Notas iniciais
Bom gente, espero realmente que vocês gostem das mudanças que nós fizemos, aliás, essas foram as nossas primeiras ideias, mas acabamos descartando.Boa Leitura.

Sophie terminou de pintar seu desenho, abriu um sorriso quando percebeu que estava perfeito aos seus olhos. Guardou os lápis de cor e correu em direção à sala, onde estavam seus pais.

— Sophie, não desça a escada correndo! — Christian a repreendeu, assim que viu sua pequena descendo a escada correndo.

— Desculpa papai — disse Sophie, respirou fundo para voltar a falar. — Eu fiz um desenho para vocês.

Christian estendeu a mão e pegou o desenho. — Que lindo desenho, Sophie. — ele elogiou, mesmo não entendendo o que certamente era o desenho, e apertou a bochechas de Sophie, ela riu.

— Para, papai! — ela gritou, porém ainda sorria. — Mamãe, você gostou?

— Adorei. — Leila respondeu sem tirar os olhos do celular.

— Mas você nem olhou. — protestou a garota a contragosto, Leila desviou sua atenção do seu celular, olhou para o desenho que Sophie estendia na frente da mãe.

— Sabe por que eu não olhei seu desenho, Sophie? — perguntou Leila, a criança balançou a cabeça para os lados em sinal de negação, claramente confusa. Assim como Christian. — Pois eu não preciso ver o que você fez para eu saber que está lindo, minha bobinha. — Ela tocou o nariz de sua filha que sorriu com o gesto.

Sophia voltou para frente de seu pai, e colocou o desenho no colo dele.

— Papai, eu quero ir aí. — ela apontou para o desenho, Christian ficou confuso, não tinha entendido o desenho, e nem ao menos que aquilo era algum lugar.

— E que lugar seria esse?

— Papai, você está cego? — se indignou. — Isso é uma praça, eu quero ir a uma praça! Isso é uma praça! — Ela apontou para o desenho.

Christian tentou conter o riso, pela indignação da filha, antes de falar qualquer coisa.

— Tem que ser hoje, Amorzinho?

— Sim, tem que ser hoje. — ela cruzou os braços. — A mamãe disse que já daqui a pouco vamos entrar no inverno. Sabe o que isso significa? Isso significa que vai nevar e se nevar, eu não vou poder brincar!

— Eu tinha pedido para Gail te levar para passear, vou falar para ela que você quer ir a alguma pracinha. — Christian se levantou, mas Sophie a impediu.

— Não, papai. Eu não quero que a tia Gail me leve, quero que vocês me levem. — Leila olhou para o Christian, e fez um sinal com a cabeça dizendo “não”.

Leila e Christian tinham combinado de passar o resto da tarde, juntos, e enquanto isso, Gail levaria Sophie para passear. E se eles a levasse, não teriam um tempo para eles sozinhos.

— Sophie, preste bem atenção na mamãe. Eu e o papai não poderemos te levar, ok? — disse ela calmamente.

— Não! Eu quero que vocês me levem, por favor, papai. — Sophie pediu com voz de choro, e os olhos brilhando pelas lágrimas que iriam cair. Christian suspirou, e por fim disse.

— Tudo bem, vai para seu quarto, eu vou avisar a Gail que nós vamos te levar e pedir para te arrumar.

Seus olhos azuis brilharam ao ouvir que iria levá-la a praça. Suas bochechas eram rosadas e tinham um sorriso radiante. Seu cabelo castanho claro estava preso em um rabo de cavalo, mas uma mecha caia sobre seu ombro. Sem hesitar, Sophia correu para seu quarto enquanto Christian foi dispensar os serviços de Gail. Leila se sentia invisível quando Christian estava com Sophie! Ela se perguntava se ela não podia mais passar nem um tempo com o marido. Leila se sentia frustrada toda vez que Christian deixava de botar em prática os planos, para fazer as vontades de Sophie. Ela sabia que essa garota iria tirar toda a atenção que ela recebia de Christian. Ela não estava nem um pouco preparada para dividi-lo.

Assim que Gail passou por Leila, desejou boa tarde e foi para o quarto de Sophie. Leila se encaminhou para seu quarto a procura de Christian, quando chegou, ela somente ouviu o barulho de água caindo, então resolveu esperar por ele na cama.

Quando Christian saiu do banheiro, já havia se arrumado. Não tinha se arrumado de mais com era de costume, estava apenas com uma camiseta branca, uma bermuda e sapatênis.

— Leila, vai tomar banho? — perguntou ao notar que ela o esperava.

— Christian, meu amor. Vamos ficar aqui em casa hoje. — disse Leila se aproximando de Christian e o abraçando por trás.

