Uma Noite e Tudo Muda
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Reyna
Eu finalmente havia voltado à minha sala.
Quando a AMAZON, empresa herdada de nossa mãe, ficava sem Hylla, minha irmã, era bastante complicado e sem mim aquilo virava um completo caos, praticamente o inferno.
Mas eu já havia colocado tudo em perfeita ordem, menos a minha mesa é claro. Eu já havia feito diversas ligações para contribuintes e conveniados, assinando várias papeladas burocráticas. Michael, meu assistente, me ajudava com tal tarefa.
Trabalhávamos em silêncio nos comunicando apenas no final da leitura de cada contrato. Eu beliscava algo, pois havia saído da casa de Leo e só havia passado em casa para tomar um banho rápido e trocar de roupa indo diretamente para o trabalho.
O que não foi nada fácil por três motivos: 1- Ressaca, 2- Eu precisava relaxar minha, noite de sono não fora a melhor e 3- Não era fácil trabalhar pensando na noite passada.
Já fazia um bom tempo que eu e Leo estávamos no lance da água. Duas semanas de cada mês acordávamos em um lugar diferente. E sempre era a mesma coisa: Nós vestirmos trocando olhares sempre sem falar nada, ele me oferecia água, eu aceitava, nos despedíamos sem Abraços ou Beijos e eu sempre ia embora primeiro sempre me perguntando até quando ficaríamos assim.
— Você não pode entrar aí sem permissão, senhor, por favor... — A voz de Kanzie do Lado de fora da minha sala desconcentra-me do meu trabalho.
Olhei para a porta, largando a caneta em minha mesa, esperando por quem quer que fosse que estava causando tal intriga com Kanzie.
Leo entrou na sala abrindo as portas duplas com as duas mãos. Ele usava óculos escuros, tinha aquele sorriso travesso no rosto.
Coloquei a dois dedos nos lábios contendo o sorriso.
— Senhor você não pode entrar aqui... — Kanzie estava em seu encalço.
Levantei a mão indicando para que ela parasse.
— Tudo bem, Kanzie, eu assumo daqui. — Eu encarava Leo. Kanzie assentiu. — Pode voltar a sua mesa.
— Eu vou... Com ela? — Perguntou Michael Já de pé. Fiz que sim com a cabeça.
Ambos saíram fechando a porta, nos deixando a sós na sala. Ele tirou os óculos e sorriu para mim. Eu ainda o encarava com a sobrancelha arqueada.
Levantei-me indo para frente da mesa e encostando-me ali. Limpei a garganta.
— O que faz aqui? — Perguntei.
— Ah, — Leo se aproximou pensativo. — Sabe, eu estava em casa, pensando em você e em quando aceitaria meu convite novamente.
Ri pelo nariz.
— Pensando em mim? — Pergunto. — Me poupe Valdez.
Leo ficou cara a cara comigo. Colocou a mão em meu rosto, acariciando minha bochecha com o polegar e logo em seguida o passando em meu lábio inferior. Eu estava me perguntando por que Me sentia uma menininha perto dele e em como uma calcinha se molha tão rápido.
Leo encarou-me sorrindo convencido.
Ele caminhou para o outro lado da minha mesa e sentou-se em minha cadeira. Virei-me o observando. Leo havia colocado os pés em cima da minha mesa, eu me segurava para não expulsá-lo dali.
— Por que não? — Questionou ele. — Continuando minha história: daí eu lembrei que nunca havia vindo ao seu trabalho te fazer uma visita. Então eu resolvi vir te ver. Aliás, esse prédio é demais, todo em vidro...
— Pena, pois você nunca mais o vera ou entrará aqui. — Sorri vitoriosa. Peguei o Telefone e apertei alguns botões, mas o objetivo logo foi tomado de minha mão.
Leo o colocou no lugar.
