Marie corria sem destino. Os cabelos ruivos esvoaçando ao vento. Os olhos verdes cintilando de medo.

Não sabia pra onde estava correndo, mas sabia que estava fugindo. Fugindo de que? O lugar onde estava era uma sala envolta em sombras e sem limites.

Quando finalmente parou pra retomar o fôlego se viu diante de uma casa de madeira que mais parecia uma mansão e pela aparência estava abandonada ha anos.

Ela optou por entrar na tal casa, quem sabe ela não encontrava um lugar onde se esconder. Marie subiu a pequena escada e hesitou por alguns instantes antes de virar a imponente maçanata e constatar que a porta não estava trancada.

Mesmo empoeirada e cheia de teias de aranha, os candelabros estavam acesos, iluminando o cômodo com pequenas chamas bruxuleantes e fazendo o lugar lhe passar uma estranha sensação de nostalgia.

Enquanto rondava pela casa Marie percebeu que os corredores mais pareciam labirintos e eles se estendiam muito mais do que o tamanho inicial da casa.

Por onde passava ela podia sentir as sombras se movendo, a observando. Marie voltou a correr procurando uma saída, mas todas as portas estavam trancadas e ela estava perdida. Acabou entrando em um dos quartos, que estava com a porta aberta, já em desespero.

A pouca iliminação que agora vinha da lua cheia não a permitia enxergar direito, mas podia distinguir uma boneca sentada em uma cadeira de balanço de costas pra ela. Andando com passoa leves e incertos ela deu a volta na cadeira com a intenção de ver o rosto da ver o rosto da boneca.

Com um movimento repentino e brusco a boneca se mexeu olhando diretamente nos olhos de Marie. Elas eram iguais, mas no rosto da boneca estava estampado um sorriso cruel.

- Minha. — sussurrou a boneca estendendo o braço na direção de Marie.

Marie virou-se na direção da porta com o intuito de fugir, mas não havia mais saída. No lugar da parede haviam um grande espelho e não era ela refletida nele, mas sim uma boneca.

Uma boneca com leves cachos ruivos e olhos verdes artificiais. Uma lágrima escorreu por susa bochechas rosadas, que não voltaria a se mexer.

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