Uma Nova Chance

2 Livro Um - Conhece a Brincadeira do "Toc-Toc"? Então, Toc-Toc, sou eu: Minha Vida


Notas iniciais
Olá gatinhas, nos falamos no final...

Um ano depois

"Renesmee, Renesmee!"

A voz de Leah grita ao fundo da escuridão. Eu não posso ver nada.

Um zumbido estranho me acorda. Os barulhos ao meu redor não são comuns mas não significa que eu não os tenha ouvido. Barulho de pés tocando fortemente e apressadamente o chão, bipes e bipes enchiam meus ouvidos fazendo o estranho zumbido piorar, a claridade denunciava que o dia chegara e por isso minhas pálpebras forçam a permanecer fechadas. Apesar de insistentes, forço-me a abrir os olhos com o auxilio das minhas mãos, mas algo me atrapalha de levanta-las. Meus olhos abrem rapidamente após não conseguir me movimentar direito. Será que devo estar com dores musculares? A resposta vem tão rápida quanto um piscar de olhos. Eu não estou em meu quarto propositalmente aconchegante, estou em... um quarto de hospital?

– Vejo que finalmente acordou bela adormecida. — ouço um comentário mas não me forço a saber quem é pois minha mente só há espaço para uma única dúvida: O que eu faço aqui?

– Vamos ver como está esses reflexos... — comentou aproximando, por reflexo o olhei e, ele é muito atraente. O jaleco branco evidenciava ainda mais o tom avermelhado de sua pele e seus negros olhos que eu posso jurar que fazia conjunto com os sedosos cabelos. Sinto uma luz incomoda, mas nada insuportável. — Siga a luz... Ótimo! Nenhum trauma, que bom, concorda? — sinto o seu grande esforço de parecer simpático e como manda a educação, sorrio de volta.

– Er.... Como eu cheguei aqui? — questiono enquanto o vejo olhando uma prancheta azul mais escuro que a das paredes. Posso apostar que aquela é a minha ficha.

– Deveria maneirar com os remédios, senhora... Renesmee — sua voz esbanja cansaço pois sai arrastada e rouca. Que foi? Tudo bem que desde minha separação, eu não ando me cuidando, ou que me sinto tão triste que as vezes eu tomo uns comprimidos para dormir quando não consigo, para tristeza, eu tomo as vitaminas... São apenas comprimidos... — Que podem mata-la — responde meu pensamento e me dou conta que murmurei. — Você quase teve uma overdose de remédios e aqui diz... ah sim, que você toma mais de sete comprimidos diferentes por dia! Quer se matar? Pelo menos são receitados? — Nego e ele ri pelo nariz, coisa que passei a odiar nele, seu risinho pelo nariz — Já sabia. Sabe senhora... — todo esse assunto só pode ser brincadeira.

– Senhorita. — corrijo, Alec já havia assinado o divórcio, então há exatos oito meses eu já não era senhora. — Pensando bem, me chama só de Renesmee. Até por que você parece ser mais velho. — comento tentando ser engraçada, mas infelizmente nunca fui uma, estou mais para desastrada e depressiva. Ele ri, levantando de leve os cantos da boca tornando-se mais atraente.

– Eu? Velho? Eu tenho...

– Senhor Doutor. — interrompe uma linda mulher de olhos negros com traços indígenas o chama da porta, e ele a obedece quando sutilmente o chama com a cabeça. Ele deixa a prancheta em cima de um criado mudo ao lado da cama, me lança um olhar significativo que para mim foi sem significado. Como assim?

Minha curiosidade me faz pega-lo e ler o motivo desconhecido por estar ali. Na prancheta há uma folha em branca que no topo esquerdo encontra-se o símbolo do hospital: um lobo uivando. Lobo? Como assim? Logo abaixo em letras pequenas mas visíveis, e em um tom azul royal, está escrito o nome do hospital: Hospital Lobos. Em letras escuras contém: Sala 2b, 2° Andar, meu nome, idade e outras coisas sobre mim que eu já sei. Passo o olho tentando encontrar alguma novidade, e encontro-a.

"Paciente com riscos a Overdose de Remédios"– diz a folha. Tudo bem, eu tomo uns remédios para dormir, acordar, vitaminas, mas risco a overdose? Isso é para viciados, maconheiros ou outros, mas não a mim! Absurdo. " deve ser mantida em soro para limpar os vasos sanguíneos"– Eu não injeto coisas em meu braço, são apenas remédios, não drogas.

Ler isso me faz pensar em como eu posso ter chegado a esse estado. Quando Alec me deixou eu simplesmente não sabia o que fazer. E ainda não sei. Não conseguia dormir, consequentemente tomava pirulas para isso. Não conseguia me levantar, então tomava de depressão. Não tinha fome, então os para abrir apetite. Estava fraca e mais pálida, com isso tomava algumas vitaminas.

Deus! espanto-me com o meu proceder. Agora entendo o olhar significativo do Doutor.

Escuto a maçaneta metalizada sendo girada e rapidamente ponho a prancheta no lugar, e ajeitei-me a aparecer que não havia me mexido. Mas como uma menina travessa pega no flagra os batimentos do meu coração ecoaram pela sala denunciando meu nervosismo. Ele entra e sorrir travesso, e como a culpa me corrói eu posso jurar que aquele sorriso era por que sabia da minha ação. A confirmação chega assim que ele ajeita a prancheta de forma que fique corretamente em cima do pequeno móvel, como se fosse um TOC e me olha sugestivamente.

– Quando... er — tento mudar o foco de seus pensamentos, ou seja, tirar o rubor das minhas bochechas por ter sido pega. Mas ao contrário do que eu queria, o nervosismo me faz tremer em minha voz.

– Er... eu serei, receberei alta?

– Bem... — olha a minha ficha como se tentasse encontrar meu nome. — Renesmee, ficará em observação essa semana. Mas creio que daqui a três dias receberá alta. — conclui e sorri. Posso perceber que ele gosta de fazer isso: sorrir. Coisa que não tenho feito ultimamente, mas que por alguma razão eu o faço agora. Eu levanto os cantos de meus lábios em um sorriso discreto, mas que para os doze meses que eu estou passando, foi um grande feito, pois não o fiz para agradá-lo fiz por que eu quis.

Notas finais
Seguinte, sabe o novo contador do Nyah? Pois bem, ele denunciou vocês, fantasminhas! Apareçam, eu sou legal e engraçada -sqn. Então não tenha medo de me mandar um comentário só para dizer: "Oie, eu sou leitora". Isso faz com que nós autores sentimos motivação de continuar. E sim, não deixe minha história morrer :P E ai... Quem acha que o bonitão é o Jacob? P.s: Eu li um pouco sobre overdose.