— Não Leila, nós já dissemos para a Sophie que iremos levá-la.

Leila ficou de frente para ele antes de voltar a falar.

— Foi você quem disse. E Gail pode muito bem levá-la.

— Não Leila, aliás, já faz um tempo que não saímos com a Sophi.

— Nós também não temos um tempo para nós há muito tempo, Christian.

— Leila, nós transamos não tem nem duas semanas. — Christian falou em uma tranquilidade, que para Leila era absurda.

— Christian, você escutou o que você está falando? Antes dessa... — ela respirou fundo antes de continuar. — Antes de a “Sophi” ser adotada, era todos os dias! — falou indignada.

— Agora temos uma criança, tudo mudou... — Christian parou de falar quando sentiu que ela apertava seu membro. — Leila, para.

— Eu sei que você sente falta disso, Senhor Grey. — ela por fim disse, o beijou.

— Eu estou bonita? — Sophia perguntou, ao entrar no quarto. — Eca, vocês são nojentos. — ela fez cara de nojo, Christian se soltar bruscamente de Leila, o que fez ficar mais furiosa.

— Você está linda! — Christian exclamou, e bagunçou o cabelo da pequena.

Sophie estava com um vestido rosa delicado, também estava com um broche de beija-flor no lado esquerdo do peito. Ela havia ganhado de Christian, em uma das vezes em que ele viajou e na volta trouxe pra ela.

— Mamãe, você vai tomar banho não? — ela perguntou olhando para Leila, Christian também a olhou esperando uma resposta.

— Sim eu já vou tomar banho. Esperem-me. — disse suspirando, e foi para o banheiro.

(...)

Anastasia entrou em seu quarto em passos rápidos, parou em frente à cômoda que tinha em frente à cama, abriu a última gaveta, retirou vários tipos de cabos que não serviam para nada e abriu um fundo falso que ali havia. Ela pegou uma sacola plástica e sentou de pernas cruzadas, jogou todas as moedas e notas que tinha na bolsa e as contou, sempre olhando para baixo; tinha medo de que ele entrasse no quarto sem que ela percebesse. Quando terminou de contar, jogou tudo mais uma vez na sacola plástica, ela estava quase lá. Foi em direção ao guarda-roupa e procurou por seus documentos, há muito tempo ela não procurava por eles, mas agora ela iria precisar.

Quando ela os achou, abriu um sorriso que há muito tempo não abria. Mas a felicidade não durou muito, ela ouviu a porta sendo fechada com força. Sem pensar muito, correu de volta para a cômoda e jogou tudo de qualquer jeito dentro do fundo falso. Quando ela estava guardando os cabos, a porta do quarto é aberta.

— O que você está fazendo? — Ana congelou ao ouvir aquela voz.

Ela fechou os olhos, já temendo o que poderia estar por vir.

— Eu... É que eu estou com dor de cabeça, e estava apenas procurando um remédio. Não consigo encontrar.

— Ah, tem um remédio para dor de cabeça no armário da cozinha. — disse ele, com uma voz calma que até Ana estranhou, o observou até que ele entrasse no banheiro.

Ana terminou de guardar os cabos, e foi em direção à cozinha. Como ele disse, tinha remédio para dor no armário. Mesmo sem dor alguma, ela tomou o remédio. Sem esperar por uma ordem, ela prepara o jantar de Jack.

— Está macarronada está uma delicia, Anastasia. Dessa vez você acertou. — Jack a elogiou, uma coisa que dificilmente fazia. Ana deu um sorriso e agradeceu, sabia que ele gostava de macarronada.

— Jack, eu irei dormir, ando muito cansada esses dias. Boa noite.

— Tudo bem. — respondeu ele, sem olhar para Ana.

Ana estava assustada, tentando não pensar nos próximos dias, principalmente agora que ele quase a flagrou. Talvez ele estivesse desconfiado, já fazia uma semana que ele chegava sem avisar. Suas desculpas já estavam quase acabando. Retirou-se da cozinha e foi para o quarto com os olhos quase transbordando de lágrimas enquanto o medo a consumia por inteiro. Não conseguiu dormir aquela noite e depois que Jack entrou no quarto, Ana fingiu estar dormindo, enquanto se controlava para não chorar. Ela aprendeu que ser vista chorando, por ele, seria bem pior.

Continua...

Notas finais
Então gente, o que vocês acharam? Por favor, comentem o que acharam, estávamos com medo de como vocês reagiriam quanto à essas mudanças, mas realmente esperamos que tenham gostado. Deem a opinião de vocês. Beijoos.