— Acho que sim, — Ele sorriu para mim afastando uma pequena mecha do meu cabelo. — Vou vir várias vezes aqui para te visitar de vez em quando.
— Só pra isso? — Perguntei enquanto o fitava.
— Poderias fazer outras coisas... — Ele puxou-me pela cintura falando perto do meu ouvido, eu sentia sua respiração em meu pescoço. — Aliás, eu adoraria bagunçar essa mobília cara com você.
Fechei os olhos enquanto me arrepiava.
— A prática leva a perfeição — Comecei afastando-me para encara-lo — Então por que não começarmos de agora?
Ele me apertou mais contra si. Fitou meus olhos desviando o olhar frequentemente para minha boa. Puxei seu lábio inferior e quando percebi eu estava em cima da minha mesa. Leo estava entre minhas pernas, subindo minha saia. Alguns botões da minha blusa já abertos. Beijávamo-nos ferozmente, Leo trazia-me cada vez mais pra perto. De repente ali ficou quente e tudo que eu queria era me despir para ele.
— Vocês vão para por conta própria ou eu vou ter que descer do salto para arremessa-lo em vocês?
Havíamos nos separado rapidamente. Leo parecia envergonhado por se encontrado naquela situação. Eu também estava envergonhada. Ele ajeitou minha saia me olhando nervoso e saiu do meio das minhas pernas. Desci da mesa fechando os botões da minha blusa.
Hylla devia estar bem longe daqui!
Minha irmã estava dentro de um terno feminino preto sorrindo para nós.
— Prefiro assim. — Ela diz ao cruzar os braços. — Aliás, o que estão fazendo aqui?
— Eu ainda não contei pra ela. — Leo diz, desviando sua olhar do meu que lhe olhava de forma estranha.
— Ainda não me contou o quê? — Questionei confusa oscilando o olhar entre os dois.
— Ande logo Valdez, eu precioso voltar as minhas tarefas. — Falou Hylla.
— As mulheres da família de vocês adoram uma pressão, não é? — Leo diz parecendo nervoso.
— Quer que eu desista? — Perguntou Hylla o encarando.
— Não, por favor, não. De modo algum! — Ele praticamente implora. — A gente vai viajar!
— Oi? — Perguntei. — A gente?
— Sim.
Voltei para minha cadeira em silêncio.
— Acho que não. — Disse eu pegando um dos contratos. — Tenho muito trabalho.
— Você vai. — Hylla Fala fazendo-me encará-la confusa.
O que deu na cabeça dela? Eu sou uma peça fundamental para aquela empresa, sem mim parte disso aqui desaba.
— Não. — Eu disse voltando ao contrato.
— Meio que não tem como voltar atrás. — Falou Leo fazendo-me voltar minha atenção para ele. — Eu já paguei tudo!
— Você é louco Leo? — Perguntei.
— Sim. — Disse ele.
— Você pode nos dá licença Leo? — Perguntou Hylla.
— Claro. — Disse ele já se encaminhando para a porta.
— Obrigada. — Agradeceu ela e esperou até que ele vivesse saído da sala.
— Eu não vou nessa viagem. — Eu disse fingindo ler o contrato que estava em minhas mãos.
— Ah, Reyna — Começou ela aproximando-se da minha mesa. — Você precisa de férias, de um tempo para você e curtir um pouco a vida. — Ela fez um gesto apontando para a porta atrás de si que indicava que o "curtir um pouco a vida" era aproveitar o corpinho do Leo.
— Quem é você é o que fez com Hylla Ramirez Arrelano? — Questiono semicerrando os olhos.
Hylla deu de ombros.
— Eu sou a mesma Hylla de sempre. — Disse ela sorrindo um pouco. — Agora pega sua bolsa, sai por aquela porta, arrasta aquele cara e achem um lugar com isolação acústica!
Olhei para ela incrédula. Aquela não era a Hylla que eu conhecia.
— Tomou chá de bom humor? — Questionei levantando-me.
