Uma Noite e Tudo Muda
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Thalia
— Alô?— Atendo o telefone que tocou pela décima vez seguida.
— Thalia?— Ouvi a voz dele e prendi a respiração, pois os soluços queriam tomar conta de mim novamente.
— Oi, Nico. — Digo.
— Você saiu sem falar nada, de novo.— Ele diz com a voz serena.
— Piper me ligou preocupada, então Eu voltei pra casa.— Minto, pois havia saído às 04h da casa dele sem que Piper me ligasse preocupada.
— Ah, Entendo.— Falou. — Posso ir te ver?
— São 16h e eu estou na casa de Annabeth com ela e Clarisse. O que acha de outra hora? — Perguntei. — Ou outro dia?
— Pode ser, quando você puder me encontrar me liga. — Diz ele.
— Claro. — Falei. — Eu tenho que ir agora. Tchau.
Desliguei soltando o celular em cima da cama. Puxei as cobertas até o queixo e fiquei ali parada até sentir as lágrimas molharem as laterais do meu rosto enquanto eu olhava para o teto.
Passei horas a fio deitada perguntando-me silenciosamente o por que dele ter feito aquilo, mas lembrei que ele a amava antes mesmo que eu chegasse e que ela significava muito mais pra ele do que eu e que não tínhamos nada sério.
O jeito foi aceitar aquilo, mas eu não queria ver Nico nem tão cedo, não queria que ele me tocasse. Apenas sequei minhas lágrimas, fiz a melhor maquiagem que sabia fazer, peguei minha melhor roupa e sai sem o contentamento de Jason agora eu era de maior não precisava disso.
Em pouco tempo eu estava em meio a Bebidas, festas, novas pessoas, principalmente homens mais velhos. Mas eu não conseguia ficar com nenhum deles, suas bocas não se encaixavam na minha como a dele, eles não me tratam como ele trata. Falta algo neles, talvez tudo o que eu quero nenhum deles tenha. O jeito era beber, dançar até cair, chorar com as músicas tristes e esperar alguém chamar um táxi para que eu fosse para casa.
Aquilo se tornou um mau hábito depois de três semanas.
Chris
— Hey. — Eu a chamei segurando seu queixo a fazendo olhar-me.
Clarisse estava um pouco distraída em meu colo. Ela sorriu de canto.
Ela havia dormido ali comigo de novo. Já faziam algumas semanas desde a festa, ela vinha quase todas as noites em minha casa. Mas nada havia acontecido e eu esperaria seu tempo. Estávamos tão próximos, até mais do que antes e aquilo estava sendo ótimo. Finalmente estava sendo correspondido.
— O que foi? — Perguntou Ela passando os braços pelo meu pescoço encostando nossas testas.
Logo segurei sua cintura a trazendo mais para perto, sentindo seu cheiro. Clarisse passou as mãos em meus cabelos os puxando e mordeu meu lábio inferior fazendo-me rir um pouco, eu a puxei para um beijo. Clarisse era esperta aprendeu algumas malícias e em pouco tempo beijava muito melhor do que algumas garotas que conheci.
Desci minhas mãos para suas pernas a vendo incomodar-se um pouco quando apertei gemendo, então logo resolvo voltar para onde estava. Mas Clarisse com as suas segura minhas mãos e as leva para sua bunda surpreendendo-me.
— Assim. — Ela diz ainda mantendo contato visual.
Mordi seu lábio inferior. Ela gemeu fazendo todos os meus sentidos e pensamentos mais sacanas despertarem como num estalo de dedos.
— O irmão grande da Clarisse tá aí. — Ouvimos a voz de Connor.
— Connor. — Choraminguei vendo Clarisse sair de cima de mim.
— Eu vou mandar ele subir. — Disse ele.
— Não, não. — Pediu Clarisse. — A gente já está descendo. Diz isso para ele.
Connor sorriu malignamente nos olhando. Eu sabia que ele iria inventar algo para Frank.
— Não, não diz nada, a gente vai descer agora. — Falei para ele levantando-me e indo atrás do casaco de Clarisse e do meu também.
Ela se levantou e eu a ajudei a vestir o casaco. Iríamos a casa deles esperar seus pais que passariam alguns dias. E Clarisse estava com um sorriso de orelha a orelha, pois seus pais estavam de volta após alguns meses longe. Ela pediu para que eu fosse junto com eles.
Nós descemos e eu levei Connor junto, pois não era confiável deixá-lo sozinho e ainda mais perto do meu quarto.
Frank nos esperava na sala, ele estava brincando com Travis junto a babá.
