Notas iniciais
Eae leitores! Tdb?
N prometo nenhum ritmo de postagem, porque sou um ser muito ocupado com o League of legends, etc...
Maaaas, espero que aproveitem!
Boa leitura e tchaaaaaaaau!

Era uma pessoa comum. Igualzinha a muitas outras. Alta, não muito magra, cabelos muito escuros, braços e pernas extremamente compridos. Usava óculos retangulares, com haste de metal, pretos. Camisas xadrez, e calças jeans azuis, sempre. Seus dias eram todos metodicamente iguais. E noites também.

Naquele momento, dormia. Mas todas as noites, cuidava para que seus braços e pernas não ficassem para fora das cobertas. — Morria de medo de que fosse puxado, durante o sono, por alguma criatura não humana.

Mas um dia, por descuido, aconteceu.

Quando o relógio ao lado de sua cama marcava, com mostrador digital vermelho, 3h47 minutos da manhã, algo aconteceu. Jorge sentiu algo frio envolver seu pulso, como se o próprio ar frio estivesse concentrado naquela região, em formato de mão humana.

Tomado pelo susto, gritou. Mas morava sozinho, e sem vizinhos, ninguém lhe escutou. Tentou se segurar nas madeiras da cama, mas foi inútil. Quando suas palpitações se tornaram fortes o bastante para tirá-lo completamente do sono, se viu deitado num chão frio, num ambiente tão escuro, que não podia ver nada.

Aquele não era seu quarto.

Gritou. O mostrador vermelho do relógio parecia brilhar muito acima de sua cabeça, no que parecia ser o teto daquela profunda sala.

Houve um estalo, e luzes se acenderam. Passado o choque visual causado pela claridade, encontrava-se num longo corredor, onde todas as portas eram espelhos. O chão era xadrez, e isso contribuía para as dores de cabeça e o stress que o ambiente lhe provocava.

Nenhum espelho tinha maçaneta. Mas o vidro parecia mover-se como liquido, assim como tudo. Jorge aproximou-se e viu seu reflexo, de costas para ele.

Chamou-o. Ele se virou. Eram iguais. "O que é você?", perguntou ele. "Sou tudo aquilo o que você não foi", respondeu o reflexo, aborrecido.

Jorge soltou uma exclamação. Virou-se para o outro espelho, bem próximo, do outro lado do corredor. A resposta foi a mesma.

Disparou em alta velocidade pelo corredor de espelhos, mas parecia não ter fim. Inúmeros outros Jorges, hostis a ele, viravam-lhe as costas. Por fim, caiu exausto ao lado dos espelhos.

Ao apoiar a mão no vidro, sentiu novamente algo lhe segurar o pulso, dentro do fluído, e mais uma vez, sentiu seu corpo cair na escuridão.

Desta vez, estava dentro de um elevador em queda livre, o painel possuía a mesma cor vermelha de seu relógio, e só havia três botões nele. 3, 4 e 7.

Tentou se segurar nas paredes, desesperado, mas a queda prosseguiu até se chocar contra um mundo de água. Sentiu água subindo por suas calças, e por fim, em seus cabelos. Mas ainda respirava.

Estava numa fenda, no fundo do mar. Uma enorme fenda. Parado, em frente ao abismo que separava o barranco de areia do mais completo nada. Num ato de coragem, Jorge se atirou para as profundezas.

Notas finais
Por hoje eh so, pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.