Notas iniciais
Hi, gente! Adivinhem só, esse capítulo vocês saberão melhor um pouco do que houve com a Ana. Queremos agradecer aos comentários de vocês no capítulo anterior. Isso significa muito para gente. Esperamos que comentem também nesse capítulo. Boa leitura.

Christian estava pensativo naquela semana. Estava assim desde que vira Katherine na casa da Ana. Se ele sabia o que faria? Não, ele não sabia. Kate havia sumido de Seattle, não havia contado para Elliot para onde iria. Mas entendia, eles não namoravam mais, ou seja, ela não devia satisfação a ele. Mas isso não o impediu de ficar preocupado. Nem mesmo para Mia, irmã deles, Kate contou. Elas eram muito próximas e isso intrigava Christian. Ele não ficava pensando sobre esse assunto desde que ela se mudará. Mas agora, a vendo grávida, tem suas dúvidas. Ela poderia ter se mudado para não ver Elliot casado com outra mulher? Sumiu pelo fato de Elliot aparecera no apartamento dela dias antes de seu casamento? Ou viajou por estar grávida? Essas perguntas rondava a cabeça de Christian por uma semana.

Nesses últimos dias, ele também teve que ir pra Seattle, por três dias. Infelizmente alguns assuntos da empresa só se resolviam com o presidente. Passou em frente ao apartamento de Elliot várias vezes, tinha vontade de contar a ele onde Kate estava, também que ela estava grávida. O perguntar o porque se separaram e, enfim, realmente saber o que acontecera no dia em que ele foi no apartamento da Kate. Apesar que não precisava ser nenhum vidente para saber o que houve e, se suas suspeitas fossem confirmadas, Kate tivesse grávida de seis meses, pois até então não sabia calcular meses de uma grávida apenas pelo tamanho da barriga, ele teria a resposta para as suas perguntas.

— Papai, a tia Gail fez bolo de chocolate, o nosso preferido! — Sophie exclamou, aparecendo no quarto de Christian. Ele contou a risada, o rosto de sua pequena estava todo sujo de cobertura de chocolate.

— Espero que tenha me deixado ao menos um pedaço — Christian brincou com a ponta do nariz da menina, lambuzada com o chocolate.

—Deixei sim — Sophie sorriu — papai, está quente, porque não vamos ao restaurante?

— Hoje não, Gail está aqui. Seria uma desfeita deixá-la sozinha aqui em casa, filha.

— Ah é mesmo! Mas e amanhã? A tia Gail vai embora e eu não quero comer comida queimada e eu também queria ver a Srta. Roberts. Papai não quer ver ela também?

— É melhor ir lavar esse rostinho, ou as formigas vão querer carregar você.

— Tá bom, eu as quero longe de mim.

◦◦◦

Enquanto Ana e Kate conversavam, o celular de Kate, que estava sobre a mesinha da sala, tocou. Com um olhar temeroso, a loira mirou o aparelho.

—Não vai atender? — Ana perguntou, o aparelho tocava insistente.

— Melhor, não. Quero evitar mais problemas por hoje — ela respondeu, com os olhos cheios de água.

— Está pensando que é o seu ex, não é? — Kate confirmou balançando a cabeça. —Olha, se o Christian não tem o número daqui, então, muito menos o irmão dele. Pode ser importante, estão insistindo muito.

—Então, atenda você Ana e pergunte quem e não fale nada sobre mim.

Receosa, Ana levantou-se e caminhou até o aparelho, o número não estava registrado.

—Alô, Kate o que aconteceu? — foi a primeira coisa que a outra pessoa disse. — Estou tentando falar com você o dia todo, está tudo bem com você e o bebê? — a voz masculina do outro lado soou preocupada.

— Pergunte quem é.

— Oi, não, não é a Kate. É a amiga dela — deixou um sorriso escapar. Era a primeira vez que dizia isso em voz alta. — quem deseja falar com ela?

— É o Isaac, um amigo dela. Ela está?

Ana acabou soltando o ar que nem percebera que prendia.

— É Isaac, disse ser seu amigo.

— Ah, sim. Pode dizer que estou — falou, sentia-se aliviada.

◦◦◦

Sophie se ajeitou na cama enquanto Christian procurava por um livro.

