Uma Nova Chance
8 Capitulo 8
Notas iniciais
POV Luna
Em meu livro de Adivinhações encontrei escondido um pequeno bilhete.
Me encontre na última aula, sala de DCAT, preciso te falar algo importante.
Tom M. Riddle.
Estranhei o bilhete, o guardei no bolso da capa e prestei atenção em minhas aulas como de costume. Depois de todas as minhas aulas, esperei Tom na sala de DCAT, para a minha surpresa, todos os alunos estavam saindo, menos Tom. Ia entrar na sala quando ouvi a voz da professora Montgomery sussurrada, encostei o ouvido à porta o máximo que consegui.
— Acredite Tom Riddle, eu vou fazer você pagar... Por tudo o que fez. – ela disse pausadamente e foi o que me ajudou a conseguir ouvi-la.
— Tente. – foi a provocação de Tom que saiu da sala abruptamente quase me acertando, ele me viu, lançou um último olhar para a porta fechada da sala de DCAT, pegou meu pulso e me puxou.
— Ei espera! O que foi aquilo na sala da professora Montgomery? Ela está te ameaçando? Acredita em mim agora que com toda aquela roupa vermelha, ela só pode ser uma vampira? – saí perguntando pelo corredor, mas ele não dizia nada, apenas me puxava e me puxava e eu lutava para acompanha-lo, ele estava sério e parecia aborrecido, paramos apenas quando chegamos na beira do lago negro.
Eu parei de falar também e ficamos os dois em silêncio.
— Eu estava usando Hermione Granger, para ter a confiança do Potter e ninguém suspeitar de mim, quando voltasse a reunir meus Comensais da Morte, porque eu vou voltar a reuni-los e vou matar de novo e vou ser Voldemort de novo. – ele olhava para mim, decidido a me afastar, a me confrontar, os olhos negros eram quase intimidantes. – E então? Vai contar ao seu amiguinho Potter e me levar de volta para Azkaban?
Arregalei os olhos, não sabia o que dizer, eu devia fazer isto, devia entrega-lo a Harry, ele é uma pessoa horrível, mas ao mesmo tempo, nos últimos meses, ele tinha sido minha única companhia e ele tinha cumprido o Passo 3, não mentir para mim.
— Eu devia. – digo séria. – Eu sei que você é Você-sabe-quem, mas você está cumprindo o passo 3, não está mentindo para mim e isto é algo bom.
— Você-sabe-quem? – ele riu e eu ri também, mas por dentro pensava isso vai dar errado Luna, vai dar muito errado.
Eu me sentei na grama, abaixei os olhos e toquei o lago negro com a ponta dos dedos, ele olhava para mim.
— Eu só não quero que machuque meus amigos novamente. O Harry, o Hagrid, o Rony e... – E nenhuma pessoa inocente, isso é impossível Luna, pensei.
— Lovegood... vem comigo.
Ele me ajudou a levantar e eu o segui, estranhamente ele parecia rumar para a cabana do Hagrid e parou bem na porta do meio gigante, fiquei observando de uma distância segura, pronta para pegar a varinha caso aquilo acabasse dando errado, mas Tom bateu na porta. Hagrid atendeu e ia bater à porta na cara de Tom, mas Riddle gritou antes:
— Espera! Eu estou aqui para... – ele cerrou o punho, andou de um lado para o outro impaciente, olhou para mim, balançou a cabeça negativamente impaciente, resmungou, grunhiu e enfim disse: — Para me desculpar.
— O que? – Hagrid parecia chocado.
— É, eu o usei, o incriminei por um crime que eu cometi. É que você era o alvo tão fácil, um meio gigante idiota que gostava de colecionar monstros, você estava pedindo, mas sim, eu mandei o Basilisco matar aquela sangue ruim e posso dizer isto no Ministério da Magia para você poder usar uma varinha de novo, um crime a mais não vai me fazer diferença, agradeça à esquisita ali.
Depois de ouvir tudo, Hagrid disse apenas cinco palavras antes de bater à porta na cara de Tom.
— Não quero nada de você.
Ele se virou para mim.
— Essa é a hora que eu entro na casa dele e o mato. Como me saí?
— Foi grosseiro, mas a intenção foi boa.
— Seria melhor usar o feitiço sonorus e pedir para a Hogwarts inteira.
— Não seria uma má ideia.
— Isso não vai acontecer.
O segundo foi o Professor Horário Slughorn, a pedido de Tom, e ele levou uma caixa de abacaxis cristalizados. Slughorn só nos atendeu, pois fui eu quem bati na porta de sua sala, quando viu que era eu, abriu a porta, mas quando viu Tom ao meu lado, quis bater à porta em nossa cara também, mas eu o impedi. Tom lhe pediu desculpas por usar sua boa vontade de ensinar para o mau, para fazer horcruxes e pediu desculpas por desapontar o seu professor preferido, não reconquistou o velho professor de poções, mas também não foi tão ruim, ficaram conversando, relembrando histórias, às vezes eu me esquecia que Tom devia ter bem uns 70 anos.
À noite foi a vez dos Weasley, Rony e Gina, no Grande Salão, Harry também estava lá e Hermione ouvia de longe, já que ela não estava falando com nenhum dos presentes, por causa de Tom.
— Bem... Desculpe-me por quase matar seu namoradinho, por te levar para a Câmara Secreta no seu 2º Ano. – Tom não conseguia evitar o ar de deboche. – Por caçar sua família e pelo seu irmão, embora sua mãe tenha levado minha Bellatrix.
Eles ficaram chocados demais para falar algo, mas Tom tinha que estragar tudo no final e antes de ir embora do grande salão, ele se virou para Rony e continuou.
— Ah e Ronald, desculpe beijar sua ex-namorada, se bem que ela gostou. – ele disse um sorriso de escárnio brincando em seus lábios.
— Argh seu imbecil... – arregalei os olhos quando Rony se levantou e avançou para cima de Tom, sem varinha e tão rápido que não houve tempo de Harry e Gina o segurarem ou de Tom pegar sua varinha e sem a varinha Riddle não era tão forte, foram separados por Harry, Neville e pela professor Minerva.
— Mas o que é isso? Sr. Riddle, Sr. Weasley para a minha sala, por favor.
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