Uma Noite Chuvosa

2 As coisas nem sempre saem como esperamos


O final de semana chegou, minha mala estava no compartimento de carga do ônibus e eu não tenho idéia de copmo teve espaço pra ela e as outras malas com o tamanho super-extra-grande da bagagem de Shibuya. Quando reclamaram que ela só ia ficar dois dias e não um ano, ela ficou revoltada e bateu o pé. Como sempre convenceu a todos e levou sua bagagem quase do tamanho do ônibus inteiro. Duvidava que alguma coisa saisse viva de lá (ou pelo menos sem amassados).

Estava com a cabeça encostada na janela e minha respiração me impedia de ver alguma coisa lá fora. Mas eu sabia que estavamos quase chegando, não pelo tempo no ônibus ou por que eu soubesse aonde estavamos, era só que eu sentia a aura dos alunos e professores mudando de tédio pra expectativa.

Me remexi e olhei pra Shibuya do meu lado. Tinha acordado cedo com obarulho que ela estava fazendo. Andando pelo quarto com o secador ligado, falando no celular e pintando as unhas ao mesmo tempo. Não me perunte como ela conseguiu fazer isso, talvez além de cantora, ela sonhasse em ser ninja.Só pode.

Sorri e dei um pulo quando o ônibus fez uma parada brusca.

— Todos descendo! — os professores falavam, na verdade tinham que gritar por causa da conversa de todo mundo.

— Vamos Shibuya-san. Já chegamos — a sacudi de leve e percebi que ela estava um pouco quente — Shibuya-san, você está bem?

Ela abriu os olhos devagar e se levantou rápido.

— Claro que estou, Haruka! — ela deu um riso forçado — Vamos indo!

— AHHHHH! — gritei quando ela me agarrou pelo braço e saiu correndo.

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— Syo-san! Jogue pra mim! — Natsuki gritou quando Syo-kun pegou a bola que estavamos jogando

— Vou jogar pra que quiser! — Syo-kun gritou, estava irritado com Natsuki por ele o ter obrigado a exprimentar um biquini rosa e uma peruca loira comprida.

— Syo-kun, você é tão mal! — Natsuki reclamou

Syo me viu e jogou a bola.

— Pra você, Nanami! — jogou a bola com um mais força do que necessário. Ela passassou por cima da minha cabeça, quicou e só parou por que uma arvore atrapalhou o caminha. Podia jurar que tinha visto uma marca escura no lugar onde a bola tinha batido.

— Meu Deus! — sussurrei

— Desculpa, Nanami! — Syo-kun correu pra mim — Você se machucou?

— Deixa que eu pego! — Shibuya falou e correu

Logo todos estavam sentados aproveitando a saída de bola.

— Shibuya não está demorando demais? — Ittoki-perguntou

— É mesmo — Natsuki parou de segurar Syou-kun para ele exprimentar um sorvete com cara de barro — Será que aconteceu alguma coisa?

— É melhor imos verificar — Hijirikawa-kun falou

Fui a primeira a me levantar, me lembrei que ela estava meio quent e no ônibus e fiquei preocupada.

— Shibuya-san! — gritei quando vi que ela estava caida no chão. Coloquei a mão na sua testa e vi que ela estava muito mais quente do que antes — Shibuya-san...

— Essa não! — Ittoki correu pra onde nós estavamos e se ajoelhou do meu lado — O que aconteceu?

— Ela está com febre — disse — Temos que a levar para o hospital

Do nada Hijirikawa-kun tirou um celular e discou um número tão rápido que fiquei meio tonta olhando.

Enquanto isso os outros sentaram em volta de Shibuya-san. Ittoki-kun colocou uma mão no meu ombro e disse baixinho:

— Ela vai ficar bem, Haruka. Não se preocupe — Fiquei agradecida pela gentileza, mas queria dizer isso pra Shibuya-san. Mas ela não conseguia me ouvir.

Já tinha desmaiado várias veses por causa da minha saúde fraca, não era muito agrádavel.

Alguns homens vestidos de branco vieram e a pegaram com uma ambulância. Há essa altura já tinha várias pessoas em nossa volta, mas iam embora rápido, por causa das nuvens escuras que se aproximavam.

Notas finais
Comentem se gostarem, faz bem pro meu coração e não custa muito ;)