— Ai, amanhã você vai me levar pra ver a Srta. Roberts, né?

— Não prometo nada, Sophi.

— Ah, pai. O senhor foi aquele dia e nem me levou! — cruzou os braços, irritada.

— Depois conversamos sobre isso — falou e sentou na cadeira próxima a cama, começando a leitura do livro escolhido.

Depois de certificar que Sophie dormia, saiu do quarto. Estava decidido. Não queria passar como fofoqueiro, no entanto, pensava no Elliot. Mesmo sabendo que, fora um canalha, também o viu como sofreu com a separação e, queria o seu bem. — Alô, Elliot? ◦◦◦

— Acho que ele gosta de você.

— Quem?

— Isaac. Parecia preocupado contigo. Eu já o vi uma vez, ele te olhava de uma forma diferente. Acho que tem um pretendente.

— É coisa de sua cabeça, Ana — ela riu. — E mesmo se tivesse, não penso em relacionamentos agora. Tudo que eu quero é cuidar de meu filho.

Ana apenas maneou a cabeça em sinal positivo. Ficaram uns minutos em silêncio antes de Kate perguntar:

— E você, Ana?

— O que tem eu? — perguntou, bebendo mais um pouco de vinho.

— Algum pretendente a vista?

— O que? Claro que não! — riu, nervosa.

— Ah, claro que sim! — falou, alto de mais e olhando para ela.

— Lembra que me disse do José? Tadinho, até desistiu — riu. —, ele é cara legal. E o Paul, mas não concordo com esse relacionamento — dessa vez, foi a vez da Ana rir — não gosto dele.

— Então acho que concordamos com uma coisa — riram e Kate pegou um pedaço de queijo antes de voltar a falar.

— E o Christian? Ele me parece interessado em você.

— O que?

— Ah, Ana. Não me diga que não reparou. Ele é um homem bom. Sofreu muito com a morte da esposa, acompanhei uma parte do sofrimento. Pude ver a felicidade nos olhos dele no dia em que vim aqui é acabei vendo ele.

— Não, Kate. Agora quem está vendo coisas é você.

— Não estou vendo não. Ele te fará feliz!

— Eu não preciso de um homem pra ser feliz! — falou, na defensiva. — Desculpa, não quis...

— Não, está tudo bem. Você não teve culpa de nada.

Kate comeu mais alguns biscoitos e retornou a falar.

— Ana, posso te fazer uma pergunta? — pediu, cautelosa. Ana balançou a cabeça. — O que te fez vir para cá?

Ana pensou por mais uns minutos antes de responder. — Kate, não quero falar sobre isso.

— Tudo bem. Eu entendo.

Elas ficaram em silêncio. Ana bebeu mais um gole do sei vinho e Kate passava o dedo ao redor do seu copo. Ana tomou um suspiro longo antes de começar a falar:

— Eu tinha uma amiga — Kate olhou atentamente para a mulher ao seu lado — O casamento dela era horrível. No começo, ele era muito atencioso com ela. Ela sentia-se segura com ele. No dia em que eles se conheceram, ela voltava do trabalho. E, quando passou perto de dois homens, eles a seguiram. Um deles a agarrou e tampou-lhe a boca. Ela já sabia o que aconteceria, tentou se desvencilhar, mesmo sabendo que isso seria inútil, já que eles eram bem mais fortes que ela. Foi quando seu futuro marido apareceu. Com algum objeto, acertou um dos homens na nuca e o outro, pegou-lhe pelo colarinho e o jogou contra a parede. No dia seguinte, a chamou para sair. Ele era carinho e a tratava como uma princesa. Mas tudo mudou depois da lua de mel.

Anastasia fez uma pausa, sentindo que as lágrimas queriam cair.

— A primeira vez, eles tinham apenas dois meses de casado. Então, ela disse que se aquilo votasse acontecer, ela o abandonaria. Ele prometeu que, jamais faria aquilo de novo. Mas só piorou depois daquilo. Por exemplo, quando o jantar atrasava ou então, ela conversasse com um vizinho. Ele enlouquecia. Nesta ocasião, ele a jogou contra a bancada da cozinha. Mas ela não havia feito nada de mais. Ele sempre pedia desculpas, dizia que nunca voltaria a acontecer, em certos momentos, até chorava ao ver os hematomas provocados por ele. Mas não durava muito tempo. Depois, dizia que ela havia feito por merecer. Se ela fizesse as coisas direito, nada daquilo teria acontecido.