Antes de irmos Falei para meus irmãos se comportarem, principalmente Connor que era uma peste. Ele pediu um presente como recompensa e eu apenas disse que o levaria ao Playground. Adoro enganar crianças.
Fomos para o carro de Frank, Clarisse me deixou ficar no banco da frente. Ela parecia estar ansiosa para encontrar os pais, pois fica coçando a ponto do nariz constantemente, olhando para os lados e mexendo as pernas.
Frank não deixava muita coisa transparecer, continuava sério como sempre.
Clarisse colocou a cabeça entre os bancos da frente e perguntou:
— A gente já chegou?
— Você não vai começar a dar uma de Burro do Shrek, não é mesmo? — Perguntou o irmão a ela.
— Só estou ansiosa. — Disse ela. — Nem dormi direito.
— Não dormiu direito? — Perguntei para ela a olhando.
— Claro, você passou a noite com o Chris. — Disse Frank sem desviar o olhar da estrada. — Aliás, acho que o pai tem que ter aquela conversa com você.
Vi Clarisse revirar os olhos.
— Que conversa? — Perguntei já imaginando o que seria.
— Conversar sobre sexo. — Ela me olhou envergonhada. Segurei sua mão. — Vai ser vergonhoso.
— Ah, é comum, Clarisse, ele só vai te dizer o que é errado e o que é certo. — Falei para ela a vendo sorrir.
— A gente já chegou? — Perguntou ela rindo ao ver o irmão ficar vermelho. — Como vai a Hazel, Frankzinho?
— Não me chama de Frankzinho. — Disse ele. — Ela vai bem. Por quê?
— Nada. Vocês devem estar numa seca pior que o Chris. — Falou ela fazendo o irmão rir.
— Se você acha. — Disse ele.
— Eu escolhi esperar Deus. — Falei.
— Amém. — Disse ela me olhando. — Mas você é ateu, não?
— Deus seria você. — Disse para ela. Clarisse me deu um selinho fazendo-me rir.
— Parem com isso. — Pediu Frank então Clarisse voltou para seu lugar.
— Atena e Frederick vão estar na nossa casa? — Perguntou Clarisse.
— Apenas Atena. — Disse o irmão para ela. — Frederick está um pouco ocupado.
— Ah, claro. — Disse ela.
— Chegamos. — Frank diz estacionando o carro.
Vi Clarisse tirar o cinto de segurança e ir para perto da porta ansiosa.
— Me espera. — Digo para ela antes que saísse.
Carro estacionado, Clarisse foi a primeira a sair e me esperou do lado de fora balançando a perna enquanto me via tirar o cinto calmamente, desci e ante que eu pudesse fechar a porta do carro ela me puxou pelo braço.
— Calma. — Eu disse rindo.
— Calma nada, falta pouco para eles chegarem. — Ela diz segurando minha mão. — Parece que você gosta de torturar.
— Ah, você não imagina o quanto. — Eu disse e ela me olhou com os olhos arregalados. Apenas segurei seu queixo rindo e lhe dei um beijo. — Calma.
— Você acha que eles já chegaram? — Perguntou ela enquanto andávamos em direção a porta.
— Não. — Falei vendo algumas malas camufladas. — Por que não corre lá pra ver?
Eu apontava para as malas. Clarisse acompanhou meu dedo e ao vê-las, correu. Eu continuei andar no ritmo de antes, confesso que eu estava com um pouco de medo de reencontrar Ares.
Ao chegar a porta percebi que haviam poucas malas, não haviam tantas malas como no dia que eles foram. Achei aquilo estranho e então ouvi os soluços.
Corri para dentro e encontrei oficiais generais do exército, Atena com uma cara não muito boa, como sempre, e Clarisse nos braços de Emily. As duas estavam ajoelhada no chão, ambas em prantos. Notei que faltava alguém ali e entendi tudo, os oficiais, as duas chorando e tudo mais.
Eu não sabia o que fazer. Vi Atena se aproximar e percebi que Frank também estava ali. Atena tocou meu ombro e olhou para Clarisse e Emily dando-me uma espécie de sinal. Eu assenti vendo-a abraçar Frank.
Me aproximei sem jeito das duas e me ajoelhei acariciando as costas de Clarisse. E logo ela estava em meus braços, encharcando minha camisa, eu a abracei forte.
— Ele mentiu, — Ela soluçava tão alto quanto no dia que teve um pesadelo. — E-Ele traiu nossa promessa.
— Tenho certeza que ele fez o que pode. — Sussurrei para ela.
Ficamos um tempo ali até ela dizer:
— Me tira daqui.
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