-ondas, frigoríficos e armários com suplementos e outras coisas para os alunos.
No canto havia uma porta, Mary abriu-a e passamos por um corredor, e assim que chega-mos ao fim, fiquei abismada mesmo. Havia apenas um mato, com árvores enormes, com provavelmente centenas de anos. Um pouco mais á frente conseguia ver os limites, o muro que contornava a escola, o qual não podíamos passar. Estava muito bem tratado o jardim. Ao lado, estava uma cabana, que calculei que fosse a do jardineiro, pois um mato destes não pode ser assim tão natural…Obviamente lindo, mas deve dar trabalho…
De volta ao corredor, havia uma porta de lado. A sala era mais alegre, composta por imensas mesas e cadeiras. Era a sala onde os alunos conviviam, como uma associação de estudantes, só que aqui, era só mesmo convívio! Tinha um plasma, com um DVD por debaixo, havia colunas espalhadas pela sala toda…Boa!
No piso de cima havia duas salas, do lado esquerdo, primeiro e segundo anos. As salas eram como nas faculdades. Cada cadeira tinha a sua mesinha, tudo individual, cada um ao seu nível. O professor é que ficava no piso mais baixo, a escrever em quadros gigantes de giz.
A sala do terceiro ano era do lado direito e em frente era a biblioteca. Enorme. Fazia duas vezes o tamanho da minha antiga, com imensos livros sobre vampiros e tudo mais. Prateleiras de 2 metros, se não, quase, cheia de livros de tudo e mais alguma coisa. Havia também prateleiras só com cd’s e outras apenas com Dvd’s. Havia 10 portáteis, para usar para o que quisesse-mos.
E finalmente, no andar de cima, havia os dormitórios. Na direita os rapazes, na esquerda as raparigas. Havia uma porta, que era apenas a entrada para os dormitórios, pois lá dentro havia imensos corredores, com várias portas, cada uma com o seu quarto.
De volta ao corredor, a porta em frente era o balneário, dividido na mesma, obviamente.
E esta tudo visto. A escola era linda, deslumbrante e muito acolhedora. Acho que ia encaixar bem aqui…!
– Então que achas-te?- Perguntou, enquanto entrava-mos no meu quarto.
Havia uma cama de cada lado, as paredes em bege clarinho, muito querido. Entre as camas, para além da mesa-de-cabeceira, que cada uma tinha, havia também uma janela, e por baixo havia uma mesa de cabeceira com duas cadeira.
No chão, junto das camas havia tapetes vermelhos escuros. Em frente a cada cama havia um armário.
Havia também um espelho de corpo, dentro do armário e quadros maravilhosos pendurados pelo quarto.
Estava muito bonito, não me podia queixar do gosto da minha colega de quarto.
– Bom, agora vou-te deixar aqui, a arrumar as tuas coisas. Faltei a muitas aulas para te ir buscar, tenho de compensar isso!
– Está bem, espero que não se revoltem contra mim por teres estado tanto tempo fora!- Disse divertida
– Acho que não tens de te preocupar…- Disse a rir.- Ainda bem que estás mais animada Eleanor…!
– É, de que valia estar sempre a pensar no que deixei para trás? Esta é a minha vida agora, só tenho de aceitar isso!
– Sim. Uma vida muito diferente.
– Sim, muito mesmo, mas mudar é bom. Nunca pensei que fosse para conviver com vampiros, mas…!- Disse sorrindo
– Sim, mas vais habituar-te depressa, não somos assim tão diferentes dos humanos, aliás, já todos fomos humanos!
Eu sorri e assenti. Quando ela ia a sair ainda me lembrei de mais uma coisa…
– Mary!- Chamei. Ele virou-se logo, encarando-me, à espera que eu falasse.- Não há mal em partilhar o quarto com uma vampira?
– Não, Eleanor.- Disse a rir.- És a Chosen One, ninguém ousará em tocar-te.
– Mas vai ser difícil para ela?
– Não, não te preocupes. Assim que anunciei a tua chegada eles começaram a preparar-se para ti. Não há mal nenhum.
– ‘Tá bem, obrigada!- Disse sorrindo.
Mary assentiu e foi embora. As minhas malas já ali estavam, por isso comecei a arrumar tudo. Fotografias junto da cama, roupa no armário e gavetas. Assim que acabei fiquei a olhar para o quarto. Não estava muito diferente do meu antigo, por isso ficou bastante acolhedor! O que era bom, pois precisava de algo que me lembrasse de casa, de todos eles. Um pedacinho da minha antiga vida!
Antes de conseguir pensar ou fazer alguma coisa, a porta do quarto abre-se, projectando-me para a frente. Cai redonda no chão. Tentei ajeitar-me. O meu braço doía-me um pouco. Assim que olhei em frente, fiquei nervosa. Devia ser a minha cola de quarto, que me olhava com um enorme sorriso na cara. Depois ambas desatamos a rir. Era realmente muito bonita. Tinha o cabelo cheio de caracóis selvagens, e uns olhos castanhos intensos. Estava com a farda vestida, que realçava o seu corpo bonito e bem feito.
– Estás bem?- Disse entre gargalhadas.
– Sim!- Respondi rindo também, enquanto ela me ajudava a levantar.- Sou a Eleanor!
– Sim, isso é escusado, toda a gente sabe quem és…!- Disse encolhendo os ombros e sorrindo.
– Oh!- Disse embaraçada.
– Não fiques assim, isso é não é uma coisa má.- Descansou-me.- Já agora, sou a Kaylee, ou Kae…!
– Olá, adoro o teu nome!- Disse sem pensar. Depois olhámos uma para a outra, muito sérias e desatamos a rir.
– Bom, anda, vou mostrar-te a escola!
– Oh, obrigada, mas já ma mostraram!
– Não, não mostraram…!- Disse. Eu sorri e segui-a.
Fale com o autor