Katherine a olhava atenciosamente. Ana olhou para sua mão que estava pousada em seu colo, não entendia porque estava contando aquilo para Kate. Na verdade, não deveria dizer. Mas ela simplesmente não conseguia para de falar e, quanto mais falava, parecia que o peso diminuía.

— Ela tentou fugir. Duas vezes. Da primeira vez, Ela voltou para caso, pois não tinha para onde ir. No entanto, da segunda vez, ela imaginou que estivesse livro. Porém seu marido a procurou por tudo que é lugar e, quando a achou, arrastou-a de volta para casa, onde a espancou e lhe apontou um revolver. Disse que se ela atrevesse a fugir novamente, mataria ela e a qualquer homem que ela dissesse gostar. Ela acreditou, claro, naquela altura já tinha percebido que se tratava de um perturbado. Não havia como escapar daquele casamento doentio, ela estava presa. Ele não a deixava ter amigos, assim, como não lhe deixava tirar a carteira de motorista. Também, não lhe dava dinheiro. A possessividade dele era tanto, que ele passava todos os dias, sem exceção, em frente a casa em que morava, em seu horário de almoço, só para certificar que ela estava em casa. Além de ligar a todo o momento, verificava os registros das ligações telefônicas. Certa vez, minha amiga acordou no meio da noite e, seu marido a olhava fixamente, ele estava de pé ao lado da cama e com a arma em uma mão e uma garrafa de cerveja na outra. Ela estava assustada de mais para falar algo, apenas pediu para que ele fosse para cama. No entanto, foi naquele momento que ela teve a certeza, se ela continuasse naquela casa, ela seria mais uma para estáticas de morte por violência domestica.

Ela passou seus dedos trêmulos no rosto, na tentativa de limpar as lágrimas. — Minha amiga começou a roubar dinheiro da carteira do marido. Nada mais de um dólar, ou dois, pois de alguma forma, ele acabaria descobrindo. Ele tinha o costume de guardar a carteira em uma gaveta com cadeado, mas em alguns casos, acabava se esquecendo de fazê-lo. Demorou bastante para que ela conseguisse juntar o dinheiro para sua fuga. Pois esse era o certo a se fazer. Ela não tinha para onde ir e nem ninguém para lhe ajudar, estava sozinha, não tinha família. E a policia não iria lhe ajudar. Ela sabia que, se ele descobrisse de algo, ele a mataria. Com esse pensamento, ela roubou e guardou o dinheiro, também encontrou moedas entre as almofadas do sofá e na lava louça, até mesmo quando varria a casa. Ela escondia o dinheiro em um saco plástico que ficava em dentro de um fundo falso na gaveta, ele não sabia da existência daquilo e, temia que um dia ele descobrisse. Demorou para que conseguisse atingir sua meta, mas conseguiu juntar o valor que precisava para fugir para um lugar bem longe. Onde ela sabia que ele jamais lhe procuraria. Pois ela tinha que recomeçar.

A mão de Kate estava pousada sobre a sua, era como se quisesse transmitir segurança. Ela podia sentir as lágrimas descendo por seu rosto. Kate continuou a olhar nos olhos da mulhr em sua frente

— Eu acho que sua amiga tem muita coragem — finalmente falou, em voz baixa. — Eu admiro o que ela fez — completou, dando um leve aperto em sua mão. — E acho que eu iria gostar muito dessa sua amiga. Fico feliz por você ter me contado sobre ela.

Ana desviou o olhar, sentindo-se exausta. — Acho que não devia ter contado tudo isso.

— Não se preocupe, eu sou ótima com segredos. Especialmente segredo de pessoas que não conheço, não é?

Anastasia apenas fez que sim com a cabeça.

Notas finais
Uou! O que acharam deste capítulo? Esperamos que tenham gostado e pedimos para que comentem, isso isentiva muito e, sabemos que há mais de 100 pessoas acompanhando e apenas 10 comentando. Até a próxima, beijos! PS: NO PRÓXIMO CAPÍTULO, TERÁ MAIS APROXIMAÇÃO DE CHRISTIAN E ANA. HEHE
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.