— Uma reuniãozinha no domingo. — Diz ela recostando-se a mesa.
— Só uma reunião? — Pergunto apanhando minha bolsa do chão.
Hylla fez que não com a cabeça. Abri a boca em um perfeito O, mas logo o desfiz e voltei a sorrir.
— Você precisa de mais reuniões como essa. — Digo encaminhando-me para a porta. — Eu volto em quantos dias?
— Se depender de mim muitas reuniões como essa. — Falou Hylla sorrindo. — A partir de amanhã? Três meses.
Arregalei os olhos.
—Três meses? — Questionei.
— Até lá espero que você tenha aproveitado bastante do Leo. — Disse ela. — Ligue-me.
— Pode deixar. — Eu disse sorrindo ainda tentando aceitar a ideia de que terei três meses de férias em algum lugar com o Leo.
Sai dali e procurei-o com os olhos.
Leo estava sentado brincando com algo entre os dedos. Quando me viu ele guardou o brinquedo. E eu encaminhei-me até o elevador. Ele me seguiu sorrindo.
Ficou em silêncio, sem perguntas nem olhares até o momento em que estávamos dentro do elevador e eu perguntei:
— Para onde vamos?
— Surpresa. — Disse ele ao se aproximar. — Mas hoje você vai passar o resto da tarde comigo.
— Para onde vamos? — Questiono novamente.
— Você não vai ficar fazendo essa pergunta não é? — Perguntou ele puxando-me pela cintura, lhe encarei.
— Para onde vamos? — Perguntei novamente.
— Eu vou ter que te deixar de castigo! — Disse Leo.
— Eu Não sou nenhuma criança e você não é minha mãe. — Bati de frente com ele.
Leo sorriu de forma sacana, com cara de convencido.
Ele me girou, encostando-me a parede do elevador, segurando minhas mãos com apenas uma das suas e com a outra mão em minha cintura.
— Conheço vários tipos de castigo. — Sussurrou perto do meu ouvido
— Por que não me mostra um deles? — Pergunto o olhando por cima de ombro.
O que eu estava fazendo? Onde eu estava me metendo?
— Você vai conhecer vários nessa viagem. — Disse ele, prensando-me com seu corpo ainda mais na parede. Leo continuou a sussurrar: — Vou dar um jeito de te mostrar todos em três meses.
Sorri.
Thalia
Alguns dias depois...
— Então quer dizer que sua avó vai voltar pra Itália depois de amanhã? – Perguntei ainda processando todas as informações que Nico havia me passado em menos de dez minutos.
— Sim. – ele confirmou com a cabeça.
— Mas seu primo, Giovanni, vai ficar? – Franzi o cenho.
— Uhum.
— Bianca acha que vamos ter uma sobrinha – Eu dizia. – E sua mãe disse que não se importava se estamos juntos ou não.
Nico confirmou com a cabeça. Ele abraçou meu corpo antes de dizer:
— São Noticias boas, não? – Perguntou ele olhando-me.
— Hmm. — Olhei para Nico, não muito satisfeita com a parte em que o primo dele fica em Now York. – São, são ótimas noticias meu bem.
— O que foi? – Perguntou ele.
— Nada. – Falei, para logo em seguida encostar seus lábios aos meus.
—Ai, Di Angelo, pegando a viva e morta. – Ouvimos a voz de Octavian que passava com seu grupinho.
Nico encarrou a parede do outro lado do corredor até o momento em que eles desapareceram no corredor.
Já fazia alguns dias que Silena havia voltado a estudar. Alguns dos alunos estavam chocados outros não a conheciam. Ela estava no segundo ano bem longe de nós dois e só por isso eu estava... Não, eu não estava feliz, quer dizer ela ainda estava ali. Iriamos cruzar com ela pelos corredores diversas vezes até que acabacemos os estudos.
