Notas iniciais
Desculpe a demora! Mas época de prova não é fácil mesmo!
Na verdade, estou deixando o trabalho de História de lado pra postar aqui... Mas isso fica entre nós, ok?

— Olá, Haruka — uma voz familiar disse — É bom te ver assim de novo. — Cecil? — perguntei, descrente — O que está fazendo aqui?

Cecil fez uma cara não muito feliz ao ver minha "empolgação".

— Pensei que ficaria feliz em me ver — olhou pra baixo — Parece que me enganei — quase podia ouvir as lagrimas na ua voz, mas ele não estava chorando. Que bela amiga! Acabei de reencontra-lo e nem fico feliz. Só que eu estava feliz. Muito mais feliz do que imaginei que poderia ficar.

Percebi que enquanto meus sentimentosde alegria aumentavam, os de Cecil iam diminuindo. Ele estava triste com a recepção, e meu silêncio aparentemente só confirmava o que ele pensava.

-Eu fiz algo errado ?

— Não! Não é isso! — apesar de Cecil ter me ajudado a aliviar a situação, eu não acho que ficar com um homem no meu quarto era uma boa idéia — Só estou surpresa por você ter se... transformado — corei, ainda não tinha certeza se estava louca, então precisava perguntar — Hãn... Você vira mesmo um gato? Ou você é um gato que vira homem? — implovara por respostas.

— Sobre isso, Nanami... — ele riu e passou a mão na cabeça — acho que ainda é cedo pra te explicar, é muita informação...

— Tudo bem, não ligo... — começei a dizer, mas percebi que tinha dito alguma coisa errada,por que quando ele disse isso, na verdade estava dando uma desculpa. Ele não estava pronto pra me contar ainda, então não podia fazer nada, a não ser esperar. Afinal, um dia eu ia saber, um dia ele precisaria me contar — de não saber — terminei

Cecil sorriu e disse:

— Obrigada, Nanami — foi sentar ao meu lado na cama

Houve um pequeno barulho de falas vindas da sala, então nós dois olhmos para porta.

— Nanami, por que eles estão a qui com você? — Cecil voltou-se para mim

— É uma longa história — sorri — Resumindo, ficamos presos por causa da chuva — suspirei, e me lembrei de outra coisa que queria perguntar

— Ei, Cecil — me movi na cama para ficar de frente pra ele — Por que você está a qui? — repeti a primeira pergunta que tinha feito

— Eu sempre estou com você, Nanami — ele sorriu docemente — Você só não percebe.

Depois disso, Cecil ficou sério, mas a doçura não saiu do seu rosto. Parecia muito mais novo agora, inexperiente, mas decidido. Como se você estivesse com dificuldade em uma matéria da escola, mas estivesse disposto a entende-la.

Como se você fosse fazer uma coisa que esperasse muito, mas ainda não sabia com ia fazer ou ia ser.

Cecil estava assim, e eu talvez também estivesse.

Ele pegou delicadamente minha nuca, me puxando tão devagar, que só percebi quando não havia jeito de voltar atrás. Cecil pressionou os lábios no meus como se eu pudesse me quebrar e desaparecer a qualquer instante.

Fiquei sem reação, não sabia o que fazer.

Devolver o beijo? Não, eu não sabia beijar.

Empurra-lo? Eu nem conseguia me mexer, e não queria ferir seus sentimentos.

Então só fiquei parada, sem demonstrar alegria e nem irritação com o beijo. Aposto que isso o preocupou, por que do nada ele parou e se afastou.

— Nanami? Fiz alguma coisa errada? — Ele perguntou, estava aflito. Ele tem tanta experiencia nisso quanto eu — pensei, ele deve estar com medo de ser rejeitado.

— Não — Falei. Corei. Sorri.Se ele estava confuso, então era melhor esclarecer as coisas pra ele — Não fez nada de errado — então, muito mais lentamente que ele, me aproximei. Fechei os olhos e fiz uma coisa que nunca pensei que faria. Beijei uma pessoa. Não só beijei, como me declarei para ela. Cecil não parecia se importar, pelo contrário, na verdade.

Então só aproveitei o momento, afinal agora não tinhamos feito nada errado.

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Deitamos na cama quando respirar se tornou impossivel de adiar.

Ambos estavamos felizes por descobrir esse novo sentimento. Esse novo toque.

— Nanami — Cecil se virou e ficou cara a cara comigo — Promete que vai fazer isso comigo de novo? Promete que nunca vai esquecer o que sentiu aqui? — apesar de sorrir, sabia que aquilo era sério.

— Claro que sim — sorri também — Não dá pra esqueecer coisas como essas.

— Eu sei, mas também sei dos seus amigos — ele disse, ainda mais sério — Sei que eles gostam de você como eu — sorriu largamente — Não tanto quanto eu, mas sei que te vêem mais do que uma amiga.

— Não sei, é muito dificil saber... — parei quando Cecil lançou um olhar estranho pra mim. Como se saber disso fosse a coisa mais fácil do mundo!

Ele riu da minha cara de contradição e disse:

— Tudo bem. Falamos disso mais tarde — beijou minha testa.

Me aconcheguei mais no seu corpo e adormeci, tentando não pensar que de manhã ele estaria em sua forma como gato. Pensar nisso fazia minha cabeça doer. E queria sonhar com ele na forma como humano, então pensei em nós dois nos beijando.

Funcionou perfeitamente.

Notas finais
Minna-san, espero que tenham gostado.
Kissus!