As piadinhas de Octavian haviam piorado e cada dia era uma nova coisa esquisita de se ouvir. E eu não sei em quem batia: No Octavian por fazer as piadas idiotas ou em Nico que não movia uma palha quanto a isso. Eu acabaria agredindo os dois.
— O que foi? No que está pensando? – Perguntou ele trazendo-me ainda mais para perto.
Estávamos sentados em frente ao meu armário, estávamos no intervalo. O Beijei novamente. Agora fazíamos isso em publico. Algumas pessoas nos olhavam estranho e meios surpresos quando estávamos de mãos dadas nos corredores, mas não ligávamos.
— Nada. – Falei.
Tirei o celular do bolso e comecei a desenrolar os fones que estão enroscados ao celular.
— Você está estranha. – Nico falou semicerrando os olhos olhando-me.
Imitei seu ato de semicerrar os olhos.
— Com o quê? – Perguntei. – Eu estou normal...
Eu continuaria se não eu tivesse sido interrompida por Mick, um dos meus colegas da turma de espanhol.
— Thalia, desculpe incomodar, mas poderias conversar rapidinho? – Perguntou ele.
Nico nos olhava. Eu fiz que sim com a cabeça e logo em seguida levantei-me dizendo para Nico:
— Segura pra mim? –Pedi, lhe estendendo o celular.
Nico fez que sim com a cabeça, pegando os fones e o celular que estava desbloqueado, indo com Mick a um ponto próximo de onde antes estava com Nico.
Mick falou-me sobre o trabalho que precisaríamos fazer em grupo e marcou para nos encontrarmos na casa de Mary, uma dos membros do grupo.
Mas rapidamente ele mudou de assunto e começou a falar de uma festa que ele e os amigos fariam pra outro amigo que estudaria conosco no ano seguinte. Ele me convidou para a tal festa e pediu que eu levasse minhas crianças, mais conhecidas como Annabeth, Chris, Clarisse, Percy e Nico.
Parei de prestar atenção em sua conversa e desviei o olhar para Nico que nos olhava. Ele me olhou por um segundo, depois desviou o olhar voltando a encarar a parede do outro lado do corredor e logo em seguida olhou para o celular fingindo que mexia no mesmo.
Eu o levaria aquela festa, ou ao menos tentaria.
Voltei-me para Mick.
— A gente vai, sim. – Eu disse para Mick. – Você pode me passar o endereço depois?
— Claro. – Falou ele.
Fiz um gesto de cabeça. Voltei para perto de Nico e me agachei em sua frente. Ele levantou o olhar e depois voltou a baixa-lo ao perguntar:
— O que foi? – Seus dedos fuçavam minhas músicas no celular.
— Nada. – Falei voltando a ficar de pé. – Venha Nico, eu estou com fome.
Nico ficou de pé.
— Quando você não está? – Perguntou ele e eu lhe dei um leve empurrão.
— Você tá me chamando de gorda? – Perguntei semicerrando os olhos.
— Nenhuma dessas palavras saiu da minha boca!- se defendeu ele.
Seguimos pelo corredor.
— O que seu amigo queria? – Perguntou ele com a cabeça baixa.
— Ah, nós vamos fazer um trabalho. – Respondi.
— Trabalho? – Questionou ele me olhando.
— Um trabalho em grupo, estávamos combinando de ir pra casa da Mary fazer o trabalho lá. – Expliquei.
— Ah, bom. – Nico falou assentindo.
Ri pelo nariz o vendo corar um pouco. Aproximei-me dele pegando sua mão e o fazendo passar o braço pelos meus ombros. Peguei o fone que estava solto, Nico escutava Training Wheeles da Melanie Martinez.
— Hmm, quer tirar a roupinha pra mim? – Perguntei o fazendo corar novamente.
— Prefiro que seja ao contrário. – Nico respondeu baixinho.
Foi minha vez de corar.
Fomos para o refeitório, compramos comida e achamos a mesa em que nossos amigos estavam em silêncio.
— Quem morreu? – Perguntei ao sentar-me ao lado de Percy e Nico ficou a minha direta.
Vi Annabeth revirar os olhos enquanto comia seu macarrão em silêncio.
— Eles brigaram, de novo, mas dessa vez foi feio. – Explicou Clarisse que estava entre Chris e Annabeth.
Foi minha vez de revirar os olhos.
— Por que não param com essa porcaria de briguinhas idiotas e se pegam logo? – Perguntei irritada, pois eles ultimamente têm passado dos limites.
Annabeth me olhou com cara de nojo, já Percy continuou a comer no mundo da lua, cem por cento nem aí pra nós.
— Não, obrigada. – Annabeth falou sorrindo de escárnio.
Olhei para Clarisse entediada, ela me olhou de mesma forma.
— O que acham de uma festa? – Perguntei deixando o assunto “Briguinhas de um futuro casal” de lado.
— Quando e onde isso? – Perguntou Annabeth super interessada.
— Depois que eu voltar de Londres. – Falei.
— Voltar de Londres? – Perguntou Nico surtando um pouco. – Como assim?
— Já te explico. – Disse para ele que parecia surtar. Voltei-me para nossos amigos: – Vão querer ir?
— Claro. –Annabeth foi a primeira a aceitar. – Clarisse também vai com a gente.
— Ela já confirmou minha presença. – Clarisse deu de ombros.
— Eu vou. – Chris falou sem se desconcentrar de seu prato.
— E você Percy? – Perguntei o olhando.
Percy nos olhou cada um por um instante, ignorando apenas Annabeth, e disse:
— Não.
Percy levantou-se, pegando sua bandeja vazia e saiu dali.
— Chama o Giovanni. – Sugeriu Annabeth no mesmo instante em que o sinal tocou.
Os três se levantaram, despediram-se e seguiram seus caminhos. E eu ainda estava indignada com a falta de vergonha na cara de Annabeth.
— Como assim você vai pra Londres, Thalia? – Nico chamou minha atenção.
Virei-me para ele.
— Se Calma Nico. – Pedi.
— Como você quer que eu fique calmo? – Perguntou ele com os olhos arregalados. – você vai voltar para Londres. Você iria voltar sem me falar nada! – Sorri do seu desespero. – E agora está rindo do meu desespero... Que droga!
— Nico, eu faço dezoito no dia 22 de dezembro. — Falei.
— Outra coisa que você não me falou. – Ele cruzou os braços. – Vai me dizer que você era uma viciada em drogas agora?
— É perto do Natal e meus pais querem que eu passe essas datas com eles. – Contei. – São apenas sete dias e depois eu volto pra você.
— Sete dias? – Perguntou ele com o cenho franzido e fazendo beicinho.
Fiz que sim com a cabeça.
— Eu faço uma conta no Skype pra você para nos falarmos durante esse tempo. – Falei. Nico fez que sim com a cabeça. – E juro que fico aqui para seu aniversario em janeiro.
— Como você sabe que meu aniversario é em janeiro? – Perguntou ele.
— 28 de Janeiro. Um belo aquariano. – Falei. – Andei conversando com Bianca.
— Aqua-o-que? –Questionou ele confuso.
— Seu signo bobo. – Falei.
— Qual o seu?
— Capricórnio. Segundo o zodíaco somos duas pedrinhas de gelo. – Falei ao me levantar. Nico fez o mesmo.
Virei-me para ir para perto dele e esbaro em ninguém mais, ninguém menos que Silena Beauregard.
Ela sorriu envergonhada. Sua beleza extrema ainda me aterrorizava.
— Desculpe-me Thalia. – Ela falou.
Eu fiquei paralisada. Minhas pernas não sabiam mais andar, em minha boca veio um gosto azedo. O que estava acontecendo comigo?
Mas Nico me puxou dali.
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